BARRELA

O consagrado diretor, autor e ator Mário Bortolotto presta uma homenagem aos 20 anos de morte de Plínio Marcos (1935-1999) com a estreia de Barrela, o primeiro texto escrito pelo saudoso dramaturgo santista. A montagem estreia no dia 30 de agosto no Teatro Cemitério de Automóveis. O elenco fica completo com Walter Figueiredo, Marcos Gomes, Nelson Peres, Paulo Jordão, Rodrigo Cordeiro, André Ceccato, Marcos Amaral, Daniel Sato e Alexandre Tigano.

Escrito em 1958, o texto teve uma única apresentação em 1959 e só foi remontado em 1978, com a abertura política pós ditadura militar. A trama foi inspirada na história real de um garoto de Santos que foi preso por uma bobagem e acabou violentado pelos outros presos da cela. Quando ele saiu da prisão, tramou o assassinato de quatro desses caras.

Como esta foi sua primeira peça, Plínio Marcos ainda não tinha qualquer noção sobre como escrever para o teatro. Na época, sua amiga Patrícia Galvão, a Pagu, leu o texto e já considerou o jovem autor, de apenas 21 anos, um gênio.

A montagem conta a história de um grupo de homens confinados em uma prisão em Santos. A cela é uma espécie de barril de pólvora pronto para explodir. Bereco (interpretado pelo próprio Bortolotto), o xerife da cadeia tenta manter o claustro sob um regime de austeridade, o que parece ser impossível dada as condições em que os presos estão. É quando começa uma disputa entre eles questionando a masculinidade de um deles. A violência se acentua quando um garoto que havia sido preso por se meter uma briga de rua é colocado na cela junto com os outros, que resolvem violentá-lo.

Embora Bortolotto seja considerado um dos autores mais influenciados pela obra de Plínio Marcos, esta é a primeira vez que dirige um dos textos do dramaturgo santista. Ambos compartilham em suas obras o mesmo universo urbano e violento.

Plínio foi um dos primeiros autores de teatro brasileiro que eu conheci, ainda garoto. Para mim sempre foi impactante o jeito cru que ele escrevia suas peças, sem firulas, indo direto ao ponto, pegando pesado, sem dar trégua ao espectador. Acho que tudo tem seu momento. Não calhou antes de eu conseguir encenar nada dele. Aconteceu agora e está sendo ótimo. “Barrela” ainda é a peça que eu mais gosto do Plínio. Lembro de uma montagem amadora que assisti em Cascavel há muitos anos. Era uma montagem com direção do meu amigo de Curitiba, o Edson Bueno. A rapaziada que fazia eram serventes de pedreiro, rapaziada da perifa mesmo e tinha uma puta verdade na encenação. Assisti várias montagens dessa peça, mas sem dúvida essa foi a que eu mais percebi a força do texto do Plínio. É um teatro que depende muito do ator e de como o ator imprime sua verdade na interpretação. Não dá pra brincar de estar representando”, diz Mário Bortolotto. 

Sobre a encenação, o diretor comenta: “Eu acredito que esta seja uma montagem rock and roll do ‘Barrela’. Se tem algo que me diferencia enormemente do Plínio é que ele era sambista e eu sou rockeiro. É claro que em algum momento o samba (o bom samba, não esse pagodinho escroto que toca hoje em dia) encontra o rock numa encruzilhada e faz um pacto sombrio. É aí que eu me abasteço e que uso nessa encenação. Desse pacto. É chamar o Plínio (no caso o samba) pra beber uma cerveja e descobrir que temos mais em comum do que pode parecer. A trilha que eu montei procura ressaltar esse clima de opressão desses caras ferrados que estão sendo obrigados a conviver em uma cela pútrida e desprovidos de qualquer benesse que um ser humano normal tem. É uma trilha por vezes aflitiva e só pontua o estado em que os personagens estão. O Cenário é muito simples. Uma cela de prisão que deixei a cargo do meu amigo André Kitagawa, que é quadrinista e sempre trabalha comigo como diretor de arte. Os figurinos são de Nazareth Amaral, que é outra parceira de longo tempo e também são roupas que apenas acentuam a miséria dos personagens. A iluminação ficou a cargo de Caetano Vilela, que é um mestre e vai saber como instaurar um clima ainda mais sombrio e perturbador ao espetáculo”. 

