DOC A.A.A.

No período de 3 de novembro a 17 de dezembro, o Núcleo de Artes Cênicas apresenta, na Sala Arquimedes Ribeiro do Complexo Cultural Funarte SP, o espetáculo DOC. A.A.A.O espetáculo fica em cartaz de sextas a domingos, sempre às 19h. Os ingressos têm preços populares.

Em uma reunião de Adictos de Afeto Anônimos, os membros são livres para compartilhar o que sentem, em um ambiente sem julgamentos. Em comum, o que temos de mais humano: a dependência afetiva, a necessidade de ser amado e de amar, muitas vezes, sem limites. O espetáculo faz um apelo para que o público reconheça e acolha sua condição humana.

Sobre o Núcleo de Artes Cênicas

O Núcleo de Artes Cênicas (NAC) é um espaço de investigação das Artes Cênicas, que oferece gratuitamente um curso anual de atuação teatral tendo em vista questionamentos de paradigmas tanto da linguagem cênica quanto das práticas humanas do nosso tempo.

O NAC é coordenado por Lee Taylor, mestre em Pedagogia do Teatro – Formação do Artista Teatral junto ao Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (PPGAC/ECA/USP).

O curso de atuação do NAC é desenvolvido em três módulos, com duração aproximada de dez meses no total, sendo o primeiro dedicado ao aperfeiçoamento artístico de cada participante (quatro meses), o segundo à construção de uma obra teatral que estimule a criação autoral do elenco (quatro meses) e o terceiro à temporada do espetáculo (dois meses).

O NAC foi criado em 15 de abril de 2013 e desde a sua inauguração tem estabelecido parcerias com diferentes instituições, que apoiam e abrigam as atividades do curso e as temporadas dos espetáculos. Nos anos de 2014 e 2015 o NAC foi selecionado para o programa “Obras em Construção” da Casa das Caldeiras, onde realizou residência artística. A partir de 2016, o NAC estabeleceu uma parceria com o TUSP e com a Funarte SP.

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DOC. A.A.A.
Com Anderson Vianna, Flávia Meyer, Giovanna Siqueira, Livia Matuti, Paulo Victor Gandra, Rebeca Ristoff
Complexo Cultural Funarte SP – Sala Arquimedes Ribeiro (Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo)
Duração 90 minutos
03/11 até 17/12
Sexta, Sábado e Domingo – 19h
$20
Classificação 14 anos

MARIA RITA EM “VOZ E PIANO”

Theatro NET São Paulo recebe a cantora Maria Rita com o show Voz e Piano, nos dias 17 e 18 de novembro, sexta-feira e sábado, às 21 horas. O show volta às bases do ofício da artista, que estará acompanhada do músico Rannieri Oliveira. No setlist estão canções como Grito de Alerta, Cara Valente, Pagu, Over The Rainbow e Vida de Bailarina. O espetáculo tem figurino de Fause Haten.

Maria Rita começou a cantar aos 24 anos. Seu disco de estreia, lançado em 2003, vendeu mais de um milhão de cópias. O primeiro DVD, que saiu no mesmo ano, alcançou marca de 180 mil cópias. No total foram 15 indicações ao Grammy Latino e algumas turnês pela Europa, América Latina e Estados Unidos.

Sobre o Theatro NET São Paulo

Dois anos depois de abrirem o Theatro NET Rio (antigo Teatro Tereza Rachel), na capital carioca, os produtores culturais Frederico Reder eJuliana Reder inauguraram o Theatro NET São Paulo, localizado no quinto andar do Shopping Vila Olímpia. Com uma grande festa, a noite do dia 18 de julho de 2014 foi marcada por um inesquecível show de Gilberto Gil. Desde então, o teatro já recebeu em seu palco grandes nomes da música brasileira, além de espetáculos teatrais, musicais e eventos corporativos. Com um pouco mais de dois anos de atividades, a casa realizou mais de 600 sessões, com um público de aproximadamente 370 mil pessoas. Apesar de grandioso, tudo noTheatro NET São Paulo é aconchegante. Com 2.300 m² a estrutura conta com arquitetura moderna e tecnologia de ponta, em um conceito chique-nostálgico.

