DOROTÉIA

Para comemorar seus 60 anos de carreira, Rosamaria Murtinho interpreta a protagonista e vilã Dona Flávia na peça Dorotéia. Encabeçando o elenco de mais dez atores, Rosamaria e Letícia Spiller, interpretando Dorotéia, encenam pela primeira vez um Nelson Rodrigues nessa montagem que tem direção e encenação de Jorge Farjalla, mantendo e ampliando o diálogo com questões contemporâneas.

A montagem, onde o sagrado e o profano caminham juntos, estreou em fevereiro de 2016 no Rio de Janeiro e realizou 4 temporadas na cidade sempre com casa lotada. Excursionou também por Uberlândia, Araxá, Maceió, Recife, Fortaleza e Salvador com grande sucesso de público e crítica.

Escrita em 1949, Dorotéia fecha o ciclo das obras do teatro desagradável de Nelson Rodrigues, intitulado pelo crítico Sábato Magaldi como “peças míticas” sendo a única farsa escrita pelo autor. O texto é uma ode à beleza da mulher onde a heroína, título da obra, segue em busca da destruição de sua própria beleza para se igualar a feiura de suas primas Dona Flávia, Maura e Carmelita.

Matriarca da família, Dona Flávia recebe Dorotéia, ex-prostituta que largou a profissão após a morte do filho e vai buscar abrigo na casa de suas primas, onde vivem também Maura e Carmelita, num espaço sem quartos e onde há 20 não entram homens. Três viúvas puritanas e feias que não dormem para não sonhar e, portanto, condenadas à desumanização e à negação do corpo, dos sentimentos e da sexualidade. Arrependida, Dorotéia procura abrigo na sua família e é, em alguns momentos, questionada por Dona Flávia, a prima mais velha, que, mesmo com sua raiva, implicância e orgulho, faz de tudo para removê-la da ideia, às vezes com uma nesga de afeto, de fragilidade e disfarçados gestos de acolhimento, mas contando que ela aceite as condições de viver naquela casa. Dorotéia, linda e amorosa, nega o destino e entrega-se aos prazeres sexuais. Este é seu crime, e por ele pagará com a vida do filho e buscando a sua remissão. Na história desta família de mulheres, o drama se inicia com o pecado da avó que amou um homem e casou-se com outro. É neste momento que recai sobre todas as gerações de mulheres da família a “maldição do amor”. Elas estão condenadas a ter um defeito de visão que as impede de ver qualquer homem, se casam com um marido invisível e sofrem da náusea nupcial – único sinal de contato que teriam em toda vida com o sexo masculino. Em troca de abrigo, Dorotéia aceita se tornar tão feia e puritana como as primas.

O motivo central que organiza a peça é o dilaceramento do espírito humano e o delírio que se constitui através da fissura, das vontades. As personagens são “fissuradas” por algo que não podem ter: o sexo. A convivência entre prazer e pureza em que ao mesmo tempo são cortadas ao meio pela tensão daí decorrente, que termina por destruir as formas de vida, ou seja, a personagem central pecou e se arrependeu. Arrependeu? Nem tanto, pois sob a instigação de Dona Flávia, para concluir sua purificação pela feiura e pela doença incurável deve pecar novamente com Nepomuceno, o senhor das chagas. Dorotéia é uma mistura de sonho, pesadelo, desatino e destino irremediável. Por um momento paira a esperança de que a maldição não se cumprirá, mas ela é irreconhecível.

De todos os símbolos presentes na obra, o mais enigmático para os dias de hoje é o do “Jarro”, pois ele representa a imagem do espaço do prostíbulo, graças ao uso que dele faziam as mulheres, sobretudo as prostitutas na precariedade de seus ambientes, para se lavar depois do ato sexual.

O uso do símbolo presente na obra, “uma casa sem móveis”, é o fio condutor para essa encenação onde o espectador está junto com o ator, diminuindo assim, a distinção entre palco e plateia. Assim, o texto “Rodrigueano” ganha outro valor, tanto para os atores quanto para o público, pois as interpretações são baseadas no íntimo das relações entre ator/público e ator/espaço, propondo assim uma verossimilhança entre real e imaginário não presentes na obra. Nesta encenação o público é convidado a entrar literalmente na casa das primas de Dorotéia, com 100 lugares disponíveis no palco.

