2 FILHOS DE FRANCISCO, O MUSICAL

TIME FOR FUN tem o prazer de anunciar que a emocionante história de sucesso da dupla Zezé Di Camargo & Luciano finalmente ganhará uma esperada adaptação para os palcos. “2 Filhos de Francisco – O Musical” tem sua estreia para o público marcada para 05 de outubro no Teatro Cetip(Rua dos Coropés, 88), localizado no Complexo Aché Cultural, em São Paulo.

Breno Silveira, diretor do filme homônimo, fará sua estreia na direção de espetáculos musicais. O roteiro é de Carolina Kotscho, com colaboração de Mariana Elisabetsky. Também fazem parte da equipe criativa: Miguel Briamonte (Diretor Musical, Composições e Arranjos Originais), Rachel Ripani (Diretora Associada), Marco Lima (Cenógrafo), Cesar de Ramires (Designer de Luz), Simone Mina(Figurinista), Marcos Padilha (Hair and Make Up Designer) e Marcelo Claret (Designer).

No elenco principal estão a atriz convidada Laila Garin (Helena) e Rodrigo Fregnan (Francisco). Os atores que darão vida à dupla sertaneja mais importante do país são Beto Sargentelli (Zezé Di Camargo) e Bruno Fraga (Luciano). Completam a montagem outros 20 atores, cantores e bailarinos de várias idades, além de uma orquestra com 7 músicos.
O espetáculo pretende emocionar o público com a trajetória e os sucessos da dupla sertaneja mais importante do país. A montagem é baseada no filme “Dois Filhos de Francisco”, dirigido por Breno Silveira, com roteiro de Patrícia Andrade e Carolina Kotscho, uma produção de Conspiração Filmes e ZCL em parceria com a Globo Filmes e Sony Pictures.  A película é um dos maiores sucessos recentes do cinema nacional, com números grandiosos: mais de 5,3 milhões de espectadores no cinema; quase meio milhão de DVDs vendidos; visto por mais de 30 milhões de pessoas em exibições na TV Globo, além de ter sido Indicação Oficial do Brasil ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2005.
Sinopse –  Francisco Camargo, da pequena cidade de Pirenópolis, no interior de Goiás, tinha um sonho: transformar seus filhos em cantores sertanejos. Sendo assim, ele resolve presentear seu filho mais velho, Mirosmar, com um acordeão no seu aniversário de 7 anos. A partir daí, Mirosmar e seu irmão Emival, que toca violão, começam a se apresentar e fazer sucesso nas festas da vila onde moram – Capela do Rio do Peixe, distrito de Pirenópolis. Inesperadamente, a perda da propriedade onde moravam nos anos 70, obrigou toda a família a se mudar para outra cidade, Goiânia.

Para conseguir algum dinheiro para ajudar em casa, Mirosmar e Emival começam então a se apresentar na rodoviária local, onde chamam muita atenção. E é lá que conhecem o empresário de duplas caipiras Miranda, que reconhece o potencial dos garotos e passa a viajar com a dupla fazendo shows. Os irmãos fazem muito sucesso por onde passam e chegam a cantar para seis mil pessoas em um de seus shows. Tragicamente, um acidente automobilístico encerra prematuramente a carreira da dupla, com o falecimento de Emival.

Depois de quase desistir da carreira artística, Mirosmar decide voltar a cantar, usando o nome artístico de Zezé Di Camargo. Ele grava um disco solo, mas não obtém sucesso. Já casado e com duas filhas pequenas, Zezé tem dificuldades em sustentar a família. Mas, de repente, tudo muda novamente em sua vida quando Zezé passa a se apresentar com seu irmão Welson, que adota o nome artístico de Luciano. E assim nasce a dupla sertaneja mais importante do país com uma bela história de garra e perseverança.

