A FLOR DA PELE

Com direção de José Possi Neto, o novo espetáculo de Zizi Possi, “À Flor da Pele”, promete emocionar o público. A apresentação reconstrói o caminho que uma personagem, mergulhada num processo de depressão, faz para sair das trevas e reencontrar a luz.

Assumindo um tom confessional, Zizi vai encarnar as dores da doença do século e reconstruir o caminho da felicidade através de um roteiro que une música e poesia, tornando-os remédios sem efeitos colaterais.

Esse espetáculo nasceu de uma necessidade de criar um projeto com um formato diferente e queria também cantar músicas com letras que ainda não tinham sido feitas. Como escrevi muito nos últimos anos, mostrei todo o material para o José Possi e começamos a colocar o projeto no palco”, explica Zizi. “O tema dessa apresentação é muito atual, uma patologia moderna. E a forma como está sendo abordada é inspiradora”, completa.

Em À Flor da Pele, Zizi abre seu coração e desnuda sua própria alma à plateia num depoimento comovente onde contará a dura viajem que experimentou na luta para se salvar da sensação de queda fatal num processo de depressão vencido somente através da aceitação do mesmo e da consciência que a importância da música, da poesia, da arte exerce para nos fazer melhor”, conta José Possi. “Drama, lirismo e muita comédia fazem parte desse espetáculo. Comédia, sim, pois é inimaginável a gama de situações absurdas e hilárias que o efeito dos remédios provocam. E Zizi sabe ser hilária como ninguém”, completa.

Zizi interpreta poemas de Eduardo Ruiz, poeta e autor de peças de teatro, somados a citações de F. Nietzsch e Donna Tartt. E musicalmente, a cantora conta com a parceria de Felippe Venâncio, na direção musical, e divide o palco com os músicos Vinicius Gomes e Daniel Grajew. Entre as músicas que farão parte do roteiro estão “O que Será (À Flor da Pele)”, de Chico Buarque e “La vida es mas compleja de lo que parece”, de Jorge Drexler.

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Zizi Possi – À Flor Da Pele.
Com Zizi Possi
Teatro Cetip (Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 90 minutos
11 a 18/10
Terça e Quarta – 21h
$50/$120
Classificação 14 anos

 

 

 

2 FILHOS DE FRANCISCO, O MUSICAL

TIME FOR FUN tem o prazer de anunciar que a emocionante história de sucesso da dupla Zezé Di Camargo & Luciano finalmente ganhará uma esperada adaptação para os palcos. “2 Filhos de Francisco – O Musical” tem sua estreia para o público marcada para 05 de outubro no Teatro Cetip(Rua dos Coropés, 88), localizado no Complexo Aché Cultural, em São Paulo.

Breno Silveira, diretor do filme homônimo, fará sua estreia na direção de espetáculos musicais. O roteiro é de Carolina Kotscho, com colaboração de Mariana Elisabetsky. Também fazem parte da equipe criativa: Miguel Briamonte (Diretor Musical, Composições e Arranjos Originais), Rachel Ripani (Diretora Associada), Marco Lima (Cenógrafo), Cesar de Ramires (Designer de Luz), Simone Mina(Figurinista), Marcos Padilha (Hair and Make Up Designer) e Marcelo Claret (Designer).

No elenco principal estão a atriz convidada Laila Garin (Helena) e Rodrigo Fregnan (Francisco). Os atores que darão vida à dupla sertaneja mais importante do país são Beto Sargentelli (Zezé Di Camargo) e Bruno Fraga (Luciano). Completam a montagem outros 20 atores, cantores e bailarinos de várias idades, além de uma orquestra com 7 músicos.
O espetáculo pretende emocionar o público com a trajetória e os sucessos da dupla sertaneja mais importante do país. A montagem é baseada no filme “Dois Filhos de Francisco”, dirigido por Breno Silveira, com roteiro de Patrícia Andrade e Carolina Kotscho, uma produção de Conspiração Filmes e ZCL em parceria com a Globo Filmes e Sony Pictures.  A película é um dos maiores sucessos recentes do cinema nacional, com números grandiosos: mais de 5,3 milhões de espectadores no cinema; quase meio milhão de DVDs vendidos; visto por mais de 30 milhões de pessoas em exibições na TV Globo, além de ter sido Indicação Oficial do Brasil ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2005.
Sinopse –  Francisco Camargo, da pequena cidade de Pirenópolis, no interior de Goiás, tinha um sonho: transformar seus filhos em cantores sertanejos. Sendo assim, ele resolve presentear seu filho mais velho, Mirosmar, com um acordeão no seu aniversário de 7 anos. A partir daí, Mirosmar e seu irmão Emival, que toca violão, começam a se apresentar e fazer sucesso nas festas da vila onde moram – Capela do Rio do Peixe, distrito de Pirenópolis. Inesperadamente, a perda da propriedade onde moravam nos anos 70, obrigou toda a família a se mudar para outra cidade, Goiânia.

