CHARLIE E A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE

Fundado em abril de 2019, o Instituto Artium de Cultura, presidido por Carlos A. Cavalcanti, sociedade sem fins lucrativos, traz aos palcos “Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate” musical apresentado pelo Ministério da Cidadania e pela Brasilprev, baseado na obra de Roald Dahl, um dos mais importantes escritores do mundo.
O diretor canadense John Stefaniuk, que realiza sua terceira incursão no Brasil, após ter colaborado na montagem de O Rei Leão, da Disney e dirigido Billy Elliot, do Atelier de Cultura, conta com 38 atores em cena para levar aos palcos a história de Charlie Bucket, um garoto pobre, que acha um dos cobiçados bilhetes dourados que lhe dá o direito a visitar a misteriosa fábrica do chocolateiro Willy Wonka.
 
Willy Wonka está há anos isolado em seus pensamentos e fantasias. Sai ao mundo para buscar um sucessor de coração puro que possa tomar seu lugar. Ele lança o concurso de busca a um dos cinco bilhetes dourados colocados aleatoriamente em suas barras de chocolates. As estratégias de cada um dos premiados para encontrarem os bilhetes começará a revelar suas formas de lidarem com situações e revelará suas personalidades.
 
As crianças premiadas, acompanhadas por um familiar, entram na fábrica acolhidas por seu dono, e mergulham em um mundo da mais pura fantasia. Este passeio, por vários dos setores que fabricam e desenvolvem seus incríveis e mágicos produtos, permitirá a gradativa eliminação das crianças que não tem os atributos de valores e afeto que Willy Wonka enxerga em si mesmo, quando ele próprio era uma criança.
 
O público deve esperar as icônicas cenas dos dois filmes de A Fantástica Fábrica de Chocolate. É com grande encantamento que serão apresentadas a fonte de chocolate, o laboratório de miniaturização, a sala dos esquilos, o elevador de vidro que sobrevoa o palco e efeitos especiais como a menina que infla como uma amora gigante.
 
O diretor John Stefaniuk construiu um Willy Wonka engraçado, irônico e repleto de emoções. Sua direção imprime um ritmo muito dinâmico, que se mescla com as arrojadas coreografias de Floriano Nogueira.
 
Charlie para mim é um conto que tem a habilidade de encontrar aquilo que há de melhor em nós mesmos” diz o diretor John Stefaniuk – “Eu criei um mundo de imaginação criatividade e muito, mas muito, chocolate! Eu mal posso esperar para vocês desbravarem essa fábrica conosco!
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Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate
Com Cleto Baccic, Felipe Costa, João Pedro Delfino, Pedro Sousa, Rodrigo Miallaret, Sara Sarres, Isidoro Gubnitsky, Rodrigo Espinosa, Vinícius Spada, Vânia Canto, Anna Luiza Cuba, Isabella Daneluz, Luisa Bresser, Thiago Perticarrari, Lorena Castro, Nina Medeiros, Lanna Moutinho, Guilherme Leal, Agyei Augusto, Leonardo Freire, Sam Sabbá, Talita Real, Arízio Magalhães, Lia Canineu, Aline Serra, Carla Vazquez, Carol Tanganini, Clarty Galvão, Danilo Martho, Della, Giovana Zotti, Guilherme Gonçalves, Jana Amorim, Leonam Moraes, Marco Azevedo, Rany Hilston, Rodrigo Garcia e Sandro Conte
Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 150 minutos
A partir 19/03
Quinta e Sexta – 20h30, Sábado e Domingo – 15h e 19h30
$50/$310
Classificação Livre

“CHARLIE E A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE”

Corre um boato pela cidade que um dono de uma fábrica de chocolates colocou cinco bilhetes dourados dentro de suas barras de chocolate. Quem os encontrar, poderá visitar a sua fábrica.

Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate“, a mais nova produção da Atelier de Cultura (“Escola do Rock”, “Billy Eliot”, “Annie”), tem estreia prevista para março no Teatro Alfa. O musical é inspirado no livro homônimo de Roald Dahl.

