RICARDO III OU CENAS DA VIDA DE MEIERHOLD

Considerado o mais importante representante atual do Teatro do Absurdo, o dramaturgo romeno Matéi Visniec tem mais uma de suas peças montadas pela diretora e atriz Clara Carvalho, que dirigiu recentemente Condomínio Visniec (2019) e codirigiu A Máquina Tchekhov (2015) ao lado de Denise Weinberg. Trata-se de Ricardo III ou Cenas da Vida de Meierhold, idealizado e produzido por Livia Prestes, com re-estreia marcada para 5 de outubro, no Teatro Cacilda Becker, temporada até o dia 27 de outubro, sábados e domingos.

Na trama, o consagrado diretor russo Meierhold (1874-1940), inventor da Biomecânica e membro do Teatro de Arte de Moscou, tenta encenar a peça “Ricardo III”, de William Shakespeare (1564-1616). Durante a montagem, ele tenta dirigir a peça e entender o que se passa na própria cabeça, mas é constantemente censurado por personagens políticos, familiares e fantasmas presentes em sua mente.

Da tentativa de concluir a encenação do clássico shakespeariano, nasce o filho do diretor russo: um boneco de manipulação que é o próprio Ricardo III. Até mesmo essa criatura animada desaprova a direção do pai. Meierhold acaba sendo preso por conta de um ato audacioso do filho, e a peça é finalmente cancelada.

O boneco manipulado em cena foi criado por Beto Andreta, da premiada Cia. Pia Fraus, que trabalha com teatro de bonecos há 35 anos. O grupo parceiro também ajudou o elenco a aprender como manipulá-lo. O espetáculo foi contemplado na 7ª Edição do Prêmio Zé Renato de Fomento à Produção Teatral para a cidade de São Paulo.

FACE (1)

Ricardo III ou Cenas da Vida de Meierhold

Com Rubens Caribé, Duda Mamberti, Fernanda Gonçalves, Junior Cabral, Livia Prestes,  Mara Faustino, Rogério Brito e Rogério Pércore

Teatro Cacilda Becker (R. Tito, 295 – Lapa, São Paulo

Duração 70 minutos

05 até 27/10

Sábado – 21h, Domingo – 19h30

$30

Classificação 12 anos

DOM QUIXOTE

Livremente inspirada na obra-prima do escritor espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616), Dom Quixote, com direção de Rodrigo Audi, estreia no Teatro Cacilda Becker, de 5 a 27 de outubro, e em seguida, cumpre uma nova temporada no Centro Cultural da Vila Formosa, entre 2 e 23 de novembro. Pensada para agradar a todos os públicos, sobretudo crianças e idosos, a peça tem elenco formado por Angela Ribeiro, Carú Lima, Hercules Morais, João Attuy e Rita Pisano.

A trama narra as aventuras de um homem, interno de um hospício, apaixonado por livros, que decide tornar-se um cavaleiro andante, sob a alcunha de Dom Quixote, com o propósito de ajudar as pessoas a vencerem as opressões do mundo. Ele terá por companhia o fiel enfermeiro Sancho Pança, que se torna, nas mais diversas aventuras por uma Espanha atemporal, seu fiel escudeiro.

Juntos, eles se deparam com um mundo imaginário esquecido em meio a solidão e distância dos parentes que vivem na metafórica e plástica sociedade pragmática contemporânea. Assim como no clássico de Cervantes, a terceira peça da companhia lembra o espectador de que as pessoas podem criar narrativas próprias em detrimento a tanta informação superficial que já recebem pronta e esvaziada de sentido. Criar narrativas é uma maneira de entrar em contato consigo e possibilitar o alargamento de si.

A encenação aproxima a luta das crianças – contra a perda do imaginário – e de idosos – contra o esquecimento – em um diálogo afetivo, reflexivo e intergeracional, mostrando que os nossos limites e a possibilidade de superação de nossos desafios reais e imaginários são inventados por nós mesmos, pelas nossas sombras e por nossos dogmas.

