ABELHA RAINHA

A Senhoura Antonieta de Bernardo é a figura central de uma nobre família aristocrata em meados do Século XVIII. Ela viveu atormentada pelos desejos mais obscuros de sua mente. Lembranças do seu passado retornam no dia em que sua enteada é pedida em casamento por um jovem rapaz. Ao aceitar o compromisso formal entre os dois jovens, o Comendador Alcântara, esposo de Antonieta e pai da menina, não imaginava o que sua família enfrentará. Para Tibéria, a sua escrava de confiança, Antonieta revelou a sua pior faceta, transformando este segredo íntimo no maior e mais doloroso tormento para a sua nobre família. 

Sobre o Grupo Trapo

Grupo Trapo em 17 anos de trabalhos ininterruptos, volta á cena com seu elenco fixo para uma temporada do espetáculo teatral “Abelha Rainha” concebido e dirigido pelo jovem diretor Muriel Vitória. A história nos transporta para meados do Século XVIII e para as relações conflituosas de uma família aristocrata, cuja personagem principal sofre com transtornos de personalidade. Como o título mesmo indica, a personagem principal vivida pela atriz Marília Pacheco, é a matriarca da nobre família, a “abelha-mestra”: de comportamento tidos como “estranhos” e incompreendida pelos familiares e até por ela mesma em dados momentos, visto que o Brasil do século XVIII, era precário em informações de cunho psiquiátrico.

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Abelha Rainha
Com Diego Brito, Hélio Leão, Marília Pacheco, Marília Vitória, Priscilla Rosa.
Teatro Municipal da Mooca – Arthur Azevedo – Sala Multiuso (Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)
Duração 80 minutos
29/09 até 22/10
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$20
Classificação 14 anos

 

 

ATO FALHO

O último ano foi movimentado nos meios teatrais/culturais da cidade de São Paulo. A crise econômica que o país vem atravessando amedrontou patrocinadores, as verbas de cultura municipais sofreram cortes e a Lei Roaunet sofreu mudanças marcantes. Diante desse cenário desfavorável às produções artísticas independentes, as atrizes e dramaturgas Bruna Anauate e Tati Lenna, fundadoras da Cia Imaginária de Teatro, resolveram criar um espetáculo que se encaixasse neste momento de dificuldades tornando-se realizável independentemente de patrocínios ou editais.

Estávamos cansadas de ter textos e projetos presos na gaveta pela impossibilidade de recursos que os viabilizassem. Acreditamos que a força do teatro está no texto e no ator. Esse material já tínhamos, então resolvemos investir nisso e criar uma montagem com o mínimo de recursos possível, focada na palavra e no jogo cênico.

O espetáculo teve seus custos de produção supridos pelas próprias artistas que tiveram o retorno do investimento através da bilheteria da bem-sucedida primeira temporada no Espaço Cia do Pássaro em São Paulo.

A comédia dramática ATO FALHO reestreia dia 01 de setembro na Sala Multiuso do Teatro Municipal da Mooca Arthur Azevedo para temporada até 24 de setembro. Bruna Anauate e Tati Lenna assumem praticamente a ficha técnica toda trazendo um espetáculo árido onde o riso se faz bastante presente.

Optamos por assumir o maior número de papéis da ficha técnica possível para reduzir custos, logística e também para experimentarmos o teatro neste lugar mais essencial, o poder da síntese cênica. O produto artístico passa em todas as instâncias por nossas mãos. Assumimos todos os riscos e o retorno foi maravilhoso“.

Bruna Anauate e Tati Lenna, criadoras da Cia Imaginária de Teatro e do espetáculo ATO FALHO, se conheceram em 2008 no CPT – Centro de Pesquisa Teatral, sob a batuta de Antunes Filho, e desde então seguiram em contato. Bruna Anauate já havia se envolvido na área de produção em 2013 quando atuou como atriz e produtora em “Tem alguém que nos odeia”, texto de Michelle Ferreira. Tati Lenna investiu mais na área da dramaturgia ao integrar o Núcleo de Dramaturgia do Sesi através do qual publicou em 2016 seu primeiro texto teatral “Circo Chernobyl – Um ensaio sobre a peça“.

Sinopse

Um ato falho. Um acidente. O acaso urbano. Uma distração. Uma tragédia. Um ritmo. Um descaso. Um descontrole. Uma cidade. Os trajetos. A manifestação dos dias, das esquinas, dos desejos. O congestionamento de viver. O cotidiano. O ato. A falha.

