PRINCESA FALALINDA, SEM PAPAS NA LÍNGUA

A próxima atração da Sala B do Teatro Alfa, carinhosamente chamada de Alfinha por abrigar espetáculos dedicados ao público infantil, é Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua, do grupo O Trem Companhia de Teatro. Com direção de Cynthia Falabella, texto e dramaturgia de Lívia Gaudencio, o espetáculo fica em cartaz de 26 de outubro a 1º de dezembro, aos sábados e domingos às 16 horas e narra a história de uma princesa nada convencional, que fala o que pensa e acaba sofrendo as consequências.

Recomendada para crianças a partir de 5 anos, a peça tem 55 minutos de duração e traz no elenco os atores Bia Brumatti, Daniel Faria, Fafá Rennó, Érica Montanheiro, Giovanna Leão, José Sampaio e Livia Gaudêncio. Direção de movimento e assistente de direção de Ana Paula Lopez, visagismo de Lira Ribas e iluminação de Laura Salerno. Além dos atores em cena, a peça conta com trilha sonora original de autoria de Chuck Hipolitho e Thiago Guerra, no ritmo rock ‘n’ roll. A montagem tem figurinos com toques do período Elisabetano e uma cenografia em pop-up, criação de Kléber Montanheiro.

Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua narra a história de uma Princesa que recebeu da Bruxa a maldição de não ter papas na língua. Na infância, Falalinda é vista como uma menina curiosa, inteligente e divertida. Porém, à medida que cresce, Falalinda não é tão bem-vinda com a sua honestidade e começa a ter problemas com o Rei, que afirma que o povo não quer uma Princesa que tem sempre algo a dizer, uma opinião a dar. Então, o Rei resolve fazer o que os reis fazem de melhor: conseguir maridos para as filhas! Assim, Falalinda se casa com um Príncipe que é especialista em colocar papas nas línguas das pessoas. Misturando humor e poesia, a peça reflete sobre o silenciamento feminino através de uma inversão dos arquétipos dos contos de fadas.

Com o passar do tempo, o Príncipe utiliza o som: “Shhh!” para todas as manifestações de fala da princesa. Até que ele a prende no alto de uma torre e Falalinda vai, aos poucos, perdendo a fala, até terminar completamente calada.  Mesmo com o arrependimento do Rei, a situação parece estar perdida. É quando a Bruxa, indignada por terem desfeito a sua maldição, acabou salvando Falalinda da prisão do silenciamento. No final, descobrimos que a Bruxa era na verdade a Rainha, a mãe de Falalinda.  A pedido do povo, Falalinda recebe a missão de governar os dois reinos e se torna a rainha mais honesta e amada das histórias.

Sobre o texto

Ao trazermos uma princesa não convencional, uma protagonista mulher que questiona e transgride as normas (aludindo a mitos como Eva e Pandora), estamos provocando uma reflexão sobre o silenciamento feminino visto como virtude, mas que é a manifestação da posição inferiorizada da mulher na hierarquia social“, analisa a autora e atriz Lívia Gaudêncio. “O fato de a princesa ser presa pelo Príncipe no alto da torre e acabar sendo salva pela Bruxa traz uma subversão dos arquétipos, visando a desconstrução do antagonismo feminino e do homem como única possibilidade de salvação. É importante salientar que, com este novo olhar, não se pretende estabelecer um paradigma reverso, e sim oferecer novas possibilidades narrativas que suscitem a reflexão, mesmo em espectadores tão jovens.

Encenação

A direção de Cynthia Falabella para Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua propõe ser coerente com os elementos encontrados no texto de Lívia Gaudencio, como a convivência entre delicadeza e ironia; a alternância entre uma linguagem poética e as expressões idiomáticas coloquiais; a relevância das situações que trazem crítica e reflexão de forma lúdica. A Princesa Falalinda criança é representada por uma atriz mirim na primeira fase da história, a fim de causar uma identificação imediata com o público infantil. A trilha sonora foi feita exclusivamente para a peça, dialogando com a estética visual que remete aos tempos da realeza clássica, fazendo um contraponto com as escolhas de figurino e visagismo de Falalinda que, notoriamente, é uma princesa à frente do seu tempo. Sendo assim, conforme a proposta do grupo, “o espetáculo Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua busca proporcionar uma experiência teatral de extrema qualidade para crianças e jovens, trazendo reflexão sem didatismo ou discursos prontos. Ao contrário, há uma busca por formar um público crítico e, portanto, uma sociedade mais consciente de seus valores em um futuro próximo“.