Amparada na experiência da companhia na passagem de seus integrantes pelo CPT (Centro de Pesquisa Teatral do Sesc, coordenado por Antunes Filho), que tem como diferencial o debruce no teatro de classificação livre – um  infantil para adultos, um adulto para crianças –, a montagem, minimalista, privilegia a interpretação dos atores e o uso de recursos essenciais à cena, característica do trabalho do grupo, já vista nos espetáculo Oliver Twist e Agora Eu Era o Herói.

FACE (2)

Dom Quixote

Com Angela Ribeiro, Carú Lima, Hercules Morais, João Attuy e Rita Pisano

Duração 60 minutos

Grátis (ingressos distribuídos uma hora antes)

Classificação 6 anos

 

Teatro Municipal Cacilda Becker (Rua Tito, 295 – Lapa, São Paulo)

05 a 27/10 (sessão extra 10 e 24/10 – Quinta – 10h e 14h30)

Sábado e Domingo – 16h

Centro Cultural Municipal da Vila Formosa (Av. Renata, 163 – Vila Formosa, São Paulo)

02 a 23/11

Sábado e Domigo – 16h (sessão extra 21/11 – Quinta – 14h)

TEATRO BREVE DE GARCIA LORCA

“Teatro Breve de Garcia Lorca”, do dramaturgo e poeta espanhol Federico Garcia Lorca, produzido pela Cia Noir Sur Blanc, estreia temporada no Teatro Cacilda Becker de 27 de setembro até 7 de outubro. A peça, dirigida por Brigitte Bentolila (“Hamlet é Negro” e “Os Negros”), francesa domiciliada no Brasil, traz em seu elenco os atores Paulo Guidelly (“Noites do Vidigal” e “Elza Soares – A Mulher do Fim do Mundo”) e Vanessa Pascale (“Anônimas”, “Medea en Promenade” e “Feira de Humor”). As sessões acontecem de qui a sáb às 20h e domingos às 19h.

O Teatro Breve de Garcia Lorca é composto por três peças: “O Passeio de Buster Keaton”; “A Donzela, o Marinheiro e o Estudante” e “Quimera” que são levadas em cena com poesia, dança e música. O espetáculo pode ser entendido e apreendido de forma quase muda. Percebido através do corpo e do gesto, feito de imagens, ruídos e sensações, escrito e desenhado no espírito de juventude que desperta um olhar sobre a vida. Sua leveza é poética e profunda, onde a palavra surge a partir da rara necessidade – diz a diretora.

Lorca foi poeta, pintor e músico. Criado por Lorca na década de 30, “La Barraca”, cuja tradução do espanhol, significa “tenda”, foi um lugar de encontro de pintores, bailarinos, comediantes, músicos, entre outros artistas que fomentavam o debate e as experimentações artísticas da época. Em Teatro Breve, ele fala desse encontro feliz de todas as artes reunidas em uma só: o Teatro.

Eu estou muito ansioso, pois é uma responsabilidade grandiosa fazer no teatro obras de Frederico Garcia Lorca e substituir o grande ator que foi Antônio Manso. Esse espetáculo é uma homenagem a ele. Não vou ser pretensioso de dizer que tudo que eu levo em cena partiu somente da minha intuição de ator, ele é minha grande inspiração. Somos atores de geração e formação bem diferentes. O espetáculo não será eu imitando o Antônio. De fato ele é o meu ponto de partida, meu anjo da guarda – diz Paulo Guidelly sobre a importância do papel que foi vivido posteriormente por Antônio Manso.

O cinema mudo de Buster Keaton, em Nova York, o amor da Donzela para o Marinheiro; o Estudante na Espanha; o pai que deixa filhos e mulher, em casa, na Andaluzia são histórias simples e curtas, com imagens leves e alegres, tristes e profundas, amargas e doces que se provocam, se interpelam.