Outro ponto alto da encenação e que a diferencia das demais é o coro masculino, não presente na obra, intitulado pela direção como “Os Homens Jarro” que representam tanto a aparição do signo “jarro” como os homens que passaram pela vida da ex-prostituta. Esse coro permeia a encenação executando ao vivo os sons e a trilha do espetáculo.

O projeto Dorotéia surgiu do encontro entre a atriz Rosamaria Murtinho e o ator e diretor Jorge Farjalla da Cia. Guerreiro, após uma apresentação do espetáculo “Paraíso Agora ou Prata Palomares”, de Zé Celso Martinez Correa, onde enxergando nesse tipo de trabalho um uso diferenciado da pesquisa, da linguagem e da proposta cênica no uso do espaço, Rosamaria propôs uma parceria para comemorar seus 60 anos de carreira, produzindo o espetáculo.

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DOROTÉIA

Teatro Cetip – Instituto Tomie Ohtake (627 lugares)

Rua Coropés, 88 – Pinheiros

Informações: 4003.5588

Bilheteria: terça à sábado das 12h às 20h. Domingos e feriados das 13h às 20h.

Vendas: www.ticketsforfun.com.br

Sexta e Sábado às 21h | Domingo às 19h

Ingressos:

R$ 110 (Plateia Premium – no palco)

R$ 90 (Plateia) | R$ 70 (Balcão)

A Plateia Premium coloca você dentro do cenário do espetáculo, não só como espectador, mas como parte da história da família de D. Flávia. O cenário é uma floresta seca e densa onde nada floresce apenas a constante vigília das primas amarguradas de Dorotéia. Não há participação do elenco com a plateia.

Duração: 90 minutos

Recomendação: 16 anos

Estreia dia 12 de Maio de 2017

Temporada: até 02 de Julho

 

Ficha Técnica:

Texto | Nelson Rodrigues

Direção e Encenação | Jorge Farjalla

Dramaturgia | Rosamaria Murtinho, Jorge Farjalla e Diogo Pasquim

Elenco | Rosamaria Murtinho, Leticia Spiller, Alexia Dechamps, Anna Machado, Dida Camero e Jaqueline Farias
Homens Jarro | André Américo, Daniel Martins, Du Machado, Fernando Gajo, Pablo Vares e Rafael Kalil

Direção Musical | João Paulo Mendonça

Produção Musical | André Américo, Daniel Martins, Du Machado, Fernando Gajo, Pablo Vares e Rafael Kalil

Eletrônica ao vivo e difusão| João Paulo Mendonça

Direção de Arte e Espaço Cênico | José Dias

Figurinos | Lulu Areal

Iluminação | Jorge Farjalla, Jessica Catharine e José Dias

Preparação Corporal | Jorge Farjalla

Preparação Vocal | Patrícia Maia

Maquiagem e Visagismo | Anderson Calixto

Fotografia | Carol Beiriz

Design Gráfico | Julia Sampaio

Assessoria de Imprensa | Morente Forte

Ass. Direção | Diogo Pasquim e Raphaela Tafuri

Camareiro | José Lima

Contrarregra | Márcio da Silva

Produção Executiva | Sandra Valverde

Direção de Produção | Lu Klein

Transportadora Oficial | Avianca

Realização MRM Produções

 

HOJE É DIA DE MARIA, A FÁBULA MUSICAL (OPINIÃO)

          “Sonhos são o alimento para a alma. Fazem com que consigamos enxergar saídas em momentos onde elas não estão tão visíveis”.

Assistimos “Hoje é dia de Maria, a Fábula Musical” ontem (03/10) na sessão para convidados. E já entregando spoilers, amamos o que vimos (mas leia a nossa opinião inteira, você irá gostar).

Esqueça a minissérie transmitida pela rede Globo em 2005. O espetáculo assemelha-se mais ao texto original, escrito por Carlos Alberto Soffredini, adaptado por Francisca Braga.

Como diz o título, uma fábula brasileira descortina-se no palco do Teatro Cetip, desde o dia 30 de setembro, em sessões de sexta a domingo. Mas como as fábulas, ela não deve ser vista com os olhos materiais, mas sim com o olhar da imaginação e da pureza das crianças. “Quem tiver olhos para ver, que veja.

Sinopse

O musical conta a história de Maria. Uma menina como qualquer outra. Vive no interior do estado de São Paulo com sua família, ou o que restou dela. Órfã de mãe, mora apenas com o pai num sítio humilde. Seus irmãos foram todos embora para lutar pelo sustento numa outra fazenda. Em mais um infortúnio da vida, ela sofre um abuso pelas mãos do pai.