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Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua

Com Bia Brumatti, Daniel Faria, Érica Montanheiro, Fafá Rennó, Giovanna Leão, José Sampaio e Livia Gaudencio

Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 60 minutos

26/10 até 01/12

Sábado e Domingo – 16h

$30

Classificação 5 anos

WAKATTA-GENSÔ

Mesmo falado em japonês durante os 50 minutos de duração de Wakatta-Gensô, o espetáculo vai ser entendido por crianças e adultos. A criação do grupo Oculto do Aparente reestreia dia 2 de novembro para temporada até 1º de dezembro no Teatro Alfa aos sábados e domingos, às 17h30. A nova montagem do grupo vem depois de Wakatta-Tejina: Mágica e Japão, montada pela companhia em 2018.  Wakatta (que significa entendi na língua japonesa) nasceu como uma performance, apresentada em japonês, com o ator Célio Amino empurrando um carrinho de chá, enquanto oferecia números de mágica. Chegou a ser apresentado no Sesc Belenzinho, durante uma edição da Virada Cultural, há quatro anos. Depois ganhou corpo e transformou-se em um espetáculo de mágica.

A nova versão de Wakatta,  Wakatta-Gensô , reúne 15 números de mágicas e um conceito delineado em referências a elementos da cultura japonesa, como o mangá Naruto, a tecnologia, o estilo Wazuma de mágica, o Teatro Nô e o Kabuki, mas combinados de uma maneira muito diferente do que os japoneses fariam.  “Todos  combinados de uma maneira bem diferente dos costumes japoneses“, informa o ator e criador Célio Amino.  Em japonês, Gensô, quer dizer fantasia, ilusão. “Usa-se esta palavra para dizer, por exemplo, que a realidade é ilusória. Wakatta-Gensô, além de ser um espetáculo de mágica falado em japonês, há uma segunda camada, refletindo sobre a natureza do que é diferente, usando como ponto de referência a peça de teatro Nô Takasago“, explica Célio Amino .

Será que aquilo que é diferente é uma forma de ilusão? E de que tipo, pois sabemos que a diferença existe em algum nível. Um trecho de Takasago é tradicionalmente cantado nos casamentos japoneses, pois conta a história de dois  pinheiros diferentes, um que um está na baía de Takasago e outro na baía de Suminoe, e que, apesar de diferentes, formam algo único: Aioi-no-Matsu. Para mostrar a própria diferença do Japão, Wakatta- Gensô tem também dois personagens tirados de tradições japonesas antagônicas, o Kabuki e o Teatro Nô.

No palco, Amino – o intérprete do personagem Amino-san, o mágico que só fala japonês – ganhou o apoio de mais uma colaboradora. Interpretado por Luciana Beloli, o novo personagem é inspirado no Teatro Nô. O papel de Luana Tonetti bebe na fonte do Teatro Kabuki.  “Esta mudança faz com que o espetáculo ganhe um novo sentido, reforçando sua vocação para mostrar a diversidade, mesmo dentro de um país pequeno como o Japão.” Célio comenta que vai apresentar números originais de mágica que surpreenderão até mesmo os mágicos profissionais.

Em um espetáculo de mágica para toda a família, a diferença de línguas, paradoxalmente, é usada de maneira criativa para mostrar que a comunicação é algo muito mais amplo“, fala Amino.  Apesar de Amino-san não falar português, todos o entendem. Esta é a grande mágica do espetáculo. Só não entendem como ele faz seus belos números de mágica. Mas Amino-san guarda outro grande segredo. Será que você é capaz de descobri-lo?” Apesar de Amino-san não falar português, todos o entendem. Esta é a grande mágica desta apresentação. Só não entendem como ele faz seu belos números de mágica. Mas Amino-san guarda um guarda um grande segredo. Será que você é capaz de descobri-lo?

