MANSA

Depois de estrear no Rio de Janeiro integrando a programação do festival Cena Brasil Internacional em junho de 2018 no CCBB Rio, Mansa, com dramaturgia de André Felipe e direção de Diogo Liberano, desembarca em São Paulo e estreia no Viga Espaço Cênico – sala Viga, no dia 8 de fevereiro. A temporada segue até 31 de março, com sessões às sextas e aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 19h.

Na trama, Amanda Mirásci e Nina Frosi interpretam duas irmãs que, após anos de abuso em cárcere privado, matam o pai e enterram seu corpo nos fundos da casa. Mais do que apresentar um mero crime, a peça busca investigar a origem da violência contra a mulher.

Seguindo o jogo proposto pela dramaturgia, as atrizes dão vida a diferentes personagens e, como detetives ou arqueólogas, vão progressivamente desenterrando uma história silenciada, deixada na terra e perdida no tempo. Os personagens – todos eles masculinos – observam o drama das irmãs por diferentes ângulos, anunciando um constante processo de “amansamento” feminino. A montagem chama atenção para inúmeros crimes praticados contra as mulheres e que não recebem a devida punição, naturalizando a violência contra elas em nossa sociedade contemporânea.

A dramaturgia é construída por meio de fragmentos que se estendem por vários tempos, desde a infância das duas irmãs, passando pela adolescência, até o ato do crime e momentos posteriores a ele: julgamento, prisão e futuro. O terreno onde o corpo do pai foi enterrado é o espaço que une as cenas passadas, presentes e futuras, ganhando contornos que extrapolam uma única narrativa e abrindo aos espectadores o mesmo desafio: como afirmar algo sobre uma história que não é contada por suas vítimas, mas quase sempre por seus violentadores?

A encenação de Diogo Liberano buscou construir, junto à direção de movimento de Natássia Vello, uma dramaturgia corporal que apresenta diversos momentos da vida dessas irmãs. Por meio de uma relação de encaixe e desencaixe, a dramaturgia se relaciona com tais movimentos buscando abrir perguntas sobre os fatos narrados pelos personagens masculinos e a realidade vivida e sentida pelas mulheres que foram emudecidas. A trilha sonora original de Rodrigo Marçal, o cenário e os figurinos de André Vechi e a iluminação de Livs Ataíde visam, de modos variados, encontrar e completar uma história que foi esquecida e silenciada.

O autor André Felipe partiu de referências sugeridas pelo diretor e pelas atrizes para criar a dramaturgia original. Uma das origens da investigação foi a clássica dramaturgia “Antígona” do grego Sófocles. “O embate vivido entre as irmãs Antígona e Ismênia: uma querendo tomar uma decisão que desafiaria o Estado e causaria a sua morte e a outra amedrontada em realizar uma ação considerada indevida para uma mulher naquela época”, comenta Liberano sobre o processo de pesquisa que também incluiu estudos filosóficos e filmes sobre penitenciárias e instituições de confinamento.

Tínhamos o desejo de falar do confinamento e da instituição prisão modelando e domesticando o corpo da mulher”, acrescenta o encenador. O nome do espetáculo foi uma sugestão do dramaturgo a partir do poema “Uma mulher limpa”, do livro “Um Útero é do Tamanho de Um Punho”, da escritora Angélica Freitas (que segue transcrito abaixo):

porque uma mulher boa

é uma mulher limpa

e se ela é uma mulher limpa

ela é uma mulher boa

há milhões, milhões de anos

pôs-se sobre duas patas

a mulher era braba e suja

braba e suja e ladrava

porque uma mulher braba

não é uma mulher boa

e uma mulher boa

é uma mulher limpa

há milhões, milhões de anos

pôs-se sobre duas patas

não ladra mais, é mansa

é mansa e boa e limpa

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Mansa

Com Amanda Mirásci e Nina Frosi

Viga Espaço Cênico – Sala Viga (Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 70 minutos

08/02 até 31/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$40

Classificação 16 anos

PORTAR(IA) SILÊNCIO

A experiência de nove porteiros do Nordeste que migraram para São Paulo somada à sua própria vinda à cidade mais populosa do Brasil tornaram-se metáfora sobre processos migratórios pelas mãos do artista potiguar João Batista Júnior. O monólogo Portar(ia) Silêncio, que une teatro documental e linguagem cinematográfica, estreia dia 11 de janeiro, sexta-feira, 20h30, no auditório do Sesc Vila Mariana. João Júnior, idealizador da peça, também é diretor e fundador do Coletivo Estopô Balaio, grupo de artes integradas composto majoritariamente por artistas migrantes.