Para conseguir algum dinheiro para ajudar em casa, Mirosmar e Emival começam então a se apresentar na rodoviária local, onde chamam muita atenção. E é lá que conhecem o empresário de duplas caipiras Miranda, que reconhece o potencial dos garotos e passa a viajar com a dupla fazendo shows. Os irmãos fazem muito sucesso por onde passam e chegam a cantar para seis mil pessoas em um de seus shows. Tragicamente, um acidente automobilístico encerra prematuramente a carreira da dupla, com o falecimento de Emival.

Depois de quase desistir da carreira artística, Mirosmar decide voltar a cantar, usando o nome artístico de Zezé Di Camargo. Ele grava um disco solo, mas não obtém sucesso. Já casado e com duas filhas pequenas, Zezé tem dificuldades em sustentar a família. Mas, de repente, tudo muda novamente em sua vida quando Zezé passa a se apresentar com seu irmão Welson, que adota o nome artístico de Luciano. E assim nasce a dupla sertaneja mais importante do país com uma bela história de garra e perseverança.

ELENCO PRINCIPAL
Helena – Laila Garin (atriz convidada)
Francisco – Rodrigo Fregnan
Zezé Di Camargo – Beto Sargentelli
Luciano – Bruno Fraga

ENSEMBLE FEMININO
Ensemble/Zilu – Eline Porto
Ensemble/Cover Zilu – Pamella Machado
Ensemble/Cover Helena – Stephanie Serrat
Ensemble – Ágata Matos
Ensemble – Luiza Nigri
Ensemble – Marya Bravo
Swing – Nathália Mancinelli

ENSEMBLE MASCULINO
Ensemble/ Benedito/ Cover Miranda – Paulo de Melo
Ensemble/ Miranda – Ubiracy Paraná do Brasil
Ensemble/ Cover de Francisco – Luiz Araújo
Ensemble/ Cover de Luciano – Marcelo Ferrari
Ensemble/ Cover Zezé Di Camargo – Mateus Ribeiro
Ensemble e Cover de Benedito – Drayson Menezzes
Ensemble – Fábio Ventura
Swing – Lucas Corsino

ELENCO INFANTIL
Alex Novais, Bruno Barros, Marco Souzza, Pedro Miranda e Renatinho

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2 Filhos de Francisco, o Musical
Com Laila Garin, Rodrigo Fregnan, Beto Sargentelli, Bruno Fraga, Eline Porto, Pamella Machado, Stephanie Serrat, Ágata Matos, Luiza Nigri, Marya Bravo, Nathália Mancinelli, Paulo de Melo, Ubiracy Paraná do Brasil, Luiz Araújo, Marcelo Ferrari, Mateus Ribeiro, Drayson Menezzes, Fábio Ventura, Lucas Corsino.
Elenco infantil: Alex Novais, Bruno Barros, Marco Souzza, Pedro Miranda e Renatinho
Teatro Cetip (Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 120 minutos
05/10 até 17/12
Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 16h e 20h
$50/$200
Classificação Livre

DOROTÉIA

Para comemorar seus 60 anos de carreira, Rosamaria Murtinho interpreta a protagonista e vilã Dona Flávia na peça Dorotéia. Encabeçando o elenco de mais dez atores, Rosamaria e Letícia Spiller, interpretando Dorotéia, encenam pela primeira vez um Nelson Rodrigues nessa montagem que tem direção e encenação de Jorge Farjalla, mantendo e ampliando o diálogo com questões contemporâneas.