É quando chega no sítio uma senhora viúva, vinda com sua filha. Cuida de Maria e casa com seu pai. Mas a madrasta não é tão boa assim. Quando o pai sai de casa para cuidar dos negócios, a senhora transforma Maria em sua empregada. Para fugir dos maus tratos, Maria inicia uma viagem a procura das “franjas” do mar. Esta jornada será decisiva para o seu crescimento pessoal.

“A Jornada de Maria”

Soffredini ao escrever sua peça, bebeu dos contos de Câmara Cascudo e Silvio Romero (“A Menina da Figueira”, “Lenda do Dia e da Noite” e “Cinderela”). Mas pode-se ir mais além. Foi influenciado pelo que o antropólogo americano Joseph Campbell denominou de “A Jornada do Herói

O conceito criado por Campbell é uma mescla dos arquétipos (Jung), com as forças inconscientes (Freud), com a estruturação dos ritos de passagem (von Gennep). Apresenta uma estrutura própria, que é dividida em três partes: a Partida (ou Separação), a Iniciação e o Retorno.

Esta estrutura está presente em vários mitos (fábulas), como é o caso das histórias de Prometeu, Osíris, Buda, Jesus Cristo, Cinderela, e Hoje é Dia de Maria.

Maria precisa ter o seu crescimento pessoal. Se continuar vivendo no sítio, como uma ‘princesa’, não crescerá, não se tornará mulher dona de si. Será sempre dependente de uma figura masculina (pai, marido). As coincidências da vida fazem com com que ela parta (Partida) em busca da sua jornada (a ‘busca pelas franjas do mar’).

Durante esta procura, vive uma série de aventuras (Iniciação), pelo país do sol a pino, até o encontro com os índios que guardam a noite dentro de um coco. Mas ela não está só. Como todo bom herói, Maria tem os seus protetores – os Encantados (Água, Fogo, Terra, Ar e Conexão com Deus). Não podendo esquecer o principal, o Pássaro Incomum (a força interna que transforma a dor em renovação, que nos faz prosseguir).

Ao término desta aventura (Retorno), Maria atingiu o conhecimento pleno. Madura e consciente de si, dona de um poder pessoal, perdoa o pai, abandona o destino que se repetirá com o casamento com o príncipe e parte novamente para novas jornadas.

P.S. Quer saber mais? Leia o livro “O Herói de Mil Faces” (editora Pensamento) ou “O Poder do Mito” (editora Palas Athena), ambos de Joseph Campbell.

Opinião

Pode-se dizer que o musical também é um pouco de uma das jornadas da atriz/produtora/coreógrafa/diretora Lígia Paula Machado. A montagem deste texto era um dos seus sonhos. E foi feito no momento certo. Precisou cada peça produzida antes para que chegasse neste resultado apresentado. É a conclusão vitoriosa de sua jornada.

Lígia uniu-se, como ela diz, de amigos (família) para este projeto, que encerra o ciclo de musicais luso-brasileiros (“O Primo Basílio, o Musical” e “Lisbela e o Prisioneiro, o Musical“). Estão presentes :

Francisca Braga, na adaptação do texto e escolha das músicas. As canções – de grandes artistas (Victor e Leo, Caetano Veloso, Renato Teixeira, Jessé, entre outros) ou de domínio público – parece que foram feitas especialmente para a peça. Suas letras casam perfeitamente com o que os personagens precisam falar naquele momento específico

Já que falamos da música, temos a direção musical e arranjos lindos de Dyonisio Moreno, que escolheu a dedo os músicos que acompanhariam a jornada desta heroína. O som, feito por André Breda, preenche todo o espaço interno do teatro. Realmente uma pena que não teremos o registro em cd deste espetáculo, para podermos ouvir em casa.

Falando de escolha a dedo, temos o elenco: Luiz Araújo, que foi par romântico de Lígia em outras produções, está lá novamente com sua voz e atuação marcante. Kleber Montanheiro que faz uma madrasta má (honrando a tradição), maravilhosa e divertidíssima. Cleto Baccic que se junta a trupe de amigos, com toda sua forma de interpretar e cantar única (bom tê-lo novamente nos palco). Acompanhados de Camila Brandão, Felipe Machado, Alberto Goya, Guilherme Pivetti, João Canedo, Roger Ciel, Vittor Fernando e Hicaro Nicolai, que se multiplicam e ocupam todo o espaço cênico com suas coreografias, canto e atuação.