O processo de criação do espetáculo partiu de uma pesquisa de João sobre a memória nordestina na cidade de São Paulo. Após entrar em contato com o porteiro do prédio em que vive, o artista descobriu que nessa classe de trabalhadores há inúmeros casos semelhantes de migração, o que condensa outros aspectos do tema, como o olhar colonialista e aristocrático sobre o Nordeste do país, os preconceitos linguísticos e a falta de reconhecimento identitário de sua cultura local nas dinâmicas impostas pela cidade. O recorte da capital paulista a partir do olhar dos porteiros migrantes é um símbolo de como a dinâmica urbana contrapõe hábitos e vivências dessas pessoas, grande parte delas vinda de zonas rurais do Nordeste.

A portaria virou metáfora para implicações existenciais. O porteiro é um trabalhador do silêncio e ocupa um lugar parecido com o da própria história da migração, que é não estar dentro nem fora, não estar num espaço público nem privado, além de receber com frequência um olhar e um tratamento estereotipado sobre seu local de origem”, explica João, que vive há dez anos em São Paulo.

Na peça, uma ficção documental, João entrelaça depoimentos dos porteiros gravados em vídeo e projetados na parede do auditório com sua interpretação. “Ocupo um lugar de ator, mas não de personagem. Transito entre esses homens numa espécie de presentificação das suas histórias. Há um trabalho forte com a palavra, a prosódia, o sotaque e os locais de onde vem cada uma dessas pessoas”, destaca. Os nove porteiros que se dispuseram a gravar os depoimentos para João são dos estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia, Sergipe e Piauí.

Entre as referências que apoiaram a criação de Portar(ia) Silêncio, João destaca o livro Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, bem como sua adaptação cinematográfica de 1977 assinada por Zelito Viana; o filme O Homem que Virou Suco, de João Batista de Andrade, sobre um poeta paraibano recém-chegado na cidade de São Paulo que lida com o choque identitário vivido na metrópole, e o documentário Santiago, de João Moreira Salles.

Na área da sociologia, João teve suporte dos livros Não Lugares, do etnólogo e antropólogo francês Marc Augé e Um Nordeste em São Paulo: Trabalhadores Migrantes em São Miguel Paulista (1945 – 1966), estudo do sociólogo Paulo Fontes cujo bairro escolhido para observar o fluxo de migração nordestina era o mesmo que João prestava serviços como professor no período em que entrou em contato com a obra.

Em cena há uma mesa com um rádio de pilha, uma câmera de segurança e pedestais acoplados a focos de luz espalhados pelo palco. Os pedestais fazem as vezes de microfones, justificados por uma espécie de jogo dramatúrgico criado por João: “Faço perguntas que são respondidas pelos porteiros projetados na parede”, explica. Em outros momentos, o ator interpreta textos que se revelam respostas a questões levantadas pelos porteiros, criando uma espécie de entrevista as avessas, onde se alternam os lugares das perguntas e das respostas.

A relação com o cinema é preponderante na peça. O tempo todo há uma fricção da linguagem fílmica com o teatro”, ressalta o artista. Durante a encenação, João também dança e cria com o movimento uma nova camada que traz questões inconscientes da rotina de migrantes, como os deslocamentos, a percepção física, a sensação de despertencimento e o cansaço.

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Portar(ia) Silêncio

Com João Batista Júnior

Sesc Vila Mariana – Auditório (R. Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo)

Duração 60 minutos

11/01 até 16/02

Sexta – 20h30, Sábado – 18h

(Haverá sessão extra no dia 5 de fevereiro, terça-feira, 20h30.)

$20 ($6 – credencial plena)

Classificação 14 anos

ATRAVÉS DA IRIS

Através da Iris é uma homenagem à novaiorquina Iris Apfel, ícone mundial da moda aos 97 anos. “More is more, less is bore. Mais é mais, menos é chato“, uma brincadeira com o velho “menos é mais”, é o lema de Iris Apfel, empresária, designer de interiores, e hoje uma das maiores referências mundiais na arte pop e no mundofashion.