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Wakatta-Gensô

Com Célio Amino, Luana Tonetti e Luciana Beloli

Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 50 minutos

02/11 até 01/12

Sábado e Domingo – 17h30

$40

Classificação 6 anos

O QUE AINDA GUARDO

Depois do Grupo Corpo e da Les Ballets Jazz de Montreal, a 16ª Temporada de Dança do Teatro Alfa continua em alta temperatura, com a apresentação de uma das principais representantes da dança produzida no Brasil, a Quasar Cia. de Dança. Com 31 anos de atuação nos palcos nacionais e internacionais,  o grupo de Goiânia, que  já levou sua obra para mais de 25 países e para 24  Estados brasileiros, fará duas sessões do espetáculo O QUE AINDA GUARDO, nos dias 14 e 15 de setembro, no Teatro Alfa. No palco, a criação de Henrique Rodovalho, inspirada em icônicas composições da bossa nova.

Eleito pelo voto do público o melhor espetáculo de dança de 2018 (pelo Guia da Folha) e destaque da dança em 2018 (pelos especialistas do jornal O Globo), o espetáculo foi criado em 2018, ano em que a Quasar completou três décadas de existência e de uma trajetória reconhecida nacional e internacionalmente. Já foi apresentado nas seguintes cidades: Rio, São Paulo, Goiânia, Palmas, Gravataí, Canoas, Brasília, São Luis do Maranhão,  Santo André e Bonito. O que ainda guardo foi inspirado na bossa nova. Os mais de 60 anos de canções, nascidas de encontros entre compositores da zona Sul do Rio de Janeiro, e a memória emotiva que cada uma das letras e notas deste cancioneiro provoca, foram essenciais para o coreógrafo produzir e desenvolver o espetáculo.

Referência no estilo contemporâneo e conhecida por tentar provocar a plateia sobre o tema que seus bailarinos estão dançando, a Quasar preserva esta característica para este espetáculo. Os bailarinos fazem movimentos que aparentam ser simples, mas possuem uma técnica complexa, para transmitir ao público a origem da Bossa, derivada do samba e com elementos do jazz, e resgatar a história da Quasar. “O espetáculo retoma vários espetáculos meus ao longo desses 30 anos. Até por isso, a escolha do nome O Que Ainda Guardo. Trata-se do guardo da Bossa Nova e dos meus trabalhos”, afirma o coreógrafo.

O início do espetáculo é cronológico, passando pelo período que dá origem à Bossa Nova, com canções de Angela Maria, Nelson Gonçalves, Maísa e Cauby Peixoto, mas logo se torna “uma viagem por vários ambientes e climas”, comenta Rodovalho. “É um espetáculo eclético, de leveza, mas com uma técnica muito bem desenvolvida”, diz. A coreografia não será uma história ou uma ideia que se desenrolará no tempo da encenação. As letras das canções de Bossa Nova foram pontos-chave para que um tipo de movimento se arquitetasse entre coreógrafo e intérpretes. Os temas abordados pelos compositores, muitos deles ligados ao cotidiano da época, nesta trilha sonora são cantados como se fossem conversas entre amigos. A partir daí, o espetáculo se revela como um diálogo provocativo e nada previsível, entre as canções e seus temas, e as coreografias que foram criadas e seus movimentos. Este é um trabalho que antes de ter sido iniciado suscitou diversos questionamentos, principalmente sobre como a música move a dança da Quasar, e sobre como é possível traduzir uma obra musical tão própria em um espetáculo cênico instigante e modierno. Em resumo, a busca foi continuamente por produzir um resultado final sensível, belo, fascinante, pleno em sua forma e em sua importância para o mundo das artes.

O que ainda guardo não é um relato linear. A coreografia não será uma história ou uma ideia que se desenrolará no tempo da encenação. As relações criativas entre músicas e movimentos se darão em vários níveis de harmonia ou confronto. As letras das canções de Bossa Nova foram pontos-chave para que um tipo de movimento se arquitasse entre coreógrafo e intérpretes. Os temas abordados pelos compositores, muitos deles singelos e ligados a um cotidiano ingênuo e pueril, nesta trilha sonora são cantados como se fossem conversas entre amigos, e esta maneira coloquial de fazer poesia inspirou um tipo de movimentação que permeia toda obra. A partir daí o espetáculo foi se revelando como um diálogo provocativo e nada previsível, entre as canções e seus temas, e as coreografias que foram criadas e seus movimentos. O corpo se tornou, então, linguagem em si e expressão de algo maior. O espetáculo ainda faz uma homenagem aos 30 anos da Quasar, resgatando imagens que retomam a essência da companhia. Instantes de espetáculos que se tornaram preciosos e únicos em nossa trajetória, e que cintilam nesta nova criação, provocando uma espécie de reminiscência em nossos espectadores.