Um ato fortuito no cotidiano de uma mulher cansada desencadeia uma série de situações onde a fragilidade humana é revelada sem cuidado. Fatos aparentemente pequenos e irrelevantes assumem grandes proporções quando as personagens se encontram a ponto de explodir. Um copo que cai, um mascar de chicletes excessivamente barulhento, um atendimento de telemarketing que não se conclui, uma foto que não fica boa. Tudo, qualquer coisa, pode ser o estopim para uma revelação que estávamos tentando esconder na ansiedade de viver e cumprir um cotidiano aprisionador.

Ato Falho-9

Ato Falho
Com Bruna Anauate e Tati Lenna
Teatro Municipal Arthur Azevedo (Avenida Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)
Duração 60 minutos
01 até 24/09
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$20

AGNALDO RAYOL – A ALMA DO BRASIL

Agnaldo Rayol – A Alma do Brasil é um espetáculo musical que homenageia uma das mais emblemáticas vozes masculinas do nosso país. Com direção de Roberto Bomtempo e texto de Fátima Valença, a peça retrata momentos singulares de sua trajetória nos palcos e da sua vida ao redor do Brasil. O elenco é formado Marcelo Nogueira (que interpreta Agnaldo), Stela Maria RodriguesMona Vilardo e Fabrício Negri.  Direção musical e arranjos de Marcelo Alonso Neves.

Espetáculo foi indicado a 5 prêmios pela temporada no Rio de Janeiro: Melhor ator de musical, melhor atriz de musical e melhor direção musical (Prêmio Cesgranrio de Teatro 2014), melhor espetáculo pelo júri popular (Prêmio Fita de Teatro 2014) e melhor atriz coadjuvante (Prêmio APTR de Teatro 2014). Em São Paulo, a temporada será curtíssima: de 4 de agosto a 3 de setembro no Teatro Arthur Azevedo.

O texto conta passagens da vida musical de Agnaldo numa espécie de show intimista, entremeado de registros sonoros e visuais de sua carreira e as cenas. A ideia dessa estrutura é mesclar cenas ao vivo com os grandes sucessos da carreira de Agnaldo Rayol. “Importante destacar que, embora sejam contadas e vividas diversas passagens de Agnaldo em diferentes fases de sua carreira, o ator protagonista não se transforma. Não envelhece, não vira menino. É sempre o mesmo belo e elegante Agnaldo, como se pudéssemos congelar no tempo o nosso momento melhor. Nessa concepção, o que prevalece não é a emoção provocada pela transformação física, mas a que vem de dentro, que enternece e emociona”, diz o diretor Roberto Bomtempo.

Combinadas às fotos e cenas reais da vida e obra de Agnaldo Rayol, personagens e trechos de filmes, telenovelas, fotos, shows, entrevistas e programas de rádio e tevê – como os históricos: Papel Carbono, Jovem Guarda, Corte Real Show, Hebe Camargo – especialmente recriados para o espetáculo. Se constituindo num painel sonoro, visual e musical de uma época, que assim retrata, recria e rende a nossa homenagem ao personagem título do musical.

Cantor e ator, de cinema e televisão, apresentador de TV, pintor e poeta, Agnaldo Rayol começou cantando na Rádio Nacional aos oito anos de idade. Seu primeiro disco foi feito em uma das agências dos Correios, onde se gravava mensagens. Lá, neste estúdio, gravou seu primeiro disco. Agnaldo Rayol, que já foi galã de novela ao lado de Fernanda Montenegro e Hebe Camargo, ganhou vários prêmios em sua carreira, entre eles “O Festival Internacional da Canção” e o “Prêmio Sharp de Melhor Cantor de Música Popular”.

Com sua peculiar forma de cantar, a magistral interpretação de Ave Maria de Gounod emocionou noivas de várias gerações. No espetáculo apresentamos um roteiro de sucessos como: “Se todos fossem iguais a você”, “A Praia”, “Fascinação”, “Serenata do Adeus”, “O princípio e o fim”, “Mia Gioconda”, “A voz do violão”, “Estrada do sol” entre outras canções que transmitem a época, a cultura brasileira e suas influências.

(Abaixo, um clipe da divulgação do espetáculo enquanto esteve em cartaz no Rio de Janeiro).