A montagem, onde o sagrado e o profano caminham juntos, estreou em fevereiro de 2016 no Rio de Janeiro e realizou 4 temporadas na cidade sempre com casa lotada. Excursionou também por Uberlândia, Araxá, Maceió, Recife, Fortaleza e Salvador com grande sucesso de público e crítica.

Escrita em 1949, Dorotéia fecha o ciclo das obras do teatro desagradável de Nelson Rodrigues, intitulado pelo crítico Sábato Magaldi como “peças míticas” sendo a única farsa escrita pelo autor. O texto é uma ode à beleza da mulher onde a heroína, título da obra, segue em busca da destruição de sua própria beleza para se igualar a feiura de suas primas Dona Flávia, Maura e Carmelita.

Matriarca da família, Dona Flávia recebe Dorotéia, ex-prostituta que largou a profissão após a morte do filho e vai buscar abrigo na casa de suas primas, onde vivem também Maura e Carmelita, num espaço sem quartos e onde há 20 não entram homens. Três viúvas puritanas e feias que não dormem para não sonhar e, portanto, condenadas à desumanização e à negação do corpo, dos sentimentos e da sexualidade. Arrependida, Dorotéia procura abrigo na sua família e é, em alguns momentos, questionada por Dona Flávia, a prima mais velha, que, mesmo com sua raiva, implicância e orgulho, faz de tudo para removê-la da ideia, às vezes com uma nesga de afeto, de fragilidade e disfarçados gestos de acolhimento, mas contando que ela aceite as condições de viver naquela casa. Dorotéia, linda e amorosa, nega o destino e entrega-se aos prazeres sexuais. Este é seu crime, e por ele pagará com a vida do filho e buscando a sua remissão. Na história desta família de mulheres, o drama se inicia com o pecado da avó que amou um homem e casou-se com outro. É neste momento que recai sobre todas as gerações de mulheres da família a “maldição do amor”. Elas estão condenadas a ter um defeito de visão que as impede de ver qualquer homem, se casam com um marido invisível e sofrem da náusea nupcial – único sinal de contato que teriam em toda vida com o sexo masculino. Em troca de abrigo, Dorotéia aceita se tornar tão feia e puritana como as primas.

O motivo central que organiza a peça é o dilaceramento do espírito humano e o delírio que se constitui através da fissura, das vontades. As personagens são “fissuradas” por algo que não podem ter: o sexo. A convivência entre prazer e pureza em que ao mesmo tempo são cortadas ao meio pela tensão daí decorrente, que termina por destruir as formas de vida, ou seja, a personagem central pecou e se arrependeu. Arrependeu? Nem tanto, pois sob a instigação de Dona Flávia, para concluir sua purificação pela feiura e pela doença incurável deve pecar novamente com Nepomuceno, o senhor das chagas. Dorotéia é uma mistura de sonho, pesadelo, desatino e destino irremediável. Por um momento paira a esperança de que a maldição não se cumprirá, mas ela é irreconhecível.

De todos os símbolos presentes na obra, o mais enigmático para os dias de hoje é o do “Jarro”, pois ele representa a imagem do espaço do prostíbulo, graças ao uso que dele faziam as mulheres, sobretudo as prostitutas na precariedade de seus ambientes, para se lavar depois do ato sexual.

O uso do símbolo presente na obra, “uma casa sem móveis”, é o fio condutor para essa encenação onde o espectador está junto com o ator, diminuindo assim, a distinção entre palco e plateia. Assim, o texto “Rodrigueano” ganha outro valor, tanto para os atores quanto para o público, pois as interpretações são baseadas no íntimo das relações entre ator/público e ator/espaço, propondo assim uma verossimilhança entre real e imaginário não presentes na obra. Nesta encenação o público é convidado a entrar literalmente na casa das primas de Dorotéia, com 100 lugares disponíveis no palco.

Outro ponto alto da encenação e que a diferencia das demais é o coro masculino, não presente na obra, intitulado pela direção como “Os Homens Jarro” que representam tanto a aparição do signo “jarro” como os homens que passaram pela vida da ex-prostituta. Esse coro permeia a encenação executando ao vivo os sons e a trilha do espetáculo.

