AQUI JAZ HENRY

Espetáculo solo de Renato Wiemer,  com direção artística de Kika Freire, o monólogo Aqui Jaz Henry reestreia no Teatro Eva Herz, com sessões aos sábados, às 21h e domingos, às 19h.

Com figurinos de Claudio Tovar e visagismo de Leopoldo Pacheco, o espetáculo conta a história de um homem que acabou de morrer e tenta explicar uma série de fatos sobre a existência humana. Nem ele mesmo sabe o que é verdade – e nem teria como saber – pois mente a respeito tudo, até sobre a própria mentira.

Renato Wiemer traduziu a escrita polissêmica do autor canadense Daniel MacIvor (conhecido no Brasil pelas peças In On ItA Primeira Vista e Cine Monstro). “MacIvor tem uma maneira especial de escrita, uma dramaturgia não linear, meio ‘torta’, dissonante, mas que faz todo o sentido. Henry fala e se relaciona o tempo todo com a plateia. Quebrando a ‘quarta parede’ o espetáculo transporta o espectador para dentro da sua narrativa,” fala Wiemer.

A paixão do ator pelo estilo de MacIvor surgiu quando assistiu a uma montagem da peça In On It. “Minha experiência ao testemunhar a escritura dramatúrgica e a riqueza impressa do texto me trouxe a certeza que não me interessava qual história contar, mas sim, como contá-la. Nada importa para além do que é dito. Mesmo que sejam mentiras”, completa.

O texto do espetáculo foi concebido em um workshop ministrado pela Da Da Kamera Cia. de Teatro no Festival Antigonish, e sua primeira montagem aconteceu no Six Stage Festival, no Buddies In Bad Times Theatre, em Toronto. A montagem brasileira estreou em outubro de 2017 no Teatro Pequeno Ato.

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Aqui Jaz Henry

Com Renato Wiemer

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 65 minutos

09/06 a 29/07

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$60

Classificação 16 anos

 

BAGAGEM

O ator Marcio Ballas, que pesquisa há 20 anos as linguagens do palhaço e da improvisação teatral, conta ao público alguns episódios que marcaram a sua infância no espetáculo Bagagem, com direção de Rhena de Faria. A peça estreia no dia 18 de maio Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, onde segue em cartaz até 27 de julho, com sessões às quintas e sextas-feiras, às 21h.

Nos anos de 1950, o militar Gamal Abdel Nasser tornou-se presidente do Egito e implantou várias medidas para limitar a presença de estrangeiros no país, o que gerou uma guerra responsável pela expulsão de milhares judeus da região. Os pais de Ballas foram obrigados a abandonar sua terra natal nessa circunstância e embarcaram em um navio com destino ao Brasil.

Segundo o ator, a ideia de contar ao público as histórias de sua família surgiu em um jantar. “Em uma sexta feira, fui comer na casa da minha mãe. Na sobremesa, tinham vários doces incríveis e um pequeno cacho de bananas. Brinquei dizendo que ninguém escolheria a fruta. Ela disse: ‘Não fale assim. Um dia, isso foi o meu almoço’. Eu achei que ela estava brincando, mas ela contou que quando chegaram refugiados do Egito, não tinham dinheiro para comida. Então, por várias vezes, almoçaram bananas! Nesse dia, pensei: quero compartilhar as histórias da minha família em um espetáculo“, explica Ballas.

Em cena, Ballas apresenta uma visão bem-humorada e poética sobre as histórias de sua família e a Cultura Judaica em forma de pequenas crônicas, com os temas infância, melhor amigo, pai, mãe e férias. As técnicas de improviso teatral são usadas quando o ator convida a plateia para entrar na cena e a participar da peça.

Em 2010, eu organizei um Festival de Improviso no Brasil e trouxe convidados internacionais. Um deles era o mestre Omar Argentino, que apresentou um solo de improviso. Eu fiquei maravilhado. Eu não sabia que dava para improvisar sozinho, não sabia que era possível! Essa ideia ficou na minha cabeça durante 7 anos, até que eu tomei coragem e decidi: está na hora de fazer o meu solo. Misturei o improviso com textos escritos e surgiu o espetáculo“, conta o improvisador.

