11 SELVAGENS

Com direção e dramaturgia de Pedro Granato, o espetáculo 11 SELVAGENS estreia dia 24 de março, sexta-feira, às 21h, no Pequeno Ato. A peça reúne onze atores em situações onde as pessoas perdem o controle. No elenco, Anna Galli, Bianca Lopresti, Gabriel Gualtieri, Isabella Melo, Jonatan Justolin, Gustavo Bricks, Mariana Marinho, Mariana Beda, Rafael Carvalho, Renan Botelho e Vítor diCastro.

O trabalho foi criado ao longo do ano de 2016 a partir de experiências e observações do grupo de atores. São cenas do cotidiano em que explode um impulso descontrolado. Da violência à sensualidade, do absurdo ao trivial, são onze quadros interligados como uma camada de sociabilidade que pode rapidamente ser rompida em nossos dias.

O ponto de partida para o espetáculo é a tensão crescente no país em 2016. Foi um processo colaborativo, em que os atores trouxeram histórias vividas por eles ou relatos de conhecidos. A chave para a interpretação é realista em situações que tem um desenvolvimento absurdo, levando para um lugar muito inesperado. A peça retrata o universo desses atores e busca uma universalidade pelo caminho da identificação”, explica Pedro Granato.

O público acompanha tudo de perto, em arena, próximo. Em algumas cenas, é como se a plateia estivesse na mesma situação dos atores. Em outras é cúmplice e voyer, já que as cenas passeiam pelos diferentes lados da arena colocando atores e público lado-a-lado. “O jogo com o espaço cênico tem um aspecto imersivo de colocar o espectador na situação em que os atores estão trazendo. É a sensação de que tudo poderia acontecer com qualquer pessoa ali presente”, fala Granato.

Cada cena é levada ao paroxismo e quando parece não haver mais para onde ir, a música toma o ambiente e os atores extravasam em coreografias. É um trabalho visceral, que busca intensificar o conflito de cada cena. Histórias em que a plateia se identifica, músicas contemporâneas, tudo está equalizado para dialogar profundamente com a geração atual. “São fragmentos que formam um conjunto em que se observa essa polaridade e explosão que a gente percebe nas relações hoje em dia”.

O trabalho é hiper-realista, com o público próximo, como em um close detalhado de cada cena. Sua estrutura fragmentada em quadros permite que cada um faz sentido isolado, mas sua conexão permite diferentes interpretações. O figurino e a luz se baseiam em elementos minimalistas que são reconstruídos para cada cena. A intervenção musical dá agilidade à narrativa e permite uma explosão estética para além da verossimilhança.

O diretor Pedro Granato e o Pequeno Ato, juntamente com um grupo de novos atores dão prosseguimento à pesquisa estética que gerou o premiado espetáculo jovem Fortes Batidas – Prêmio APCA de Melhor Espetáculo em Espaço não Convencional, Prêmio Especial por Experimentação de Linguagem no Prêmio São Paulo e Prêmio Zé Renato para circulação.

A ideia é trabalhar com temas atuais e atores jovens explorando diferentes formas de incluir a plateia na cena, de forma que o espectador se sinta impulsionado a interferir ou tomar um partido na situação que se apresenta diante dela”, explica o diretor.

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11 Selvagens
Com Anna Galli, Bianca Lopresti, Gabriel Gualtieri, Isabella Melo, Jonatan Justolin, Gustavo Bricks, Mariana Marinho, Mariana Beda, Rafael Carvalho, Renan Botelho e Vítor di Castro.
Teatro Pequeno Ato (Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 70 minutos
24/03 até 06/05
Sexta – 21h; Sábado – 19h
$40
Classificação 16 anos
 
Direção e Dramaturgia: Pedro Granato.
Iluminação e assistência de direção: Gabriel Tavares.
Coreografia: Inês Bushatsky.
Produção: Victoria Martinez e Jéssica Rodrigues (Contorno).
Realização: Pequeno Ato.
Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli

EU NUNCA

O Teatro Raul Cortez recebe a peça adolescente ‘Eu Nunca’, que conta a história de três jovens com vidas extremamente opostas. No espetáculo, eles convivem e dividem as suas intimidades, sempre trazendo à tona as questões mais urgentes da juventude moderna.

No elenco e direção estão nomes já conhecidos pelo grande público. Júlio Oliveira é o diretor e também atua no espetáculo. O ator possui larga experiência na área artística e seu último trabalho na televisão foi em ‘Os Dez Mandamentos’, da TV Record. O ator, cantor e dublador Nicholas Torres interpretou o ‘Jaime’ na novela ‘Carrossel’ e na série ‘Patrulha Salvadora’ do SBT. Já a atriz Gabriela Gama começou sua carreira no palco aos 15 anos e possui mais de 30 peças em seu currículo, incluindo ‘Fortes Batidas’ – vencedor do Prêmio APCA como melhor espetáculo e o prêmio especial Femsa Coca-Cola por experimentação de linguagem.

A peça foi montada a partir de um conjunto de textos, depoimentos e pesquisas, escritos de forma coletiva. O texto possui uma linguagem descolada e aborda situações realistas a cada cena, sempre quebrando os clichês já apresentados em outros espetáculos do gênero.

O objetivo é fazer com que o jovem possa repensar o lugar em que se encontra atualmente, a partir de reflexões e críticas, e através das narrativas de vida dos personagens, que buscam transmitir um retrato dos principais problemas que afetam a juventude de hoje. A peça fica em cartaz até 26 de março, com apresentações às sextas às 21h, sábados às 20h e domingos às 19h.

 

Eu Nunca
Com Júlio Oliveira, Nicholas Torres e Gabriela Gama.
Teatro Raul Cortez (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 80 minutos
10 a 26/03
Sexta – 21h; Sábado – 20h e Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos
 
Direção: Júlio Oliveira
Dramaturgia: Criação Coletiva
Fotografia: Adriano Duarte
Produção Executiva: Aryane Faria & tOn Miranda
Direção de Produção: Bia Ramsthaler & tOn Miranda
Assessoria de Imprensa: Sanseverino Comunicação
Produção e Realização: Júlio Oliveira e Diversão & Arte

MISSA PARA CLARICE – UM ESPETÁCULO SOBRE O HOMEM E SEU DEUS (RIO DE JANEIRO)

Depois de bem-sucedida trajetória de um ano de apresentações ininterruptas, passando por mais de 15 teatros pelo Brasil e arrebanhando plateias de todo o Brasil com seu belíssimo e comovente ritual, ESTUDO PARA MISSA PARA CLARICE – UM ESPETÁCULO SOBRE O HOMEM E SEU DEUS, retorna ao Rio de Janeiro  no Teatro Glauce Rocha, no Rio. Criado e dirigido por Eduardo Wotzik, e contando com Cristina Rudolph, Natally do Ó e o próprio Eduardo em seu elenco, o espetáculo fica em cartaz no Centro da cidade, de quarta a domingo, sempre às 19h.

“Estudo Para Missa para Clarice” – Um espetáculo sobre o Homem e seu Deus, se transformou em um daqueles espetáculos necessários. “Missa Para Clarice” nos ajuda a nos lembrarmos que somos humanos. E cumpre com louvor a função do Teatro. Todo dia uma catarse. Uma catarse apolínea, meditativa, que costura para dentro, como queria Clarice. É lindo ver as pessoas durante o espetáculo se aproximando de si mesmas.

ESTUDO PARA MISSA PARA CLARICE traz um arauto e duas beatas claricianas que organizam, professam e processam as palavras de Clarice e recebem os espectadores. Assim como acontece nos templos religiosos, seguindo um missal (que também terá uma versão em braile), o público senta, levanta, reza, canta, respira junto, como num ritual. Em formato de missa, a montagem une o espaço físico do Teatro e todo o seu poder de encantamento, ao poder da palavra transformando o teatro num templo de reflexão.

Sagrada Clarice

É preciso dizer não à estupidificação, e sobreviver à miséria intelectual e espiritual a que estão nos submetendo. Nosso espaço artístico tem sido usado como passatempo ou entretenimento, em um verdadeiro desperdício de tempo, dinheiro e HD. Clarice Lispector usava uma expressão: “Use-se”. Complemento com o não “desperdice-se”, provoca o diretor. “A arte é o melhor remédio para o ser humano: ela nos ajuda a suportar a vida, a consciência da finitude e as doenças. Arte e religião são dois sistemas muito bem bolados pela humanidade, e, enquanto existirmos, lá estarão eles. ESTUDO PARA MISSA PARA CLARICE une esses dois sistemas num mesmo espetáculo e, as temporadas passadas, nos mostraram uma bela comunhão entre a palavra de Clarice, a cena, a música de Gorécki e o público”.

“Missa Para Clarice”, é um espetáculo reflexivo e divertido. Sem duvida, uma missa como você jamais viu.

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Missa para Clarice
Com Cristina Rudolph, Natally do Ó e Eduardo Wotzik.
Teatro Glauce Rocha (Avenida Rio Branco 179, Centro – Rio de Janeiro)
Duração 80 minutos
08/02 até 02/04
Quarta, Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos
 
Da obra de Clarice Lispector.
Edição e Texto final: Eduardo Wotzik
Direção de Arte: Analu Prestes
Iluminação: Fernanda Mantovani
Direção Artística Geral: Eduardo Wotzik
Direção de Produção: Jessica Leite e Michele Fontaine
Produção Executiva e Administração: Luana Manuel
Realização: Wotzik Produções Artísticas Ltda.
Assessoria de Imprensa: Aline Salcedo

 

 

ARTAUD, LE MÔMO

O espetáculo “Artaud, le Mômo” estreou em 2016 no Teatro da Aliança Francesa para comemorar o 120º aniversário de Antonin Artaud (1896-1948).   A seguir foi apreciado em curta temporada no Teatro Sérgio Cardoso.

A nova temporada do espetáculo, entre 10 de março e 2 de abril de 2017, na Funarte São Paulo, dará ao público paulista a oportunidade de vivenciar a elaboração meticulosa e abusada do universo alucinatório do poeta surrealista. Inspirado em textos artaudianos selecionados – As novas revelações do ser; Verdadeira história de Artaud, o Momo; Supostos e Supliciações; A face humana; O homem árvore, entre outros – o espetáculo demonstra a atualidade da poética artaudiana diante dos conflitos sócio políticos, econômicos e culturais em tempos globais.

“Artaud, le Mômo” confronta os “mantenedores da ordem do lucro das instituições sociais e burguesas”, os agentes das guerras e todas as formas de “escravidão contemporânea” com um combate em favor da “liberdade autêntica” do ser humano criativo.

Sinopse

“Artaud, le Mômo” é um espetáculo teatrocoreográfico de Maura Baiocchi sobre a vida e obra de Antonin Artaud. A linha mestra da dramaturgia é “o problema da liberdade autêntica”. Mostra a luta do poeta francês contra a institucionalização das formas de vida e sua tentativa de conquistar um corpo soberano. ARTAUD, LE MÔMO mistura dança, voz, música e vídeoarte. A equipe de criação consiste de artistas do Brasil, Alemanha e Argentina.

“Artaud, le Mômo” é uma síntese e um processo antropofágico da coreografia desenvolvida em cARTAUDgrafia, trilogia dirigida por Wolfgang Pannek e que traduz dimensões específicas da produção artaudiana – as crises do espírito, da cultura e da linguagem – relativas ao problema da representação no Ocidente.

Na mitologia grega, Momo é uma divindade nascida de Nix, a noite. Expulso do Olimpo por criticar os outros deuses, Momo é a personificação do sarcasmo, das burlas, da zombaria e das grandes ironias.  Comparável à função do palhaço ou do bufão.

Maura Baiocchi conta com uma equipe internacional e multidisciplinar: o alemão Wolfgang Pannek, co-diretor da Taanteatro, na dramaturgia, os argentinos Onofre Roque Fraticelli e Candelaria Silvestro na criação das vídeo-animações e os brasileiros Gustavo Lemos na trilha sonora e Eduardo Alves no desenho de luz. A encenação integra o projeto Taanteatro 25 Anos e tem o suporte do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

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Artaud, Le Mômo
Com Maura Baiocchi
Funarte São Paulo – Sala Renée Gumiel (Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 90 minutos
10/03 até 02/04
Sexta e Sábado – 19h; Domingo – 18h
$20
Classificação 12 anos
 
Direção, teatrocoreografia, performance e figurino: Maura Baiocchi
Dramaturgia e cenário: Wolfgang Pannek, Maura Baiocchi
Trilha sonora: Gustavo Lemos
Desenho de luz: Eduardo Alves
Videos: Onofre Roque Fraticelli, Candelaria Silvestro, Paula Alves, Bruna de Araujo
Produção: Wolfgang Pannek, Mônica Cristina Bernardes

 

EM CONSTRUÇÃO

Em Construção” show de lançamento do primeiro EP do cantor, compositor e ator Ruy Brissac, que conquistou o Brasil interpretando o cantor Dinho, no espetáculo “O Musical Mamonas”, acontece em São Paulo, no dia 7 de abril, no Teatro Augusta.

O show que tem como proposta a forma de linha do tempo, conta com dez músicas autorais e oito releituras de canções de grandes artistas, como a banda de sucesso Mamonas Assassinas, o cantor Tiago Iorc, Cazuza, Pitty, Paulo Ricardo, Raul Seixas, Kelly Key e Palavra Cantada, que fizeram parte da trajetória de Ruy.

Levando a plateia a uma viagem que vai da infância à vida adulta, o show conta com diversas intervenções de poemas, vídeos, performances, além da participação de amigos que marcaram fases da vida do cantor.

As músicas misturam todo o barulho e sentimento do Rock and Roll, com o melhor do Pop, trazendo em todas as fases do show uma lembrança, bons sentimentos e saudade para o público. O cantor brinca que está criando um novo estilo musical. “Minha música não é muito Pop Rock, eu diria que ela é meio Rock Pop”, comenta Ruy Brissac.

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Em Construção
Com Ruy Brissac
Teatro Augusta – Sala Paulo Goulart (R. Augusta, 943 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 90 minutos
07/04
Sexta – 21h
$60
Classificação livre

 

 

A VIA CRUCIS DO CORPO

Idealizado pela atriz Viviane Monteiro, o espetáculo A Via Crucis do Corpo é uma homenagem à escritora Clarice Lispector, um dos maiores nomes da literatura brasileira, cuja morte completa 40 anos em 2017.

O projeto reúne seis contos da obra homônima de Clarice Lispector, selecionados e adaptados para a narrativa: “O corpo”, “A língua do ‘p’”, “Ele me bebeu”, “Mas vai chover”, “Via crucis” e “Praça Mauá”.

As histórias contadas propõem um mergulho no universo feminino, em sua dimensão física, afetiva e espiritual. Sem rede de proteção, Clarice desvenda facetas desse universo: desde as mais perversas até as mais doces. Como uma via crucisprofana e íntima, conhecemos um pouco mais desse complexo e mutante universo feminino.

A linguagem diegética adotada pelo grupo mantem uma conexão do público com as imagens sugeridas pelos atores em cena. Durante o espetáculo, poucos objetos e cenário são utilizados.

Adaptado e dirigido por Adriana PiresA Via Crucis do Corpo estreia dia 31 de março, no Viga Espaço Cênico, com elenco composto por Leonardo Silva, Magiu Mansur, Tom Muszkat Cortese Viviane Monteiro.

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A Via Crucis do Corpo
Com Leonardo Silva, Magiu Mansur, Tom Muszkat Cortese e Viviane Monteiro
Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
31/03 até 19/05
Sexta – 21h
$40
Classificação 16 anos
 
Texto: Clarice Lispector
Direção e Adaptação: Adriana Pires
Assistência de Direção: Giovanna Koyama
Operação de luz e som: Luisa Furtado e Luiz Hirschmann
Figurino: Senac Lapa Faustolo
Vídeo e Fotografia: Isadora Tricerri
Design gráfico e arte: Gustavo Oliveira
Assessoria de marketing: Pollyanna Lima Pereira
Divulgação: Pollyanna Lima Pereira, Mariane Monteiro e Pedro de Landa
Trilha sonora: Ricardo Guerra e Adriana Pires

A MISSÃO EM FRAGMENTOS: 12 CENAS DE DESCOLONIZAÇÃO EM LEGÍTIMA DEFESA

Integrando a programação da quarta edição da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, a inédita A Missão em Fragmentos: 12 Cenas de Descolonização em Legítima Defesa é um dos três espetáculos brasileiros contemplados pela MITsp e compõe um dos eixos propostos pela mostra: o protagonismo negro/autodeterminação, que pretende, a partir dessa e de outras obras, rever processos sociais históricos de exclusão e de racismo e seus reflexos na construção da “persona negra” no âmbito das linguagens artísticas. O trabalho assinado pelo diretor Eugenio Lima conta com 15 performers negros em cena – atores, atrizes, músicos, djs, diretor e mais outros autores da diáspora negra, com dramaturgia de Claudia Schapira – e é inspirado em A Missão: Lembrança de uma Revolução, de Heiner Müller.

Na montagem, três emissários da Convenção Francesa viajam no inverno de 1798/99 para a colônia inglesa, a Jamaica, para ali organizarem uma revolta dos escravos: Debuisson, filho de Senhor de Escravos; Galloudec, um quase-branco, o intérprete; e Sasportas, um negro. Assim que estabeleceram as primeiras conexões, foram alcançados pela notícia de que Napoleão havia tomado o poder no dia 9 de novembro de 1799. Debuisson interrompe os preparativos. Acreditava estar agora sem o apoio do novo regime, trai seus companheiros de viagem entregando-os à coroa Britânica. O grupo Legítima Defesa decidiu enveredar pelo texto A Missão – lembranças de uma revolução, de Heiner Müller, assumindo a premissa de que não trair o autor seria o mesmo que negá-lo. Quinze performers negrxs em cena: Outras visões, uma narrativa outra. Pois enquanto existirem senhores e escravos não estamos dispensados da nossa missão.

Sobre o Grupo

Legítima Defesa é um grupo de artistas/atores/atrizes de ação poética e política, da imagem da “negritude”, seus desdobramentos sociais históricos e seus reflexos na construção da “persona negra” no âmbito das linguagens artísticas. Com essa ação, o coletivo abre um diálogo com outras vozes poéticas que tenham a reflexão e representação da “negritude” como tema e pesquisa. Esse ato de guerrilha estética surge da impossibilidade, surge da restrição, da necessidade de defender a existência, a vida e a poética. O grupo nasceu na edição 2016 da MITsp, a partir da performance Em Legítima Defesa, que ocorreu no CCSP – Centro Cultural São Paulo, Theatro Municipal e Itaú Cultural.

Outras atividades na MITsp

No domingo (19), ao término do espetáculo, será realizado o debate Diálogos Transversais, com o convidado Silvio Luiz de Almeida (jurista e filósofo) e mediação de Ruy Cortez (sócio-fundador e diretor artístico-pedagógico do Centro Internacional de Teatro ECUM (CIT-ECUM). A ação terá duração de até 50 minutos, sendo 30 minutos de fala do convidado e 20 minutos aberto a perguntas. Integrando a parte reflexiva e pedagógica da MITsp, complementa a programação, ainda, o Seminário “Discursos sobre o Não Dito: Racismo e a Descolonização do Pensamento“ com curadoria de Eugênio Lima e Majoí Gongora.

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A Missão em Fragmentos: 12 Cenas de Descolonização em Legítima Defesa
Com Eugênio Lima, Walter Bathazar, Gilberto Costa, Luz Ribeiro, Junior Cabral, Mawusi Tulani, Jhonas Araújo, Renato Caetano, Palomaris Mathias, Tatiana Rodrigues Ribeiro, Nádia Bittencourt, Thereza Morena, Fernando Lufer, Luiz Felipe Lucas e Luan Charles
Com a participação: Angela Davis, Anna Seghers, Sojourner Truth, Malcom X, Amílcar Cabral, Claudia Schapira, Aimé Cesarie, Achille Mbembe, Racionais Mc’s, Frantz Fannon, Marcus Garvey, Maya Angelou, Maurinete Lima, Lélia Gonzalez, Abdias do Nascimento, Frances M. Beal, Clovis Moura, Stokely Carmichael, Partido dos Panteras Negras, Carolina Maria de Jesus e Legítima Defesa.
Auditório Ibirapuera (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Parque do Ibirapuera, São Paulo)
Duração 120 minutos
17 a 19/03
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
$20
Classificação 16 anos (cenas de nudez)
 
Diretor: Eugênio Lima
Produção: Maia Gongora
Dramaturgia: Claudia Schapira
Preparação Corporal e Coreografia: Luaa Gabanini
Preparação Vocal e Spoken Word: Roberta Estrela D’Alva
Direção Musical: Eugênio Lima e Neo Muyanga
Música: Eugênio Lima, Neo Muyanga, Roberta Estrela D’Alva, Luan Charles e Renato Caetano
Consultoria Artística e Projeto gráfico: Daniel Lima
Cenário: Arianne Vitale
Fotografia e Retrato ancestral : Cristina Maranhão
Vj: Astronauta Mecânico
Animação: Beto Bassi
Luz: LabLUXZ_por Paulinho Fluxus e Diogo Terra
Figurino: Claudia Schapira
Desenho em cena: Renato Caetano
Autor – Heiner Müller
Tradução: Christine Röhrig