Inspirado nas ideias arrojadas e do humor algo ácido de Iris Apfel, a peça faz uma imersão no universo desta mulher, que inspira e surpreende artistas e criadores mundo afora com sua autenticidade e pensamento. Suas ousadas misturas ao se vestir, seus acessórios exuberantes, os óculos gigantes e roupas multicoloridas falam sobre a independência e autenticidade. Sobre experimentar – e se experimentar – sem medo do julgamento.

Quando ainda atuava como designer de interiores, Iris, junto ao seu marido, Carl Apfel (morto em 2015, aos 100 anos), viajava o mundo em busca dos tecidos perfeitos para a clientela ilustre que incluía nomes como Estée Lauder, Jacqueline Kennedy Onassis e Greta Garbo. A dupla foi chamada para decorar a Casa Branca por oito administrações: Truman, Eisenhower, Nixon, Kennedy, Johnson, Carter, Reagan e Clinton. Aos 84 anos de idade, a designer foi surpreendida por uma virada em sua vida: passou a ter seu estilo reverenciado pelo mundo todo depois se tornar tema de uma exposição no Metropolitan Museum de Nova York, onde inicialmente seriam apresentados cinco looksseus em uma pequena galeria, mas o evento se transformou numa exposição inteira com mais de 80 looks e cerca de 150 mil visitantes.

Uma das maiores surpresas que tive ao escrever o espetáculo, foi ter encontrado uma segunda personagem, dentro da nossa ‘Estrela Geriátrica’. Não são apenas, moda, estilo, frases ácidas e divertidas que permeiam seu universo. Descobri uma mulher de vida colorida – ela mesma fala que as cores ressuscitam os mortos – com uma larga experiência, movida pela vivacidade, bom humor e coragem. Encontrei uma Iris que serve de exemplo pra todos aqueles que desistiram da vida. Lembrem-se de que ela tem 97 anos e uma imensa alegria de viver!”, comenta o autor Cacau Hygino.

SINOPSE

Nathalia Timberg está em cena como Iris Apfel dando uma entrevista – ela abre sua casa e divide, com uma suposta equipe jornalística, suas histórias e opiniões sobre os mais variados assuntos, sem papas na língua.

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Através da Iris

Com Nathalia Timberg

Teatro Faap (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo)

Duração 50 minutos

18/01 até 10/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$80

Classificação não informada

O JARDIM DAS CEREJEIRAS

Para celebrar quarenta anos de vida artística o Grupo TAPA estreia O Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchekhov (1860-1904), no dia 10 de janeiro, quinta-feira, às 20h30, no Teatro Aliança Francesa, palco que foi residência artística do grupo durante os primeiros quinze anos de atividades em São Paulo.

Com direção de Eduardo Tolentino de Araujo, o elenco é formado por Adriano Bedin, Alan Foster, Alexandre MartinsAnna Cecília JunqueiraBrian Penido RossClara CarvalhoGabriela WestphalGuilherme Sant’AnnaMariana MunizNatália Beukers, Paulo MarcosRiba CarlovichSergio Mastropasqua e Zécarlos Machado.

Última peça escrita pelo dramaturgo russo, a trama é ambientada no início do século 20 em uma Rússia na iminência da revolução social. Comédia dividida em quatro atos, a peça conta as peripécias de uma família aristocrata em decadência, que resiste em vender o seu jardim de cerejeiras, ao qual atribui valor afetivo, apesar de improdutivo nos últimos tempos. Um homem de negócios chega para tentar adquirir a propriedade e transformá-la em balneário para veranistas, de olho no potencial turístico.

Escrita em 1904, O Jardim Das Cerejeiras é um dos pilares da dramaturgia ocidental. Seu tema é a transformação: Um ciclo termina e outro começa. “Como é próprio dos jardins que renascem a cada primavera. Nada mais oportuno diante de um mundo que passa pela profunda transformação da era industrial para a digital”, diz Eduardo Tolentino de Araujo.

Para o TAPA, a montagem desse texto é um momento simbólico. Em 1998, ao completar vinte anos de trajetória, escolheram Ivanov, primeiro texto de Tchekhov, como marco de maioridade. E, agora, a sua obra prima final para celebrar a maturidade do grupo. “Nada mais instigante e desafiador do que enfrentar esse texto que há anos povoa nossos sonhos, sempre a espera da maturidade que pudesse dar conta da tarefa. É como fechar um ciclo, sobrepor o amadurecimento de um autor com o de um grupo de teatro. É urgente, afinal a vida passa como um átimo”, acrescenta o diretor.

