MOLIÈRE – UMA COMÉDIA MUSICAL DE SABINA BERMAN

Uma disputa bem-humorada entre a Comédia, representada por seu mais ilustre autor, Molière (vivido por Matheus Nachtergaele), e a Tragédia, personificada pelo poeta Jean Racine (Elcio Nogueira Seixas) estreia no Teatro do Sesi-SP a partir de 20 de abril. O espetáculo Molière – Uma Comédia Musical de Sabina Berman fica em cartaz até 29 de julho, com entrada gratuita.

Embalada por músicas de Caetano Veloso, executadas ao vivo e com arranjos originais do maestro Gilson Fukushima, montagem faz parte do projeto de intercâmbio cultural promovido pelo Sesi-SP e o Teatro Promíscuo para valorizar a dramaturgia latino-americana. A peça marca a estreia da obra teatral da renomada dramaturga mexicana Sabina Berman no Brasil. O espetáculo é dirigido por Diego Fortes, ganhador do Prêmio Shell em 2017 pelo espetáculo O Grande Sucesso.

Inspirada no próprio teatro de Molière, que fundia vários estilos em uma mesma obra (Commedia Dell’Arte; influências renascentistas e barrocas; humor satírico), a encenação busca integrar linguagens diversas em uma intensa dinâmica cênica.  “A fusão de linguagens de Molière e a autenticidade de suas criações nos possibilitaram misturar cores e texturas com extrema liberdade, procurando sempre uma encenação em que regras pudessem ser quebradas”, diz o diretor Diego Fortes.

Em cena, quatorze atores e músicos vão narrar o inusitado conflito entre formas opostas de pensar o mundo, expressas pelas famosas máscaras do Teatro: uma ri malandramente de tudo e de todos, a outra mostra reverência e temor diante da dor e da morte. O embate épico entre estas duas faces da vida tem como cenário a corte carnavalesca de Luis XIV, o Rei Sol (Nilton Bicudo), na França.

Amado pelo público e favorito do extravagante do rei, Molière trava uma luta tragicômica, com seu aprendiz Racine para manter a posição de dramaturgo mais prestigiado da corte. Enquanto isso, Arcebispo de Paris, grade entusiasta da guerra, Monsenhor Péréfixe (Renato Borghi), tentará se aproveitar do conflito para banir do reino o Teatro e seus artistas, endurecer a censura e lançar a França em uma era de conquistas, violência e sacrifício. É mais nobre fazer o público rir ou chorar? Os artistas devem mostrar o mundo como ele é ou como deveria ser? Porque proibir obras de arte e perseguir seus criadores? Até que ponto aqueles que criam devem submeter-se à vontade daqueles que pagam? Estas são algumas das grandes questões que permeiam o enredo do espetáculo inédito.

O cenário de André Cortez evidencia o jogo de transições entre teatro e realidade ao mesmo tempo em que dissipa os limites entre palco e plateia. O público, enquanto assiste a uma encenação de Molière ou de Racine, também acompanha as reações do Rei Luís XIV e do Arcebispo Péréfixe ao espetáculo. Os figurinos de Karlla Girotto brincam com a ideia irreverente de uma “França Tropical”, ou melhor, de uma delirante “Tropicália Francesa” irrompendo em plena corte absolutista do século XVII.

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Molière – Uma Comédia Musical de Sabina Berman
Com Matheus Nachtergaele, Elcio Nogueira Seixas, Renato Borghi, Nilton Bicudo, Rafael Camargo, Luciana Borghi, Georgette Fadel, Regina França, Marco Bravo, Débora Veneziani, Edith de Camargo, Fábio Cardoso, Maria Fernanda e Beatriz Lima
Teatro do Sesi-SP – Centro Cultural Fiesp (Av. Paulista, 1313 – Jardins, São Paulo)
Duração 120 minutos
20/04 até 29/07
Quinta, Sexta, Sábado – 20h, Domingo – 19h
Grátis. Reserva de ingressos pelo site http://www.centroculturalfiesp.com.br ou remanescentes diretamente na bilheteria do teatro (quarta a sábado, das 13h às 20h30 e domingo, das 11h) nos dias da apresentação.
Classificação 16 anos