Guardo com carinho!

Guardo na memória!

Nas músicas…

Nas coisas da Quasar…

Guardo coisas preciosas para mim!

O QUE AINDA GUARDO… é o nome do espetáculo!

Henrique Rodovalho

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O Que Ainda Guardo

Com Claudionor Alves, Gabriela Leite, Gustavo Silvestre, Jackeline Leal, Jey Santos, Loretta Pelosi, Marcella Landeiro, Rafael Abreu, Rafael Luz e Thaís Kuwae

Teatro Alfa (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 64 minutos

14 e 15/09

Sábado – 20h, Domingo – 18h

$75/$90

Classificação Livre

FLORESTA DOS MISTÉRIOS

Quando Guta, Rafa e Duda entram na Floresta dos Mistérios, conduzidos pelos misteriosos elementais, eles estão prestes a conhecer não só as forças da natureza, representados pelos mitológicos Saci Pererê, Sereia Iara e Boitatá, mas também a enorme força que existe dentro de cada um deles. Idealizado, escrito e dirigido por Márcio Araújo, o espetáculo infantil Floresta dos Mistérios estreia dia 7 de setembro, sábado, às 16 horas no Teatro Alfa. 

Inclusiva, com áudio-descrição e libras em todas as sessões, a peça utiliza bonecos manipulados que representam as crianças, cada uma com uma deficiência: surdez, Síndrome de Down e paralisia cerebral. “É muito importante dar representatividade a todas as pessoas, sobretudo às minorias, para que o mundo possa conviver em harmonia. Além disso, discutir com o público a questão do desmatamento e do meio ambiente é essencial nesse momento”, afirma Márcio Araújo. Guta, Rafa e Duda lutarão pela preservação da floresta e de toda vida existente lá dentro frente aos planos da ambiciosa prefeita Marta Lúcia, que pretende construir ali a maior fábrica de celulares do mundo, sempre acompanhada de seu fiel escudeiro, o atrapalhado Romildo. Mas os habitantes da mata não pretendem se entregar tão facilmente. Fica, então, a pergunta: é possível um mundo onde tecnologia e natureza possam conviver?

Nessa defesa em favor da floresta, as crianças contracenam com seres folclóricos como o Saci Pererê, a sereia Iara e o Boitatá, com os quais se identificam e criam laços afetivos em função das necessidades especiais de cada criança. Unidos, eles enfrentam a ganância da prefeita. Dessa reflexão, de que o mundo é um lugar com espaço para todos, nasceu a ideia e o desejo de Floresta dos Mistérios, um espetáculo acessível e que traz questões como inclusão, preservação da natureza e valorização da cultura popular brasileira em uma enorme aventura musical.

Criados por Márcio Pontes, referência no teatro de animação, os bonecos têm o tamanho real das crianças. As músicas são de Márcio Araújo e Tato Fischer, compostas especialmente para o espetáculo e cantadas ao vivo. O cenário de Nani Brisque e a luz de Wagner Freire ajudam a contar essa história de superação, inclusão e magia.Com produção e idealização da Humanize Produções e Marujo Produções, o espetáculo amplia a discussão sobre a inclusão social, defesa do meio ambiente e reflete também acerca da tecnologia/desenvolvimento e sustentabilidade. O projeto contempla um site com vídeos de entrevistas, material de apoio pedagógico e curiosidades sobre a peça. Para ter acesso ao conteúdo exclusivo acesse o site do projeto: www.florestadosmisterios.com.br  . É  apresentado pelo Ministério da Cidadania e Volkswagen Financial Services.