Vanessa Pascale soube dos testes para a peça por intermédio de uma amiga. Ela, que recentemente viveu Manu em “Malhação: Vidas Brasileiras”, estrela, ao lado de Paulo Guidelly o espetáculo.

O processo é muito intenso e rico! Há dança, poesia, cinema e culturas variadas. Viajamos no tempo e no espaço. O Paulo é um presente, um ator habilidoso, com percepção refinada e gentil. É um trabalho de muita sensibilidade. A Brigitte, nossa diretora, é admirável, inteligentíssima, pragmática, generosa e também nos dá liberdade para criar junto – diz Vanessa Pascale sobre o processo de criação do espetáculo.

O desejo, a sexualidade e a homossexualidade afloram de forma sutil, porém violenta na obra do poeta. Lorca foi assassinado em plena guerra civil espanhola por causa das suas opções de vida e de arte. Teatro singelo e singular, diferente das obras antológicas do Teatro mais reconhecido de Lorca, como “A Casa de Bernarda Alba”, “Bodas de Sangue” ou “Yerma”. “Teatro Breve” se destaca nas Obras Completas de Lorca. Essa peça foi escrita em Nova York em plena crise mundial em 1929 e ressoa de uma forma atual, moderna e contemporânea – finaliza Brigitte.

CARMEN

Teatro Breve de Garcia Lorca

Com Vanessa Pascale e Paulo Guidelly

Teatro Cacilda Becker (Rua do Catete, 338 – Largo do Machado, Rio de Janeiro)

Duração 60 minutos

27/09 até 07/10

Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h

$30

Classificação 14 anos

PELO CANO

‘Pelo Cano’ é um espetáculo de palhaçaria criado a partir da paixão comum das atrizes Paola Musatti e Vera Abbud por esta linguagem. Duas palhaças vivem pequenas situações que revelam sua forma de interagir com o mundo, em geral de forma ridícula e catastrófica. Emily e Manela, chegam para tocar seus instrumentos em troca de moedas, como fazem os músicos e musicistas de rua. A partir daí, uma série de situações inusitadas envolve as palhaças. Elas tentam solucionar essas situações da melhor forma possível. Nem sempre conseguem!

Paola e Vera expõem os conflitos entre duas figuras antagônicas e, poeticamente, complementares. Neste sentido, apoiam-se na dramaturgia tradicional de palhaços. Mas em ‘Pelo Cano’ tais conflitos não se revelam por gags consagradas, típicas do repertório tradicional. No espetáculo, o recurso aos fundamentos clássicos não produz uma estética necessariamente clássica. A roupagem de ‘Pelo Cano’ é contemporânea. E suas gags, além de novas, buscam dialogar com questões também contemporâneas.

Toda a narrativa, que não é linear, é centrada na interação entre a dupla Emily e Manela, e também com o ambiente que as cerca. Através disto, as palhaças revelam suas formas de pensar o mundo, de estar no mundo. Utilizam objetos cotidianos: dinheiro, fita crepe, sifão de pia. Trabalham esses objetos sob formas que escapam da sua função cotidiana e utilitária.

‘Pelo Cano” começou com uma pequena cena de 15min em 2005. Participou de diversos festivais de cenas curtas como Cenas Curtas do Galpão Cine Horto de BH, onde ganhou vários prêmios. Isso motivou as atrizes a criar o espetáculo Pelo Cano. Ao longo desses anos, ‘Pelo Cano’ passou por muitas transformações. Desde sua estreia, cenas inteiras foram suprimidas, outras cenas inéditas entraram, outras ainda tiveram seus lugares mudados, e novas músicas foram acrescentadas à trilha.

Essas mudanças vêm da percepção interna das palhaças de que algo precisa mudar, ou vêm da resposta do público, ou de algum improviso que acontece durante alguma apresentação.