Kleber também é responsável pelos figurinos e cenários que retratam a simplicidade do interior do país, mas com uma riqueza de detalhes que fica lindo de se ver. Está lá presente a estrutura do circo de Leléu (Lisbela e o Prisioneiro, o Musical), transformado na casa de Maria. É uma estrutura circular, que mostra movimento; que tudo tem um início, meio e fim, e um recomeço; e serve para o caminhar da protagonista.

Para finalizar, tem a presença de Dan Rosseto, que juntamente com Lígia, Kleber e Dyonisio, colocou as peças todas juntas, e formou este espetáculo que é uma linda opção de entretenimento para toda a família. Prevejo várias indicações para os prêmios teatrais do próximo ano.

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Cleto Baccic, Dyonisio  Moreno, Dan Rosseto, Ligia Paula Machado, Francisca Braga, Kleber Montanheiro e Luiz Araújo

Uma música que combina com a jornada da heroína, e faz parte da trilha sonora da peça, é “Tocando em Frente“, de Almir Sater e Renato Teixeira, que diz assim em um trecho:

“Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz”

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Hoje é Dia de Maria – A Fábula Musica
Com Ligia Paula Machado, Cleto Baccic, Kleber Montanheiro, Luiz Araújo, Camila Brandão, Felipe Machado, Alberto Goya, Guilherme Pivetti, João Canedo, Roger Ciel, Vittor Fernando e Hicaro Nicolai
Músicos: João Paulo Pardal (guitarra), Murilo Emerenciano (piano), Renan Cacossi (flauta), Guto Brambilla (baixo), Felipe Machado (violão), Jonatan Motta(violino), Mathilde Fillat (violino), Rafael Lourenço (Percussão).
Teatro Cetip (Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo).
Duração 145 minutos
30/09 até 27/11
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$60 / $120
Classificação 12 anos
Texto: Carlos Alberto Soffredini
Adaptação do roteiro original: Francisca Braga
Equipe de Direção: Dan Rosseto, Ligia Paula Machado e Kleber Montanheiro
Direção Musical: Dyonisio Moreno
Cenografia e Figurinos: Kleber Montanheiro
Coreografias: Ligia Paula Machado
Designer de Som: André Breda
Designer de Luz: Wagner Pinto
Supervisão Circense: Circo Garcia
Técnicos de palco: Jackson Oliveira e Beto Boing.
Assistentes de produção: Tiago Queiroz e Wallace Toledo
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara
Realização: MP Produção Cultural

O PALHAÇO E A BAILARINA

A fábula musical O Palhaço e a Bailarina é uma linda e comovente história de amor vivida e sonhada com muito ardor e felicidade por um casal de artistas, um palhaço e uma bailarina. Ambos vivem e trabalham juntos em um circo, cujo administrador é um carrasco e fracassado domador de leões, que alimenta uma paixão platônica pela bailarina dos ares.

Por conta da maldade e sua insatisfação como dono do circo, sempre tratou seus artistas mal, deixando-os muitas vezes sem seu mísero pagamento semanal. Tudo muda de figura quando um dia Tombo, o torpe patrão, perde muito de seu dinheiro e parte de seu circo no jogo de cartas e por conta deste vício acaba indo à falência. Tombo vê-se obrigado a demitir todos os artistas de sua trupe menos a graciosa bailarina Anabel, que por sua vez é levada por ele e acorrentada a uma enorme ‘caixinha’ de música. Ela é obrigada a ficar ao seu lado apresentando-se para pequenos públicos no intuito de arrecadar algum dinheiro para o domador.

O Palhaço é arrancado de sua bailarina, e se vê apresentando em ruas e praças onde segue ganhando sua vida com sua graça e sua arte mundana. Ele vive solitário, pensando porque ela ainda não o encontrou. Eis então, que tomado por sua coragem e bravura, o Palhaço parte decidido a encontrar sua companheira, para revelar-lhe seu carinho e admiração. Uma aventura cheia de surpresas e desafios que somente quem ama de verdade sente-se disposto a enfrentar. Mesmo sabendo que terá de vencer seu próprio medo, o Palhaço vai destemido ao encontro dos perigos e obstáculos que os aguardam.