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Floresta dos Mistérios

Com Clayton Bonardi, Daniel Costa, Daniela Schitini, Débora Vivan, Mateus Menezes, Wesley Leal, Lucas Kelvin e Marizilda Rosa

Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 60 minutos

07/09 até 20/10

Sábado e Domingo – 16h

$40

Classificação Livre

GRAND SPECTACLE DU CIRQUE

Nos dias 7 e 8 de setembro, o Teatro Alfa (em SP) recebe a renomada companhia circense Universo Casuo com o “Grand Spectacle Du Cirque”, idealizado pelo artista Marcos Casuo, o único brasileiro que protagonizou o espetáculo “Alegria”, do Cirque du Soleil. As sessões serão às 16h e às 20h, no sábado, e 15h e 19h, no domingo, e parte da verba arrecadada será revertida para o Instituto Luisa Mell, que resgata, cuida e abriga animais abandonados.

O espetáculo reúne música, performance, humor e poesia em um só universo. É repleto de cores e movimentos, fazendo uso de efeitos luminosos, sonoros e técnicas especiais. Temos o intuito de resgatar a alegria e os sonhos dos espectadores. Além disso, conto com figurinos e maquiagem elaborados especialmente para as performances, utilizando materiais e recursos de alta tecnologia, música ao vivo, enredo próprio e acrobacias de tirar o fôlego – completa Casuo sobre o show.

Não é a primeira vez que o artista promove eventos em prol de causas nobres. Dessa vez a parceria é com o instituto Luisa Mell.

A magia está no ar! Que alegria ter o Universo Casuo como parceiro do meu trabalho pela causa animal. Um circo cheio de alegria e diversão não precisa de animais, e isso o Casuo vai provar para vocês no seu espetáculo encantador. Eu também estarei lá para viver este momento mágico e ainda ajudar o Instituto Luisa Mell. Vamos unir muita diversão com o apoio aos animais e juntos fazer a magia do amor e do cuidado acontecer! – ressalta Luisa Mell.

Sinopse: O Espetáculo conta a história de um Universo paralelo, o “Universo Casuo”. Um lugar mágico onde tudo é possível. Nele, o personagem denominado Jean Francua o Clown, percebe que a Terra, o Planeta Azul, o qual antigamente esbanjava cores, hoje está desbotada e quase sem cor. O Clown resolve atravessar o portal, entrar no nosso mundo e trazer de volta todos os sonhos, fantasias e tornando novamente colorido.

Mais informações no http://www.universocasuo.com.br/espetaculos/grand-spectacle-du-cirque

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Grand Spectacle Du Cirque

Duração 90 minutos

Teatro Alfa (Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

07 e 08/09

Sábado – 16h e 20h, Domingo – 15h e 19h

$150 (Parte da renda revestida para o Instituto Luisa Mell)

Classificação Livre

MUITO RUÍDO POR SHAKESPEARE

A Cia Núcleo estreia dia 3 de agosto, sábado, no Teatro Alfa, um projeto inédito no Brasil, Muito Ruído por Shakespeare – apenas apresentado em espanhol no VIII Festival Shakespeare Buenos Aires, em 2018. As sessões são aos sábados e domingos, às 17h30, até 1º de setembro.

A Cia Núcleo sempre teve verdadeiro apreço pela literatura e muitas de suas obras bebem da fonte dos grandes clássicos. Neste momento a Cia se aventura em obras do bardo William Shakespeare, adaptando duas de suas tragédias para o universo infantil. Um mensageiro tem que contar a história de Macbeth, e um outro tem que dizer a história de Otelo. Eles se encontram no meio do caminho e decidem trocar suas histórias, para evitar fadiga. Assim andarão menos e evitarão os percalços de adentrar um reino desconhecido.

A Cia Núcleo traz uma obra imersa no imaginário do bardo e que traça paralelos com questões atuais onde diversos acontecimentos políticos são mediados e influenciados pela imprensa, internet e pelas fake news. É um espetáculo para toda a família, em que os maiores irão acompanhar os caminhos tortuosos destes enredos, enquanto os menores irão se deliciar com os quiproquós desta dupla, sem se ausentar da mensagem geral do texto.  Utilizando a palavra, a música, o teatro de objetos e as projeções como fio condutor, para divertir e comover os espectadores, a Cia Núcleo pretende assim exaltar a poesia do homem do milênio. 

