MOGLI – O LIVRO DA SELVA

Mogli – O Livro da Selva” é uma adaptação de Fabio Brandi Torres para a obra de Rudyard Kipling, que narra a história e as aventuras vividas por um menino criado por lobos. A encenação dirigida por Eduardo Leão bebe na fonte do teatro oriental e no universo mágico indiano.

Com movimentos de animais inspirados em “Rei Leão” e “Cats”, a história de “Mogli – O Livro da Selva” não abre mão do humor  e apresenta a agilidade vista nas animações Disney. A produção da montagem escolheu os atores mirins Chico Sanches de Melo e Pedro Estevam – que estreiam no teatro, ambos com 8 anos de idade – para se revezarem no papel principal. Com a  inclusão dos atores mirins, a encenação busca a autenticidade do olhar de criança.

O diretor Eduardo Leão diz que o processo de criação da montagem contou com a espontaneidade dos atores mirins e a vontade de jogar, típica da faixa etária deles. “Além da disposição para o jogo lúdico, a diferença de tamanho entre os atores adultos e crianças reforça a leitura de que Mogli é um menino pequeno num ambiente hostil, que é a floresta”.

A encenação faz referência ao teatro oriental, o que é revelado principalmente pelas músicas criadas especialmente para o espetáculo por André Abujamra, e nos figurinos desenhados por Olintho Malaquias. “Também trabalhei com o elenco detalhes da atuação. Atores fazem personagens animais em pé, com movimentações, posturas e energias que lembram a vida selvagem. Mas nunca fazem animais em quatro patas”, detalha o diretor.

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Mogli – O Livro da Selva
Com Ivy Souza, Lia Canineu, Thiago Andreuccetti, Everton Granado, Leo Romanno, Chico Sanches de Melo e Pedro Estevam
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Consolação, São Paulo)
Duração 50 minutos
03/02 até 01/06 (sessões extras nos feriados e emendas de feriados 12 e 13/02, 30/03, 30/04, 01 e 31/05, 01/06.
Sábado e Domingo – 16h
$25
Classificação 04 anos

PALESTRAS SOBRE EMPREENDEDORISMO NAS ARTES CÊNICAS

O Teatro Folha propõe ao mercado de artes cênicas uma série de palestras sobre empreendedorismo teatral, abordando temas diversos, com o objetivo de colaborar para a profissionalização da produção artística. As palestras serão voltadas para profissionais e estudantes de teatro interessados em gerir suas carreiras, entrar no mercado de trabalho ou se reposicionar neste ramo de atividade como investidor.

O ator, diretor e empresário nas artes cênicas Isser Korik realizará 14 palestras no primeiro semestre, sempre contanto com a participação de outros profissionais que devem falar de suas experiências, de acordo com o tema de cada palestra. Isser e convidados responderão dúvidas comuns entre estudantes e profissionais, oferecendo informações que serão úteis para quem deseja realizar os próprios projetos. “Um jovem passa anos estudando numa escola e se forma em Artes cênicas. O que fará no dia seguinte? As escolas ensinam a atuar, mas não se focam em aspectos práticos da carreira, como aprender a ler um contrato de trabalho ou se produzir”, explica Isser.

A programação do primeiro módulo de atividades se inicia no dia 05 de março com a palestra “O mercado de trabalho do ator”. Tratando de forma mais específica sobre os perfis dos atores profissionais e do mercado de teatro em escolas, empresas etc., haverá as palestras “O mercado do ator em TV, publicidade, dublagem e locução ” (12/03), “O mercado do ator conjugado com atividades paralelas na produção teatral (19/03), “O mercado do ator conhecido: mitos e verdades” (26/03), “O mercado do ator conhecido:  produção de elenco e agenciamento” (09/04), “O ator-empreendedor” (16/04), “Remuneração” (23/04), “O contrato” (07/05),  “Relação de trabalho e comportamento profissional” (14/05)  e “Relação de trabalho ator-diretor” (28/05). Ainda no primeiro semestre acontecerão as palestras “A produção, seus itens e estrutura” (04/06), “A produção cooperativada” (11/06), “A produção empresarial (18/06) e “A produção por cotas” (25/06).

O segundo módulo de palestras acontecerá de agosto a dezembro, abordando temas, como, direitos autorais, leis de incentivo, captação de recursos, divulgação de espetáculos e relação do produtor com os diferentes perfis de curadoria de programação de teatros privados e públicos, entre outros assuntos do interesse de quem quer ser um empreendedor nas artes cênicas.