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O ENREDO

Conta a história de um garoto pobre de onze anos, Charlie Bucket. Ele vive numa casa simples com seus pais e quatro avós. Um dia, seu avô Joe lhe conta sobre Willy Wonka, dono da fábrica de chocolates, que para evitar que concorrentes conhecessem seus segredos, fechou sua fábrica para visitantes. Até que no dia seguinte, os jornais anunciam que a fábrica seria reaberta e Wonka convidaria cinco crianças para visitá-la. Mas para tanto, teriam que encontrar um dos cinco bilhetes dourados escondidos nas suas barras de chocolate.

Os primeiros bilhetes foram encontrados pelo glutão Augustus Bloop; a garota mimada e petulante, Veruca Salt; a garota viciada em chiclete, Violet Beauregard; e o fanático em televisão, Mike Teavee. Ao encontrar uma moeda na rua, Charlie compra a sua barra de chocolate e torna-se o último ganhador do bilhete dourado. Pelas regras do concurso, ele poderá levar um acompanhante. O escolhido é seu avô Joe.

Na fábrica, as crianças e seus acompanhantes encontram os Oompa-Loompas, trabalhadores da fábrica. Durante a visita, as primeiras quatro crianças vão sendo expulsas por não respeitarem os códigos de moralidade e ética da vida (crítica aos pais que estragam seus filhos sendo permissivos). Ao final da história sobra Charlie e seu avô. Com isso, Wonka diz que Charlie será o seu herdeiro sucessor no comando da Fantástica Fábrica de Chocolates.

O AUTOR

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Roald Dahl (1916 – 1990)

Roald Dahl nasceu no País de Gales, filhos de imigrantes noruegueses. Além de ser um autor de livros para crianças e adultos, Dahl também foi poeta, roteirista de filmes e piloto de avião na Segunda Guerra. Entre seus livros infantis, temos “James e o Pêssego Gigante“, “Matilda” e “O Fantástico Sr. Raposo“. Já foram vendidos mais de 250 milhões de cópias de seus livros no mundo.

Entre os prêmios que recebeu, estão o “Prêmio Fantasia Mundial pela Realização de Vida” (World Fantasy Award for Life Achievementtradução livre), em 1983, e o “Prêmio do Autor Britânico de Livros Infantis do Ano (British Book Awards’ Children’s Author of the Year – tradução livre), em 1990. A revista Times incluiu seu nome na 16ª posição na lista dos 50 maiores autores britânicos desde 1945.

O LIVRO

Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate” foi lançado em janeiro de 1964 nos Estados Unidos e dez meses depois, no Reino Unido. Era para ser uma trilogia. O segundo livro “Charlie e o Grande Elevador de Vidro” (“Charlie and the Great Glass Elevator” – tradução livre) foi publicado em  1972. Mas Dahl não terminou o terceiro livro.

A inspiração para a história foi dos tempos em que o autor estudou na escola cristã Repton School (1929 – 1934). A escola era um lugar de abuso físico e psicológico tanto por parte dos estudantes mais velhos e ricos nos mais novos e pobres, como também pelos professores e direção.

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Repton School

Estes cinco anos influenciaram sua obra – um texto sombrio, com um humor macabro e personagens vilões adultos que perseguem os personagens infantis.

Mas houve algo que foi positivo. A fábrica de chocolates Cadbury mandava ocasionalmente amostras de seus novos chocolates para serem testados pelos alunos da Repton School. O jovem Dahl sonhava com a possibilidade de criar uma nova receita e, com isso, cair nas graças do dono da fábrica. O chocolate foi um tema recorrente em vários de seus livros.

OS FILMES

Várias de suas obras foram adaptadas para as telas de televisão e cinema.

A primeira versão de “Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate” no cinema foi em 1971 com o filme “Willy Wonka e a Fábrica de Chocolates” (“Willy Wonka & the Chocolate Factory” – tradução livre), dirigido por Mel Stuart e com Gene Wilder e Peter Ostrum, nos papéis principais.

Em 2005, o diretor Tim Burton, fã do livro desde criança, lançou sua versão em “Charlie e a Fábrica de Chocolates” (“Charlie and the Chocolate Factory” – tradução livre), com Johnny Depp e Freddie Highmore, como Willy e Charlie.

No Brasil os dois filmes receberam o mesmo nome “A Fantástica Fábrica de Chocolate“, não fazendo referência a nenhum dos dois personagens principais no título.

O MUSICAL

Oito anos se passaram do último filme, e “Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate” estreou no Theatre Royal Drury Lane (West End – Londres) em junho de 2013. O enredo é de David Greig, a música de Marc Shaiman e as letras das canções de Shaiman e Scott Wittman. A temporada durou quase quatro anos, encerrando em janeiro de 2017.

A Broadway recebeu o musical no Lunt-Fontanne Theatre, onde ficou em cartaz por nove meses – abril de 2017 a janeiro de 2018. Depois foi apresentado em turnê por cidades norte americanas, Austrália, Itália e Noruega.

DIFERENÇAS ENTRE MUSICAL EM WEST END E NA BROADWAY

Há várias diferenças entre as montagens de Londres e Nova Iorque. Em Londres, o espetáculo era mais voltado para o livro de Dahl, mostrando o relacionamento de Charlie e seu pai; enquanto na Broadway, o filme de 1971 e focando no relacionamento de Charlie e o dono da fábrica de chocolates.

Quanto a aparição de Willy Wonka, o público londrino tinha que aguardar pela metade do primeiro ato; já na Broadway, o musical começa com Wonka recepcionando o público na sua fábrica.

Na versão americana, foram incluídas canções clássicas do filme, bem como novas canções escritas por Shaiman e Wittman.

O grande elevador de vidro – usado no final do espetáculo – também foi adaptado para Broadway, oferecendo um visual mais agradável.

Qual será a versão que veremos no Brasil? Não sabemos! Teremos que esperar até Willy Wonka abrir as portas de sua Fantástica Fábrica de Chocolate no Teatro Alfa, previsto para março.

O QUEBRA-NOZES

Tradição de final de ano, o Teatro Alfa recebe a 36ª temporada do espetáculo natalino de Tchaikovsky O Quebra-Nozes, interpretado pela Cisne Negro Cia de Dançade 12 a 22 de dezembro (com exceção dos dias 16 e 17), em um total de 13 apresentações, incluindo matinês. Horários – Quarta a sexta-feira, 20h30. Sábado, 17h e 20h. Domingo, 15h e 18h. Além do elenco fixo, dançam bailarinos e atores performáticos especialmente contratados. Os solistas convidados são Marcelo Gomes, brasileiro, estrela Internacional do balé; Alice Mariani, italiana, 1ª bailarina do Dresden Semperoper  Ballet, Alemanha (de 12 a 15/12); e os brasileiros Cícero Gomes, 1º bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e sua partner Manuela Roçado (Rio de Janeiro), que se apresentam de 18 a 22 de dezembro.

Encenado em dois atos, o balé conta a fantasia de Clara, uma menina que na noite de Natal ganha muitos presentes, mas se encanta de uma maneira especial por um deles, um boneco quebra-nozes. Quando todos vão dormir, Clara vai à sala para brincar com seu novo presente, adormece e entra no mundo da fantasia – os brinquedos ganham vida, dançam, lutam, viajam para O Reino das Neves e Reino dos Doces, onde Clara e seu príncipe são homenageados com danças típicas de vários países e com um gracioso grand pas-de-deux da Fada Açucarada. Criada em 1891 pelo compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky, a versão da Cisne Negro Cia de Dança tem direção artística de Hulda Bittencourt Dany Bittencourt.