FACE (2)

Barrela

Com Mário Bortolotto, Walter Figueiredo, Marcos Gomes, Nelson Peres, Paulo Jordão, André Ceccato, Daniel Sato e Alexandre Tigano

Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384, Consolação – São Paulo)

Duração 60 minutos

30/08 até 01/12

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h

$40

Classificação 16 anos

NEM ISSO NEM AQUILO – QUANDO OS PAIS SE SEPARAM

Quatro novos nomes da dramaturgia atual unem suas forças para explicar o divórcio para crianças no espetáculo Nem Isso Nem Aquilo – Quando os Pais Se Separam, trabalho inaugural do Sabadinho em Cena com direção de Lucas Mayor e Marcos Gomes.

A peça estreia em 6 de abril no Teatro Cemitério de Automóveis, onde segue em cartaz até 25 de maio, com apresentações aos sábados, às 17h. O elenco traz Anette Naiman, Antoniela Canto, Gabriela Fortanell, Marcos Amaral, Marcos Gomes, Rebecca Leão e Walter Figueiredo.

A montagem reúne quatro cenas curtas sobre os impactos da separação dos pais para a vida das crianças. Em “Como Falar com um Anjo?”, de Claudia Barral, a menina Lucila fala com seu amigo-imaginário sobre conversas difíceis de ter com qualquer pessoa. Cansado de ter que frequentar as duas casas de seus pais separados, o menino Hélio decide montar um acampamento no porão de sua mãe em “Uma barraca para o resto de minha vida”, de Bruna Pligher.

A pequena Rebecca tem uma profunda conversa com seu terapeuta em “Pé na Estrada”, de Lucas Mayor. Já em “Ninguém Sabe”, de Marcos Gomes, são apresentados Cris e Marcos, que se conheceram ainda na infância, começaram a namorar, casaram-se, tiveram um filho e se separaram.

Queríamos lidar com temas que geralmente não são muito abordados nas peças infantis e são mais complicados, como a separação dos pais. E escolhemos falar sobre isso de maneira mais adulta e séria, sem subestimar a capacidade de entendimento das crianças. Por isso, os personagens infantis têm atitudes típicas de adultos – como uma menina desabafando sobre os problemas de sua vida com seu psicanalista, ou alguém indo morar fora de casa, no porão, ou mesmo as duas crianças da cena do Marcos, que repassam os acontecimentos da infância à vida adulta, a fim de entenderem o que foi que deu errado”, conta Lucas Mayor, que assina a direção ao lado de Marcos Gomes.

Como referências estéticas e temáticas, a encenação busca uma aproximação com o cinema do tipo “Sessão da Tarde” dos anos de 1980 e 1990, sobretudo em relação aos filmes de John Hughes, como “A Malandrinha” (1991) e “Esqueceram de Mim” (1990). Outras influências importantes foram “Meu Primeiro Amor” (1991), de Laurice Elehwany; a série “Anos Incríveis” (1988-1993); além dos mais recentes “Moonrise Kingdom” (2010), de Wes Anderson, e “Onde Vivem Os Monstros” (2009), de Spike Jonze.
Os figurinos da peça também procuram essa ambientação da moda dos anos de 1980. Já a cenografia trabalha com palco nu e apenas alguns objetos que entram e saem de cena a cada sequência.

FACE

Nem Isso Nem Aquilo – Quando Os Pais Se Separam

Com Anette Naiman, Antoniela Canto, Gabriela Fortanell, Marcos Amaral, Marcos Gomes, Rebecca Leão e Walter Figueiredo.

Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)

Duração 50 minutos

06/04 até 25/05

Sábado – 17h

$30

Classificação Livre

CARNE DE MULHER

Em Carne de Mulher, a peça dos italianos Dario Fo (Prêmio Nobel) e Franca Rame aparece como parte de um manifesto artístico feminista de uma performer, interpretada por Paula Cohen. A peça estreou no Teatro de Arena em julho deste ano, seguindo para uma temporada no Teatro Pequeno Ato e agora volta em cartaz para sua terceira temporada no Cemitério de Automóveis.