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O Jardim das Cerejeiras
Com Adriano Bedin, Alan Foster, Alexandre Martins, Anna Cecília Junqueira, Brian Penido Ross, Clara Carvalho, Gabriela Westphal, Guilherme Sant’Anna, Mariana Muniz, Natália Beukers, Paulo Marcos, Riba Carlovich , Sergio Mastropasqua e Zécarlos Machado.
Teatro Aliança Francesa (Rua Gen. Jardim, 182 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 120 minutos
10/01 até 25/02
Quinta, Sexta e Sábado – 20h30, Domingo – 19h
$30/$60
Classificação 12 anos

RAPSÓDIA – O MUSICAL

O espetáculo “Rapsódia – O Musical” estreia temporada no Teatro Serrador (RJ). Com uma pegada que promete agradar aos fãs de Rocky Horror ou Sweeney Todd, o revival de Rapsódia – O Musical estreia dia 10 de janeiro e fica até 16 de fevereiro com sessões às quintas, sextas e sábados, às 19h30.

Apresentado pela primeira vez em 2013, o espetáculo da Cerejeira Produções, volta aos palcos repaginado. Com novas canções e direção, ele ganhou um ar mais contemporâneo.

Pode se dizer que quem assistiu o Rapsódia no passado vai viver uma nova experiência, bem mais sangrenta. No revival, haverá muito sangue no palco, mas não é para se enganar, o musical conta com muito humor e músicas divertidas – diz Mau Alves, que assina o texto e direção.

A história é contada por Pátrio (Hugo Kerth), um jovem sonhador que viaja para a cidade de Rapsódia a convite do seu primo mais velho, Jeremias (Mau Alves), que é dono de uma fábrica de sabonetes. Lá, ele conhece Rubi (Joana Mendes), Coné (Gustavo Klein) e Catarina (Julia Morganti), funcionários bem excêntricos do seu primo. Ao longo da história, Pátrio descobre um porão abandonado que esconde um segredo bem macabro.

No elenco ainda estão Anna Claudiah Vidal, Camila Matoso, a drag Velma Real, Isabela Quadros, Malu Cordioli, Clara da Costa, César Viggiani, Robson Lima e Vitor Lima.

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Rapsódia – o Musical

Com Mau Alves, Julia Morganti, Gustavo Klein, Hugo Kerth, Joana Mendes, Anna Claudiah Vidal, Camila Matoso, a drag Velma Real, Isabela Quadros, Malu Cordioli, Clara da Costa, César Viggiani, Robson Lima e Vitor Lima

Teatro Serrador (R. Sen. Dantas, 13 – Centro, Rio de Janeiro)

Duração 70 minutos

10/01 até 16/02

Quinta, Sexta e Sábado – 19h30

$40

Classificação 16 anos

O MARTELO

Com mistura de suspense e humor, a comédia policial O Martelo, escrita por Renato Modesto e dirigida por Alexandre Reinecke, estreia no Teatro Novo, na Vila Mariana, no dia 18 de janeiro de 2019, e segue em cartaz até 07 de abril. Uma trama envolvente apresenta a loucura de um homem que foi injustamente acusado como o assassino em série de mulheres recém-casadas e com filhos pequenos.

Em uma noite, o jovem advogado Pedro se torna o principal suspeito da investigação do policial João e começa a viver uma divertida crise de identidade, na qual ele vê a si mesmo e aos outros com a aparência alterada. Pedro e sua esposa precisam provar sua inocência, mas, depois de tantos delírios, ele começa a pensar que pode realmente ter cometido os crimes.

Para ilustrar esse processo de mudança de personalidade, os atores Edwin Luisi, Anderson Müller e Natallia Rodrigues se revezam na interpretação das personagens. “Procurei fazer as trocas da maneira mais teatral possível, ou seja, assumindo-as perante a plateia, por vezes com os dois atores em cena, dublando-se com o mesmo figurino; e em outras, como surpresa, principalmente quando a comédia se mostra mais presente”, revela Alexandre Reinecke.

Apesar do tom bem-humorado e tragicômico, a peça cria uma série de reflexões sobre temas sérios e relevantes para a sociedade contemporânea, como a violência contra a mulher, a impunidade, as pressões psicológicas sofridas por um cidadão comum, a experiência de loucura nas situações do dia a dia, as desigualdades sociais, o esgarçamento moral da sociedade e o desafio da aplicação da justiça.

Como digo sempre, a comédia é em si uma tragédia, só que a alheia. Diante disso, vejo com muita naturalidade a discussão da violência através do humor. E, se conseguirmos instigar uma reflexão aliada ao entretenimento de boa qualidade, já terá sido de grande valia. Afinal, temos uma peça que mistura, suspense policial, terror e drama familiar com humor e uma discussão sobre violência urbana, vingança e temas polêmicos”, acrescenta o diretor.

Algumas questões instigadas pela montagem são: Até que ponto, nossas ações nos tornam culpados e o nosso desejo de vingança pode ser justificado e quais as suas consequências? O que nos faz, de repente, no dia a dia, adquirir uma obsessão por alguém a ponto de prejudica-lo? Fazendo um balanço de nossas ações, somos mais culpados ou inocentes por nossos atos?

Reinecke ainda conta que o texto da peça evoca o clima dos clássicos do cinema noir, por isso, buscou como referências grandes filmes com essa estética, como “Chinatown”, “O Falcão Maltês”, “Dhalia Negra” e “L.A. Cidade Proibida”. “O clima se dará nas interpretações, no cenário, nos figurinos e, claro, na iluminação”, diz.

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O Martelo

Com Edwin Luisi, Anderson Müller e Natallia Rodrigues

Teatro Novo (Rua Domingos de Morais, 348 – Vila Mariana, São Paulo)

Duração 80 minutos

18/01 até 07/04

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$50/$60

Classificação 14 anos

O FRENÉTICO DANCIN’ DAYS

São Paulo é noite, é festa, é luz e som. Lugar ideal para reviver os anos gloriosos da disco music e celebrar a década de 70. Grande sucesso da temporada teatral carioca, o musical ‘O Frenético Dancin´Days’ finalmente chega a São Paulo, no dia 15 de março, no Teatro Opus.

O espetáculo resgata a aura mítica em torno da Frenetic Dancing´Days Discotheque, que foi um marco na noite brasileira, especialmente a carioca, com apenas quatro meses de funcionamento, ditando moda, comportamento e celebrando a liberdade, quando o país estava em plena ditadura militar.

A boate renasceu em forma de musical e, mais uma vez, a magia se fez: O musical conta a história da Frenetic Dancing´Days Discotheque, boate idealizada, em 1976, pelos amigos Nelson Motta, Scarlet Moon, Leonardo Netto, Dom Pepe e Djalma. Deborah Colker aceitou o desafio e fez sua estreia na direção teatral, além de assinar as coreografias, ao lado de Jacqueline Motta. A realização é das Irmãs Motta e Opus e produção geral de Joana Motta. As vendas dos ingressos começam nesta sexta, dia 25 de janeiro.

Nelson Motta afirma que nunca foi tão feliz com um espetáculo. “Esse musical é uma festa, as pessoas ficam enlouquecidas na plateia, parece que estamos mesmo voltando aos tempos da boate. É uma alegria imensa”, festeja. “Eu sabia da potência, da força do Dancin´Days, de como ele mudou a cidade. A boate chegou com esse caráter libertário, lá as pessoas eram livres, podiam ser como elas são. Isso tem uma grande força política, social, filosófica, artística. Não há nada como o livre arbítrio, estar em um lugar onde você vai ser quem você é”, afirma Deborah.

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O Frenético Dancin’ Days

Com Érico Brás, Stella Miranda, Ariane Souza, Bruno Fraga, Cadu Fávero, Franco Kuster, Ivan Mendes, Renan Mattos, Karine Barros, Larissa Venturini, Natasha Jascalevich, Carol Rangel, Ester Freitas, Ingrid Gaigher, Julia Gorman, Larissa Carneiro e Ludmila Brandão.

Teatro Opus – Shopping Villa Lobos (Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros, São Paulo)

Duração 120 minutos

15/03 até 26/05

Sexta – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 18h

$75/$170

Classificação 12 anos