Maria Rita em Voz e Piano
Com Maria Rita
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 60 minutos
17 e 18/11
Sexta e Sábado – 21h
$120/$240
Classificação 12 anos

HEBE, O MUSICAL

O programa “Encontro com Fátima Bernardes” recebeu na manhã de hoje a visita de uma parte do elenco de “Hebe, o Musical” e o diretor Miguel Falabella, para uma conversa.

Foi apresentado o número “Beija Me”, em homenagem aos selinhos que a rainha da televisão dava nos seus amigos e entrevistados.

Não deixe de ver a matéria que fizemos com várias curiosidades sobre Hebe e que estão no musical. Clique aqui.

Hebe, o Musical
Com Adriano Tunes, Brenda Nadler, Carlos Leça, Carol Costa, Clarty Galvão, Daniel Caldini, Debora Reis, Dino Fernandez, Fefa Moreira, Fernando Marianno, Frederico Reuter, Giovana Zotti, Guilherme Magon, Keka Quarterone, Mari Saraiva, Maysa Mundim, Renata Bras, Renata Ricci, Renato Bellini, Renato Caetano e Rodrigo Garcia
Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823 – Jardins, São Paulo)
Duração 140 minutos
12/10 até 17/12
Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 18h
$50/$190
Classificação 12 anos

CHOPIN OU O TORMENTO DO IDEAL

Com Nathalia Timberg e a pianista Clara Sverner a montagem consagrada a Chopin, associa música e poesia sob a direção de José Possi Neto. A atriz Nathalia Timberg  pela primeira vez em sua carreira, interpreta um personagem masculino.

Partindo de recortes textuais da vida de Chopin, cartas de George Sand entrelaçadas com declarações e poemas de Musset, Liszt, Baudelaire, Gérard de Nerval e Saint-Pol-Roux, o espetáculo ilumina vinte anos da vida e da obra do compositor, criando uma possível subjetividade acerca de sua biografia com a objetividade e a poética do seu contexto histórico.

A montagem original teve sua estreia nos primeiros meses do ano de 1987, no Théâtre de la Gaîté-Montparnasse, em Paris. O pianista Erik Berchot, vencedor do prêmio Frédéric Chopin de Varsóvia (1980), uniu seus talentos aos do ator e autor Philippe Etesse para compor o espetáculo.

Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pelo site da Ingresso Rápido.

 

CHOPIN 3b EDSON KUMASAKA

Chopin ou O Tormento do Ideal
Com Nathalia Timberg e Clara Sverner
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo)
Duração 70 minutos
01 a 03/12
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$60/$80
Classificação 14 anos

SELVAGERIA

Selvageria’ é o terceiro projeto de Felipe Hirsch e Ultralíricos, coletivo formado em Puzzle’ (2013), espetáculo dividido em quatro partes que levou para o palco a obra de escritores brasileiros contemporâneos. A investigação literária continuou em A Tragédia Latino-Americana’ e ‘A Comédia Latino-Americana’ (2016), díptico encenado a partir de autores latino-americanos e de questões sociais do continente. Desta vez, o grupo se debruçou sobre livros e documentos da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin e sobre a Bibliographia Brasiliana pesquisada por Rubens Borba de Moraes. O resultado desta pesquisa será apresentado a partir de 3 de novembro no Sesc Vila Mariana, em temporada até 17 de dezembro.

Em cena, aparecem textos que começam com a famosa Carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei Dom Manuel (1500), passam por relatos, decretos, diários e chegam ao Triste Fim de Policarpo Quaresma’ (1911), de Lima Barreto, único texto da montagem não originado de um documento histórico. 

Esses documentos são europeus. A fala é dos europeus e dos selvagens civilizados contados por europeus brancos. São essas pessoas que falam. E esses documentos são aterrorizantes, comenta Felipe Hirsch.