Com direção artística de Hulda Bittencourt e Dany Bittencourt, conta com a colaboração de ensaiadores de expressão na área da dança, como a bailarina e maitre Daniela Severian e a ensaiadora da Cisne Negro Cia de Dança Patrícia Alquezar. A criação de O Quebra-Nozes foi inspirada em uma adaptação francesa de um trecho do conto Nussknacker und Mauserkonig (Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos), de Hoffmann. Tchaikovsky se encantou com as colorações sinistras e fantásticas que envolvem a história e compôs a música para o balé. O resultado é uma obra repleta de fantasia e romantismo.

Tradicional na cidade de São Paulo, o espetáculo recebeu em 2012 o Prêmio Governador do Estado como Melhor Espetáculo de Dança – preferência popular. O Quebra-Nozes conta com a colaboração de ensaiadores de expressão na área da dança, como a professora Denise Siqueira (ex-bailarina e solista de O Quebra-Nozes) e a ensaiadora e assistente de direção da Cisne Negro Cia de Dança, Patrícia Alquezar. O balé apresentará efeitos especiais circenses e acrobacia de tecido a cargo do Circo Escola Picadeiro, considerada uma das mais respeitadas escolas circenses do Brasil, criada em 1983, por Wilson Moura Leite, que tem em seu currículo ex-alunos atuando em importantes companhias no Exterior, alguns deles inclusive no Cirque Du Soleil.

Destaca-se também neste ano a participação de bailarinas integrantes da Usina da Dança, projeto social desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça – IORM, de Orlândia-SP, fundado pela empresária Josimara Ribeiro de Mendonça, que atua pelo desenvolvimento integral de crianças e adolescentes na região Nordeste do Estado de São Paulo e mantém parceria com a Cisne Negro Cia. de Dança. No saguão do Teatro, haverá a apresentação de corais convidados, interpretando músicas natalinas, uma hora antes do início dos espetáculos, sob a coordenação da pianista Maria Inês Vasconcellos. O espetáculo conta com maquiagem e visagismo criados pela equipe Jacques Janine, sob a supervisão de Chloé Gaya. “É uma obra que nos faz embarcar no sonho de Clara, transportando-nos a um mundo de imagens fascinantes, repletas de magia e beleza, que ficam gravadas para sempre em nossas mentes e em nossos corações“, diz Hulda Bittencourt, fundadora da companhia e diretora artística do espetáculo O Quebra-Nozes.

Breve sinopse

O Quebra-Nozes conta a história de Clara e seu precioso boneco Quebra-Nozes, presente de seu padrinho, o mago Drosselmeyer. Juntos, eles enfrentam uma cruel batalha contra o Rei dos Ratos e seu exército, viajando pelo Reino das Neves até o Reino dos Doces.

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O Quebra-Nozes

Com Cisne Negro Cia de Dança

Teatro Alfa (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 120 minutos

12 a 22/12 (não haverá sessão dia 16 e 17)

(sessão popular 18/12 – 4a as 16h – $20/$40)

Quarta, Quinta e Sexta – 20h30, Sábado – 17h e 20h, Domingo – 15h e 18h

$75/$160

Classificação Livre

PRINCESA FALALINDA, SEM PAPAS NA LÍNGUA

A próxima atração da Sala B do Teatro Alfa, carinhosamente chamada de Alfinha por abrigar espetáculos dedicados ao público infantil, é Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua, do grupo O Trem Companhia de Teatro. Com direção de Cynthia Falabella, texto e dramaturgia de Lívia Gaudencio, o espetáculo fica em cartaz de 26 de outubro a 1º de dezembro, aos sábados e domingos às 16 horas e narra a história de uma princesa nada convencional, que fala o que pensa e acaba sofrendo as consequências.

Recomendada para crianças a partir de 5 anos, a peça tem 55 minutos de duração e traz no elenco os atores Bia Brumatti, Daniel Faria, Fafá Rennó, Érica Montanheiro, Giovanna Leão, José Sampaio e Livia Gaudêncio. Direção de movimento e assistente de direção de Ana Paula Lopez, visagismo de Lira Ribas e iluminação de Laura Salerno. Além dos atores em cena, a peça conta com trilha sonora original de autoria de Chuck Hipolitho e Thiago Guerra, no ritmo rock ‘n’ roll. A montagem tem figurinos com toques do período Elisabetano e uma cenografia em pop-up, criação de Kléber Montanheiro.

Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua narra a história de uma Princesa que recebeu da Bruxa a maldição de não ter papas na língua. Na infância, Falalinda é vista como uma menina curiosa, inteligente e divertida. Porém, à medida que cresce, Falalinda não é tão bem-vinda com a sua honestidade e começa a ter problemas com o Rei, que afirma que o povo não quer uma Princesa que tem sempre algo a dizer, uma opinião a dar. Então, o Rei resolve fazer o que os reis fazem de melhor: conseguir maridos para as filhas! Assim, Falalinda se casa com um Príncipe que é especialista em colocar papas nas línguas das pessoas. Misturando humor e poesia, a peça reflete sobre o silenciamento feminino através de uma inversão dos arquétipos dos contos de fadas.

Com o passar do tempo, o Príncipe utiliza o som: “Shhh!” para todas as manifestações de fala da princesa. Até que ele a prende no alto de uma torre e Falalinda vai, aos poucos, perdendo a fala, até terminar completamente calada.  Mesmo com o arrependimento do Rei, a situação parece estar perdida. É quando a Bruxa, indignada por terem desfeito a sua maldição, acabou salvando Falalinda da prisão do silenciamento. No final, descobrimos que a Bruxa era na verdade a Rainha, a mãe de Falalinda.  A pedido do povo, Falalinda recebe a missão de governar os dois reinos e se torna a rainha mais honesta e amada das histórias.

Sobre o texto

Ao trazermos uma princesa não convencional, uma protagonista mulher que questiona e transgride as normas (aludindo a mitos como Eva e Pandora), estamos provocando uma reflexão sobre o silenciamento feminino visto como virtude, mas que é a manifestação da posição inferiorizada da mulher na hierarquia social“, analisa a autora e atriz Lívia Gaudêncio. “O fato de a princesa ser presa pelo Príncipe no alto da torre e acabar sendo salva pela Bruxa traz uma subversão dos arquétipos, visando a desconstrução do antagonismo feminino e do homem como única possibilidade de salvação. É importante salientar que, com este novo olhar, não se pretende estabelecer um paradigma reverso, e sim oferecer novas possibilidades narrativas que suscitem a reflexão, mesmo em espectadores tão jovens.

Encenação

A direção de Cynthia Falabella para Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua propõe ser coerente com os elementos encontrados no texto de Lívia Gaudencio, como a convivência entre delicadeza e ironia; a alternância entre uma linguagem poética e as expressões idiomáticas coloquiais; a relevância das situações que trazem crítica e reflexão de forma lúdica. A Princesa Falalinda criança é representada por uma atriz mirim na primeira fase da história, a fim de causar uma identificação imediata com o público infantil. A trilha sonora foi feita exclusivamente para a peça, dialogando com a estética visual que remete aos tempos da realeza clássica, fazendo um contraponto com as escolhas de figurino e visagismo de Falalinda que, notoriamente, é uma princesa à frente do seu tempo. Sendo assim, conforme a proposta do grupo, “o espetáculo Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua busca proporcionar uma experiência teatral de extrema qualidade para crianças e jovens, trazendo reflexão sem didatismo ou discursos prontos. Ao contrário, há uma busca por formar um público crítico e, portanto, uma sociedade mais consciente de seus valores em um futuro próximo“.

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Princesa Falalinda, Sem Papas na Língua

Com Bia Brumatti, Daniel Faria, Érica Montanheiro, Fafá Rennó, Giovanna Leão, José Sampaio e Livia Gaudencio

Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 60 minutos

26/10 até 01/12

Sábado e Domingo – 16h

$30

Classificação 5 anos

WAKATTA-GENSÔ

Mesmo falado em japonês durante os 50 minutos de duração de Wakatta-Gensô, o espetáculo vai ser entendido por crianças e adultos. A criação do grupo Oculto do Aparente reestreia dia 2 de novembro para temporada até 1º de dezembro no Teatro Alfa aos sábados e domingos, às 17h30. A nova montagem do grupo vem depois de Wakatta-Tejina: Mágica e Japão, montada pela companhia em 2018.  Wakatta (que significa entendi na língua japonesa) nasceu como uma performance, apresentada em japonês, com o ator Célio Amino empurrando um carrinho de chá, enquanto oferecia números de mágica. Chegou a ser apresentado no Sesc Belenzinho, durante uma edição da Virada Cultural, há quatro anos. Depois ganhou corpo e transformou-se em um espetáculo de mágica.

A nova versão de Wakatta,  Wakatta-Gensô , reúne 15 números de mágicas e um conceito delineado em referências a elementos da cultura japonesa, como o mangá Naruto, a tecnologia, o estilo Wazuma de mágica, o Teatro Nô e o Kabuki, mas combinados de uma maneira muito diferente do que os japoneses fariam.  “Todos  combinados de uma maneira bem diferente dos costumes japoneses“, informa o ator e criador Célio Amino.  Em japonês, Gensô, quer dizer fantasia, ilusão. “Usa-se esta palavra para dizer, por exemplo, que a realidade é ilusória. Wakatta-Gensô, além de ser um espetáculo de mágica falado em japonês, há uma segunda camada, refletindo sobre a natureza do que é diferente, usando como ponto de referência a peça de teatro Nô Takasago“, explica Célio Amino .

Será que aquilo que é diferente é uma forma de ilusão? E de que tipo, pois sabemos que a diferença existe em algum nível. Um trecho de Takasago é tradicionalmente cantado nos casamentos japoneses, pois conta a história de dois  pinheiros diferentes, um que um está na baía de Takasago e outro na baía de Suminoe, e que, apesar de diferentes, formam algo único: Aioi-no-Matsu. Para mostrar a própria diferença do Japão, Wakatta- Gensô tem também dois personagens tirados de tradições japonesas antagônicas, o Kabuki e o Teatro Nô.

No palco, Amino – o intérprete do personagem Amino-san, o mágico que só fala japonês – ganhou o apoio de mais uma colaboradora. Interpretado por Luciana Beloli, o novo personagem é inspirado no Teatro Nô. O papel de Luana Tonetti bebe na fonte do Teatro Kabuki.  “Esta mudança faz com que o espetáculo ganhe um novo sentido, reforçando sua vocação para mostrar a diversidade, mesmo dentro de um país pequeno como o Japão.” Célio comenta que vai apresentar números originais de mágica que surpreenderão até mesmo os mágicos profissionais.

Em um espetáculo de mágica para toda a família, a diferença de línguas, paradoxalmente, é usada de maneira criativa para mostrar que a comunicação é algo muito mais amplo“, fala Amino.  Apesar de Amino-san não falar português, todos o entendem. Esta é a grande mágica do espetáculo. Só não entendem como ele faz seus belos números de mágica. Mas Amino-san guarda outro grande segredo. Será que você é capaz de descobri-lo?” Apesar de Amino-san não falar português, todos o entendem. Esta é a grande mágica desta apresentação. Só não entendem como ele faz seu belos números de mágica. Mas Amino-san guarda um guarda um grande segredo. Será que você é capaz de descobri-lo?

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Wakatta-Gensô

Com Célio Amino, Luana Tonetti e Luciana Beloli

Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 50 minutos

02/11 até 01/12

Sábado e Domingo – 17h30

$40

Classificação 6 anos

O QUE AINDA GUARDO

Depois do Grupo Corpo e da Les Ballets Jazz de Montreal, a 16ª Temporada de Dança do Teatro Alfa continua em alta temperatura, com a apresentação de uma das principais representantes da dança produzida no Brasil, a Quasar Cia. de Dança. Com 31 anos de atuação nos palcos nacionais e internacionais,  o grupo de Goiânia, que  já levou sua obra para mais de 25 países e para 24  Estados brasileiros, fará duas sessões do espetáculo O QUE AINDA GUARDO, nos dias 14 e 15 de setembro, no Teatro Alfa. No palco, a criação de Henrique Rodovalho, inspirada em icônicas composições da bossa nova.

Eleito pelo voto do público o melhor espetáculo de dança de 2018 (pelo Guia da Folha) e destaque da dança em 2018 (pelos especialistas do jornal O Globo), o espetáculo foi criado em 2018, ano em que a Quasar completou três décadas de existência e de uma trajetória reconhecida nacional e internacionalmente. Já foi apresentado nas seguintes cidades: Rio, São Paulo, Goiânia, Palmas, Gravataí, Canoas, Brasília, São Luis do Maranhão,  Santo André e Bonito. O que ainda guardo foi inspirado na bossa nova. Os mais de 60 anos de canções, nascidas de encontros entre compositores da zona Sul do Rio de Janeiro, e a memória emotiva que cada uma das letras e notas deste cancioneiro provoca, foram essenciais para o coreógrafo produzir e desenvolver o espetáculo.

Referência no estilo contemporâneo e conhecida por tentar provocar a plateia sobre o tema que seus bailarinos estão dançando, a Quasar preserva esta característica para este espetáculo. Os bailarinos fazem movimentos que aparentam ser simples, mas possuem uma técnica complexa, para transmitir ao público a origem da Bossa, derivada do samba e com elementos do jazz, e resgatar a história da Quasar. “O espetáculo retoma vários espetáculos meus ao longo desses 30 anos. Até por isso, a escolha do nome O Que Ainda Guardo. Trata-se do guardo da Bossa Nova e dos meus trabalhos”, afirma o coreógrafo.

O início do espetáculo é cronológico, passando pelo período que dá origem à Bossa Nova, com canções de Angela Maria, Nelson Gonçalves, Maísa e Cauby Peixoto, mas logo se torna “uma viagem por vários ambientes e climas”, comenta Rodovalho. “É um espetáculo eclético, de leveza, mas com uma técnica muito bem desenvolvida”, diz. A coreografia não será uma história ou uma ideia que se desenrolará no tempo da encenação. As letras das canções de Bossa Nova foram pontos-chave para que um tipo de movimento se arquitetasse entre coreógrafo e intérpretes. Os temas abordados pelos compositores, muitos deles ligados ao cotidiano da época, nesta trilha sonora são cantados como se fossem conversas entre amigos. A partir daí, o espetáculo se revela como um diálogo provocativo e nada previsível, entre as canções e seus temas, e as coreografias que foram criadas e seus movimentos. Este é um trabalho que antes de ter sido iniciado suscitou diversos questionamentos, principalmente sobre como a música move a dança da Quasar, e sobre como é possível traduzir uma obra musical tão própria em um espetáculo cênico instigante e modierno. Em resumo, a busca foi continuamente por produzir um resultado final sensível, belo, fascinante, pleno em sua forma e em sua importância para o mundo das artes.

O que ainda guardo não é um relato linear. A coreografia não será uma história ou uma ideia que se desenrolará no tempo da encenação. As relações criativas entre músicas e movimentos se darão em vários níveis de harmonia ou confronto. As letras das canções de Bossa Nova foram pontos-chave para que um tipo de movimento se arquitasse entre coreógrafo e intérpretes. Os temas abordados pelos compositores, muitos deles singelos e ligados a um cotidiano ingênuo e pueril, nesta trilha sonora são cantados como se fossem conversas entre amigos, e esta maneira coloquial de fazer poesia inspirou um tipo de movimentação que permeia toda obra. A partir daí o espetáculo foi se revelando como um diálogo provocativo e nada previsível, entre as canções e seus temas, e as coreografias que foram criadas e seus movimentos. O corpo se tornou, então, linguagem em si e expressão de algo maior. O espetáculo ainda faz uma homenagem aos 30 anos da Quasar, resgatando imagens que retomam a essência da companhia. Instantes de espetáculos que se tornaram preciosos e únicos em nossa trajetória, e que cintilam nesta nova criação, provocando uma espécie de reminiscência em nossos espectadores.