A dupla de palhaças Paola Musatti e Vera Abbud, trabalham juntas há mais de vinte anos, em projetos como Doutores da Alegria, Jogando no quintal, tendo como foco principal a linguagem do palhaço. Optaram neste espetáculo por uma vertente mais

poética do palhaço, com música ao vivo e poucas palavras. Sem dispensar a gargalhada que esta linguagem proporciona. É um espetáculo de palhaço que concebido para todas as faixas etárias, como no circo.

Muitas das cenas desse espetáculo surgiram no trabalho de palhaço em hospital que a dupla desenvolve. Nessas cenas utilizam objetos: dinheiro, fita crepe, sifão de pia.

Trabalham eles de diferentes formas que escapam da sua função cotidiana e utilitária.

Eles ajudam a revelar a inaptidão do palhaço com a vida, sua forma enviesada de resolver as situações e seu dom de transformar a realidade. Por vezes revelam novos espaços, emitem sons que são incorporados às músicas tocadas ao vivo pelas palhaças.

É um espetáculo de palhaço que proporciona poesia e gargalhada para todas as idades. Estão nos ingredientes do espetáculo o riso, a fragilidade, a brincadeira, músicas, mágicas, a liberdade, a transgressão do espaço, do tempo e um tanto de poesia.

 “Graças ao apoio do Fomento ao Circo, conseguimos criar e estruturar uma cena de mágica (quick-change) que fará parte desta temporada. ‘Pelo Cano’ contou com muitos colaboradores durante seus processos de criação e aprimoramento. Entre tais colaboradores encontram-se os palhaços e palhaças dos Doutores da Alegria, do Jogando no Quintal e, principalmente, o palhaço Fernando Sampaio. Esses são profissionais pelos quais nutrimos grande amor e admiração. São parceiros e parceiras com quem partilhamos nossa paixão: o ofício da palhaçaria. Dedicamos o espetáculo aos palhaços e às palhaças de ontem, de hoje, e de sempre!”, diz Paola.

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Pelo Cano
Com Paola Musatti (Palhaça Manela) e Vera Abbud (Palhaça Emily)
Teatro Cacilda Becker (Rua Tito, 295 – Lapa, São Paulo)
Duração 60 minutos
04 a 27/05
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
Grátis
Classificação 12 anos

COREOLÓGICAS LUDUS / COREÔ

Em comemoração ao Mês das Crianças, o Caleidos Cia de Dança vai ocupar o Teatro Cacilda Becker, que fica na Lapa, na zona oeste de São Paulo, com dois espetáculos interativos, criados para toda a família.

De 30 de setembro a 15 de outubro, o Caleidos vai apresentar o espetáculo interativo “Coreológicas Ludus”, concebido em 2009, em diálogo com a Coreologia de Rudolf Laban. Este espetáculo interativo de dança contemporânea propõe cenas de participação e descoberta da dança. Cada apresentação é um convite diferente a todos os corpos para apreciar, dançar e experienciar a ludicidade da arte.

E, de 21 a 29 de outubro, será a vez do espetáculo “Coreô”, uma dança em jogo e um jogo em cena. Neste trabalho, os bailarinos compartilham com o público propostas que podem ser jogadas ou assistidas, criando cenas em tempo real a partir de jogos que proporcionam dança. Em “Coreô” os jogos que proporcionam dança e criam as cenas são propostos por meio de combinados que são apresentados verbalmente ao público. Os participantes que quiserem jogar a cena com os bailarinos assumem o espaço de dança e constroem em tempo real o espetáculo.

Tanto “Coreológicas Ludus” como “Coreô” fazem parte de uma programação de espetáculos de dança interativos criados pelo Caleidos para toda a família. A ideia é convidar para o palco as crianças e os pais ou avós para que todos participem juntos de um processo lúdico e criativo.