Para o diretor, os espectadores podem achar que os textos foram escritos ou que se fez algum tipo de dramaturgia, tamanho o absurdo e a proximidade com a realidade de hoje. ‘’Selvageria’ fala sobre as raízes do conservadorismo no Brasil. Eu brinco de que a gente fez duas ficções (‘Puzzle’ e ‘A Tragédia e a Comédia Latino-Americana) e agora é nosso documentário. Esses documentos foram escolhidos não só pela importância histórica, mas, de fato, pela necessidade de entender que alguns deles são fundamentos do pensamento vigente’, analisa Hirsch.

Os textos:

Carta a El-Rei D. Manuel (Pero Vaz de Caminha, Portugal, 1500)

É o primeiro documento histórico sobre a descoberta do Brasil. A carta redigida por Pero Vaz de Caminha, escrivão da frota liderada por Pedro Álvares Cabral, descreve ao Rei de Portugal D. Manuel como era a terra e os nativos que nela habitavam. Nota-se o deslumbramento dos europeus ao se depararem com os selvagens e as belezas naturais do chamado Novo Mundo. As descrições retratam o primeiro contato com os nativos, menções ao Pau-Brasil, à Primeira Missa na Nova Terra e aos primeiros escambos feitos entre os descobridores e os indígenas. Como uma grande epígrafe do que viria ser a intervenção dos europeus sobre a história do Brasil, Caminha escreve a despeito da riqueza natural da nova descoberta: Porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar”.

Cest la dedvction du sumptueux ordre plaisantz spectacles et magnifiquves thea-tres dresse, et exhibes para les citoiens de rouen ville metropolitaine du pays de Normandie, a la sacre maiesté du treschristian roy de France, Henry Secõd leur souuerain seigneur, et à tresillustre dame, ma dame Katharine de Medicis, la royne son espouze, lors de leur triumphant ioyeulx et nouvel aduenement en icelle ville, qui fut es iours de mercredy et ieudy premier et secöd iours doctobre, mil cinq cens cinquante et pour plus expresse intelligence de ce tant excellent triumphe, les figures et pourtraicts des principaulx aornementz diceluy y sont apposez chauscun enson lieu comme lon pourra veoir parle discours de lhistoire (Robert Le Hoy e Jean Du Gord, França, 1551)

Em outubro de 1550, Henrique II, Rei da França, e sua esposa, Catarina de Médici, fizeram uma entrada solene na cidade de Rouen. Como era de hábito, foram realizadas pomposas celebrações. O ponto alto dessas festividades foi, porém, a reconstituição de uma aldeia indígena brasileira em praça próxima ao rio. Cerca de cinquenta índios brasileiros, que haviam sido trazidos de seu país por marinheiros normandos e que viviam na cidade, foram reunidos para povoar esta floresta. Para perpetuar a memória dessas magníficas festividades, Jean du Gord, famoso livreiro de Rouen, ordenou a impressão desse livro, que contém a descrição completa da festa brasileira em duas páginas.

Essais (Des Cannibales) (Michel de Montaigne, França, 1580)

Os mesmos índios que estavam na Festa Brasileira, em Rouen, continuaram a viver na cidade e foram durante anos uma das atrações turísticas do lugar. Quando o Rei Carlos IX visitou a cidade em 1562, foi apresentado a eles. Montaigne testemunhou o fato, e deve ter conservado vívida lembrança, pois se refere aos índios na famosa passagem Dos Canibais, presente em seus Ensaios.

Histoire de la Mission des Pères Capucins en lIsle de Maragnan et terres circonvoisines (Claude DAbbeville, França, 1614)

A obra narra a missão dos capuchinhos franceses ao Maranhão em 1612, integrada pelos padres Yves dEvreux, Arsène de Paris, Ambroise dAmiens e Claude dAbbeville, numa tentativa de colonização do Norte do Brasil e de evangelização dos índios.

Voyage dans le nord du Brésil fait durant les années 1613 et 1614 (Yves D’Evroux, França, 1615)

Escrita com a intenção de completar a obra de Claude dAbbeville publicada no ano anterior, Voyage dans le nord du Brésil omite o que já fora dito. Yves dEvreux, tendo vivido um ano e meio a mais na região, trata de detalhes como a fauna e a vegetação tropical do próprio Maranhão, ao passo que dAbbeville conta somente a história da missão. As muitas descrições publicadas sobre a ida dos capuchinhos franceses ao Maranhão levam a crer que os padres realizaram uma verdadeira campanha de publicidade em torno das expedições.