Agnaldo Rayol – A Alma do Brasil
Com Marcelo Nogueira, Stela Maria Rodrigues, Mona Vilardo e Fabrício Negri. Pianista-regente: Roberto Bahal
Teatro Arthur Azevedo (Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)
Duração 100 minutos
04/08 até 03/09
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20
Classificação 12 anos

LIVRO DE OURO

Com texto de Geraldo Rodrigues e Luciana Esposito e direção de Geraldo Rodrigues, o espetáculo infantil Livro de Ouro traz no elenco os atores Erica Ribeiro, Daniel Costa (escolhido melhor ator coadjuvante pelo Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem), Luciana Esposito e Gutto Szuster.

Livro de Ouro reestreia dia 8 de julho no Teatro Arthur Azevedo na Mooca com ingressos a R$ 10.

Sinopse
O Livro de Ouro é a fonte de toda inspiração, criatividade e imaginação de uma peculiar e apaixonante cidade chamada Livrópolis. Devido a um breve descuido, o Livro desaparece e todas as suspeitas recaem sobre a doce e divertida protagonista, Sofia (Erica Ribeiro). Acompanhada de seu atrapalhado amigo de quatro patas, Millôr (Daniel Costa), nossa heroína decide fugir da cidade e se livrar, de uma vez por todas, do problemão em que se meteu. É nesse impulso fugitivo que Sofia e Millôr viverão a maior aventura de suas vidas, contando com a ajuda de personagens mágicos e misteriosos que lhes ensinarão lições valiosas que mudarão suas vidas para sempre.

BEM VINDO A LIVRÓPOLIS
Imagine uma cidade mágica, diferente de tudo o que você já viu. Assim é Livrópolis. Aqui os habitantes passam a maior parte do tempo lendo, escrevendo, desenhando, tocando instrumentos e pintando também. Abrimos as portas da nossa pequena cidade para proporcionar ao espectador uma fascinante aventura e uma poderosa reflexão acerca do papel dos livros e da tecnologia em nossas vidas. É com muita música, mistério e diversão que apresentamos o espetáculo teatral infantil “Livro de Ouro”.

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Livro de Ouro
Com Erica Ribeiro, Daniel Costa, Gutto Szuster, Luciana Esposito. Stand in: Johnnas Oliva e Daphne Bozaski.
Teatro Arthur Azevedo (Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)
08 a 30/07
Sábado e Domingo – 16h
$10
Classificação Livre

O AUTÔMATO

Contemplado pela 28ª edição do Programa de Fomento ao Teatro o espetáculo adulto O AUTÔMATO estreiou 15 de junho, quinta-feira, às 20h, no TEATRO ARTHUR AZEVEDO, com entrada franca. Imbuída da filosofia transumanista montagem reflete a respeito da modernidade e seus processos tecnológicos por meio da relaçãohomem x maquinaria. Encenada pelo Grupo Teatro de La Plaza, peça tem direção de Héctor López Girondo e dramaturgia de Fábio Parpinelli.

Em O AUTÔMATO, há muito tempo, um hábil relojoeiro resolveu construir um engenhoso boneco de corda para auxiliá-lo com algumas tarefas e lhe fazer companhia. Porém, com a chegada inesperada de uma jovem e bela dama, o boneco autômato é esquecido e deixado de lado. Na tentativa de contar essa história, os objetos que o rodeiam parecem ganhar vida, despertando o abandonado autômato para reviver suas lembranças.

A inspiração do espetáculo remonta aos séculos XVIII e XIX – período importante para as invenções e época de ouro para os autômatos. “Os autômatos talvez sejam o auge do refinamento e do avanço mecânico antes da tecnologia moderna. O desejo de maravilhar encontra-se na origem de sua fabricação. O maravilhamento sempre foi um meio de colocar o ser humano em contato com o mundo divino ou mágico”, afirma o autor Fábio Parpinelli.

Reunindo os objetos que correspondem a um período importante da mecânica, aliados a um personagem principal quase humano, criamos um roteiro de acontecimentos e imagens que despertam sensações e podem também construir uma ou mais histórias. A expressividade física do ator e a tecnologia mecânica da manipulação de bonecos e objetos são os principais elementos utilizados na criação do espetáculo”, afirma o diretor Héctor López Girondo.