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SOBRE ISSER KORIK

Diretor, ator, produtor, tradutor e dramaturgo, Isser Korik coleciona trabalhos marcantes como comediante em mais de 30 anos de carreira, como  “Vacalhau & Binho”, de Zé Fidélis, que permaneceu oito anos em cartaz; “O Dia que Raptaram o Papa”, de João Bethencourt; e, recentemente, “E  o Vento não Levou”, de Ron Hutchinson, e “Toda Donzela Tem um Pai que é uma Fera”, de Gláucio Gill.

Como diretor se destaca na comédia. Concebeu “Nunca se Sábado…”, apresentado por quatro temporadas sob sua direção-geral, que marcou a cena paulistana.

Dirigiu “O Empréstimo”, de Jordi Galceran;  “Jogo Aberto”, de Jeff Gould; ”Nove em Ponto”, de Rui Vilhena, “A Minha Primeira Vez”, de Ken Davenport; a trilogia cômica de Alan Ayckbourn “Enquanto Isso…”; “O Mala”, de Larry Shue; o projeto “Te Amo, São Paulo”, que reuniu grandes nomes da dramaturgia paulista; além dos infantis “A Pequena Sereia”, de Fábio Brandi Torres; “Grandes Pequeninos”, de Jair Oliveira; “Cinderela”, “O Grande Inimigo” e “Ele é Fogo!”, de sua autoria, tendo recebido por esse último o Prêmio APCA. É diretor artístico da produtora Conteúdo Teatral e do Teatro Folha.

Palestras sobre empreendedorismo teatral com Isser Korik e convidados

Público alvo: estudantes e profissionais de teatro a partir de 17 anos

Investimento (1º módulo): R$ 150,00 por palestra.
50% de desconto para quem adquirir o pacote com todas as palestras (valor: R$ 1.050,00).

Inscrições: cursosteatrofolha@gmail.com ou (11) 95120-4000

Mais informações: www.teatrofolha.com.br e www.conteudoteatral.com.br

AMIGAS, PERO NO MUCHO

A comédia “Amigas, Pero no Mucho”, de Celia Regina Forte, reestreia dia 10 de janeiro no Teatro Folha, com apresentações às quartas e quintas-feiras até 1º de março. Dirigida por José Possi Neto,  a peça tem no elenco os atores Elias Andreato, Leandro Luna, Nilton Bicudo e Raphael Gama.

Em fevereiro de 2007, “Amigas, Pero no Mucho” estreava no Teatro Renaissance inaugurando o horário da meia-noite. O sucesso foi tão grande, que por cinco anos percorreu vários teatros de São Paulo, com temporada também no Rio de Janeiro. Ganhou montagem baiana, com apresentações em várias capitais do Nordeste e Angola. Seu texto foi traduzido para o espanhol, alemão e inglês. Em 2017 a montagem retornou ao palco para comemorar os 10 anos de produção e não parou mais.

Mais de 120 mil pessoas riram com as incríveis situações criadas pela jornalista Célia Regina Forte sobre quatro mulheres da nossa época – interpretadas por quatro atores – que tentam dar conta de tudo: do cotidiano, do corpo, da mente, do trabalho, da família e da amizade, causando inusitadas situações típicas do universo feminino.

Com direção de José Possi Neto e composição musical de Miguel Briamonte, essa epopeia se dá através do encontro de quatro amigas em uma tarde de sábado, onde todas – ou quase todas – as roupas sujas são lavadas por elas. Com humor cáustico, ironia e irreverência, elas falam sobre suas dissimulações, devaneios e loucuras. Quatro mulheres bem-sucedidas – ou nem sempre – comuns e sofisticadas que numa única tarde fazem revelações que as surpreendem e envolvem o público que tem lotado todos os teatros por onde elas passam. Mulheres que se amam e se odeiam ao mesmo tempo. Amigas, enfim.

“Amigas, Pero no Mucho” faz história no cenário da comédia brasileira por sua capacidade em fazer plateias se divertirem e se reconhecerem numa das quatro personagens:

Elias Andreato é Fram, 50 anos. Divorciada, dois filhos que moram com o pai. É a mais velha das quatro amigas. Já passou dos 50 anos, mas quer parecer 30. Ninfomaníaca. Fala muito palavrão quando está sozinha, em público jamais. Faz meditação, mas quando está com raiva, tem tiques nervosos.

Raphael Gama é Debora, 40 anos. Divorciada, sem filhos. Inteligente, perspicaz, irônica, mas tipo dona da verdade. Sempre tem uma consideração a fazer, tentando que sua opinião prevaleça. Idealiza o amor. Come compulsivamente.

Nilton Bicudo é Olívia, 40 anos. Casada com filhos. Foi rica, não é mais. Tem que dirigir sua VAN que leva crianças para a escola. Julga-se sempre perseguida. Está sempre perguntando: O que vocês estão falando de mim? Exalta o marido, Alfredo, para as amigas.