Campagne du Brésil faite contre les portugals (Louis Chancel de Lagrange, França, 1711)

À bordo da fragata LAigle, um dos 17 navios da armada francesa, o 1º Tenente Louis Chancel de Lagrange relata o assalto e a tomada do Rio de Janeiro em 1711, pela expedição comandada por René Duguay-Trouin.

Letters from the Island of Teneriffe, Brazil, the Cape of Good Hope, and the East Indies (Mrs. Jemima Kindersley, Inglaterra, 1777)

Mrs. Kindersley foi a primeira mulher a escrever uma narrativa sobre o Brasil. De origem inglesa, casou-se em 1762 com o oficial de uma companhia das Índias Orientais, motivo pelo qual os dois viajaram duas vezes às colônias em expansão.

Voyage Autour du Monde (Jacques Arago, França, 1822)

Jacques Arago, artista da expedição científica chefiada por Claude-Louis de Freycinet, escreveu o relato da viagem num estilo muito espirituoso e divertido. Sua expedição chega ao Rio de Janeiro em 1817 e Arago fornece uma longa descrição de sua estada em Guanabara. É um dos raros documentos que retratam em detalhes o Cais do Valongo, um dos maiores portos escravagistas do mundo. Suas inúmeras histórias impressionam pela realidade com que descrevem a crueldade física e moral praticada contra os escravos. A obra nunca foi traduzida ou publicada no Brasil.

Narrative of a voyage to Patagonia and Terra del Fuego, through the Straits of Magellan (John McDouall, Inglaterra, 1833)

O autor esteve de passagem pelo Rio de Janeiro em 1826 e foi mais um dos viajantes a testemunhar o triste espetáculo que se apresentava no Cais do Valongo.

Illustríssimo Senhor Luiz da Cunha / Meu Marido Senhor Luis (Teodora da Cunha e Claro Antônio dos Santos, Brasil, 1866 / 1867)

As cartas da escrava africana Teodora, escritas pelo brasileiro também escravo, Claro Antônio dos Santos, foram descobertas no Arquivo Público do Estado de São Paulo. Ao complementar o serviço de carpinteiro com alguns vinténs advindos da sua habilidade com a escrita, Claro foi autor de inúmeras cartas enviadas como expressão da vontade de Teodora e de outros escravos analfabetos.

Lei Saraiva (Brasil, 1888)

Oficialmente, é o Decreto nº 3.029, que entrou em vigor dia 9 de janeiro de 1881, e teve como redator final o Deputado Geral Rui Barbosa. O decreto instituiu, pela primeira vez, o Título de Eleitor. Entre suas medidas excludentes, está a proibição do voto de analfabetos e de brasileiros que possuam renda inferior a 200$, com exceção dos que ocupam os cargos listados nos artículos da Lei. Além disso, impôs uma série de multas para quem descumprisse seus termos, impedindo definitivamente que as massas da população tivessem representação e voz política, inclusive as mulheres, para quem a lei conservou a inaptidão ao voto

Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto, Brasil, 1911)

Exceção, o trecho de Lima Barreto é único texto não originado diretamente de um documento. De onde mais, porém, teria saído Policarpo Quaresma, apaixonado pela Pátria, conhecedor dos rios, dos heróis do Brasil”, “das suas cousas de tupi”, das mutilações em todos os países históricos? O que nos resta depois de uma história impregnada nas raízes de um conservadorismo bastardo, do qual ainda dividimos as louças?

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Selvageria
Com Blackyva, Bruno Capão, Caco Ciocler, Crista Alfaiate, Danilo Grangheia, Georgette Fadel, Isabel Zuáa, Magali Biff, Arthur de Faria, Adolfo Almeida Jr., bella, Dhiego Andrade, Mariá Portugal e Thomas Rohrer
Sesc Vila Mariana (R. Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo)
Duração 180 minutos
03/11 até 17/12
Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h
$40
Classificação 16 anos

AYRTON SENNA, O MUSICAL (Rio de Janeiro)

A história do brasileiro Ayrton Senna, tri-campeão mundial de Fórmula 1, o levou a ser reconhecido como um dos maiores pilotos de todos os tempos, herói nacional e ídolo internacional. Mas é a essência da sua personalidade e caráter, com espírito guerreiro e de solidariedade, que estará nos palcos do espetáculo “Ayrton Senna, o musical“, que estreia no Teatro Riachuelo Rio, dia 10 de novembro. Nesta sexta, 03 de novembro, inicia a venda de ingressos para o espetáculo.