Em geral, nossos trabalhos não têm uma faixa etária determinada. Para nós é mais interessante quando a família inteira está junta no palco dançando. Pois não se trata de uma arte ‘para’ a criança, mas sim de uma arte ‘com’ a criança, que inclui a criança junto com o pai, ou com a avó, ou com o irmão mais velho”, conta a diretora do Caleidos, Isabel Marques.

Nosso trabalho aposta em criar a dança junto com a criança e, neste processo interativo, trabalhar o empoderamento do corpo infantil. Deixar a criança saber que ela pode criar, que ela pode participar e que ela tem voz. Acreditamos na capacidade da criança de refletir, de problematizar e de pensar e de ter suas próprias ideias e danças”, diz a diretora.

Os espetáculos interativos criam um diálogo com as crianças e com o público. As crianças são sempre convidadas e dançar com a companhia. O Caleidos já tem 23 trabalhos com pesquisa contínua com a interação, muito influenciada com as teorias do Paulo freire no sentido de criar um diálogo entre os artistas e o público, no caso, o público infanto-juvenil e seus familiares/adultos.

Vemos a dança como uma possibilidade de leitura do mundo. Como eu enxergo o mundo, como eu penso o mundo e como crítico o mundo a partir da experiência de dança. Nossa proposta de dança é pensar o ser humano como um criador de dança e, portanto, um cocriador do mundo” conclui Isabel.

 

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Coreológicas Ludus
Com Ágata Cérgole, Nigel Anderson, Renata Baima
30/09 até 15/10
 
Coreô
Com Ágata Cérgole, Nigel Anderson, Renata Baima
21 a 29/10
 
Teatro Cacilda Becker (Rua Tito, 295, Lapa – São Paulo)
Sábado e Domingo – 16h
$16
Classificação Livre

ON LOVE

On Love traz um olhar não convencional sobre o amor. O tratamento dado ao tema, nesta obra, foge do que poderia ser tachado como demasiado comum e esgotado e aponta um movimento contrário, de inquietação e provocação para um olhar mais sensível e humano face à frenética contemporaneidade. A estreia acontece no dia 7 de julho no Teatro Cacilda Becker.

A trilha composta por Dr Morris é executada ao vivo por Alexandre Maldonado. Cenário e luz são de Marisa Bentivegna e os figurinos de Marichilene Artsevskis.

O espetáculo, construído por narrativas em primeira pessoa, propõe uma forma muito simples e se apoia na relação próxima e direta entre o espectador e a matéria narrada, provocando uma escuta silenciosa, porém participativa, sobre aspectos íntimos e moventes das relações. Seguindo essa atmosfera íntima, o diretor Francisco Medeiros optou por deixar a plateia no palco, portanto mais próxima dos atores.

Motivados pelo processo de trabalho de Mick Gordon, que construiu esta obra em sala de ensaio, a Cia Barracão Cultural se lançou em uma proposta de co-autoria, na qual os atores trouxeram depoimentos próprios ou de outras pessoas para a sala de ensaio. Parte deste material integra o texto final, que se configurou como uma mistura de narrativas oriundas do texto original de Mick Gordon com as narrativas Brasileiras.

Esta é a segunda parceria da Barracão Cultural com o diretor Francisco Medeiros. Juntos, fizeram em 2012 o espetáculo “Facas nas Galinhas”, que teve excelente acolhida de crítica e público, sendo indicado ao Prêmio Shell em três categorias.

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On Love
Com Eloisa Elena, Claudio Queiroz e Júlia Moretti
Teatro Cacilda Becker (R. Tito, 295 – Lapa, São Paulo)
Duração 75 minutos
07 a 30/07
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20
Classificação 16 anos

 

MOINHOS E CARROSSÉIS

Durante sua trajetória, o Grupo Pasárgada sempre teve enfoque na pesquisa de linguagem estética, privilegiando textos e encenações que abordam temas e conteúdos ligados a valores como: raízes populares, identidade cultural, cidadania, exclusão social e qualidade de vida.