ELENCO PRINCIPAL
Helena – Laila Garin (atriz convidada)
Francisco – Rodrigo Fregnan
Zezé Di Camargo – Beto Sargentelli
Luciano – Bruno Fraga

ENSEMBLE FEMININO
Ensemble/Zilu – Eline Porto
Ensemble/Cover Zilu – Pamella Machado
Ensemble/Cover Helena – Stephanie Serrat
Ensemble – Ágata Matos
Ensemble – Luiza Nigri
Ensemble – Marya Bravo
Swing – Nathália Mancinelli

ENSEMBLE MASCULINO
Ensemble/ Benedito/ Cover Miranda – Paulo de Melo
Ensemble/ Miranda – Ubiracy Paraná do Brasil
Ensemble/ Cover de Francisco – Luiz Araújo
Ensemble/ Cover de Luciano – Marcelo Ferrari
Ensemble/ Cover Zezé Di Camargo – Mateus Ribeiro
Ensemble e Cover de Benedito – Drayson Menezzes
Ensemble – Fábio Ventura
Swing – Lucas Corsino

ELENCO INFANTIL
Alex Novais, Bruno Barros, Marco Souzza, Pedro Miranda e Renatinho

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2 Filhos de Francisco, o Musical
Com Laila Garin, Rodrigo Fregnan, Beto Sargentelli, Bruno Fraga, Eline Porto, Pamella Machado, Stephanie Serrat, Ágata Matos, Luiza Nigri, Marya Bravo, Nathália Mancinelli, Paulo de Melo, Ubiracy Paraná do Brasil, Luiz Araújo, Marcelo Ferrari, Mateus Ribeiro, Drayson Menezzes, Fábio Ventura, Lucas Corsino.
Elenco infantil: Alex Novais, Bruno Barros, Marco Souzza, Pedro Miranda e Renatinho
Teatro Cetip (Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 120 minutos
05/10 até 17/12
Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 16h e 20h
$50/$200
Classificação Livre

A METAMORFOSE

A Metamorfose, de Franz Kafka, conta a história de Gregor Samsa, um caixeiro viajante que depois de sonhos intranquilos, acorda metamorfoseado em um escaravelho, tornando-se assim o “objeto” de desgraça e vergonha de sua família, um estranho rejeitado pelos seus pares em sua própria casa, sendo lançado a sentimentos terríveis de inadequação, culpa e isolamento.
 
Através do corpo que dança, o espetáculo apresenta os limites do flagelo e das torturas psíquicas, emocionais e físicas que os sistemas políticos de governo imprimem ao homem comum.
 
A coreografia procura reproduzir a tensão asfixiante e opressiva da obra de Kafka, que coloca o cidadão em um único destino possível – o caminho de ida, sem qualquer possibilidade de retorno. A vida encaixotada no seu devido lugar, o da insignificância absoluta.
 
Assim como Gregor Samsa, somos criador e personagem principal de um emocionante espetáculo para uma plateia vazia. Não é assim que morremos, solitários?
 
O espetáculo estreou em 2002 na Oficina Cultural Oswald de Andrade e teve o apoio do Prêmio Emcena-Brasil.

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A Metamorfose
Com Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Mora, Mainá Santana e Rafael Carrion.
Kasulo Espaço de Cultura e Arte (Rua Souza Lima, 300 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 55 minutos
28/09 até 15/10
Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
Ingresso um quilo de alimento não perecível
Reservas antecipadas pelo APP Cia Carne Agonizante disponível no Google Play e Apple Store.
Informações: ciacarneagonizante@gmail.com
Classificação 16 anos

COLEGAS NO TEATRO

Vencedor de vários prêmios no Festival de Gramado, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival de Toronto (Canadá), Colegas, de Marcelo Galvão, cria uma discussão sobre a vida de pessoas com Síndrome de Down e a inclusão, sem ser melodramático, didático ou piegas. A versão teatral da obra, intitulada Colegas no Teatro volta a discutir as ideias de normalidade e diferença. Essas noções não seriam apenas uma questão de ponto de vista?

A trama narra a saga de três amigos cinéfilos, Márcio (João Simões Junior), Stallone (Ian Pereira) e Aninha (Giulia Merigo), que trabalham na videoteca do instituto onde moram. Certo dia, decidem fugir da instituição para tentar realizar seus sonhos, conhecer o mundo e sair do tédio daquele cotidiano em que vivem. Stallone quer ver o mar; Aninha, casar; e Márcio, voar.