SINOPSE

Bagagem é o solo do ator Marcio Ballas, que há vinte anos vem se desenvolvendo nas linguagens do Palhaço e da Improvisação Teatral, tendo se tornado uma referência nessas áreas. Filho de imigrantes judeus egípcios, Ballas resgata, a partir de suas lembranças de infância, parte importante da história de sua família. O resultado disto é um espetáculo divertido e singelo, que mescla poesia com boas doses de humor e improvisação, além de aproveitar uma das grandes qualidades do ator: a sua capacidade de se relacionar com a plateia, trazendo o espectador literalmente para dentro da cena.

Bagagem

Com Marcio Ballas

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073, Bela Vista, São Paulo)

Duração 60 minutos

18/05 até 27/07 (sessão dia 31/06 – 18h)

Quinta e Sexta – 21h

$60

Classificação 12 anos

SE EXISTE EU AINDA NÃO ENCONTREI

Sucesso de crítica e público, a montagem do diretor Daniel Alvim para Se Existe Eu Ainda Não Encontrei, do dramaturgo britânico Nick Payne ganha uma nova temporada no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, entre os dias 1º de março e 4 de maio.

No espetáculo, personagens viscerais mostram como as pessoas, mesmo que estejam preocupadas em salvar a humanidade, encontram subterfúgios para fugir dos problemas íntimos na própria casa. Nesse contexto, os filhos são muitas vezes negligenciados por seus pais.

É o que acontece com a adolescente Anna (papel de Lyv Zieze), que está acima do peso e, por isso, tem sofrido com o bullying de seus colegas de classe. Ignorada pelos pais, ela caminha, de decepção em decepção, para a beira do abismo.

Enquanto a filha enfrenta os desafios dessa turbulenta fase da vida, o ambientalista George (papel de Leopoldo Pacheco) está obssessivamente envolvido com seu livro sobre as emissões de carbono na atmosfera. Já sua mulher Fiona (interpretado por Helena Ranaldi) usa seu novo musical, que está prestes a estrear na escola, como pretexto para fugir das questões conjugais e da doença degenerativa de sua mãe.

A velocidade dos acontecimentos na vida contemporânea é responsável por essa incomunicabilidade entre pessoas próximas, acredita o diretor Daniel Alvim. “O mundo parece girar mais rápido. Parece que temos menos tempo para tudo, mesmo sem sabermos por que precisamos correr tanto?! Temos a impressão de um atropelamento constante. As pessoas tentam se salvar e, talvez, seja por isso que não enxergam o outro. É uma luta individual e solitária”, esclarece.

As barreiras existentes nessa família são ressaltadas com a chegada de Terry (interpretado por Luciano Gatti), o irmão mais jovem e disfuncional de George, um beberrão boca suja apaixonado por uma mulher comprometida. Esse personagem desestruturado é responsável por revelar as relações dilaceradas na família. “Acho que Terry, por ser fruto dessa geração que navega na instabilidade do tempo atual, tem mais compreensão e entendimento sobre o agora. Talvez seja por isso que enxergue além”, comenta Alvim.

O cotidiano aparentemente simples desse pequeno núcleo evoca, no entanto, uma série de temas contemporâneos relevantes, como sustentabilidade, bullying, incomunicabilidade e aquecimento global, que são discutidos com um tom dramático, mas temperado com o conhecido humor britânico.

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Se Existe Eu Ainda Não Encontrei
Com Helena Ranaldi, Leopoldo Pacheco, Luciano Gatti e Lyv Ziese
Teatro Eva Herz – Livraria Cultura (Av. Paulista, 2073, Cerqueira César – São Paulo)
Duração 90 minutos
01/03 até 04/05
Quinta e Sexta – 21h
$60
Classificação 16 anos

KIWI

KIWI traz a história de uma jovem que, abandonada por sua família em meio ao processo de gentrificação de uma cidade-sede dos Jogos Olímpicos, encontra nas ruas uma nova família para lhe proteger. Esquecendo seu passado e assumindo o nome de Kiwi, neste grupo onde todos têm nomes de frutas e legumes, a jovem protagonista irá se deparar com uma realidade que envolve a violência, o uso de drogas e a prostituição infantil, mas também uma persistente esperança.