O projeto Dorotéia surgiu do encontro entre a atriz Rosamaria Murtinho e o ator e diretor Jorge Farjalla da Cia. Guerreiro, após uma apresentação do espetáculo “Paraíso Agora ou Prata Palomares”, de Zé Celso Martinez Correa, onde enxergando nesse tipo de trabalho um uso diferenciado da pesquisa, da linguagem e da proposta cênica no uso do espaço, Rosamaria propôs uma parceria para comemorar seus 60 anos de carreira, produzindo o espetáculo.

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DOROTÉIA

Teatro Cetip – Instituto Tomie Ohtake (627 lugares)

Rua Coropés, 88 – Pinheiros

Informações: 4003.5588

Bilheteria: terça à sábado das 12h às 20h. Domingos e feriados das 13h às 20h.

Vendas: www.ticketsforfun.com.br

Sexta e Sábado às 21h | Domingo às 19h

Ingressos:

R$ 110 (Plateia Premium – no palco)

R$ 90 (Plateia) | R$ 70 (Balcão)

A Plateia Premium coloca você dentro do cenário do espetáculo, não só como espectador, mas como parte da história da família de D. Flávia. O cenário é uma floresta seca e densa onde nada floresce apenas a constante vigília das primas amarguradas de Dorotéia. Não há participação do elenco com a plateia.

Duração: 90 minutos

Recomendação: 16 anos

Estreia dia 12 de Maio de 2017

Temporada: até 02 de Julho

 

Ficha Técnica:

Texto | Nelson Rodrigues

Direção e Encenação | Jorge Farjalla

Dramaturgia | Rosamaria Murtinho, Jorge Farjalla e Diogo Pasquim

Elenco | Rosamaria Murtinho, Leticia Spiller, Alexia Dechamps, Anna Machado, Dida Camero e Jaqueline Farias
Homens Jarro | André Américo, Daniel Martins, Du Machado, Fernando Gajo, Pablo Vares e Rafael Kalil

Direção Musical | João Paulo Mendonça

Produção Musical | André Américo, Daniel Martins, Du Machado, Fernando Gajo, Pablo Vares e Rafael Kalil

Eletrônica ao vivo e difusão| João Paulo Mendonça

Direção de Arte e Espaço Cênico | José Dias

Figurinos | Lulu Areal

Iluminação | Jorge Farjalla, Jessica Catharine e José Dias

Preparação Corporal | Jorge Farjalla

Preparação Vocal | Patrícia Maia

Maquiagem e Visagismo | Anderson Calixto

Fotografia | Carol Beiriz

Design Gráfico | Julia Sampaio

Assessoria de Imprensa | Morente Forte

Ass. Direção | Diogo Pasquim e Raphaela Tafuri

Camareiro | José Lima

Contrarregra | Márcio da Silva

Produção Executiva | Sandra Valverde

Direção de Produção | Lu Klein

Transportadora Oficial | Avianca

Realização MRM Produções

 

HOJE É DIA DE MARIA, A FÁBULA MUSICAL (OPINIÃO)

          “Sonhos são o alimento para a alma. Fazem com que consigamos enxergar saídas em momentos onde elas não estão tão visíveis”.

Assistimos “Hoje é dia de Maria, a Fábula Musical” ontem (03/10) na sessão para convidados. E já entregando spoilers, amamos o que vimos (mas leia a nossa opinião inteira, você irá gostar).

Esqueça a minissérie transmitida pela rede Globo em 2005. O espetáculo assemelha-se mais ao texto original, escrito por Carlos Alberto Soffredini, adaptado por Francisca Braga.

Como diz o título, uma fábula brasileira descortina-se no palco do Teatro Cetip, desde o dia 30 de setembro, em sessões de sexta a domingo. Mas como as fábulas, ela não deve ser vista com os olhos materiais, mas sim com o olhar da imaginação e da pureza das crianças. “Quem tiver olhos para ver, que veja.

Sinopse

O musical conta a história de Maria. Uma menina como qualquer outra. Vive no interior do estado de São Paulo com sua família, ou o que restou dela. Órfã de mãe, mora apenas com o pai num sítio humilde. Seus irmãos foram todos embora para lutar pelo sustento numa outra fazenda. Em mais um infortúnio da vida, ela sofre um abuso pelas mãos do pai.

É quando chega no sítio uma senhora viúva, vinda com sua filha. Cuida de Maria e casa com seu pai. Mas a madrasta não é tão boa assim. Quando o pai sai de casa para cuidar dos negócios, a senhora transforma Maria em sua empregada. Para fugir dos maus tratos, Maria inicia uma viagem a procura das “franjas” do mar. Esta jornada será decisiva para o seu crescimento pessoal.

“A Jornada de Maria”

Soffredini ao escrever sua peça, bebeu dos contos de Câmara Cascudo e Silvio Romero (“A Menina da Figueira”, “Lenda do Dia e da Noite” e “Cinderela”). Mas pode-se ir mais além. Foi influenciado pelo que o antropólogo americano Joseph Campbell denominou de “A Jornada do Herói

O conceito criado por Campbell é uma mescla dos arquétipos (Jung), com as forças inconscientes (Freud), com a estruturação dos ritos de passagem (von Gennep). Apresenta uma estrutura própria, que é dividida em três partes: a Partida (ou Separação), a Iniciação e o Retorno.

Esta estrutura está presente em vários mitos (fábulas), como é o caso das histórias de Prometeu, Osíris, Buda, Jesus Cristo, Cinderela, e Hoje é Dia de Maria.

Maria precisa ter o seu crescimento pessoal. Se continuar vivendo no sítio, como uma ‘princesa’, não crescerá, não se tornará mulher dona de si. Será sempre dependente de uma figura masculina (pai, marido). As coincidências da vida fazem com com que ela parta (Partida) em busca da sua jornada (a ‘busca pelas franjas do mar’).

Durante esta procura, vive uma série de aventuras (Iniciação), pelo país do sol a pino, até o encontro com os índios que guardam a noite dentro de um coco. Mas ela não está só. Como todo bom herói, Maria tem os seus protetores – os Encantados (Água, Fogo, Terra, Ar e Conexão com Deus). Não podendo esquecer o principal, o Pássaro Incomum (a força interna que transforma a dor em renovação, que nos faz prosseguir).

Ao término desta aventura (Retorno), Maria atingiu o conhecimento pleno. Madura e consciente de si, dona de um poder pessoal, perdoa o pai, abandona o destino que se repetirá com o casamento com o príncipe e parte novamente para novas jornadas.

P.S. Quer saber mais? Leia o livro “O Herói de Mil Faces” (editora Pensamento) ou “O Poder do Mito” (editora Palas Athena), ambos de Joseph Campbell.

Opinião

Pode-se dizer que o musical também é um pouco de uma das jornadas da atriz/produtora/coreógrafa/diretora Lígia Paula Machado. A montagem deste texto era um dos seus sonhos. E foi feito no momento certo. Precisou cada peça produzida antes para que chegasse neste resultado apresentado. É a conclusão vitoriosa de sua jornada.

Lígia uniu-se, como ela diz, de amigos (família) para este projeto, que encerra o ciclo de musicais luso-brasileiros (“O Primo Basílio, o Musical” e “Lisbela e o Prisioneiro, o Musical“). Estão presentes :

Francisca Braga, na adaptação do texto e escolha das músicas. As canções – de grandes artistas (Victor e Leo, Caetano Veloso, Renato Teixeira, Jessé, entre outros) ou de domínio público – parece que foram feitas especialmente para a peça. Suas letras casam perfeitamente com o que os personagens precisam falar naquele momento específico

Já que falamos da música, temos a direção musical e arranjos lindos de Dyonisio Moreno, que escolheu a dedo os músicos que acompanhariam a jornada desta heroína. O som, feito por André Breda, preenche todo o espaço interno do teatro. Realmente uma pena que não teremos o registro em cd deste espetáculo, para podermos ouvir em casa.

Falando de escolha a dedo, temos o elenco: Luiz Araújo, que foi par romântico de Lígia em outras produções, está lá novamente com sua voz e atuação marcante. Kleber Montanheiro que faz uma madrasta má (honrando a tradição), maravilhosa e divertidíssima. Cleto Baccic que se junta a trupe de amigos, com toda sua forma de interpretar e cantar única (bom tê-lo novamente nos palco). Acompanhados de Camila Brandão, Felipe Machado, Alberto Goya, Guilherme Pivetti, João Canedo, Roger Ciel, Vittor Fernando e Hicaro Nicolai, que se multiplicam e ocupam todo o espaço cênico com suas coreografias, canto e atuação.