Veja a matéria que fizemos com os atores Kiara Sasso e Lázaro Menezes, durante a primeira temporada no Teatro Porto Seguro.

O Palhaço e a Bailarina
Com Kiara Sasso, Lázaro Menezes e Marcelo Góes
Teatro Cetip (Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 65 minutos
08/10 até 27/11
Sábado – 16h; Domingo – 12h
$60 (crianças que forem vestidas de palhaço ou bailarina pagam R$ 10 de entrada)
Classificação livre
Concepção e Texto Lázaro Menezes
Música Adrian Steinway e Kiara Sasso
Letras Kiara Sasso
Tema e Canções Adicionais Kiara Sasso e Lázaro Menezes
Músicas Incidentais Guilherme Terra
Arranjos e Direção Musical Guilherme Terra
Direção Lázaro Menezes e Kiara Sasso
Coreografia Anelitta Galo
Cenografia Lázaro Menezes
Cenotécnica Tato Menezes, Carlos Tibúrcio, Alex T. Santiago, Maycon Marcondes, Betão Serralheria, Roberto Vidal, Esequiel Tibúrcio Jr. “Pateta” e Mara César
Diretor de Palco Rafael Moreno
Maquinista Marcel Marciano
Rapel e Segurança Aérea Marcel Marciano
Figurino Ligia Rocha e Kiara Sasso
Peruca Simone Momo
Visagismo Kiara Sasso
Alfaiate Domingos de Lello
Modelistas Angela May e Juliana Queiroz
Costureira Carmelita Guimarães
Designer de Luz Drika Matheus
Designer de Luz Associado Rogério Cândido
Operadores de Luz Drika Matheus e Rogério Cândido
Canhoneiros Douglas Amorim, Fábio Govith e François Moretti
Designer de Som Gabriel D’Angelo
Designers de Som Associados Bruno Pinho, Gabriel Bocutti, e Alexandre Martins “Japa”
SFX Luciano Monson
Operador de Som Alexandre Martins “Japa”
Design Gráfico Vicka Suarez
Fotografia Caio Gallucci
Assessoria de Imprensa T4F
Vídeos para Redes Sociais Desteatrando
Direção de Produção Kiara Sasso e Lázaro Menezes
Gerente de Produção Egberto Simões
Produtora Tatiana Véliz “Chilena”
Produtora Executiva Manu Littiery
Assistente de Produção / Contra-regra Rodrigo Burgese “Di”

HOJE É DIA DE MARIA – A FÁBULA MUSICAL

A MP Produção Cultural, após os sucessos dos musicais “O Primo Basílio” e “Lisbela e o Prisioneiro”, com temporadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, várias indicações a prêmios e mais de 80 mil espectadores, fecha sua trilogia de musicais luso brasileiros com “Hoje é Dia de Maria – A Fábula Musical”.

O espetáculo, estrelado por Ligia Paula Machado, estreia no dia 30 de setembro no Teatro Cetip. Adaptado do roteiro original de Carlos Alberto Soffredini, por Francisca Braga, “Hoje é Dia de Maria – O Musical” conta a história de uma menina pobre, do sertão paulista, que de tanto ser mal tratada por sua madrasta e seu pai, resolve sair em busca de seu sonho: encontrar as franjas do mar.

Inédito nos palcos, o romance de Soffredini é inspirado na coletânea de contos de Câmara Cascudo e Silvio Romero, com destaque para “A menina da figueira”, “Lenda do Dia e da Noite” e “Cinderela”.

A partir destes contos e do folclore brasileiro, Soffredini criou o seu texto original, compondo assim uma paráfrase, elemento característico de sua dramaturgia como o bem e o mal, o medo e a esperança, a força e a tristeza.

Importante autor teatral, dedicou sua vida a escrever e decifrar a cultura popular nacional traçando um paralelo com a realidade brasileira. Ao parafrasear os contos de tradição oral Soffredini desafia o final das histórias e muda o destino de sua heroína. As franjas do mar traduzem em linguagem poética a energia vital que leva Maria para um destino diferente dos traçados nas histórias.

Na versão levada aos palcos será estimulado o lúdico, através das músicas, coreografias de sapateado americano e irlandês, ballet clássico, acrobacias de solo e aéreas, dialogando entre o erudito e o popular, criando uma atemporalidade.

