TUDO QUE DÓI

Tudo que dói, peça inédita de Mario Bortolotto, estreia em 06 de outubro, sexta-feira, às 21h, no Teatro Cemitério de Automóveis e permanece em cartaz até 03 de dezembro, completando 27 apresentações.

A montagem inédita foi contemplada com o Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral de 2016 e marca os 34 anos de profícua atividade do grupo, que em 2013, ganhou sede na Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, onde está atualmente instalado. Ao longo desses anos de trajetória, o Cemitério de Automóveis, em fascínio mútuo, aglutinou artistas consagrados e talentos promissores em colaborações artísticas torno dos interesses pela poesia, literatura, histórias em quadrinhos, cinema, blues, rock e o universo beatnik.

O caminho trilhado e as marcas da dramaturgia fincadas nos sempre invasores do trágico, o non sense, e o humor estão bem ilustrados na história do escritor de ‘Tudo que dói’ de passado controverso que se reencontra com a filha.

Um escritor mora sozinho em uma cidadezinha obscura. Ele tem um passado nebuloso que envolve uma filha que ele não vê há muito tempo, pois a justiça proibiu que ele voltasse a vê-la por conta de sua natureza violenta. A filha enfim completa a maioridade e tem permissão de voltar a ver o pai. Ela opta por encontrá-lo. Ele então não sabe como agir diante da premissa de reencontrar a filha. A peça começa quando ele recebe a notícia que a filha está vindo. O escritor, enquanto espera a chegada da filha, começa a beber ininterruptamente em um bar que frequenta na companhia de outros amigos tão desesperançados como ele e tenta de alguma maneira afogar os seus fantasmas num delírio de álcool e lembranças que já havia enterrado. Dito assim, a peça pode parecer um drama dos mais violentos, mas na verdade, como na maioria das peças do autor, tudo é tratado com muito humor como uma preparação para o golpe final e do puxar de tapete inevitável.

Tudo Que Dói
Com Nelson Peres, Liz Reis, Ana Luísa Hartmann, Carcarah, Walter Figueiredo, Marcos Amaral, Renata Becker e Débora Stérr
Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
Duração 75 minutos
06/10 até 03/12
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$20
Classificação 16 anos

 

                              

À MEIA NOITE UM SOLO DE SAX NA MINHA CABEÇA

Com texto e direção de Mário BortolottoÀ Meia Noite Um Solo de Sax na Minha Cabeça” reestreia em São Paulo, em 16 de agosto, quarta-feira, às 21h, em nova temporada, no Cemitério de Automóveis.

A estreia foi em 2011 nos Parlapatões, depois passou pelo Sesi, Faap , viajou pelo interior de São Paulo e agora volta ao cartaz com o mesmo desejo dos atores de quase uma década atrás: a vontade de estarem juntos no palco atuando. Fábio Espósito e Henrique Stroeter são amigos de longa data e desde 2001 – quando leram o texto pela primeira vez – planejaram este encontro.

Escrita em 1983, a comédia que já passou por diversas direções, ganha vitalidade nas atuações da dupla.

Amigos desde a maternidade, a amizade entre Billy e Jesse é o tema central da história.

Billy interpretado por Henrique Stroeter é um bebê inquieto e já “consciente” sobre as dificuldades que a vida lhe trará. Com o tempo, ele se transforma num adolescente indignado e em um adulto idealista, ativista político e sem dinheiro.

Já Jesse, personagem de Fábio Espósito, é uma criança educada, rica e com boas perspectivas de vida. Na adolescência experimenta comodidades burguesas e na maturidade opta pela segurança financeira e familiar.

Entre 1950 e a passagem do ano de 1983 para 1984, eles compartilham, em 13 quadros, experiências pessoais, políticas e sociais pontuadas por ágeis trocas de figurinos e projeções de fatos reproduzidos em telão. “O foco é contar esse tempo, abordando a música, fatos jornalísticos, moda, pensamento político-social e, claro, o afeto e a lealdade entre esses dois amigos inseparáveis”, diz Espósito.

A grande surpresa da peça é a forma com que Bortolotto conduz a trama, ele surpreende ao lançar um olhar doce e nostálgico à frente desta montagem, segundo avaliação da crítica da Folha de S.Paulo, Christiane Riera (em memória).

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À Meia Noite Um Solo de Sax na Minha Cabeça
Com Henrique Stroeter e Fábio Espósito
Teatro & Bar Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação. São Paulo)
Duração 55 minutos
16/08 até 12/10
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 14 anos

PULSO

Sylvia Plath teve uma curta vida, entre os anos de 1930 e os de 1960. Embora tenha escrito bastante, em vida quase não encontrou espaços de divulgação de seus trabalhos, tornando-se sua obra conhecida principalmente depois de sua morte. Será que isso se deveu à sua condição de mulher, esposa e mãe? Será que nos dias de hoje as coisas são diferentes? Questões como essas permeiam a obra Pulso, do VULCÃO [criação e pesquisa cênica], solo com a atriz Elisa Volpatto, dirigido por Vanessa Bruno, que após estrear e promover três temporadas em São Paulo e uma em Porto Alegre no ano passado, volta com apresentações às sextas-feiras de agosto, 21h, no Teatro Cemitério de Automóveis.

Pulso é uma pesquisa e criação teatral a partir da vida e obra do ícone da Poesia Confessional norte-americana, Sylvia Plath (1932-1963), construído das indagações da diretora à atriz, que respondeu cenicamente. Valendo-se de materiais como as biografias A Mulher Calada, de Janet Malcolm e Ísis Americana – A vida e a arte de Sylvia Plath, de Carl Rollyson, Os Diários de Sylvia Plath,organizado por Karen V. Kukil e também o mais importante livro de poemas de Sylvia, Ariel, a atriz organizou a dramaturgia do espetáculo.

Mantendo a poética particular da autora, o solo explora ora fragmentos biográficos, ora as potências que sua obra desdobra. Está em foco uma mulher no desafio cotidiano de ser entregue ao exercício de sua arte ao mesmo tempo em que se vê dividida entre ser mãe, dona de casa e ter que administrar os fracassos nas recusas de publicação que recebia.

Para Vanessa, a montagem não se pretende linear, mas, fragmentada, com lógica própria. “A linguagem cênica contemporânea articula-se com literatura poética da vida e obra de Sylvia Plath para a construção de um trabalho provocador e intimista”, conta ela. Já Elisa explica que o espetáculo busca questionar, por meio do material criado, o próprio papel da artista feminina atualmente.

Sylvia Plath nos surge, de certo modo, como uma fera na jaula. Uma jaula que é seu próprio compromisso familiar de um lado e de outro ,os compromissos que ela tem para com a literatura. É como se participássemos de um fluxo de consciência da personagem: não há narrativa propriamente dita, justamente porque as coisas vão acontecendo umas como desdobramento das outras, com as incessantes trocas de climas e de emoção por que passa a personagem.” escreveu o crítico Antônio Hohleldt do Jornal do Comércio durante temporada em Porto Alegre. 

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Pulso – a partir da vida e da obra de Sylvia Plath
Com Elisa Volpatto
Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
Duração 50 minutos
04 a 25/08
Sexta – 21h
$30
Classificação 14 anos

 

 

O CANAL

Texto inédito do dramaturgo americano Gary Richards, espetáculo O Canal está em cartaz no Teatro & Bar Cemitério de Automóveis. Com direção de Mário Bortolotto, a montagem é o mais novo trabalho da Cia após o sucesso de Killer Joe.
A peça “é sobre um loser, o que também aproxima a dramaturgia dele da minha. Um texto veloz, com um ritmo de diálogos muito bom. Ele trabalha com repetição, o que ajuda ainda mais em tornar a fala coloquial. Frases curtas e que permitem um ritmo intenso na interpretação. É quase um thriller policial”, afirma Mário Bortolotto.
Em O Canal, escrito em 1993, Vinny é um cara que trabalha numa oficina mecânica que é uma fachada para um desmanche de carros. Quem está por trás de tudo é um policial corrupto, Jerry, que dá as dicas dos carros. Vinny está querendo voltar a levar uma vida honesta e faz um acordo com a polícia para grampear e entregar o policial. A história então toma um rumo inesperado.
Os dois ainda contam com o ladrão de carros viciado em drogas Willie. Fora isso, Vinny ainda está sendo ameaçado de despejo pelo proprietário do imóvel, Chick, um playboy produtor de filmes pornôs.
“Achei o texto vasculhando algo que tivesse a temática do grupo. Quando vi que eram quatro caras durões numa garagem de desmanche já me interessei de cara”, afirma o ator e produtor Carcarah.
“É o tipo de encenação com que gosto de trabalhar, calcado em texto e atores. Assim como em Killer Joe, há também um cuidado maior com o cenário e ambientação, já que fazemos o possível para corresponder às indicações do texto”, finaliza o diretor.
O Canal - Carcarah e Dudu de Oliveira 40  - foto Gisela Schlögel
 
O Canal
Com Mário Bortolotto, Carcarah, Jiddu Pinheiro e Dudu de Oliveira
Teatro & Bar Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
Duração 80 minutos
15/01 até 28/02
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 20h
Recomendação 16 anos
$30
 
Texto: Gary Richards.
Tradução: Maurício Arruda Mendonça.
Direção e Sonoplastia: Mário Bortolotto.
Cenário: Mariko e Seijj Ogawa
Iluminação: Marcos Loureiro.
Figurinos: Letícia Madeira
Assessoria de Imprensa: Amália Pereira
Fotos: Gisela Schlögel

Mostra Cemitério de Automóveis retrospectiva do ano

A partir do dia 7 de novembro, o Teatro Cemitério de Automóveis apresenta a “Mostra Cemitério de Automóveis – retrospectiva do ano”. Serão sete peças apresentadas até do final de dezembro, todas com texto, direção ou adaptação de Mário Bortolotto.
O evento reúne as peças: Borrasca; A pior das intenções; Whisky e Hamburguer; Ovelhas que voam se perdem no céu; Clavículas; Quartos de Hotel e Tanto Faz.
O espetáculo Borrasca abre a programação no dia 7 de novembro, sábado, ás 21h30. “A ideia é fazer uma mostra com as últimas peças apresentadas pelo Grupo. Há a “trilogia da amizade” com os meus textos mais recentes: Borrasca, A pior das intenções e Whisky e Hamburguer, além de uma peça que há muito o grupo não apresenta que é Quartos de Hotel”, afirma o diretor Mário Bortolotto.
Para completar há três adaptações de livros de escritores contemporâneos: Tanto Faz, de Reinaldo Moraes, Ovelhas que voam se perdem no céu, de Daniel Pellizzari e Clavículas, de Cristiano Baldi. “É uma boa oportunidade para rever um pequeno apanhado do volumoso trabalho que a Cia. Cemitério de Automóveis vem fazendo em sua sede, sem nenhuma espécie de patrocínio e há muito tempo sem ser contemplado por nenhum edital”, finaliza Mário.
Ao todo serão sete espetáculos apresentados, sempre aos sábados e domingos, até o dia 20 de dezembro. Participam de toda a mostra 38 atores, alguns se revezam nas montagens. Além da programação da mostra, ainda estão em cartaz no Teatro Cemitério de Automóveis as peças Hotel Lancaster, de Mário Bortolotto, com direção de Marcos Loureiro, às segundas e terças e O Canal, do americano Gary Richards e direção de Bortolotto, às quartas e quintas.

Mostra Cemitério de Automóveis retrospectiva do ano:

Borrasca

Dia 7/11, sábado, às 21h30
BORRASCA – Texto e Direção: Mário Bortolotto. Elenco: Carca Rah e Pablo Perosa. Duração: 50 minutos. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Por meio da história de três amigos, texto fala de amizade, traições, compreensão e decisões que precisam ser tomadas para prosseguir com as vidas dos que ficaram. Dois amigos conversam logo após a morte de um terceiro amigo. Um deles vai ao enterro e o outro se recusa a ir. O que foi ao enterro, volta e conta ao outro como foi. A partir daí eles reavaliam as suas vidas enquanto relembram passagens de vida em comum com o terceiro. Borrasca é um tipo de chuva que engana. Um temporal com ventania muito forte e o que parece capaz de provocar uma calamidade, é na verdade uma ilusão, pois trata-se de uma chuva de curta duração. É mais ou menos isso que acontece na peça. O que parece que vai causar grande dano, na verdade pode ser evitado se não for levado muito a sério.

Dia 8/11, domingo, às 20h30
BORRASCA – Elenco: Gabriel Pinheiro e Mário Bortolotto.

A Pior das Intenções

Dia 14/11, sábado, às 21h30
A PIOR DAS INTENÇÕES – Texto e Direção: Mário Bortolotto. Elenco: Patrícia Vilela e Liz Reis. Duração: 50 minutos. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Uma escritora quer terminar o seu livro e para isso se isola em uma casa em uma pequena cidade do interior. Sua melhor amiga resolve lhe fazer companhia frustrando os planos da escritora.

Whisky e Hamburguer

Dia 15/11, domingo, às 20h30
WHISKY E HAMBURGUER – Texto e Direção: Mário Bortolotto. Elenco: Patricia Vilela e Mário Bortolotto. Duração: 60 minutos. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Roberto foi abandonado pela esposa e mergulhou em profunda depressão. Priscila é sua melhor amiga e vem visitá-lo no intuito de tentar ajudá-lo.

Dia 21/11, sábado, às 21h30
A PIOR DAS INTENÇÕES – Elenco: Patricia Vilela e Jerusa Franco.

Dia 22/11, domingo, 20h30
WHISKY E HAMBÚRGUER

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Dia 28/11, sábado, 21h30
OVELHAS QUE VOAM SE PERDEM NO CÉU – De Daniel Pellizzari. Adaptação e Direção: Mário Bortolotto. Elenco: Carcarah, Aline Abovsky, Gabriel Oliveira, Nelson Peres, Majeca Angelucci, Wladimir Trevizzano, Pablo Perosa, Rodrigo Contrera, Renata Gouveia, Francisco Eldo Mendes, Walter Figueiredo, Marcos Amaral, Antoniela Canto, Mauricio Bittencourt, Valentine Durant e Gabriela Fortanell. Duração: 1h10 minutos. Classificação: 16 anos.
Sinopse: Adaptação de contos do livro homônimo de Daniel Pellizzari, outra revelação da jovem literatura gaúcha surgida no final dos anos 90. Existencialista e cruel com seus personagens. Pelizzari fala de solidão, busca de afeto e desespero de maneira original e sedutora.

clavi

Dia 29/11, domingo, às 20h30
CLAVÍCULAS – De Cristiano Baldi. Adaptação e Direção: Mário Bortolotto. Elenco: Gabriel Pinheiro, Nelson Peres, Paulo Jordão, Karina Ka, Pablo Perosa, Lara Giordana Lima, Lulu Pavarin, Majeca Angelucci, Marcos Amaral, Walter Figueiredo, Débora Estter, Rodrigo Contrera, Valentine Durant e Renata Gouveia. Duração: 60 minutos. Classificação: 16 anos.
Sinopse: Adaptação de contos do livro homônimo de Cristiano Baldi, escritor gaúcho publicado pela Editora Livros do Mal. Politicamente incorretos e mordazes, os contos de Cristiano Baldi guardam saudável irreverência. Pessoas ordinárias exercitando-se na inveja, mesquinharia, pequenos poderes e outros sentimentos menos nobres.

Dia 5/12, sábado, às 21h30
OVELHAS QUE VOAM SE PERDEM NO CÉU

Dia 06/12, domingo, às 20h30
CLAVÍCULAS

Quartos de Hotel

Dia 12/12, sábado, às 21h30
QUARTOS DE HOTEL – Texto e Direção: Mário Bortolotto. Elenco: Luciana Caruso, Walter Figueiredo, Erika Puga, Francisco Eldo Mendes, Carcarah, Ana Luísa Hartmann Hilgert e Renata Gouveia. Duração: 1h15 minutos. Classificação: 16 anos.
Sinopse: Trata-se de uma peça com cenas curtas todas passadas num quarto de hotel (sempre o mesmo) em particular. É o tipo de hotel decadente, daquele que as pessoas vão pra passar uma noite ou então alugam um quarto por um mês. Por esse quarto irão passar vários personagens com suas histórias e seus dramas pessoais.

Dia 13/11, domingo, às 20h30
QUARTOS DE HOTEL

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Dia 19/12, sábado, às 21h30
TANTO FAZ – De Reinaldo Moraes. Adaptação e Direção: Mário Bortolotto. Elenco: Francisco Eldo Mendes, Livia Prestes, Ana Hartmann, Gabriel Pinheiro, Valentine Durant, Paulo Jordão, Mário Bortolotto, Gabriel Oliveira, Luisa Furtado, Renata Gouveia, Ana Rita Abdalla, Samara Alexandre, Walter Figueiredo, João Paulo Azevedo, Rodrigo Candido, Marcela Pignatari, Kico Stone, Paulo Jordão, Rodrigo Contrera, Lucas Serranno e Diego Freire. Duração: 1h20 minutos. Classificação: 16 anos.
Sinopse: Adaptação do livro clássico de Reinaldo Moraes. Um escritor ganha uma bolsa para um curso em Paris. Chegando lá, ele simplesmente ignora o curso e mergulha em uma vida hedonista de drogas, bebidas e festas. Aproveita o tempo livre para escrever o seu primeiro livro.

Dia 20/12, domingo, às 20h30
TANTO FAZ

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Mostra Cemitério de Automóveis retrospectiva do ano
Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
07/11 até 20/12
Sábado – 21h30; Domingo – 20h30
$30

“Ondas Curtas”

“OndasCurtas” reestreia no Teatro Cemitério de Automóveis. A peça reúne três cenas curtas dos autores Jô Bilac, Lucas Mayor e Marcos Gomes, sendo que os dois últimos também assinam a direção. Texto apresenta acontecimentos pitorescos que poderiam estampar as manchetes dos jornais
Na peça, tal como os ‘fait divers’ (fatos diversos), expressão própria do jargão jornalístico que designa acontecimentos pitorescos e algo inexplicáveis, colhidos na rua, as três cenas que formam o conjunto da peça poderiam facilmente estampar as manchetes dos jornais e os programas noticiosos do rádio.
Na primeira cena, Drive-in, texto inédito de Jô Bilac, direção de Lucas Mayor, um casal assiste à exibição de um filme enquanto repassa as bases do relacionamento.

Ondas Curtas - cena Drive-Thru - Marcos Gomes, Luna Martinelli e Pablo Perosa
Na sequência, Drive-Thru, texto e direção de Marcos Gomes, uma festa a fantasia agrupa três personagens lidando com questões de identidade.

Ondas Curtas - cena Seja bem-vindo, titio Walter - Antoniela Canto, Gabriela Fortanell e Mauricio Bittencourt
Na última cena, Seja bem-vindo, titio Walter, texto e direção de Lucas Mayor, um aeroporto serve como consultório terapêutico para assuntos familiares.
“Três lugares de fluxo constante, de passagem. As ondas do rádio. As notícias do jornal. A ‘vida-jornal’, embrulhando frutas na feira, servindo de tapete de esterco para o papagaio da vizinha. A vida dando voltas no quarteirão, sem rumo, assim como um entregador de jornal que sofre de amnésia”, afirma o autor e diretor Lucas Mayor.
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“Ondas Curtas”
Com Antoniela Canto, Gabriela Fortanell, Luna Martinelli, Marcos Gomes, Mauricio Bittencourt e Pablo Perosa
Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
11/09 até 30/10
Sexta – 21h30
$30

“Tanto Faz”

“Tanto Faz”, adaptação do clássico livro de Reinaldo Moraes, lançado em 1.981 e que se tornou um cult para várias gerações, reestreia no Teatro Cemitério de Automóveis, com direção de Mário Bortolotto e 22 atores no elenco.
A peça conta a vida de Ricardo, um economista, que ganha uma bolsa de estudos para passar um ano em Paris. Quando chega lá, abandona o curso e passa a viver de maneira boêmia e descompromissada. “Ricardo é o alter ego do Reinaldo, que, é claro, chegando lá ignora totalmente o curso e passa um ano levando uma vida completamente hedonista, bebendo e frequentando cinematecas e festas madrugadas a dentro”, afirma o diretor Mário Bortolotto.
“Assim que eu li, quando saiu em 81, fiquei com vontade de ver aqueles personagens em cena. Então, quando me senti um pouco mais maduro teatralmente telefonei para o Reinaldo e comecei a articular a adaptação para o teatro. Isso foi em 91, mas só consegui materializar a adaptação em 2.000 na I Mostra Cemitério de Automóveis, no Porão do Centro Cultural São Paulo”, declara Bortolotto.
A encenação privilegia o essencial, o texto do Reinaldo e os atores à vontade para interpretá-lo. “Todo o charme da peça é justamente ser totalmente fiel a literatura do Reinaldo. Eu apenas transcrevi o texto dele, sem mudar nenhuma vírgula e faço os atores decorarem exatamente o que foi escrito para manter o seu estilo, que é muito bom e originalíssimo”, finaliza o diretor, que além de assinar adaptação, sonoplastia e iluminação, também atua no espetáculo.
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Tanto Faz - Francisco Eldo Mendes e Luna Martinelli 3

(crédito fotos – Lucas Mayor)

“Tanto Faz”
Com Eldo Mendes, Mário Bortolotto, Renata Gouveia, Luisa Furtado, Marcela Pignatari, Paulo Jordão, Marcos Amaral, Samara Alexandre, Valentine Durant, Rodrigo Contrera, Gabriel Oliveira, Rodrigo Cândido, Lucas Serrano, Walter Figueiredo e outros.
Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384, Consolação – São Paulo)
Duração 80 minutos
05 a 27/09
Sábado – 21h30; Domingo – 20h30
$30

Informações sobre o espaço e atividades: sitewww.cemiteriodeautomoveis.com.br