Desde as Pitonisas Gregas, que eram sacerdotisas da maior importância, até escritoras, cineastas, alquimistas e outras que tiveram destaque, mas não são mais lembradas por conta do machismo de nossa sociedade”, conta Paula.

A peça escrita por Dario Fo e Franca Rame em 1977 traz a história de uma prostituta que está presa no manicômio judiciário por ter ateado fogo no escritório de um industrial. A personagem conta sua trajetória de vida, revelando uma sequencia de abusos, onde o transbordar torna-se inevitável, fazendo com que encontre forças para reagir diante de seus opressores.

Paula conheceu o texto ‘Monólogo da Puta no Manicômio’ há 20 anos quando saiu da EAD (Escola de Artes Dramáticas da USP) e sempre pensou em montá-lo.“Essa poderosa e emocionante obra voltou para mim quando Dario morreu em 2016. Reli e percebi o quanto é atual e senti a urgência de fazer o espetáculo neste momento. É necessário acabar de uma vez por todas com as práticas de violência, repressão e assassinatos que em muitos casos acontecem dentro dos próprios lares.Com isso é preciso que caminhemos para um despertar de uma consciência cada vez maior através de campanhas, políticas públicas, debates sobre gênero nas escolas e todo tipo de discussão nesse sentido.Muitas vezes estes crimes são tidos como passionais, quando é necessário ir direto à verdadeira nomenclatura do ato, e categorizá-los como feminicídios, violência de gênero, evitando correr o risco de romantizar o ato”, conta Paula Cohen.

Quando comprou os direitos para fazer o espetáculo, Paula Cohen convidou Georgette Fadel para dirigir. “É uma poderosíssima artista, inteligente, comprometida com o que faz e com um pensamento crítico maravilhoso. Tínhamos um desejo mútuo de trabalhar juntas um dia e ela foi a primeira pessoa que me veio à cabeça”, conclui a atriz, que também convidou Marisa Bentivegna para assinar a iluminação, Lenise Pinheiro para fazer as fotos e também as produtoras Victoria Martinez e Jessica Rodrigues para completar a ficha técnica de criação composta apenas por mulheres.

SINOPSE

Uma mulher está sendo interrogada por uma médica e sua equipe. A partir do seu depoimento, nos deparamos com a trajetória de alguém que foi alvo de uma sequência de violências de gênero ao longo da vida e que de repente decide colocar em prática, como com a força de um grito, o seu ato de libertação.

Carne de Mulher é o meu manifesto, o meu ato político. Os artistas têm essa responsabilidade de cutucar a sociedade na sua cegueira, na sua burrice, na sua intolerância. Não temos mais como permitir o machismo. A peça é um grito de libertação, um clamor pelos direitos humanos e, portanto, altamente feminista”, diz Paula.

Paula+Gustavo

Carne de Mulher
Com Paula Cohen
Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
20/11 até 11/12
Segunda – 21h
$40
Classificação 14 anos

TUDO QUE DÓI

Tudo que dói, peça inédita de Mario Bortolotto, estreia em 06 de outubro, sexta-feira, às 21h, no Teatro Cemitério de Automóveis e permanece em cartaz até 03 de dezembro, completando 27 apresentações.

A montagem inédita foi contemplada com o Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral de 2016 e marca os 34 anos de profícua atividade do grupo, que em 2013, ganhou sede na Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, onde está atualmente instalado. Ao longo desses anos de trajetória, o Cemitério de Automóveis, em fascínio mútuo, aglutinou artistas consagrados e talentos promissores em colaborações artísticas torno dos interesses pela poesia, literatura, histórias em quadrinhos, cinema, blues, rock e o universo beatnik.

O caminho trilhado e as marcas da dramaturgia fincadas nos sempre invasores do trágico, o non sense, e o humor estão bem ilustrados na história do escritor de ‘Tudo que dói’ de passado controverso que se reencontra com a filha.

Um escritor mora sozinho em uma cidadezinha obscura. Ele tem um passado nebuloso que envolve uma filha que ele não vê há muito tempo, pois a justiça proibiu que ele voltasse a vê-la por conta de sua natureza violenta. A filha enfim completa a maioridade e tem permissão de voltar a ver o pai. Ela opta por encontrá-lo. Ele então não sabe como agir diante da premissa de reencontrar a filha. A peça começa quando ele recebe a notícia que a filha está vindo. O escritor, enquanto espera a chegada da filha, começa a beber ininterruptamente em um bar que frequenta na companhia de outros amigos tão desesperançados como ele e tenta de alguma maneira afogar os seus fantasmas num delírio de álcool e lembranças que já havia enterrado. Dito assim, a peça pode parecer um drama dos mais violentos, mas na verdade, como na maioria das peças do autor, tudo é tratado com muito humor como uma preparação para o golpe final e do puxar de tapete inevitável.

Tudo Que Dói
Com Nelson Peres, Liz Reis, Ana Luísa Hartmann, Carcarah, Walter Figueiredo, Marcos Amaral, Renata Becker e Débora Stérr
Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
Duração 75 minutos
06/10 até 03/12
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$20
Classificação 16 anos

 

                              

À MEIA NOITE UM SOLO DE SAX NA MINHA CABEÇA

Com texto e direção de Mário BortolottoÀ Meia Noite Um Solo de Sax na Minha Cabeça” reestreia em São Paulo, em 16 de agosto, quarta-feira, às 21h, em nova temporada, no Cemitério de Automóveis.

A estreia foi em 2011 nos Parlapatões, depois passou pelo Sesi, Faap , viajou pelo interior de São Paulo e agora volta ao cartaz com o mesmo desejo dos atores de quase uma década atrás: a vontade de estarem juntos no palco atuando. Fábio Espósito e Henrique Stroeter são amigos de longa data e desde 2001 – quando leram o texto pela primeira vez – planejaram este encontro.

Escrita em 1983, a comédia que já passou por diversas direções, ganha vitalidade nas atuações da dupla.

Amigos desde a maternidade, a amizade entre Billy e Jesse é o tema central da história.

Billy interpretado por Henrique Stroeter é um bebê inquieto e já “consciente” sobre as dificuldades que a vida lhe trará. Com o tempo, ele se transforma num adolescente indignado e em um adulto idealista, ativista político e sem dinheiro.

Já Jesse, personagem de Fábio Espósito, é uma criança educada, rica e com boas perspectivas de vida. Na adolescência experimenta comodidades burguesas e na maturidade opta pela segurança financeira e familiar.

Entre 1950 e a passagem do ano de 1983 para 1984, eles compartilham, em 13 quadros, experiências pessoais, políticas e sociais pontuadas por ágeis trocas de figurinos e projeções de fatos reproduzidos em telão. “O foco é contar esse tempo, abordando a música, fatos jornalísticos, moda, pensamento político-social e, claro, o afeto e a lealdade entre esses dois amigos inseparáveis”, diz Espósito.

A grande surpresa da peça é a forma com que Bortolotto conduz a trama, ele surpreende ao lançar um olhar doce e nostálgico à frente desta montagem, segundo avaliação da crítica da Folha de S.Paulo, Christiane Riera (em memória).

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À Meia Noite Um Solo de Sax na Minha Cabeça
Com Henrique Stroeter e Fábio Espósito
Teatro & Bar Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação. São Paulo)
Duração 55 minutos
16/08 até 12/10
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 14 anos

PULSO

Sylvia Plath teve uma curta vida, entre os anos de 1930 e os de 1960. Embora tenha escrito bastante, em vida quase não encontrou espaços de divulgação de seus trabalhos, tornando-se sua obra conhecida principalmente depois de sua morte. Será que isso se deveu à sua condição de mulher, esposa e mãe? Será que nos dias de hoje as coisas são diferentes? Questões como essas permeiam a obra Pulso, do VULCÃO [criação e pesquisa cênica], solo com a atriz Elisa Volpatto, dirigido por Vanessa Bruno, que após estrear e promover três temporadas em São Paulo e uma em Porto Alegre no ano passado, volta com apresentações às sextas-feiras de agosto, 21h, no Teatro Cemitério de Automóveis.

Pulso é uma pesquisa e criação teatral a partir da vida e obra do ícone da Poesia Confessional norte-americana, Sylvia Plath (1932-1963), construído das indagações da diretora à atriz, que respondeu cenicamente. Valendo-se de materiais como as biografias A Mulher Calada, de Janet Malcolm e Ísis Americana – A vida e a arte de Sylvia Plath, de Carl Rollyson, Os Diários de Sylvia Plath,organizado por Karen V. Kukil e também o mais importante livro de poemas de Sylvia, Ariel, a atriz organizou a dramaturgia do espetáculo.

Mantendo a poética particular da autora, o solo explora ora fragmentos biográficos, ora as potências que sua obra desdobra. Está em foco uma mulher no desafio cotidiano de ser entregue ao exercício de sua arte ao mesmo tempo em que se vê dividida entre ser mãe, dona de casa e ter que administrar os fracassos nas recusas de publicação que recebia.

Para Vanessa, a montagem não se pretende linear, mas, fragmentada, com lógica própria. “A linguagem cênica contemporânea articula-se com literatura poética da vida e obra de Sylvia Plath para a construção de um trabalho provocador e intimista”, conta ela. Já Elisa explica que o espetáculo busca questionar, por meio do material criado, o próprio papel da artista feminina atualmente.

Sylvia Plath nos surge, de certo modo, como uma fera na jaula. Uma jaula que é seu próprio compromisso familiar de um lado e de outro ,os compromissos que ela tem para com a literatura. É como se participássemos de um fluxo de consciência da personagem: não há narrativa propriamente dita, justamente porque as coisas vão acontecendo umas como desdobramento das outras, com as incessantes trocas de climas e de emoção por que passa a personagem.” escreveu o crítico Antônio Hohleldt do Jornal do Comércio durante temporada em Porto Alegre. 

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Pulso – a partir da vida e da obra de Sylvia Plath
Com Elisa Volpatto
Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
Duração 50 minutos
04 a 25/08
Sexta – 21h
$30
Classificação 14 anos

 

 

O CANAL

Texto inédito do dramaturgo americano Gary Richards, espetáculo O Canal está em cartaz no Teatro & Bar Cemitério de Automóveis. Com direção de Mário Bortolotto, a montagem é o mais novo trabalho da Cia após o sucesso de Killer Joe.
A peça “é sobre um loser, o que também aproxima a dramaturgia dele da minha. Um texto veloz, com um ritmo de diálogos muito bom. Ele trabalha com repetição, o que ajuda ainda mais em tornar a fala coloquial. Frases curtas e que permitem um ritmo intenso na interpretação. É quase um thriller policial”, afirma Mário Bortolotto.
Em O Canal, escrito em 1993, Vinny é um cara que trabalha numa oficina mecânica que é uma fachada para um desmanche de carros. Quem está por trás de tudo é um policial corrupto, Jerry, que dá as dicas dos carros. Vinny está querendo voltar a levar uma vida honesta e faz um acordo com a polícia para grampear e entregar o policial. A história então toma um rumo inesperado.
Os dois ainda contam com o ladrão de carros viciado em drogas Willie. Fora isso, Vinny ainda está sendo ameaçado de despejo pelo proprietário do imóvel, Chick, um playboy produtor de filmes pornôs.
“Achei o texto vasculhando algo que tivesse a temática do grupo. Quando vi que eram quatro caras durões numa garagem de desmanche já me interessei de cara”, afirma o ator e produtor Carcarah.
“É o tipo de encenação com que gosto de trabalhar, calcado em texto e atores. Assim como em Killer Joe, há também um cuidado maior com o cenário e ambientação, já que fazemos o possível para corresponder às indicações do texto”, finaliza o diretor.
O Canal - Carcarah e Dudu de Oliveira 40  - foto Gisela Schlögel
 
O Canal
Com Mário Bortolotto, Carcarah, Jiddu Pinheiro e Dudu de Oliveira
Teatro & Bar Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
Duração 80 minutos
15/01 até 28/02
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 20h
Recomendação 16 anos
$30
 
Texto: Gary Richards.
Tradução: Maurício Arruda Mendonça.
Direção e Sonoplastia: Mário Bortolotto.
Cenário: Mariko e Seijj Ogawa
Iluminação: Marcos Loureiro.
Figurinos: Letícia Madeira
Assessoria de Imprensa: Amália Pereira
Fotos: Gisela Schlögel