Nesta nova montagem, o grupo reúne na ficha técnica artistas que estiveram presentes nesta história, nomes relevantes para o grupo com­­o Valnice Vieira Bolla e Gustavo Kurlat. Bolla assume novamente, nesta nova versão, cenário, figurinos e adereços. Gustavo Kurlat assina a direção musical. Com sua vasta experiência e competência com o público jovem, Débora Dubois assume a direção geral desta montagem.

A nova montagem de Moinhos e Carrosséis estreia dia 5 de novembro no Teatro Cacilda Becker para temporada até 20 de novembro. Em seguida, o musical engata temporada no Teatro João Caetano, de 3 a 11 de dezembro.

A história de Moinhos e Carrosséis se passa em um ano no futuro, P. e F., junto a outros visitantes, fazem uma viagem para um museu, controlada rigidamente por um Sistema de Segurança. Atraídos por uma melodia, os dois saem do roteiro e penetram numa galeria desconhecida, onde descobrem figuras que despertam sentimentos que têm um profundo significado para a sobrevivência da espécie humana. “O texto não tem o tom de caos e catástrofe como se o futuro estivesse comprometido, mas, ao mesmo tempo, é uma metáfora da realidade que estamos vivendo atualmente, que assusta e amedronta pela falta de esperança que nos envolve e nos impede de enxergarmos novos rumos”, analisa o dramaturgo José Geraldo Rocha.

Sempre tive grande fascínio pela literatura de ficção científica e alguns autores clássicos me inspiraram, entre eles, Julio Verne, Carl Sagan e Ray Bradbury. Na obra, no conto “Um Som de Trovão”, Bradbury leva o leitor a uma viagem ao passado, através de uma máquina do tempo, o conto me inspirou para escrever um enredo que permitisse falar de emoções e sentimentos que possam manter vivos nossos sonhos de liberdade e escolhas”, comenta o autor.

Utilizando o jogo tradicional e o jogo teatral como instrumento de criação, a montagem conta com a atuação de músicos-atores tocando e cantando ao vivo com a riqueza de cenários e figurinos que permitem manipulações e transformações cênicas constantes.

Moinhos e Carrosséis
Com Alessandro Aguipe, Angela Lyra, Kaká Degáspari, Lilian de Lima, Luian Borges e Ricardo Aguiar. Stand-in: Janaína Rocha e Thiago França
Duração 55 minutos
Sábado e Domingo – 16h
$10
Classificação livre
 
Teatro Cacilda Becker (R. Tito, 295 – Lapa, São Paulo)
05 a 20/11
(08, 09, 15 e 16/11 – entrada gratuita)
Teatro João Caetano (R. Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino, São Paulo)
03 a 11/12
 
Texto: José Geraldo Rocha
Direção: Débora Dubois
Assistente de direção: Felipe Correa
Direção de movimento: Fabricio Licursi
Cenário e figurinos: Claudio Cretti e Valnice Vieira Bolla
Criação e confecção de adereços: Mariano Pereira e Vanice Vieira Bolla
Direção musical e composição: Gustavo Kurlat
Letras das canções: José Geraldo Rocha e Gustavo Kurlat
Iluminação: Luiz Alex
Cenotécnicos: Alisson Nascimento Cabral e Fernando de Vito Luna
Costureira: BenêCalistro
Direção de produção: Kiko Rieser
Produção executiva: José Geraldo Rocha e Valnice Vieira Bolla
Coordenação geral do projeto: José Geraldo Rocha
Fotografia: Heloísa Bortz
Vídeo: Ricardo Montenegro
Assessoria de imprensa: Pombo Correio (Douglas Picchetti e Helô Cintra)
Designer gráfico: Kleber Góes
Realização: Secretaria Municipal de Cultura
Projeto contemplado na 4ª edição do Prêmio Zé Renato