Para tal, eles partem em uma divertida jornada. Como se tudo fosse uma brincadeira, os amigos causam várias confusões, reproduzindo as cenas famosas de seus filmes prediletos, e são até perseguidos pela polícia.

O elenco é completado por Daniel Dottori e Adriana Mendonça que se revezam em diferentes papéis,  além de Ricardo Côrte Real, que interpreta o jardineiro do Instituto, Arlindo.

A comédia explora de forma poética como a felicidade pode ser encontrada nas coisas simples da vida. Os três protagonistas, originalmente interpretados por Ariel Goldenberg (ganhador do prêmio de melhor ator no Festival de Toronto), Rita Pook e Breno Viola, são vividos respectivamente por: Ian Pereira, Giulia Merigo e João Simões Junior na versão teatral.

Abaixo o trailer de “Colegas”, no cinema, que deu origem a peça.

Colegas no Teatro
Com Adriana Mendonça, Daniel Dottori, Giulia Merigo, Ian Pereira, João Simões Jr, Ricardo Corte Real
Auditório do MASP (Avenida Paulista 1578 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 80 minutos
13/10 até 10/12
(nos dias 01, 02, 03 e 09 de dezembro não haverá sessão)
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$50
Classificação Livre

A VIDA EM VERMELHO – BRECHT & PIAF

Dois dos maiores artistas do século 20, a cantora francesa Edith Piaf (1915-1963) e o poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956) conversam sobre suas vidas, obras, anseios, angústias, medos, sonhos e realizações. Esse improvável encontro imaginado por Aimar Labaki em A Vida em Vermelho – Brecht & Piaf traria à tona um potente embate entre duas ideologias e visões de mundo radicalmente opostas.
 
Ela sentiu na própria pele a miséria ao longo de sua infância, conheceu as dores do amor, tornou-se uma das cantoras mais amadas da França, viveu intensamente e encontrou a solidão no fim – poderia ser uma personagem do teatro de brechtiano. Ele conceituou a tragédia do homem, revolucionou o teatro mundial e lançou um olhar profundo para as relações humanas no sistema capitalista, a mesma sociedade que a consumiu.
 
Num final de tarde, em um antigo cabaret, Bertolt e Edith ensaiam o espetáculo que apresentarão naquela noite acompanhados por três músicos. Eles interpretam suas composições e outras músicas famosas de sua época como se estivessem em uma competição. A partir de cartas, solilóquios, memórias e autocitações, Brecht coloca o homem em xeque, enquanto Piaf expõe a própria alma. 
 
Além de sua evidente qualidade artística, as canções – sempre executadas ao vivo – revelam visões de mundo bem diferentes. Por isso, mais do que competir pelo título de melhor cancioneiro, os dois artistas disputam pelo melhor modo de vida. Ao longo da encenação, esses dois universos mostram que podem coexistir.
 
O encontro é usado para evocar uma série de temas importantes tanto para o Brasil como para o mundo contemporâneo. Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto interpretam os protagonistas e outros personagens que vão invadindo a ação.

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A Vida em Vermelho – Brecht e Piaf
Com Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto 
Sesc Santo André (R. Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar, Santo André, São Paulo)
06 a 22/10
Sexta – 21h, Sábado – 20h, Domingo – 19h
$30 ($9 – trabalhador credenciado no Sesc)
Classificação: 12 anos

NA CASA DO RIO VERMELHO – O AMOR DE ZÉLIA E JORGE

Na Casa do Rio Vermelho” – o amor de Zélia e Jorge, peça com texto e direção de  Renato Santos e interpretação de Luciana Borghi estreia em São Paulo, em curta temporada (de 29 de setembro a 28 de outubro), no Teatro Décio de Almeida Prado.

A peça estreou este ano em Salvador, no dia do aniversário de Zélia Gattai (2 de julho), no atual memorial Casa do Rio Vermelho, onde o casal de escritores viveu cerca de 40 anos. Depois seguiu em cartaz na cidade durante todo mês em ocasião do centenário da autora, fotógrafa e memorialista na Fundação Casa de Jorge Amado, no coração do Pelourinho e no próprio Memorial, aos domingos e agora chega a São Paulo para depois iniciar turnê pelo país.

Zélia Gattai é considerada uma das melhores escritoras memorialistas do país, que influenciou várias gerações de mulheres brasileiras. “Interpretar esta mulher precursora intuitiva do movimento de libertação do poder da mulher é um privilégio em minha trajetória”, diz a atriz Luciana Borghi.

A construção da peça é uma composição de fatos relatados por seus amigos e familiares, trechos de obras e entrevistas, além de uma intensa pesquisa do diretor e da atriz sobre a vida e obra de Zélia. Tudo acontece num simples momento em que Zélia vai se despedir sozinha da casa do Rio Vermelho e acaba por se transformar personagem de sua própria história. “Zélia é uma escritora memorialista e a narrativa dos seus livros é a partir de si mesma, por isso criamos uma meta atuação onde Zélia vira personagem de sua própria história”, explica Renato Santos, autor e diretor da peça.

Renato Santos optou por uma forma naturalista na encenação, um cenário intimista que conduz o espectador à sala ou à varanda da casa na Bahia, permeado pelo desenho emocional da memória de Zélia formado também por músicas de Dorival Caymmi e Vinicius de Moraes, amigos do casal.

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Na Casa do Rio Vermelho
Com Luciana Borghi 
Teatro Décio de Almeida Prado (R. Cojuba, 45 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 75 minutos
29/09 até 28/10
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$20
Classificação 12 anos

 

FALA SÉRIO, GENTE!

Qual a hora certa de começar a namorar? Por que a minha mãe insiste em me tratar como criança? Como agir em um encontro com o crush? Esses e outros dilemas existenciais – comuns a todos que passam pela transformadora e complicada adolescência – são retratados em “Fala Sério, Gente!”.

Na peça, Thalita Rebouças, a escritora que mais vende livros para o público juvenil brasileiro, reúne os melhores trechos da sua série de livros “Fala Sério”, um fenômeno do mercado editorial jovem.

As dores e delícias de ser adolescente estão presentes em “Fala Sério, Gente!” de forma leve, musical e com muito humor em formato de crônicas que se encadeiam de uma maneira envolvente e fluida.

A montagem é uma parceria entre Raia Produções (de Claudia Raia) e Oito Graus Produções (da produtora Kananda Raia) e tem direção de Jarbas Homem de Mello.

O espetáculo conta com um elenco de jovens talentos que interpretam, cantam e dançam para contar histórias que prometem emocionar e divertir.

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Fala Sério, Gente!
Com Artur Volpi, Caio Menk, Camila Brandão, Gabriela Camisotti, Giovanna Rangel, Isabela Quadros, Juliana Moulin, Júlia Ritondaro, Rhener Freitas, Robson Lima, Thiago Franzé
Teatro das Artes – Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970 – 409 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
Estreia 12/10
Quinta, Sexta e Sábado – 19h
$70
Classificação livre

PRA COMER DEPOIS

Depois de oito anos fazendo personagens cômicos, humor com texto, teatro físico, Yuri Gofman começou no stand up e agora estreia em São Paulo o show “Pra Comer Depois”, que começa temporada no Teatro Folha no dia 06 de outubro, em sessões às sextas-feiras, às 23h59.

Foi como mudar de sexo: você acha que ver é tão fácil quanto fazer, mas se você vai ter uma ferramenta nova precisa de habilidade com ela, afirma Yuri, que, com a vantagem de já ser humorista, antes de levar seu show aos palcos, o testou em vídeos e trouxe sua experiência como autor, a interação com o público e o improviso para pular etapas na criação de seus sets.