A VISITA DA VELHA SENHORA

Clássico do suíço Friedrich Dürrenmatt, escrito em 1956, se mantém atual e apresenta um olhar irônico sobre a fragilidade dos valores morais, da justiça e da esperança

Texto do autor suíço Friedrich Dürrenmatt, A Visita da Velha Senhora volta ao palco do Teatro do SESI-SP sob a direção de Luiz Villaça. A montagem inédita, com Denise Fraga, Tuca Andrada, Ary França, Fábio Herford, Davi Taiyu, Maristela Chelala, Romis Ferreira, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho e Rafael Faustino, expõe a fragilidade dos valores morais e da noção de justiça quando a palavra é dinheiro. Em 2018, o espetáculo fica em cartaz de 24 de janeiro até 18 de fevereiro, com entrada gratuita

Na trama, os cidadãos da cidade de Güllen esperam ansiosos pela chegada da milionária Claire Zachanassian (vivida por Denise Fraga) – que promete salvá-los da falência. No jantar de boas-vindas, Claire impõe uma condição: doa um bilhão à cidade se alguém matar Alfred Krank, o homem por quem foi apaixonada na juventude e que a abandonou grávida por um casamento de interesse. Ouve-se um clamor de indignação e todos os habitantes de Güllen rejeitam a absurda proposta. Claire, então, decide esperar, hospedando-se com seu séquito no hotel da cidade.

A partir dessa premissa, Friedrich Dürrenmatt nos premia com uma obra-prima da dramaturgia, construindo uma rede de cenas que se entrelaçam, cheias de humor e ironia, onde os personagens vão, pouco a pouco, escancarando a fragilidade humana diante do grande regente de nossas vidas: o dinheiro.

A Visita da Velha Senhora é caracterizada por Dürrenmatt como uma comédia trágica. Seu texto faz uso do humor para a reflexão. Disseca os conflitos morais, as noções de ética, poder e justiça e as sutilezas de suas fronteiras. Até onde pode-se ir por dinheiro? O que significa justiça em nossos tempos? Até que ponto o valor moral da justiça se adequa ao poder econômico? Até que ponto a linha ética se molda ao poder? Até onde nos vendemos? E quanto nos custa a não submissão? Ao longo da história, o público se depara com questões que sempre estiveram em pauta na história da humanidade e que se apresentam agora mais atuais do que nunca.

Depois de dois anos e meio de A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht, e um ano e meio de Galileu Galilei, do mesmo gênio alemão, sou mais uma vez surpreendida pela potente atualidade de um clássico. Não foi por acaso que cheguei a Dürrenmatt. Foi discípulo, bebeu em Brecht. Lá está o mesmo fino humor, a mesma ironia e teatralidade. Dürrenmatt também se faz valer do entretenimento para arrebatar o público para a reflexão”, afirma Denise Fraga.

Na peça Alma Boa de Setsuan, a personagem principal perguntava “como posso ser boa se eu tenho que pagar o aluguel? Como posso ser bom e sobreviver no mundo competitivo em que vivemos? ”. Em Galileu Galilei, o questionamento central era “como posso ser fiel ao que penso sem sucumbir ao poder econômico e político vigente? Como manter meus ideais comprando meu vinho bom?”. Para Denise Fraga, “encenar a Visita depois de A Alma Boa e Galileu é quase como completar uma trilogia. A trilogia de nosso eterno dilema entre a ética e o ganha pão”.

Em cada uma das peças – Alma Boa, Galileu Galilei e A Visita da Velha Senhora – as relações de poder e os conflitos morais vividos pelos personagens são explícitos. A diferença é que Brecht prefere desconstruir as ilusões de que nos alimentamos e propor uma possível transformação, enquanto Dürrenmatt as mantém vivas e ri delas por serem apenas isso: ilusões, enganos pelos quais lutamos e sempre lutaremos.

A Visita da Velha Senhora conta com direção do cineasta Luiz Villaça, que depois do sucesso de Sem Pensar, de Anya Reiss, e A Descida do Monte Morgan, de Arthur Miller, retorna ao teatro. A montagem ainda conta com a sofisticação dos cenários e figurinos de Ronaldo Fraga, a batuta do maestro Dimi Kireeff na direção musical, o desenho de Luz de Nadja Naira, da Companhia Brasileira de Teatro; Lucia Gayotto, na direção vocal; Keila Bueno, nas coreografias e preparação corporal, e Simone Batata, no visagismo.

“A tragédia do mundo moderno só é passível de representação no palco como comédia. A comédia é a expressão do desespero”.
(Friedrich Dürrenmatt)

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A Visita da Velha Senhora
Com Denise Fraga, Tuca Andrade, Ary França, Fábio Herford, Davi Taiyu, Romis Ferreira, Maristela Chelala, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho e Rafael Faustino
Teatro do Sesi-SP (Av. Paulista, 1313 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 120 minutos
24/01 até 18/02
Quarta, Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h
Entrada Gratuita (Reservas antecipadas de ingressos online pelo portal http://www.sesisp.org.br/meu-sesi)
Classificação 14 anos

SENHOR DAS MOSCAS

Com direção de Zé Henrique de Paula, direção musical de Fernanda Maia e elenco de 13 atores, o texto de William Golding adaptado para o palco por Nigel Williams ganha tradução de Herbert Bianchi e Zé Henrique de Paula.

Senhor das Moscas reestreia no Teatro do SESI para temporada gratuita de 19 de agosto a 3 de dezembro. O elenco é composto por Arthur Berges, Bruno Fagundes, Davi Tápias, Felipe Hintze, Felipe Ramos, Gabriel Neumann, Ghilherme Lobo, Lucas Romano, Paulo Ocanha Jr., Pier Marchi, Rodrigo Caetano, Rodrigo Vellozo e Thalles Cabral.

Sinopse

Crianças inglesas de um colégio interno ficam presas em uma ilha deserta, sem a supervisão de adultos, após a queda do avião que as transportava para longe da guerra. Os meninos se vêm sob duas lideranças naturais: Jack está sempre preocupado em caçar, matar os porcos selvagens que existem na ilha, organizando sua equipe de caçadores; enquanto Ralph ocupa-se em deixar uma fogueira sempre acesa, para que possam ser, um dia, salvos. Ralph deseja voltar para o mundo moderno, para a civilização, enquanto Jack cada vez mais rompe seus laços com ela.

A situação se torna mais complexa quando aparece um “bicho” para aterrorizá-los. Então as crianças escolhem um símbolo sobrenatural: uma cabeça de porco espetada numa estaca, que eles batizaram como Senhor das Moscas e para quem pedem proteção contra os perigos da ilha.

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Sobre a encenação – por Zé Henrique de Paula

“Senhor das Moscas” é um clássico da literatura inglesa – escrito em 1954, em plena Guerra Fria, o romance se tornou um dos mais importantes do século XX e deu a William Golding um Prêmio Nobel de Literatura.  Mas o que existe nele que ainda possa nos interessar e, mais ainda, provocar interesse no jovem de hoje em dia?

Felizmente, a obra sobreviveu ao tempo e está mais atual do que nunca. Em tempos de grande agitação política, de ídolos instantâneos e de fluidez de identidade (especialmente entre os adolescentes), as aventuras de Jack, Ralph, Simon e Porquinho e seus dilemas éticos, morais e afetivos parecem ter sido escritos para o Brasil do século XXI. Como numa saga shakespereana em que há drama, comédia, luta, morte, natureza, aventura e religião – tudo junto numa só história – queremos dar combustível à peça através de uma de suas principais características: a velocidade e a ferocidade dos acontecimentos.

Há muito esse binômio ritmo acelerado/violência tem frequentado o cinema, as graphic novels, o videoclipe. No teatro, o fenômeno é sazonal: visitou os palcos na era elisabetana, reapareceu pontualmente em alguns momentos do século XX. Pois é esse binômio que queremos explorar, acreditando ser a matéria prima que trará à tona os grandes eixos temáticos da obra de Golding – a essência verdadeiramente bestial do ser humano; a luta pela civilização; a formação dos partidos (em sentido mais amplo, não o meramente político); o sentido de amizade, lealdade e a criação dos vínculos afetivos; a natureza do misticismo, a necessidade dos deuses e da epifania espiritual na vida dos homens.

O Núcleo Experimental tem como base de seu trabalho o ator. Aliado à síntese de elementos cênicos e à busca de bons textos, o trabalho dos atores é o foco de nossa pesquisa cênica. Pesquisamos a expressividade da ação física, o sentido de coesão e união cênica e, paralelamente, experimentamos os possíveis usos para a música e o canto no acontecimento teatral. Todos esses elementos permeiam a encenação de “Senhor das Moscas”, já que buscamos uma encenação limpa, de poucos elementos, com iluminação e música com alta significação cenográfica e direcionada aos quatorze intérpretes das crianças criadas por William Golding. Ele que é o nosso protagonista, uma vez que acreditamos que não há bom teatro se não iluminarmos, antes de mais nada, as ideias do autor.

Senhor das Moscas
Com Arthur Berges, Bruno Fagundes, Davi Tápias, Felipe Hintze, Felipe Ramos, Gabriel Neumann, Ghilherme Lobo, Lucas Romano, Paulo Ocanha Jr., Pier Marchi, Rodrigo Caetano, Rodrigo Vellozo e Thalles Cabral
Teatro do SESI (Av. Paulista, 1313 – Jardins, São Paulo)
Duração 90 minutos
17/08 até 03/12
Quinta, Sexta e Sábado – 15h; Domingo – 14h30
Entrada Gratuita
Classificação 14 anos

A VISITA DA VELHA SENHORA

Os cidadãos de Güllen, uma cidade arruinada, esperam ansiosos a chegada da milionária que prometeu salvá-los da falência.

No jantar de boas-vindas, Claire Zahanassian, ex-moradora da cidade, impõe a condição: doará um bilhão à cidade se alguém matar Alfred Krank, o homem por quem foi apaixonada na juventude e a abandonou grávida.

Tendo a proposta rejeitada, Claire decide esperar hospedando-se com seu séquito no hotel da praça principal.

A partir dessa premissa, o suiço Friederich Dürrenmatt cria uma sequência tragicômica de cenas que expõe ao máximo a fragilidade moral do homem quando a palavra é dinheiro. Quem mata Krank? Cairá Güllen na tentação de satisfazer o desejo de vingança da milionária? Ou fará justiça? Até que ponto a linha ética enverga diante do poder do dinheiro?

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A Visita da Velha Senhora
Com Denise Fraga, Tuca Andrade, Ary França, Fábio Herford, Daniel Warren, Romis Ferreira, Maristela Chelala, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho e Rafael Faustino
Teatro do SESI (Av. Paulista, 1313 – Jardins, São Paulo)
Duração 120 minutos
18/08 a 26/11
Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 20h
Entrada grátis (reserva pelo site do SESI ou direto na bilheteria)
Classificação 14 anos

SENHOR DAS MOSCAS (OPINIÃO)

Doze jovens estudantes ficam presos em uma ilha desabitada, por causa da queda do seu avião. São de várias escolas e nem todos se conhecem. Precisam arrumar um jeito de sobreviverem, enquanto aguardam o momento de serem resgatados.

A peça é uma parábola sobre o Homem. Temos dentro de nós um dicotomia nata – o Bem e o Mal. Mesmo se recomeçássemos, incorreríamos nos mesmos erros. Queremos dominar o outro, mas passando uma imagem de que somos bons. Não há uma conversa, afinal só falamos e só escutamos o que nos convém. E através do  Poder, fazemos o que queremos – tudo por um Bem maior.

(Não é uma surpresa a realidade do nosso país estar assim. Só há duas classificações – ou você está a favor ou é contra. Não há margem para divergências).

(Desculpem a falta de imparcialidade, mas) amo as montagens do Núcleo Experimental. Há uma coesão na equipe coordenada pelas mãos de Zé Henrique de Paula e Fernanda Maia. Fazem Teatro – contam histórias e despertam sentimentos no público, é impossível sair incólume de suas montagens.

Há estruturas de madeiras que fazem de cenário para a peça, mas tudo está centrado na atuação dos doze jovens atores e na palavra (texto). Poderia falar dos dois pólos – Bruno Fagundes e Ghilherme Lobo, mas é um trabalho de grupo, onde todos têm seu destaque e importância para o resultado do espetáculo.

Você sai cansado do Teatro do SESI. Não é uma história para se divertir, mas sim para pensar e refletir pelos dias pós espetáculo. A única certeza é que o texto de William Golding (1954), montado pelo Núcleo Experimental, tem que ser visto.

(Curiosidade –  “O Senhor das Moscas” é uma tradução literal do nome hebraico de Ba’alzevuv, ou Belzebu)

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Senhor das Moscas
Com Arthur Berges, Bruno Fagundes, Davi Tápias, Felipe Hintze, Felipe Ramos, Gabriel Newman, Ghilherme Lobo, Lucas Romano, Paulo Ocanha Jr., Pier Marchi, Rodrigo Caetano, Rodrigo Velozo, Thalles Cabral
Stand-in: Gabriel Malo, João Paulo Oliveira e Luiz Rodrigues
Teatro do SESI (Av. Paulista, 1313 – Jardins, São Paulo)
Duração 90 minutos
04/05 até 26/11
Quinta, Sexta e Sábado – 15h, Domingo – 14h30
Entrada gratuita (reserva pelo site do SESI ou no dia da apresentação direto na bilheteria do teatro)
Texto: Nigel Williams
Tradução: Herbert Bianchi e Zé Henrique de Paula
Direção: Zé Henrique de Paula
Direção musical e preparação vocal: Fernanda Maia
Preparação de atores: Inês Aranha
Coreografia: Gabriel Malo
Cenografia: Bruno Anselmo
Figurinos: Zé Henrique de Paula
Iluminação: Fran Barros
Design de som: João Baracho
Assistente de direção: Rodrigo Caetano
Diretor residente: Lucas Farias
Assistentes de figurino: Danilo Rosa e Leandro Oliveira
Design gráfico e videos: Laerte Késsimos
Coordenação de produção: Claudia Miranda
Produção executiva: Louise Bonassi
Assistentes de produção: Laura Sciuli e Mariana Mello
Fotos: Giovana Cirne
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

SHAKESPEARE, O INDIVÍDUO, A NOZ E NÓS

O professor e historiador Leandro Karnal fala sobre o tema Shakespeare, o Indivíduo, a Noz e Nós, no dia 24 de outubro, segunda-feira, às 20h, no Teatro do SESI-SP. O ingresso é gratuito e para participar é preciso fazer reserva pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi. A palestra integra a programação do 8ª Ciclo do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council.

Com o tema Dramaturgia e Relações de Poder, o 8o. Ciclo do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council  propõe uma referência para reflexão sobre os novos modos de produção teatral e aos 400 anos de morte William Shakespeare. Vencedor do 28º Prêmio Shell de Teatro, na Categoria Inovação, o Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council tem coordenação da jornalista e dramaturga Marici Salomão e assistência do diretor e dramaturgo César Baptista.

A programação, que começou no dia 17 de outubro segue até 1º de novembro com bate-papo, oficina, mesa-redonda, além de leitura de texto em processo do Núcleo de Dramaturgia. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público.

Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council

O Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council foi lançado em 2007, a partir de uma parceria estabelecida entre as instituições com o objetivo de descobrir novos dramaturgos e desenvolver suas habilidades na escrita.

O projeto estimula a invenção e descoberta de novos paradigmas para a criação de dramaturgias que expressem diferentes visões de mundo, linguagens e experimentações estéticas, livres dos padrões do teatro tradicional e comercial.

Inspirados nessa prática pedagógica, foram criados o Núcleo de Dramaturgia SESI-Teatro Guaíra, no Paraná, em 2009, e o Núcleo de Dramaturgia SESI Cultural, no Rio de Janeiro, em 2014, comprovando a capacidade de replicação de boas práticas em outros centros importantes de produção teatral.