O texto é inédito no Brasil e é considerado a obra-prima do dramaturgo contemporêneo franco-canadense Daniel Danis. Ele escreveu KIWI inspirado em notícias de jovens vivendo em subterrâneos de países europeus; crianças em uma prisão na Romênia; e remoções de pobres para os Jogos Olímpicos. O texto foi montado na França, México e Hungria e recebeu três prêmios internacionais.

A montagem brasileira idealizada pelo tradutor e diretor Lucianno Maza e interpretada por Rita Batata e Lucas Lentini recebeu nove indicações em premiações como Prêmio Aplauso Brasil, Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem (Femsa / Coca-Cola) e Prêmio Cenym de Teatro, tendo vencido o primeiro na categoria melhor espetáculo e o segundo na de melhor atriz.

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Kiwi
Com Rita Batata e Lucas Lentini 
Teatro Eva Herz – Livraria Cultura – Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
11/11 até 10/12
Sábado e Domingo – 15h
$40
Classificação 12 anos

A VOLTA AO LAR

A Volta ao Lar” do dramaturgo Harold Pinter, ganhador de um Prêmio Nobel de Literatura (2005), coloca em cena uma família inglesa órfã de mãe, descendentes de açougueiros. Max, o pai (Igor Kowalewski), seis filhos Lenny(Rodrigo de Castro), Joey(João Carlos) e o tio Sam(Ivan Bellangero) são homens à deriva, brutalizados e carentes de uma figura feminina.

Depois de mais de oito anos estudando e lecionando filosofia nos Estados Unidos, Teddy (Mauricio Agrela), o primogênito do clã, faz uma visita inesperada ao lar de sua família, acompanhado por Ruth (Alessandra Negrini), sua mulher e mãe de seus filhos. Ruth é um mistério que a encenação pretende preservar, cultuar, proteger. Ela provoca alterações impensáveis naqueles homens.

HAROLD PINTER

Dramaturgo, diretor, ator, poeta e roteirista inglês, Harold Pinter (1930-2008) é um dos autores contemporâneos mais premiados do mundo. Além do Nobel de Literatura, destaca-se também o prêmio Companion of Honour da Rainha da Inglaterra.

Considerado um dos ícones do Teatro do Absurdo, ao lado de Samuel Beckett e de Eugène Ionesco, escreveu 29 peças de teatro entre as mais conhecidas estão, “Festa de Aniversário” (1957), “O Porteiro” (1959), “Traição” (1978) e “ A Volta ao Lar” (1964), todas foram adaptadas para o cinema. Pinter também assinou os roteiros dos seguintes filmes: “A Mulher do Tenente Francês” (1981) Karel Reisz; “Um Jogo de Vida e Morte” (2007) Kenneth Branagh; e “O Mensageiro” (1971) Joseph Losey.

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A Volta ao Lar
Com Alessandra Negrini, Igor Kovalewski, Ivan Bellangero, Jhan Carlos, Maurício Agrela e Rodrigo de Castro
Teatro Eva Herz – Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 80 minutos
03/10 até 05/12
Terça – 21h
$50
Classificação 14 anos

 

 

SE EXISTE EU AINDA NÃO ENCONTREI

Em Se Existe Eu Ainda Não Encontrei, os personagens viscerais do dramaturgo britânico Nick Payne mostram como as pessoas, mesmo que estejam preocupadas em salvar a humanidade, encontram subterfúgios para fugir dos problemas íntimos na própria casa. Nesse contexto, os filhos são muitas vezes negligenciados por seus pais.
 
É o que acontece com a adolescente Anna (papel de Liv Zieze), que está acima do peso e, por isso, tem sofrido  com o bullying de seus colegas de classe. Ignorada pelos pais, ela caminha, de decepção em decepção, para a beira do abismo. 
 
Enquanto a filha enfrenta os desafios dessa turbulenta fase da vida, o ambientalista George (papel de Leopoldo Pacheco) está obssessivamente envolvido com seu livro sobre as emissões de carbono na atmosfera. Já sua mulher Fiona (interpretado por Helena Ranaldi) usa seu novo musical, que está prestes a estrear na escola, como pretexto para fugir das questões conjugais e da doença degenerativa de sua mãe. 
 