Kleber também é responsável pelos figurinos e cenários que retratam a simplicidade do interior do país, mas com uma riqueza de detalhes que fica lindo de se ver. Está lá presente a estrutura do circo de Leléu (Lisbela e o Prisioneiro, o Musical), transformado na casa de Maria. É uma estrutura circular, que mostra movimento; que tudo tem um início, meio e fim, e um recomeço; e serve para o caminhar da protagonista.

Para finalizar, tem a presença de Dan Rosseto, que juntamente com Lígia, Kleber e Dyonisio, colocou as peças todas juntas, e formou este espetáculo que é uma linda opção de entretenimento para toda a família. Prevejo várias indicações para os prêmios teatrais do próximo ano.

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Cleto Baccic, Dyonisio  Moreno, Dan Rosseto, Ligia Paula Machado, Francisca Braga, Kleber Montanheiro e Luiz Araújo

Uma música que combina com a jornada da heroína, e faz parte da trilha sonora da peça, é “Tocando em Frente“, de Almir Sater e Renato Teixeira, que diz assim em um trecho:

“Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz”

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Hoje é Dia de Maria – A Fábula Musica
Com Ligia Paula Machado, Cleto Baccic, Kleber Montanheiro, Luiz Araújo, Camila Brandão, Felipe Machado, Alberto Goya, Guilherme Pivetti, João Canedo, Roger Ciel, Vittor Fernando e Hicaro Nicolai
Músicos: João Paulo Pardal (guitarra), Murilo Emerenciano (piano), Renan Cacossi (flauta), Guto Brambilla (baixo), Felipe Machado (violão), Jonatan Motta(violino), Mathilde Fillat (violino), Rafael Lourenço (Percussão).
Teatro Cetip (Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo).
Duração 145 minutos
30/09 até 27/11
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$60 / $120
Classificação 12 anos
Texto: Carlos Alberto Soffredini
Adaptação do roteiro original: Francisca Braga
Equipe de Direção: Dan Rosseto, Ligia Paula Machado e Kleber Montanheiro
Direção Musical: Dyonisio Moreno
Cenografia e Figurinos: Kleber Montanheiro
Coreografias: Ligia Paula Machado
Designer de Som: André Breda
Designer de Luz: Wagner Pinto
Supervisão Circense: Circo Garcia
Técnicos de palco: Jackson Oliveira e Beto Boing.
Assistentes de produção: Tiago Queiroz e Wallace Toledo
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara
Realização: MP Produção Cultural

O PALHAÇO E A BAILARINA

A fábula musical O Palhaço e a Bailarina é uma linda e comovente história de amor vivida e sonhada com muito ardor e felicidade por um casal de artistas, um palhaço e uma bailarina. Ambos vivem e trabalham juntos em um circo, cujo administrador é um carrasco e fracassado domador de leões, que alimenta uma paixão platônica pela bailarina dos ares.

Por conta da maldade e sua insatisfação como dono do circo, sempre tratou seus artistas mal, deixando-os muitas vezes sem seu mísero pagamento semanal. Tudo muda de figura quando um dia Tombo, o torpe patrão, perde muito de seu dinheiro e parte de seu circo no jogo de cartas e por conta deste vício acaba indo à falência. Tombo vê-se obrigado a demitir todos os artistas de sua trupe menos a graciosa bailarina Anabel, que por sua vez é levada por ele e acorrentada a uma enorme ‘caixinha’ de música. Ela é obrigada a ficar ao seu lado apresentando-se para pequenos públicos no intuito de arrecadar algum dinheiro para o domador.

O Palhaço é arrancado de sua bailarina, e se vê apresentando em ruas e praças onde segue ganhando sua vida com sua graça e sua arte mundana. Ele vive solitário, pensando porque ela ainda não o encontrou. Eis então, que tomado por sua coragem e bravura, o Palhaço parte decidido a encontrar sua companheira, para revelar-lhe seu carinho e admiração. Uma aventura cheia de surpresas e desafios que somente quem ama de verdade sente-se disposto a enfrentar. Mesmo sabendo que terá de vencer seu próprio medo, o Palhaço vai destemido ao encontro dos perigos e obstáculos que os aguardam.

Veja a matéria que fizemos com os atores Kiara Sasso e Lázaro Menezes, durante a primeira temporada no Teatro Porto Seguro.

O Palhaço e a Bailarina
Com Kiara Sasso, Lázaro Menezes e Marcelo Góes
Teatro Cetip (Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 65 minutos
08/10 até 27/11
Sábado – 16h; Domingo – 12h
$60 (crianças que forem vestidas de palhaço ou bailarina pagam R$ 10 de entrada)
Classificação livre
Concepção e Texto Lázaro Menezes
Música Adrian Steinway e Kiara Sasso
Letras Kiara Sasso
Tema e Canções Adicionais Kiara Sasso e Lázaro Menezes
Músicas Incidentais Guilherme Terra
Arranjos e Direção Musical Guilherme Terra
Direção Lázaro Menezes e Kiara Sasso
Coreografia Anelitta Galo
Cenografia Lázaro Menezes
Cenotécnica Tato Menezes, Carlos Tibúrcio, Alex T. Santiago, Maycon Marcondes, Betão Serralheria, Roberto Vidal, Esequiel Tibúrcio Jr. “Pateta” e Mara César
Diretor de Palco Rafael Moreno
Maquinista Marcel Marciano
Rapel e Segurança Aérea Marcel Marciano
Figurino Ligia Rocha e Kiara Sasso
Peruca Simone Momo
Visagismo Kiara Sasso
Alfaiate Domingos de Lello
Modelistas Angela May e Juliana Queiroz
Costureira Carmelita Guimarães
Designer de Luz Drika Matheus
Designer de Luz Associado Rogério Cândido
Operadores de Luz Drika Matheus e Rogério Cândido
Canhoneiros Douglas Amorim, Fábio Govith e François Moretti
Designer de Som Gabriel D’Angelo
Designers de Som Associados Bruno Pinho, Gabriel Bocutti, e Alexandre Martins “Japa”
SFX Luciano Monson
Operador de Som Alexandre Martins “Japa”
Design Gráfico Vicka Suarez
Fotografia Caio Gallucci
Assessoria de Imprensa T4F
Vídeos para Redes Sociais Desteatrando
Direção de Produção Kiara Sasso e Lázaro Menezes
Gerente de Produção Egberto Simões
Produtora Tatiana Véliz “Chilena”
Produtora Executiva Manu Littiery
Assistente de Produção / Contra-regra Rodrigo Burgese “Di”

HOJE É DIA DE MARIA – A FÁBULA MUSICAL

A MP Produção Cultural, após os sucessos dos musicais “O Primo Basílio” e “Lisbela e o Prisioneiro”, com temporadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, várias indicações a prêmios e mais de 80 mil espectadores, fecha sua trilogia de musicais luso brasileiros com “Hoje é Dia de Maria – A Fábula Musical”.

O espetáculo, estrelado por Ligia Paula Machado, estreia no dia 30 de setembro no Teatro Cetip. Adaptado do roteiro original de Carlos Alberto Soffredini, por Francisca Braga, “Hoje é Dia de Maria – O Musical” conta a história de uma menina pobre, do sertão paulista, que de tanto ser mal tratada por sua madrasta e seu pai, resolve sair em busca de seu sonho: encontrar as franjas do mar.

Inédito nos palcos, o romance de Soffredini é inspirado na coletânea de contos de Câmara Cascudo e Silvio Romero, com destaque para “A menina da figueira”, “Lenda do Dia e da Noite” e “Cinderela”.

A partir destes contos e do folclore brasileiro, Soffredini criou o seu texto original, compondo assim uma paráfrase, elemento característico de sua dramaturgia como o bem e o mal, o medo e a esperança, a força e a tristeza.

Importante autor teatral, dedicou sua vida a escrever e decifrar a cultura popular nacional traçando um paralelo com a realidade brasileira. Ao parafrasear os contos de tradição oral Soffredini desafia o final das histórias e muda o destino de sua heroína. As franjas do mar traduzem em linguagem poética a energia vital que leva Maria para um destino diferente dos traçados nas histórias.

Na versão levada aos palcos será estimulado o lúdico, através das músicas, coreografias de sapateado americano e irlandês, ballet clássico, acrobacias de solo e aéreas, dialogando entre o erudito e o popular, criando uma atemporalidade.

Nessa transposição para o teatro, “Hoje é Dia de Maria” terá uma tripla direção com Dan Rosseto, Ligia Paula Machado e Kléber Montanheiro, além de Dyoníso Moreno na parte musical. Eles coordenarão uma equipe de 05 atores, 06 bailarinos e 08 músicos.

No repertório musical canções populares e grandes compositores (Caetano Veloso, Catulo da Paixão Cearense, Gonzaguinha, Renato Teixeira, Marisa Monte, Vinicius de Moraes, Herivelto Martins e até Victor e Léo), ajudando a contar essa fábula.

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Dan Rosseto, Ligia Paula Machado e Kléber Montanheiro. Crédito: Caio Gallucci .

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Dyonísio Moreno (diretor musical), Luiz Araújo, Kléber Montanheiro, Ligia Paula Machado, Cleto Baccic, Dan Rosseto e Francisca Braga (adaptadora). Crédito: divulgação.

Hoje é Dia de Maria – A Fábula Musical
Com Ligia Paula Machado, Cleto Baccic, Kleber Montanheiro, Luiz Araújo, Camila Brandão, Felipe Machado, Alberto Goya, Guilherme Pivetti, João Canedo, Roger Ciel, Vittor Fernando e Hicaro Nicolai
Músicos: João Paulo Pardal (guitarra), Murilo Emerenciano (piano), Renan Cacossi (flauta), Guto Brambilla (baixo), Felipe Machado (violão), Jonatan Motta(violino), Mathilde Fillat (violino), Rafael Lourenço (Percussão).
Teatro CETIP (Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo).
Duração 145 minutos
30/09 até 27/11
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$60 / $120
Classificação 12 anos
Texto: Carlos Alberto Soffredini
Adaptação do roteiro original: Francisca Braga
Equipe de Direção: Dan Rosseto, Ligia Paula Machado e Kleber Montanheiro
Direção Musical: Dyonisio Moreno
Cenografia e Figurinos: Kleber Montanheiro
Coreografias: Ligia Paula Machado
Designer de Som: André Breda
Designer de Luz:
Supervisão Circense: Circo Garcia
Técnicos de palco: Jackson Oliveira e Beto Boing.
Assistentes de produção: Tiago Queiroz e Wallace Toledo
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara
Realização: MP Produção Cultural

OS HOMENS SÃO DE MARTE… E É PRA LÁ QUE EU VOU!

 

Mônica Martelli volta para nova temporada em São Paulo da comédia Os Homens São De Marte… E É Pra Lá Que Eu Vou! a partir de 20 de janeiro, sexta-feira, às 21h, no Teatro Cetip. A peça é baseada em histórias vividas pela atriz, que além de atuar, também é autora da montagem com direção de Victor Garcia Peralta.

Mônica Martelli em cena 4A peça trata do grande dilema vivido pelas mulheres solteiras: a busca de um grande amor. Toda mulher já foi, é, ou será protagonista desta história de aventuras, ilusões, alegrias, tentativas, desencontros, equívocos, adrenalinas, dúvidas e solidão. Os Homens são de Marte… E é para lá que eu vou! conta a história de Fernanda (Mônica Martelli), 39 anos, solteira, jornalista formada, mas que trabalha com eventos e organiza festas de casamento. Ela está em busca do amor e se envolve tão intensamente com os vários tipos de homens que chega a ficar muito parecida com cada um deles, independente dos tipos físicos, das condições sociais, raciais ou econômicas.

Cada homem que ela encontra pode ser seu grande amor. Fernanda se relaciona com um político, um playboy rico, um alternativo do Sul da Bahia e um gay. O tempo que ela gasta com os homens daria para dar uma volta ao mundo e ainda ter estudado a história de todas as civilizações. Mesmo assim, ela insiste porque para ela a vida sem um amor é uma vida em preto e branco.

Na verdade, a busca pelo amor pode ser uma oportunidade de aprendizado. Mas para quem está solteiro não é bem assim. É castigo. Quem está solteiro quer encontrar um amor e ponto final. Só não sabe como.

De forma muito divertida, emocionante e com um final surpreendente, a peça fala do amor e da falta dele. Tudo isso com um tipo de humor que as mulheres conhecem muito bem: rindo das suas próprias desgraças.

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Os Homens são de Marte… E é pra lá que eu vou!
Com Mônica Martelli
Teatro Cetip (Rua Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
20/01 até 05/02
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
$70/$100
Classificação 14 anos