Nessa transposição para o teatro, “Hoje é Dia de Maria” terá uma tripla direção com Dan Rosseto, Ligia Paula Machado e Kléber Montanheiro, além de Dyoníso Moreno na parte musical. Eles coordenarão uma equipe de 05 atores, 06 bailarinos e 08 músicos.

No repertório musical canções populares e grandes compositores (Caetano Veloso, Catulo da Paixão Cearense, Gonzaguinha, Renato Teixeira, Marisa Monte, Vinicius de Moraes, Herivelto Martins e até Victor e Léo), ajudando a contar essa fábula.

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Dan Rosseto, Ligia Paula Machado e Kléber Montanheiro. Crédito: Caio Gallucci .

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Dyonísio Moreno (diretor musical), Luiz Araújo, Kléber Montanheiro, Ligia Paula Machado, Cleto Baccic, Dan Rosseto e Francisca Braga (adaptadora). Crédito: divulgação.

Hoje é Dia de Maria – A Fábula Musical
Com Ligia Paula Machado, Cleto Baccic, Kleber Montanheiro, Luiz Araújo, Camila Brandão, Felipe Machado, Alberto Goya, Guilherme Pivetti, João Canedo, Roger Ciel, Vittor Fernando e Hicaro Nicolai
Músicos: João Paulo Pardal (guitarra), Murilo Emerenciano (piano), Renan Cacossi (flauta), Guto Brambilla (baixo), Felipe Machado (violão), Jonatan Motta(violino), Mathilde Fillat (violino), Rafael Lourenço (Percussão).
Teatro CETIP (Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo).
Duração 145 minutos
30/09 até 27/11
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$60 / $120
Classificação 12 anos
Texto: Carlos Alberto Soffredini
Adaptação do roteiro original: Francisca Braga
Equipe de Direção: Dan Rosseto, Ligia Paula Machado e Kleber Montanheiro
Direção Musical: Dyonisio Moreno
Cenografia e Figurinos: Kleber Montanheiro
Coreografias: Ligia Paula Machado
Designer de Som: André Breda
Designer de Luz:
Supervisão Circense: Circo Garcia
Técnicos de palco: Jackson Oliveira e Beto Boing.
Assistentes de produção: Tiago Queiroz e Wallace Toledo
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara
Realização: MP Produção Cultural

OS HOMENS SÃO DE MARTE… E É PRA LÁ QUE EU VOU!

 

Mônica Martelli volta para nova temporada em São Paulo da comédia Os Homens São De Marte… E É Pra Lá Que Eu Vou! a partir de 20 de janeiro, sexta-feira, às 21h, no Teatro Cetip. A peça é baseada em histórias vividas pela atriz, que além de atuar, também é autora da montagem com direção de Victor Garcia Peralta.

Mônica Martelli em cena 4A peça trata do grande dilema vivido pelas mulheres solteiras: a busca de um grande amor. Toda mulher já foi, é, ou será protagonista desta história de aventuras, ilusões, alegrias, tentativas, desencontros, equívocos, adrenalinas, dúvidas e solidão. Os Homens são de Marte… E é para lá que eu vou! conta a história de Fernanda (Mônica Martelli), 39 anos, solteira, jornalista formada, mas que trabalha com eventos e organiza festas de casamento. Ela está em busca do amor e se envolve tão intensamente com os vários tipos de homens que chega a ficar muito parecida com cada um deles, independente dos tipos físicos, das condições sociais, raciais ou econômicas.

Cada homem que ela encontra pode ser seu grande amor. Fernanda se relaciona com um político, um playboy rico, um alternativo do Sul da Bahia e um gay. O tempo que ela gasta com os homens daria para dar uma volta ao mundo e ainda ter estudado a história de todas as civilizações. Mesmo assim, ela insiste porque para ela a vida sem um amor é uma vida em preto e branco.

Na verdade, a busca pelo amor pode ser uma oportunidade de aprendizado. Mas para quem está solteiro não é bem assim. É castigo. Quem está solteiro quer encontrar um amor e ponto final. Só não sabe como.

De forma muito divertida, emocionante e com um final surpreendente, a peça fala do amor e da falta dele. Tudo isso com um tipo de humor que as mulheres conhecem muito bem: rindo das suas próprias desgraças.