Sobre o espetáculo

Em um jogo narrativo conduzido por um personagem que manipula tudo de fora do cenário, e entra em cena por meio de projeções e interações, temos dois mensageiros que enfrentarão os problemas que aparecem no ato de comunicar uma história. Manipulação de informação, notícias falsas, ausência de dados são algumas das dificuldades que irão interferir diretamente neste objetivo. A história de Otelo narra um desenlace trágico de um casal apaixonado. Otelo ama Desdemona, mas ludibriado por Iago acredita na traição de sua amada. Já nos acontecimentos de Macbeth, reis são mortos em nome do poder e da ambição. Estas complexas histórias criadas por Shakespeare irão se embaralhar na fala destes mensageiros, apontando para equívocos na transmissão de um caso e suas consequências.

Em uma época em que diversos acontecimentos políticos são mediados e influenciados pela imprensa e internet, a Cia Núcleo traz uma obra imersa no imaginário do bardo e que traça paralelos com estas questões. É um espetáculo para toda a família, onde os maiores irão acompanhar os caminhos tortuosos destes enredos, enquanto os menores irão se deliciar com os quiprocós desta dupla, sem se ausentar da mensagem geral do texto. Crianças estão acostumadas com omissões de informações, mentiras contadas para evitar possíveis discussões e dificuldades em entender todos os lados de um fato. O desafio da Cia., então, estabelece-se neste lugar onde o texto de Shakespeare, o nó das Fakes News e a produção de um ato cênico abarquem estas questões para crianças e adultos.

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Muito Ruído por Shakespeare

Com André Medeiros Martins, Caio Merseguel, Ronaldo Liano e Yuri de Francco

Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 50 minutos

03/08 até 01/09

Sábado e Domingo – 17h30

$40

Classificação Livre

CHAPEUZINHO VERMELHO

Criada pelas atrizes Alexandra Golik e Carla Candiotto há 23 anos, em Paris, a premiada Cia. Le Plat du Jour, um dos grupos de teatro infantil mais prestigiados do Brasil, entra em cartaz na sala B do Teatro Alfa com a primeira produção da dupla – a peça Chapeuzinho Vermelho, de  2001. A temporada acontece entre dia 3 de agosto e dia 1º de setembro, com sessões aos sábado e domingos, às 16 horas.

No palco, duas duplas de atrizes se revezam durante a temporada: Renata Maia e Natalia Vooren e Bebel Ribeiro e Luna Martinelli apresentam uma versão pouco convencional do conto clássico dos Irmãos Grimm, na qual as artistas, usando técnicas de clown, mímica, dança e malabarismo, entre outras, se revezam na pele dos personagens da fábula. Tudo começa como uma grande brincadeira, onde duas palhaças descobrem um armário cheio de chapéus. Estes chapéus as conduzem por uma “viagem de brincadeiras”, onde o fio condutor é dado pela história de Chapeuzinho Vermelho. Ora contam a história, ora brincam com os elementos da mesma, ou seja, há uma tônica constante no fato de serem duas palhaças tentando fazer o melhor para conseguirem contar a história.​

Os chapéus definem os personagens. Quando os colocam tornam-se a Chapeuzinho Vermelho, o Lobo Mau, a Mãe, a Avó e o Caçador.   Quando os tiram transformam-se em palhaças, tornando-se clara a “brincadeira dentro da brincadeira”, assim como a linguagem do teatro dentro do teatro. Baseada na versão dos Irmãos Grimm, a Cia inventou a própria versão de Chapeuzinho Vermelho.​ Os recursos utilizados são inúmeros, desde coreografias de dança e de movimentos clownescos até a utilização de instrumentos musicais; passando pelo canto, pela farsa, a mímica, a manipulação de objetos, teatro físico, pelo lúdico, nonsense, sobretudo pela linguagem do palhaço.​

Nesta versão de Chapeuzinho Vermelho o Le Plat du Jour e o diretor Fernando Escrich, optaram por fazer um espetáculo divertido e visualmente interessante para crianças de todas as idades, sem perder de vista um fator muito importante: o de quem as leva ao teatro. E foi pensando nisso que a Cia idealizou um espetáculo que possibilite também ao adulto o prazer de estar ali.

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Chapeuzinho Vermelho

Com Renata Maia e Natalia Vooren, Bebel Ribeiro e Luna Martinelli

Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 60 minutos

03/08 até 01/09

Sábado e Domingo – 16h

$40

Classificação Livre