O cenário, de Miguel Nigro e Liz Moura, que também assinam o figurino, é uma tenda, mistura de circo abandonado com barraca de variedades e antiguidades. Os figurinos são baseados no estilo clássico, seguindo a linha dos mecanismos e traquitanas utilizados nos primórdios dos processos tecnológicos. A luz, de Luz López, é bastante minimalista para conseguir captar os detalhes e os funcionamentos dos objetos. A trilha sonora, de Fábio Parpinelli e Héctor López Girondo, está dividida entre os sons produzidos pelos aparelhos que estão em cena e um som permanente que vem de fora.

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O Autômato
Com Fábio Parpinelli e Héctor López Girondo
Teatro Arthur Azevedo – Sala Multiuso (Avenida Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)
Duração 50 minutos
15/06 até 09/07
Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 20h
Entrada gratuita
Classificação 12 anos

 

OS ADULTOS ESTÃO NA SALA

Depois de duas temporadas da sua terceira peça Os Médios, em 2016, a Má Companhia Provoca volta aos palcos paulistanos com sua primeira produção, Os Adultos Estão na Sala com texto e direção de Michelle Ferreira. A peça foi um grande sucesso da companhia, com seis temporadas e apresentações em mais de 20 cidades do interior e outros estados entre 2013 e 2015.  A temporada será de 3 a 26 de fevereiro – sextas e sábados às 21h e domingos às 19h – no Teatro Arthur Azevedo.

Para nós é maravilhoso voltar com nossa primeira peça ao mesmo tempo em que estamos preparando nosso quarto espetáculo, esse é o ideal para nós, conseguirmos manter o repertório ativo e não pararmos de produzir novas obras”, comenta Michelle Ferreira.

Peça que marcou a estreia da A Má Companhia Provoca, Os Adultos Estão na Sala trata de questões do mundo contemporâneo de maneira ácida e divertida. A peça busca inspiração nos desenhos animados para retratar o cenário urbano e utiliza uma linguagem moderna, que flerta com o rock’n roll e transita entre comédia e drama. Os temas de Os Adultos Estão na Sala são colocados pela autora e diretora Michelle Ferreira em uma espécie de “trem desgovernado que corre em todas as direções, inclusive para a plateia, em uma viagem vertiginosa de conflitos e surpresas”

Em uma metrópole de terceiro mundo, uma ponte está sendo construída. Manifestações surgem na cidade enquanto três mulheres adultas se encontram dentro da sala de um apartamento. Lá, elas falam sobre consumo excessivo, preocupação com aparência, fronteiras entre o público e o privado, problema do álcool e crack e manifestações populares. Um menino – que nunca aparece – está no quarto e ouve toda a conversa. Mas algo acontece enquanto os adultos estão na sala. Maura Hayas é Dulce Vicente, uma mãe solteira ativista ex-viciada em drogas; Flávia Strongolli é Ivone Dim,  uma maníaca por cirurgias plásticas e gin; e Martina Gallarza é Clara Day, uma escritora diabética. “O que será que pode acontecer quando uma criança se depara com o mundo dos adultos?”, pergunta Michelle Ferreira, autora e diretora de Os Adultos Estão na Sala.

Segundo as atrizes da A Má Companhia Provoca, o espetáculo “disseca e amplifica as aflições contemporâneas que envolvem a vida nas metrópoles”. O texto, que já foi escrito há cerca de dois anos, é, inclusive, propício ao momento atual do Brasil e mostra como essas personagens se posicionam diante de problemas que envolvem o urbano.

Os Adultos Estão na Sala levanta questões que não são respondidas: “As crianças olham para nós e enxergam nossas dúvidas, nossos anseios. Será que ainda conseguimos mentir pra elas? O mundo adulto parece confuso, inclusive para os próprios adultos. Num mundo onde se tornou provisório e relativo, como uma criança pode se sentir segura?”, questiona Michelle Ferreira.

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Os Adultos Estão na Sala
Com Flávia Strongolli, Maura Hayas e Martina Gallarza
Teatro Arthur Azevedo (Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)
03 a 26/02
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20
Classificação 14 anos
 
Texto e Direção: Michelle Ferreira
Diretora Assistente: Solange Akierman
Direção de Arte: Anne Cerutti
Iluminação: Ariene Godoy
Sonoplastia: Michelle Ferreira
Trilha Sonora Original: André Namur
Desenho Sonoro: Ricardo Bertran
Operador de som e luz: João Delle Piagge
Fotos: Leekyung Kim
Produção: Gelatina Cultural
Idealização e Produção Geral: A Má Companhia Provoca
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio