SÍNTHIA

Cotado pela crítica como um dos melhores espetáculos de 2016, Sínthia volta para sua quarta – e curta – temporada na cidade.

A peça fez sua primeira leitura dramática, em 2013, no Projeto Terceira Margem III, do CapobiancoA atriz Denise Weinberg, do Grupo Tapa, juntou-se ao elenco da Velha Companhia para assumir o papel da mãe de Vicente, o protagonista da trama, participando da pesquisa que originou o texto de Kiko Marques (prêmios Shell, APCA, Aplauso Brasil e Qualidade Brasil por CAIS ou Da Indiferença das Embarcações).

Como nas peças anteriores – Cais ou Da Indiferença das EmbarcaçõesCrepúsculoO Travesseiro e Brinquedos Quebrados – Kiko inspirou-se em histórias pessoais.

Nascido em março de 1965, um ano após o golpe militar que depôs o presidente João Goulart e colocou o país em uma ditadura, o autor foi esperado como menina por sua mãe. O enxoval era todo cor de rosa e seu nome, Sínthia. Na época seu pai era major da PM do Rio e a mãe, uma mulher aprisionada em um mundo patriarcal e machista. “A partir desse mote e do paradigma da repressão como forma de amor, além da questão da identidade de gênero, resolvi criar uma obra que falasse de compaixão. A peça conta as histórias de Maria Aparecida e seu caçula Vicente, desde seu nascimento em 1968 até o Natal de 2013 quando chega para a ceia vestido como Sínthia, nome que teria se tivesse nascido menina“, conta Kiko.

A trama se passa no Rio de Janeiro de 1964, com o policial Luiz Mário e a dona de casa Maria Aparecida vividos por Sílvio Restiffe (nesta temporada no lugar de Henrique Schafer) e Alejandra Sampaio (no papel da mãe na fase mais jovem). O casal tem três filhos e sonha com a chegada de uma garota. O autor e diretor interpreta o papel de Vicente. Na segunda fase, a viúva Aparecida (representada por Denise Weinberg) esconde uma doença terminal e tenta contornar a instabilidade financeira do caçula, que é músico erudito e mora em São Paulo com a mulher (Virgínia Buckowski) e duas filhas. Sínthia é o nome que o personagem se dará aos 50 anos, percebendo que, de fato, era uma mulher no corpo de um homem.

A peça fala de uma transformação necessária e ininteligível como tudo o que é necessário, e sobre a incapacidade de aceitar aquilo que não se possui. Matamos aquilo que não entendemos“, completa Kiko Marques. Escrita em 2014, a obra, para o próprio Kiko, “se mostra atual e necessária pela maneira como a intolerância alicerçada em certezas e interesses, vem se tornando o modo principal de nos relacionar tanto no campo pessoal como social”.  Criada para a peça por Tadeu Mallaman,  a música Sinfonia da Compaixão é executada ao vivo pelo quarteto e cordas Quadril.

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Sínthia
Com Denise Weinberg. Henrique Schafer. Alejandra Sampaio. Virgínia Buckowski, Kiko Marques, Marcelo Diaz. Willians Mezzacapa. Marcelo Marothy. Valmir Sant’anna
Instituto Cultural Capobianco (R. Álvaro de Carvalho, 97 – Centro, São Paulo)
Duração 165 minutos
20/11 até 19/12
Segunda e Terça – 20h
$20
Classificação 14 anos

SÍNTHIA

Espetáculo que nasceu e foi gestado no Instituto Cultural Capobianco, Sínthia reestreia dia 3 abril, com sessões às segundas e terças, às 20h, no espaço onde fez sua primeira leitura dramática, em 2013, no Projeto Terceira Margem III. A nova temporada do espetáculo é também uma realização do Instituto Cultural Capobianco e tem patrocínio da Construcap e Goiasa.

Escrita e dirigida por Kiko Marques, a peça ganhou prêmio APCA de Melhor Direção, além de receber indicação ao Shell por Direção e Atriz para Denise Weinberg, convidada da Velha Companhia. O espetáculo recebeu também indicações Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Diretor e Autor para Kiko Marques, Melhor Trilha Original para Tadeu Mallaman e Melhor Atriz coadjuvante para Virgínia Buckowski.  No elenco estão Henrique Schafer, Alejandra Sampaio, Virgínia Buckowski, Kiko Marques, Marcelo Diaz, Marcelo Marothy, Willians Mezzacapa e Valmir Sant’anna. Sobre esta peça, segue release separado. Ambas as obras tiveram leituras dramáticas no instituto.

Sínthia tem origem numa experiência pessoal. Nasci em 31 de março de 1965, um ano exato após o golpe que depôs o presidente João Goulart, mergulhando o país numa ditadura. Meu pai era oficial da PM do Rio de Janeiro na época. Minha mãe teve dois irmãos homens e dois filhos também homens antes de mim. Muito por isso fui esperado por ela como menina. A partir do mote de uma mulher encarcerada num mundo machista, do paradigma da repressão como forma de amor, e da questão da identidade de gênero, resolvi criar uma obra que falasse de compaixão. A peça conta as histórias de Maria aparecida e seu caçula Vicente, desde seu nascimento em 1968 até o natal de 2013 quando chega para a ceia vestido como Sínthia, nome que teria se tivesse nascido menina. Fala de uma transformação necessária  e ininteligível como tudo o que é necessário, e sobre a incapacidade de aceitar aquilo que não se possui. “Matamos aquilo que não entendemos.” Escrita em 2014, a obra mais do que nunca se mostra atual  e necessária pela maneira como a intolerância alicerçada em certezas e interesses, vem se tornando o modo principal de nos relacionar tanto no campo pessoal como social”. (Kiko Marques)

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Sínthia
Com Denise Weinberg. Henrique Schafer. Alejandra Sampaio. Virgínia Buckowski. Kiko Marques. Marcelo Diaz. Willians Mezzacapa. Marcelo Marothy. Valmir Sant’anna.
Instituto Cultural Capobianco.(R. Álvaro de Carvalho, 97 – Centro, São Paulo)
Duração 165 minutos
03/04 até 13/06
Segunda e Terça – 20h
$20
Classificação 14 anos
 
Autoria e Direção: Kiko Marques.
Diretora de Produção:  Patricia Gordo.
Cenografia: Chris Aizner.
Desenho de Luz: Marisa Bentivegna.
Figurinos: Fábio Namatame.
Direção Musical e Trilha Original: Tadeu Mallaman.
Preparação e Desenho de Movimento: Fabrício Licursi.
Consultora Vocal: Fernanda Maia.
Consultor Histórico: Ricardo Cardoso. 
Assistente no processo dramatúrgico: Cristina Cavalcanti.
Colaboradores do processo dramatúrgico: Marcelo Laham e Maurício de Barros.
Quarteto de Cordas: Violino (Mica Marcondes), Violino (Alice Bevilaqua), Viola (Elisa Monteiro) e Cello (Vana Bock).                                                                          
Assessoria de Imprensa: Arteplural Comunicação