Não será um musical biográfico tradicional. A história está focada durante as cinco últimas voltas, antes do acidente fatal em Imola (Itália).  “A vida dele passará por sua cabeça em um turbilhão de imagens, fragmentos e sensações”, explica Renato Rocha, o diretor. “A proposta era inovar dentro da estrutura do teatro musical.

Produzido pela Aventura Entretenimento, em parceria com a família Senna e apresentado pelo Bradesco, “Ayrton Senna, o musical” é a vigésima quarta produção da Aventura, em nove anos de estrada, e um espetáculo diferente de tudo o que já foi criado pela produtora até o momento. “Para falar sobre Ayrton Senna temos que voar alto“, comenta Aniela Jordan, sócia-diretora da Aventura, ao lado de Fernando Campos, Luiz Calainho e Patrícia Telles.

Claudio Lins e Cristiano Gualda são a dupla que assinam o roteiro e as canções originais – compostas especialmente para o espetáculo. “É incrível contar a história de uma pessoa normal que virou um herói nacional. O país precisa de referências nesse momento“, diz Claudio Lins.  “Escrevemos a primeira canção e fomos apresentar à família Senna. Estávamos muito nervosos, pois ninguém tinha ouvido ainda e eles foram logo os primeiros. Foi um momento inesquecível, único, muito emocionante!“, comentou Gualda.

Para dar movimento e velocidade ao espetáculo, a direção fica por conta de Renato Rocha, diretor que desenvolveu carreira internacional por quase 10 anos, reconhecido por unir circo e teatro. “Não tem como fazer um espetáculo sobre Senna sem muita velocidade, sons e luzes. Teremos muitos números aéreos e pendulares“, comenta o diretor.

Vinte e quatro atores/cantores/bailarinos/acrobatas compõem o elenco formado após audição entre 100 pessoas. Hugo Bonemer (Hair, Yank!, Rock in Rio, o musical e A Lei do Amor) foi o ator escolhido para interpretar o Ayrton. “Foi a audição mais difícil que já fiz. Além da pressão do personagem, o teste foi com uma música autoral“, comentou Hugo. “Eu buscava um ator que me emocionasse e o Hugo me emocionou com o olhar. Me lembrou o olhar do Senna pelo capacete“, disse Renato Rocha, diretor da montagem.

O espetáculo tem um canal no youtube onde apresentará uma websérie sobre como foi feito o musical. No segundo episódio, ficamos sabendo sobre a direção musical, a criação sonora e os músicos.

Ayrton Senna, o musical” traz nomes de peso na equipe criativa, como Gringo Cardia no cenário e direção de arte, Dudu Bertholini assina os figurinos, a direção musical é de Felipe Habib, criação sonora de Daniel Castanheira, coreografia de Lavínia Bizzotto e visagismo de Anderson Montes.

O espetáculo tem patrocínio da Atlas Schindler, Riachuelo, Sem Parar, Volkswagen Financial Services, apoio da Alelo e White Martins, Avianca como transportadora oficial e Localiza Hertz como locadora de carros oficial.

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Ayrton Senna, o Musical
Com Hugo Bonemer, Victor Maia, João Vitor Silva, Lucas Vasconcelos, Pepê Santos, Will Anderson, Leonardo Senna, Adam Lee, Ivan Vellame, Kiko do Valle, Natasha Jascalevich, Estrela Blanco, Karine Barros, Lana Rhodes, Bruno Carneiro, Douglas Cantudo, Juliano Alvarenga, Marcella Collares, Marcelinton Lima, Olavo Rocha, Laura Braga, João Canedo, Gabriel Demartine e Paula Raia.
Teatro Riachuelo Rio (Rua do Passeio, 40 – Cinelândia – Rio de Janeiro/RJ)
Duração 140 minutos
10/11 até 04/02
Quinta e Sexta – 20h30, Sábado – 16h30 e 20h30, Domingo – 19h
$50/$150
Classificação Livre

 

 

 

DOSTOIÉVSKI – TRIP

Sete anos após a estreia do premiado O Idiota – Uma Novela Teatral, as companhias Livre e Mundana se reencontram em Dostoiévski-Trip, nova viagem ao universo do escritor russo e ao célebre romance publicado em 1869. Com direção de Cibele Forjaz, o espetáculo, inédito no país, está em cartaz no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo.
 
O elenco de Dostoiévski-Trip é composto por atores criadores das companhias Livre e Mundana: Aury Porto, Edgar Castro, Guilherme Calzavara, Luah Guimarãez, Lúcia Romano, Marcos Damigo, Sergio Siviero e Vanderlei Bernardino. A direção de arte do espetáculo é assinada por Simone Mina.
 
Esta é a primeira montagem brasileira do texto de Vladímir Sorókin – um dos grandes nomes da chamada nova literatura russa –, já encenado em Moscou e Nova York. Na peça, um grupo de viciados aguarda a chegada de um traficante que lhes prometeu trazer uma novidade. Enquanto isso, conversam, discutem (e até mesmo brigam) sobre grandes nomes da literatura mundial – Kafka, Pushkin, Cervantes, entre outros – e seus supostos efeitos. Este, contudo, não é um encontro amistoso entre amantes das letras, e sim de um bando de pessoas que mal se conhecem, unidos apenas pela condição de viciados em literatura.
 
Ávidos pela próxima dose, os personagens são lançados em uma jornada pelo universo de Fiódor Dostoiévski (1821-1881). Em contato com a prosa do romancista russo, os personagens embarcam na trip do título e acabam por protagonizar uma das mais célebres passagens de O Idiota, na qualseus dilemas filosóficos e existenciais se aprofundam e se potencializam transcendendo para as formas do mundo contemporâneo.
 
Segundo Cibele Forjaz, a ideia de montar Dostoiévski-Trip surgiu ainda durante as apresentações de O Idiota – Uma Novela Teatral (2010), também dirigido por ela. Apesar de partirem da obra de um mesmo autor, para a diretora, as peças têm estéticas e temáticas bastante distintas. “Dostoiévski-Trip é uma espécie de pós-Idiota. Fizemos aquele espetáculo levando muito a sério a narrativa da novela e o seu lado humano e mais sensível. Esta, por sua vez, tem um desencanto pós-moderno. É Dostoiévski tomado como uma droga que a sociedade contemporânea não pode suportar, pois a sua poesia e sua humanidade não cabem mais nesse mundo, em que as relações sociais estão marcadas pela egotrip”, explica a encenadora.
 
O espetáculo também se beneficia de um traço comum à história recente de ambas as companhias: a pesquisa da obra do alemão Bertolt Brecht, que permeou o processo de criação. Além das leituras, também foram realizadas “travessias pela cidade” – uma experiência de toda a equipe pelas ruas de São Paulo que revelou, em uma sociedade viciada em excessos, um resquício de humanidade em meio ao concreto e à carência das populações de rua. Além de contrapor o texto russo com a realidade brasileira, a pesquisa de campo evidenciou a atualidade de Dostoiévski, autor que radiografou a burguesia de sua época e sua obsessão por dinheiro, poder e prestígio.
 
Além das apresentações em São Paulo, o espetáculo também cumprirá temporadas em Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte em 2018.

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Dostoiévski-Trip
Com Aury Porto, Edgar Castro, Guilherme Calzavara, Luah Guimarãez, Lúcia Romano, Marcos Damigo, Sergio Siviero e Vanderlei Bernardino
Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo)
Duração 120 minutos
28/10 até 18/12
Sexta, Sábado e Segunda – 20h, Domingo – 19h
$20
Classificação 16 anos
 
Sessão gratuita: 13/11 (segunda-feira), 19h30, seguida de bate-papo com o elenco e a diretora