NA CASA DO RIO VERMELHO – O AMOR DE ZÉLIA E JORGE

Na Casa do Rio Vermelho” – o amor de Zélia e Jorge, peça com texto e direção de  Renato Santos e interpretação de Luciana Borghi estreia em São Paulo, em curta temporada (de 29 de setembro a 28 de outubro), no Teatro Décio de Almeida Prado.

A peça estreou este ano em Salvador, no dia do aniversário de Zélia Gattai (2 de julho), no atual memorial Casa do Rio Vermelho, onde o casal de escritores viveu cerca de 40 anos. Depois seguiu em cartaz na cidade durante todo mês em ocasião do centenário da autora, fotógrafa e memorialista na Fundação Casa de Jorge Amado, no coração do Pelourinho e no próprio Memorial, aos domingos e agora chega a São Paulo para depois iniciar turnê pelo país.

Zélia Gattai é considerada uma das melhores escritoras memorialistas do país, que influenciou várias gerações de mulheres brasileiras. “Interpretar esta mulher precursora intuitiva do movimento de libertação do poder da mulher é um privilégio em minha trajetória”, diz a atriz Luciana Borghi.

A construção da peça é uma composição de fatos relatados por seus amigos e familiares, trechos de obras e entrevistas, além de uma intensa pesquisa do diretor e da atriz sobre a vida e obra de Zélia. Tudo acontece num simples momento em que Zélia vai se despedir sozinha da casa do Rio Vermelho e acaba por se transformar personagem de sua própria história. “Zélia é uma escritora memorialista e a narrativa dos seus livros é a partir de si mesma, por isso criamos uma meta atuação onde Zélia vira personagem de sua própria história”, explica Renato Santos, autor e diretor da peça.

Renato Santos optou por uma forma naturalista na encenação, um cenário intimista que conduz o espectador à sala ou à varanda da casa na Bahia, permeado pelo desenho emocional da memória de Zélia formado também por músicas de Dorival Caymmi e Vinicius de Moraes, amigos do casal.

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Na Casa do Rio Vermelho
Com Luciana Borghi 
Teatro Décio de Almeida Prado (R. Cojuba, 45 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 75 minutos
29/09 até 28/10
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$20
Classificação 12 anos

 

COLIBRI O ATOR CEGO

Sinopse:

Como se traduz a beleza senão visualmente? Quantos outros atores cegos eu já vi em cena?  Ao entrar no camarim de um teatro, o ator cego, antes de sua sessão, de repente depara-se com algumas pessoas que o observam. O artista dividi com a plateia suas histórias. No decorrer desse monólogo, quase diálogo, Colibri transmuta-se em criatura mitológica, tia velha e esnobe, e faz recitações de textos já apresentados em sua vida no palco.

Abaixo o trailer da peça, que entra em cartaz, hoje, 30 de junho de 2017 no Teatro Décio de Almeida Prado.

Encenação:

O monólogo propõe misturar realidade e ficção. Tal mistura, porém, acontece com tamanha naturalidade que não se consegue diferenciar a vida do ator em cena e da história que ele conta para a platéia. Este efeito, em lugar de confundir, promove a aproximação de quem acompanha o texto com relação a quem o revela.

Paralelamente, lançando mão de um senso estético simples e poético, a direção explora ao máximo as capacidades do ator em questão. Fazendo-o, durante a peça, transformar-se em duas figuras distintas, reforçando assim a meta-realidade estabelecida desde o início. Com isso, demonstra que o poder de comoção de um artista deficiente não está em suas inabilidades. Pelo contrário, está naquilo que ele é capaz de realizar em seu trabalho.

A cenografia e figurino, objetivamente, servem a seus propósitos teatrais lógicos, além de terem sido pensados para favorecer a movimentação de seu personagem, sem que isso signifique a inibição de ações.

O texto, propriamente dito, carrega consigo momentos de lirismo e de humor ácido e até febril. Com o intuito de fazer refletir sobre as condições dos deficientes em nossa sociedade, “Colibri” quer atingir sua meta com inteligência e sagacidade. Conjuntamente, ele também contexta qualquer postura que ratifique o assistencialismo. Questão abordada de modo não direto, mas criticada por dois lados distintos: o de quem é assistido, e o de quem assiste.

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Colibri o Ator Cego
Com Edgar Jacques
Teatro Décio de Almeida Prado (R. Cojuba, 45 – Itaim Bibi, São Paulo)
30/06 até 30/07 (Audiodescrição e Tradução em Libras (02 e 16 de julho)
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20
Classificação 10 anos
 
FICHA TÉCNICA
Autor e Intérprete Edgar Jacques
Direção Kleber Góes
Preparação Corporal Jeff Celophane
Fotos Espetáculo Ricardo Tanoeiro
Fotos Mãos Natália Tenório
Vídeo Max Guimarães
Cenografia e Figurino Jeff Celophane
 
AUDIODOC | Vozes
Adriana Fonseca Morello
Eber Anacletto
Lara Souto Santana
Nelson Rodoveri Júnior
Verônica Batista
Victoria Schechter
Roteiro Audiodescrição
Lívia Motta | Ver Com Palavras
APOIO
• Ver Com Palavras – Audiodescrição
• Cenografia Sustentável
• Cia Ballet de Cegos Fernanda Bianchini
• Fundação Dorina Nowill
• Instituto Benjamin Constant
• Memorial da Inclusão | Secretaria dos Direitos da pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo
• Galeria Olido | Centro de Dança Umberto da Silva da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo
• FESCETE | Festival de Cenas Teatrais (Santos/SP)

NOITE ENTRE AVÓS

 Depois de um longo período apenas com apresentações musicais, o Teatro Décio de Almeida Prado, no Itaim Bibi, em São Paulo, retorna com uma programação especial para os apreciadores de espetáculos que unem teatro e dança.

 Em março, a casa vai contar com o talento de Rodrigo Andrade da Cia O QUE DE QUE e o brilho da bailarina Andréa Fraga, parceira do ator na curta temporada. Em 60 minutos, o público vai conferir dois trabalhos que tratam de memórias e levam a plateia para o universo das lembranças.

Na peça RUA ORINDIUVA, antigo 87, Rodrigo Andrade apresenta relatos sobre os antigos moradores da residência da Vila Maria. Com o falecimento de seu tio Roberto em 2016, último morador da casa de seus avós, Rodrigo decide elaborar um vídeo do imóvel antes da venda. Por meio desse registro e de momentos relatados pelo ator, o público conhece a história de seus familiares e participa dessa bela homenagem.

 Já em Memórias Tecidas, Andréa Fraga fala da sua relação com a avó, em meio a uma série de artefatos de crochê, que retirados de uma mala, vão desencadeando lembranças e reflexões sobre a vida das duas.

 A temporada acontece de 3 a 26 de março de 2017 e os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada, válida para estudantes, idosos e professores da rede pública). Outras informações pelo site http://www.oquedeque.com.br/

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Noite Entre Avós
Teatro Décio de Almeida Prado (R. Cojuba, 45 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 60 minutos
03 a 26/03
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20
Classificação 16 anos
 
RUA ORINDIUVA, antigo 87
Texto, direção e interpretação: Rodrigo Andrade
Orientação de Pesquisa: Lu Favoreto
Vídeo Cenário: Aimê Uehara
Captação de Imagens: Fábio Supérbi e Henrique Lima
Produção: UM OITO Produções Artísticas
MEMÓRIAS TECIDAS
Concepção e interpretação: Andréa Fraga
Orientação cênica e pesquisa corporal: Lu Favoreto
Música: Renata Facury
Luz: Rodrigo Andrade