A velocidade dos acontecimentos na vida contemporânea é responsável por essa incomunicabilidade entre pessoas próximas, acredita o diretor Daniel Alvim. “O mundo parece girar mais rápido. Parece que temos menos tempo para tudo, mesmo sem sabermos por que precisamos correr tanto?! Temos a impressão de um atropelamento constante. As pessoas tentam se salvar e, talvez, seja por isso que não enxergam o outro. É uma luta individual e solitária”, esclarece.
 
As barreiras existentes nessa família são ressaltadas com a chegada de Terry (interpretado por Luciano Gatti), o irmão mais jovem e disfuncional de George, um beberrão boca suja apaixonado por uma mulher comprometida. Esse personagem desestruturado é responsável por revelar as relações dilaceradas na família. “Acho que Terry, por ser fruto dessa geração que navega na instabilidade do tempo atual, tem mais compreensão e entendimento sobre o agora. Talvez seja por isso que enxergue além”, comenta Alvim.
 
O cotidiano aparentemente simples desse pequeno núcleo evoca, no entanto, uma série de temas contemporâneos relevantes, como sustentabilidade, bullying, incomunicabilidade e aquecimento global, que são discutidos com um tom dramático, mas temperado com o conhecido humor britânico.
 
SEEANE_proscila_prade_02
Se Existe Eu Ainda Não Encontrei
Com Helena Ranaldi, Leopoldo Pacheco, Luciano Gatti e Lyv Ziese
Teatro Eva Herz – Livraria Cultura (Av. Paulista, 2073, Cerqueira César – São Paulo)
Duração 90 minutos
30/09 até 10/12 (não haverá sessão 11/11 e tem sessões extras 03/11 – 18h e 21h, e 05/11 – 16h)
Sábado – 21h, Domingo – 19h
$50
Classificação 16 anos

A CABALA DO DINHEIRO (temporada prorrogada)

A CABALA DO DINHEIRO é uma livre adaptação do livro homônimo de Nilton Bonder. Centrada nessa obra, a dramaturgia também traz inspirações dos outros dois títulos de Bonder que compõem a trilogia da Cabala (A Cabala da Inveja e A Cabala da Comida), escrita a partir da seguinte máxima judaica: “Uma pessoa se faz conhecida através de seu copo, bolso e ódio.

Clarice tem larga experiência com a literatura de Bonder, sendo diretora e atriz de A Alma Imoral, adaptação do livro homônimo do rabino, em cartaz ininterruptamente há onze anos.

Em “A cabala do dinheiro”, dois atores, Letícia Tomazella Marcos Reis, dão corpo e voz aos conceitos do livro. Eles ora são narradores, ora os personagens das várias histórias que Bonder usa em sua obra pra exemplificar suas colocações. Assim, vão-se tecendo as ideias, exemplos, reflexões e conceitos sobre o dinheiro – e a relação do indivíduo e da sociedade com ele -, sobre os demais âmbitos da vida comum que formam o conceito de prosperidade, sobre dar e receber, sobre não dar e não compartilhar, sobre abundância e escassez etc., de modo a desvendar as nuances da presença do dinheiro e da prosperidade em nossas vidas, e as formas de se ter uma vida mais abundante.

Sinopse
Num mundo onde os preços parecem se sobrepor aos valores, o dinheiro perde seu significado. Em meio a esse complexo tema, um casal de atores-narradores propõe um negócio entre si e com o público. Adentrar neste rico pomar que são as transações entre os valores humanos, em busca da compreensão do que está por detrás dos mistérios que envolvem o mercado e o dinheiro em nossas vidas.

O mais longo dos caminhos é o que leva do coração ao bolso. A peça é uma discussão ética sobre a mágica das trocas humanas. Se, por um lado o dinheiro é elemento que promove relações perversas e idólatras, não só quando adorado mas também quando desprezado, por outro, é elemento de expansão de mercados e permite uma grande sofisticação nos vínculos da malha da vida.

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A Cabala do Dinheiro
Com Letícia Tomazella e Marcos Reis
Teatro Eva Herz – Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 75 minutos
11/07 até 06/12
Quarta – 21h
$50
Classificação 14 anos