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Os Homens são de Marte… E é pra lá que eu vou!
Com Mônica Martelli
Teatro Cetip (Rua Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
20/01 até 05/02
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
$70/$100
Classificação 14 anos

HOJE É DIA DE MARIA, O MUSICAL

Após encerrar a temporada de “Blink“, inspirada no suspense homônimo do britânico Phil Porter, a atriz Lígia Paula Machado anunciou ontem o seu próximo projeto – “Hoje é Dia de Maria, o Musical“.

O espetáculo é baseado no texto do dramaturgo Carlos Alberto Soffredini. O texto também foi adaptado para a televisão, sendo transformado em uma série de 8 capítulos, exibida em janeiro de 2005, onde apareceu a atriz mirim, Carolina Oliveira.

Carlos Alberto Soffredini

cult036cFoi diretor, dramaturgo e autor de roteiros e novelas. Nasceu na cidade de Santos (SP), em 1939; e faleceu em 2001. Fundou o grupo de teatro Mambembe. Escreveu peças como “Na Carreira do Divino”, “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu”, “Pássaro do Poente” e “Vacalhau e Binho“, entre outras. Para a televisão, escreveu a novela “Brasileiros e Brasileiras“. Como cineasta, escreveu o roteiro de “A Marvada Carne“, que foi inspirada na sua peça “Na Carreira do Divino”. Ganhou prêmio Mambembe, prêmio do Serviço Nacional de Teatro e o Kikito no Festival de Gramado.

Sempre teve o desejo de levar histórias sobre o povo brasileiro aos palcos, através de uma linguagem popular, da utilização da arte do  circo-teatro e das revistas. Segundo enciclopédia do Itaú Cultural, Soffredini “sempre se lançou à experimentação, transpondo histórias populares para o teatro, buscando não a reprodução realista das formas populares, mas a revelação do universo poético presente em seus conteúdos

Hoje é Dia de Maria

É o que acontece na sua peça/fábula “Hoje é dia de Maria“. Uma história, que se passa no sertão paulista, de uma menina que cansada de ser maltratada por sua madrasta resolve fugir de casa em busca das franjas do mar. Nesta viagem a menina passa por diferentes contos e diversos mundos.

ANUNCIO JORNAL-01

O musical

Hoje é dia de Maria, o Musical” inspirou-se nesta paixão de Soffredini em utilizar a linguagem do circo-teatro. Para as audições, é requisito saber artes circenses para a maior parte do elenco.

A própria Ligia Paula Machado, em seu último espetáculo “Lisbela e o Prisioneiro, o Musical“, também aprendeu números da arte do circo, como lira e pano acrobático, para dar vida à Lisbela.

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Ligia Paula Machado e Luiz Araújo em “Lisbela e o Prisioneiro, o Musical”

O espetáculo tem estreia prevista para outubro deste ano no Teatro Cetip. A montagem terá a direção de Dan Rosseto, Kleber Montanheiro e da própria Lígia, que também estará no elenco.

5 MOTIVOS (+1) PARA ASSISTIR “GABRIELA, UM MUSICAL”

Após 58 anos de ter sua história contada em livro, através das mãos de Jorge Amado, Gabriela estreia hoje no Teatro Cetip, em São Paulo. E João Falcão, o diretor e adaptador, inovou – o livro virou um musical.

Fomos assistir “Gabriela, um Musical” e ficamos já apaixonados. O espetáculo é gostoso de se ver; surpreende pelas escolhas do diretor pela forma de contar a peça; o elenco é maravilhoso; você não percebe o tempo passar.

Com certeza, um musical que deve ser visto e revisto. Uma vez só não dá conta para tudo o que se passa no palco. Para fazer com que você vá também ao Teatro Cetip assistir “Gabriela, um Musical“, escolhemos cinco motivos (mais um).

 

1 – A história

A obra de Jorge Amado é um dos seus mais célebres romances. Já foi traduzida para mais de trinta idiomas. Foi adaptada para a televisão, cinema, teatro e até quadrinhos. A história é do ciclo do cacau. Mostra a cidade de Ilhéus (Bahia) que ainda vive sob o domínio dos coronéis do cacau (coronel Ramiro Bastos), mas que está num período de mudança pela chegada da modernidade, através da vinda do estrangeiro (o empresário Mundinho Falcão). É este que trará o novo para a cidade, através da abertura do porto da cidade aos grandes navios.

E no meio de tudo isso, tem-se a história de Gabriela, um espírito livre. Fugida da seca, ela chega a Ilhéus e conhece o turco Nacib. Vai trabalhar para ele no seu restaurante, o Vesúvio. Ambos se apaixonam. Mas no momento em que Nacib quer prendê-la – através do casamento e de todas as convenções conjugais – ela foge. Afinal, ela “nasceu assim, vai ser sempre assim…”

Em “Gabriela, um Musical”, de João Falcão, a história (e seus personagens) é o centro do espetáculo. As canções, os figurinos, a iluminação estão lá dar suporte para que ela seja bem contada.

2 – Daniela Blois

Entre cerca de 700 candidatas, João Falcão apaixonou-se por Daniela Blois, uma paraense, formada em medicina e que cantava na noite de Manaus. E você também se apaixonará. Esqueça o papel de sedutora vivida por Sônia Braga na tv e no cinema. A Gabriela de Daniela Blois (e de João Falcão) mistura um quê de inocência com o frescor da juventude.

Mesmo sendo seu primeiro trabalho, Daniela solta-se no palco (na coletiva, ela estava bem mais contida). Atua e canta muito bem. Ela criou a sua Gabriela. E, sem sombra de dúvida, conquistará a plateia.

3 – Elenco

João Falcão gosta de trabalhar com o ator. Deixa-o livre para poder receber seu feedback, e com isso, vai orientando-o em como construir o personagem. Tanto que no início dos ensaios, nenhum dos atores (excluindo Daniela Blois) sabia qual personagem faria. Ele queria testá-los, percebê-los. Queria que o personagem aflorasse no ator. E o resultado? Cada ator faz mais de um personagem (seja homem, mulher, jovem ou de idade).

O que se vê no palco é um conjunto da escolha do elenco por parte de João Falcão e equipe; o trabalho do próprio ator (um elenco primoroso); e a preparação corporal e coreográfica de Lu Brites. Para fazer jus, tem-se que parabenizar todo o elenco pelo trabalho apresentado. Realmente, um trabalho de equipe.

4 – Iluminação, Visagismo e Arte

No palco chove, faz sol, escurece, vê-se a luz da lua pela fresta do telhado, sente-se o calor insuportável do sertão nordestino,… Circulam coronéis, empresários, retirantes, senhoras de idade, crianças, estudantes,… Tudo em um palco limpo com três esteiras rolantes, por onde passam os cenários e atores. Cada cena é uma surpresa para a visão.

Resultado do trabalho das mãos de Cesar de Ramires e equipe (design de luz); Simone Momo e Roger Ferrari e equipe (visagismo), e Simone Mina e equipe (arte, cenografia e figurinos)

5 – Música

A música é mais um personagem da peça. Um não. São 30 personagens (canções) que se apresentam no palco durante os 160 minutos. Todos foram escolhidas por João Falcão em conjunto com Tó Brandileone.

No musical, estão presentes os clássicos da tv (Modinha para Gabriela, Tema de Amor de Gabriela e Vatapá) com novas escolhas. Passeiam pelo palco Gonzaguinha, Vinícius de Moraes, Milton Nascimento, Marisa Monte, Pixinguinha, Martinho da Vila, Skank, Lulu Santos, entre outros.

E todas as canções em arranjos feitos por Tó Brandileone com Guilherme Borges (que também atua na peça)

Tivemos que criar o sexto motivo para falar dele, já que se faz presente em todos os outros cinco motivos citados acima.

6 – João Falcão

João Falcão é único. Você sabe reconhecer seus trabalhos. E a cada novo, ele consegue surpreender. Por mais que você o assista, mais impressionado ficará pela forma que ele conta a nova história. Ele não se repete, ele se aprimora. Ele exerce o papel de maestro de uma orquestra. João instiga e inspira o trabalho de todos os envolvidos para transformar em um lindo espetáculo.

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Gabriela, um Musical

Com Almério, Bruce de Araujo, Bruno Quixotte, Daniela Blois, Danilo Dal Farra, Eliane Carmo, Frederico Demarca, Guilherme Borges, Ingrid Gaigher, Isadora Melo, Juliana Linhares, Leo Bahia, Luciano Andrey, Luísa Vianna, Mauricio Tizumba, Marcel Octavio, Natasha Jascalevich, Rafael Lorga, Tamirys O’hanna, Thomás Aquino e Vinicius Teixeira.
Teatro Cetip (Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 160 minutos
09/06 até 07/08
Quinta e Sexta – 21h; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 16h e 20h
Recomendação livre
$50 / $190