Leandro Luna é Sara, 35 anos. Solteira. Executiva. A mais reservada. Parece ser fria, mas esconde grande esperança. Fuma descontroladamente. Não perdoa as amigas, mas pouco se importa com a opinião dos outros. Desconfiada. Odeia as hipocrisias de Fram.

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Amigas, Pero No Mucho
Com Elias Andreato, Raphael Gama, Leandro Luna e Nilton Bicudo
Teatro Folha – Shopping Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
10/01 até 01/03
Quarta e Quinta – 21h
$40/$50
Classificação 14 anos

AGORA E NA HORA

À primeira vista, a história de um padre devoto cuja fé é colocada à prova diante de uma doença terminal, pode parecer uma tragédia sobre dogmas religiosos, com narrativa dramática. Mas em “Agora e na Hora”, o humor e a ironia são as principais ferramentas utilizadas pelo autor Luis Erlanger para abordar questões cômicas da natureza humana. A temporada acontece de 05 de janeiro a 25 e fevereiro, em sessões de sexta-feira a domingo no Teatro Folha.

Agora e na Hora” é a peça de estreia do jornalista e escritor Luis Erlanger.  A montagem assinada pelo diretor teatral e cineasta Walter Lima Junior, traz André Gonçalves no papel do protagonista e os atores Amandha Lee e Rodolfo Mesquita desdobrando-se nos outros personagens da trama.

Nossa trajetória na Terra pode ser vista como uma tragédia – afinal, todos morrem no final – mas é risível a forma patética como nós, humanos, ainda nos consideramos seres superiores na natureza e esperamos um tratamento especial por parte dela ou por quem está no seu comando”, reflete Erlanger. “Partindo dessa ideia, questionei, entre outras coisas, se um sacerdote, que acredita e prega a vida eterna, permaneceria tão convicto e sereno diante da iminência da própria morte”.

Com status de celebridade em sua paróquia, o jovem padre Emanuel (André Gonçalves) de apenas 30 anos, é diagnosticado com câncer em estado avançado após sofrer um desmaio durante a missa. Com pouco tempo de vida e inconformado com a inesperada notícia, abandona a batina e parte em busca de respostas em outros credos. Pregações evangélicas, Santo Daime, sessões espíritas e consultas a uma mãe de santo norteiam a sua busca, ao longo da qual descobre as drogas e o sexo, além das  discussões filosóficas que faz com um amigo de infância que se tornou traficante. “Religiões são diferentes possibilidades de se falar com Deus, assim como o próprio teatro dá diferentes possibilidades de se falar sobre algo”, compara André, que iniciou a carreira de ator com o diretor Walter Lima Junior há três décadas. “Estreei com ele aos 12 anos, em uma minissérie televisiva. E também estou reencontrando a Amandha, com quem já havia trabalhado há quase 15 anos”.

Em sua jornada, Emanuel cruza os mais diferentes personagens, todos interpretados por Amandha Lee ou Rodolfo Mesquita: “É inegavelmente desafiador por ser uma oportunidade rara de construir tipos tão diferentes dentro de um mesmo espetáculo”, conta Amandha, que interpreta da mãe do sacerdote à prostituta que o desvirgina.

Rodolfo faz coro: “São composições muito sutis. Você tem que humanizar o personagem para não cair na caricatura, correndo o risco de banalizá-lo. Encontrar essa verdade, a forma de falar, de andar, é uma construção delicada, mas deliciosa”.

A caracterização de cada personagem é reforçada pelos figurinos assinados por Inês Salgado. Ela procurou marcar as diferenças entre eles com indumentárias específicas e atemporais.

A opção do diretor Walter Lima Junior por um elenco enxuto encontra eco em uma cena igualmente despojada, econômica, com poucos elementos, que ganham forma no cenário concebido por Fernando Mello da Costa, em que um caixão é o principal objeto cênico. “É a referência imediata com a morte, que deflagra toda a ação da peça. Ele está sempre presente e se transforma em cama, púlpito, ganhando diferentes funções de acordo com a situação”,  explica.

Para o diretor, a luz, a cargo de Daniel Galvan, também tem uma função importante: “A ideia é que ela fuja do papel de definir a realidade da cena, mas sim o clima, a atmosfera, ajudando a construir os ambientes e estabelecer cortes, já que a história tangencia o mágico, o mistério e a fantasia”.