Guardo com carinho!

Guardo na memória!

Nas músicas…

Nas coisas da Quasar…

Guardo coisas preciosas para mim!

O QUE AINDA GUARDO… é o nome do espetáculo!

Henrique Rodovalho

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O Que Ainda Guardo

Com Claudionor Alves, Gabriela Leite, Gustavo Silvestre, Jackeline Leal, Jey Santos, Loretta Pelosi, Marcella Landeiro, Rafael Abreu, Rafael Luz e Thaís Kuwae

Teatro Alfa (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 64 minutos

14 e 15/09

Sábado – 20h, Domingo – 18h

$75/$90

Classificação Livre

FLORESTA DOS MISTÉRIOS

Quando Guta, Rafa e Duda entram na Floresta dos Mistérios, conduzidos pelos misteriosos elementais, eles estão prestes a conhecer não só as forças da natureza, representados pelos mitológicos Saci Pererê, Sereia Iara e Boitatá, mas também a enorme força que existe dentro de cada um deles. Idealizado, escrito e dirigido por Márcio Araújo, o espetáculo infantil Floresta dos Mistérios estreia dia 7 de setembro, sábado, às 16 horas no Teatro Alfa. 

Inclusiva, com áudio-descrição e libras em todas as sessões, a peça utiliza bonecos manipulados que representam as crianças, cada uma com uma deficiência: surdez, Síndrome de Down e paralisia cerebral. “É muito importante dar representatividade a todas as pessoas, sobretudo às minorias, para que o mundo possa conviver em harmonia. Além disso, discutir com o público a questão do desmatamento e do meio ambiente é essencial nesse momento”, afirma Márcio Araújo. Guta, Rafa e Duda lutarão pela preservação da floresta e de toda vida existente lá dentro frente aos planos da ambiciosa prefeita Marta Lúcia, que pretende construir ali a maior fábrica de celulares do mundo, sempre acompanhada de seu fiel escudeiro, o atrapalhado Romildo. Mas os habitantes da mata não pretendem se entregar tão facilmente. Fica, então, a pergunta: é possível um mundo onde tecnologia e natureza possam conviver?

Nessa defesa em favor da floresta, as crianças contracenam com seres folclóricos como o Saci Pererê, a sereia Iara e o Boitatá, com os quais se identificam e criam laços afetivos em função das necessidades especiais de cada criança. Unidos, eles enfrentam a ganância da prefeita. Dessa reflexão, de que o mundo é um lugar com espaço para todos, nasceu a ideia e o desejo de Floresta dos Mistérios, um espetáculo acessível e que traz questões como inclusão, preservação da natureza e valorização da cultura popular brasileira em uma enorme aventura musical.

Criados por Márcio Pontes, referência no teatro de animação, os bonecos têm o tamanho real das crianças. As músicas são de Márcio Araújo e Tato Fischer, compostas especialmente para o espetáculo e cantadas ao vivo. O cenário de Nani Brisque e a luz de Wagner Freire ajudam a contar essa história de superação, inclusão e magia.Com produção e idealização da Humanize Produções e Marujo Produções, o espetáculo amplia a discussão sobre a inclusão social, defesa do meio ambiente e reflete também acerca da tecnologia/desenvolvimento e sustentabilidade. O projeto contempla um site com vídeos de entrevistas, material de apoio pedagógico e curiosidades sobre a peça. Para ter acesso ao conteúdo exclusivo acesse o site do projeto: www.florestadosmisterios.com.br  . É  apresentado pelo Ministério da Cidadania e Volkswagen Financial Services.

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Floresta dos Mistérios

Com Clayton Bonardi, Daniel Costa, Daniela Schitini, Débora Vivan, Mateus Menezes, Wesley Leal, Lucas Kelvin e Marizilda Rosa

Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 60 minutos

07/09 até 20/10

Sábado e Domingo – 16h

$40

Classificação Livre