Sobre o British Council

O British Council é a organização internacional sem fins lucrativo do Reino Unido para relações culturais e oportunidades educacionais. Seu trabalho busca estabelecer a troca de experiências e criar laços de confiança por meio do intercâmbio de conhecimento e de ideias entre pessoas ao redor do mundo. A organização está presente em mais de 100 países e trabalha com parceiros como os governos em diversas instâncias, organizações não governamentais e iniciativa privada, em ações relacionadas à promoção da língua inglesa, cultura, artes, educação e programas sociais.  Informações: www.britishcouncil.org.br.

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Shakespeare, o Indivíduo, a Noz e Nós
Com Leandro Karnal
8ª Ciclo do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council
Centro Cultural FIESP – Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1313 – Cerqueira César, São Paulo)
24/10
Segunda – 20h
Entrada gratuita
 
*Evento com transmissão ao vivo pelo site www.sesisp.org.br/trasmissao-online

 

 

TRÓILO E CRÉSSIDA

Nos 400 anos da morte do, talvez, mais amado, reverenciado e estudado dramaturgo de todos os tempos, William Shakespeare, nada mais justo do que uma nova incursão na vastidão incomparável de tramas, personagens e amplitude de sua obra imortal, encenada pela ótica incomparável de Jô Soares. Para tal comemoração, a escolha de Tróilo e Créssida, uma comédia sinistra, irá propor ao público uma experiência rara, até para os próprios admiradores do autor, dado que esta é uma de suas obras menos conhecidas e encenadas em todo o mundo.

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A peça não é uma tragédia convencional, porque o seu protagonista (Tróilo) não morre, em vez disso termina numa nota muito fria com a morte do nobre troiano Heitor e com a destruição do amor entre Tróilo e Créssida.

Num paralelo inquestionável aos tempos atuais, a obra é considerada como o texto de Shakespeare que mais se aproxima do Brasil. As personagens parecem oferecer ao público um espelho extremamente cruel para ser contemplado e verdadeiro demais para ser aceito. Shakespeare apresenta, com ironia avassaladora, um retrato devastador da condição humana numa denúncia de nossas mazelas profundas.

Esta reflexão satírica é ressaltada na montagem através da visão elegante, precisa e cômica de Jô Soares que, além de assinar a direção, traduziu o texto em parceria com o roteirista Mauricio Guilherme.

Tróilo e Créssida
Com Marco Antônio Pâmio, Luciano Schwab, Otávio Martins, Tuna Dwek, Maria Fernanda Cândido, Giovani Tozi, Nícolas Trevijano, Paulo Marcos, Fernando Pavão, Adriane Galisteu, Ando Camargo, Luiz Damasceno, Guilherme Sant’anna, Kiko Bertolini, Felipe Palhares, Ataíde Arcoverde, Ricardo Gelli, Eduardo Semerjian
Teatro do Sesi-SP – Centro Cultural Fiesp-Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 110 minutos
25/01 até 19/02
Quarta, Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 20h30
Entrada gratuita
(As reservas antecipadas on-line para as sessões que acontecem entre os dias 1º e 15 são realizadas pelo Meu Sesi a partir do dia 25 do mês anterior, e as reservas para as sessões entre os dias 16 e 30 têm início no dia 10 do mesmo mês, a partir das 8h. Os ingressos remanescentes são distribuídos nos dias do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.)
Classificação 14 anos
Autoria de William Shakespeare
Direção de Jô Soares
Tradução e Adaptação de Jô Soares e Mauricio Guilherme
Produção: Rodrigo Velloni
Diretor Assistente: Mauricio Guilherme
Cenário: Chris Aizner e Nilton Aizner
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurino: Fábio Namatame
Música Original: Ricardo Severo
Videografismo e Mapping: André Grynwask e Pri Argoud
Fotografia: Priscila Prade
Direção de Arte Gráfica: Giovani Tozi
Assistente de Direção: Antonio Colossi
Assistente do Diretor: Fabio Nascimento
Produção Executiva: Mariana Melgaço e Barbara Dib
Financeiro: Vanessa Velloni