Criou seu primeiro show, testou na estrada, em teatros, escritórios, em eventos corporativos para seu patrocinador, a Germed. Foi um intensivo que o fez amadurecer ainda mais rápido. Quando o show entrou em cartaz, no Rio de Janeiro, já tinha um repertório, que melhorou e deu mais confiança ao autor/ator. E foi esse o caminho que o levou a criar e produzir o espetáculo “Pra Comer Depois”, com material novo e mais focado na interação com o público.

Partindo de sua biografia de ator, roteirista e diretor, do sonho de ser galã de novelas, à desistência da profissão – aconselhado pela própria mãe, a atriz Rosane Gofman – e como o humor o trouxe de volta, Yuri parte para a comicidade, em um texto que traz uma mistura da conversa com amigos no bar e das relações entre mãe e filho, vida a dois, trabalho, ansiedade, de viver tudo ao mesmo tempo, o que o aproxima da plateia. Yuri fala sobre ser um cara comum, nem bonito nem feio, para chegar à vida do ser humano igualmente comum.

Mais que um show de humor, “Pra Comer Depois” leva a plateia a uma experiência. Um bar montado no palco, com mesas e cadeiras, convida o público para beber uma cervejinha e Yuri cria em cima do que cada um tem pra contar na hora. Sabe quando você fala ‘po, lembra aquele dia no bar, que tava eu, você, o Yuri…’? É esse tipo de memória que a gente quer criar. “

 “Eu mesmo há um ano estava solteiro, pegando geral, mas sou um cara normal, nota 5, e pra pegar alguém eu tinha que conversar e às vezes você não quer, e quando você fala nem sempre a pessoa gosta do que você diz, então… em um ano eu tive um filho, ganhei uma filha, casei, me mudei pra São Paulo e estou devendo no SERASA. Dividir isso com as pessoas faz ficar mais leve, engraçado e cheio de identificação. Você pode se achar muito especial, mas no fundo todo mundo é parecido. E é nisso que foco meu show”, considera Yuri, que finaliza: “E com tanto comediante por aí, se uma empresa resolveu gastar seu dinheiro de marketing pra me patrocinar, não foi por amor, né? Eu devo ser engraçado.

Que seja fast food, como faz referência na arte da peça, mas que importe o momento, a lembrança, quem está com você. Quando trabalhava no McDonalds, eu sempre deixava um sanduíche na estufa pra comer depois do expediente, porque quando sobrava nós comíamos. Mas, às vezes, quando estávamos fechando, aparecia um cliente que comia o meu sanduíche. A gente nunca sabe, nessa vida, se deixar pra comer depois,  alguém vai comer nosso sanduiche. Ou não, pondera Yuri. Ao mesmo tempo o slogan da peça, “vamos rir de tudo isso”, é emulação do “amo muito tudo isso”, da rede de fast food. Rir sozinho é ruim. É coisa de maluco. E da minha mulher também, ela ri sozinha. Mas deve ser meio maluca, é casada comigo”.

Existe essa impressão que não só a vida, mas o humor aqui é fast food: as pessoas consomem de forma imediata. Esse é o conceito que norteou a criação de “Pra comer depois”. Pela rapidez e proximidade do público, acaba criando uma experiência. Memórias você cria assim, compartilhando”, diz Yuri, que completa: “e ainda temos parcerias com estabelecimentos 24 horas, caso alguém queira sair pra comer um sanduiche depois”.

Yuri optou por chamar “Pra Comer Depois” de comédia ou show porque faz cenas que não consideradas stand up. Então é um show de humor em que se pode notar a influência da precisão e dedicação dos comediantes, mas também as experiências que acumulou como ator. Esse é o show sobre a vida de todo mundo, sobre família, relacionamentos e como tudo isso é louco, a vida corrida que a gente leva.

Pensa nisso e vem me ver. Vem com os amigos, com a namorada, com o amante, com a mãe, com o pai. A vida tá difícil? Tá ruim pra todo mundo? Vamos rir de tudo isso. E com saideira.

Pra Comer Depois
Com Yuri Gofman 
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Consolação, São Paulo)
Duração 70 minutos
06/10 até 24/11
Sexta – 23h59
$40/$50
Classificação 14 anos