Seja em sua premiada trajetória como cineasta ou em suas incursões pela direção teatral, Walter procura sempre ir a fundo na discussão e entendimento do texto pelo elenco, que, para ele, é fundamental na compreensão do espetáculo pelo público: “Entendimento permite invenção, permite ao ator apresentar sua própria versão para não ficar restrito ao campo da interpretação de diálogos decorados”, acredita. “Meu objetivo é chegar no público, contar essa história. Eu não concebo a ideia de fazer filme nem peça sem me imaginar do outro lado, na plateia. Se não existe essa relação, não tem graça”, completa.

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Agora E Na Hora
Com André Gonçalves, Amandha Lee, Rodolfo Mesquita
Teatro Folha – Shopping Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
05/01 até 25/02
Sexta – 21h30, Sábado – 20h e 22h, Domingo – 20h
$40/$80
Classificação 14 anos
 
Fotos: Leo Aversa e Cristina Granato

BEATLES NUM CÉU DE DIAMANTES

O musical “Beatles Num Céu de Diamantes”, um dos maiores sucessos criados pelos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho, retorna ao Teatro Folha para mais uma temporada que acontece de 28 de outubro a 17 de dezembro, com sessões de sexta-feira a domingo. O espetáculo reúne o que existe de mais representativo no repertório da banda que é um ícone do rock mundial.

A temporada paulistana é resultado de mais uma parceria entre Möeller & Botelho e a Conteúdo Teatral. Em cena, 8 atores-cantores, acompanhados por piano, contrabaixo e percussão fazem um espetáculo leve, jovem e emocionante. Eles revisitam a obra do quarteto de Liverpool e cantam “Lucy in the Sky with Diamonds”, “Yellow Submarine”, “She´s Leaving Home”, “Come Together”, “Across the Universe” entre muitas outras músicas conhecidas da banda. “A montagem estreou há dez anos, mas estou considerando uma estreia porque selecionamos atores que trouxeram uma expressividade diferente. Então fiz várias mudanças. O que era número solo virou trabalho do coro e antes o que era coro virou número solo, tudo acompanhado pelos músicos ao vivo. Fiquei realmente impressionado com o novo elenco”, diz o diretor Claudio Botelho.

Vista por mais de 700 mil pessoas em 16 temporadas ao longo de 10 anos, a montagem chama a atenção pela ousada releitura nos arranjos que dispensaram a guitarra e valorizaram a sonoridade do contrabaixo, piano e percussão. O resultado musical se afasta de qualquer imitação dos arranjos da banda para mostrar releitura, originalidade criativa e o preciosismo nos arranjos vocais assinados por Jules Vandystadt, que por este trabalho ganhou o Prêmio Shell de Melhor Arranjo Original no Rio de Janeiro, em 2009.

Os diretores Charles Möeller e Claudio Botelho optaram em fazer o espetáculo sem determinar um enredo único. As canções sugerem diversas histórias e situações. A cada número musical, o elenco apresenta um estado cênico diferente para falar de sonhos, descobertas, amadurecimento, entre outros temas suscitados pelas músicas.

O jogo cênico toma conta do palco, com poucos recursos de cenografia. O elenco usa somente alguns objetos em cena, como, malas, guarda-chuvas, bolhas de sabão e cadeiras. “O espetáculo valoriza a presença dos artistas no palco, os arranjos, a obra da banda The Beatles”, diz o diretor que é acostumado a trabalhar com grandes mudanças de cenário e muitos recursos cênicos. Mas em “Beatles Num Céu de Diamantes” a opção foi valorizar a emoção, o clima dramático de cada cena.

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Beatles Num Céu de Diamantes
Com Andrei Lamberg, Carol Bezerra, Carol Pita, Daniel Klepacz, Diego Martins, Felipe Mafra, Giovanna Moreira e Ingrid Gaigher
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Consolação, São Paulo)
Duração 70 minutos
28/10 até 17/12
Sexta – 21h30, Sábado – 20h e 22h, Domingo – 20h
$50/$70
Classificação Livre

 

 

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Cia Le Plat du Jour volta ao Teatro Folha para reestrear a peça ”Alice no País das Maravilhas” dia 07 de outubro. A temporada acontecerá até 17 de dezembro, aos sábados e domingos, às 16h.

Nesta montagem Alice mora em um prédio situado em grande metrópole. Como toda criança, Alice só deseja brincar com outras crianças, mas como nem sempre isso é possível, ela resolve dar um mergulho em sua imaginação. A correria do dia-a-dia e a vida na cidade grande não impedem que a menina viva muitas aventuras. “Eu queria tanto que tudo fosse tão diferente” é o que diz na busca do lugar ideal, o paraíso perdido, seu verdadeiro “Jardim das Maravilhas”.

A partir do desejo de Alice, o público vê a grande viagem da personagem. Nesta aventura, tudo é possível: ela diminui e aumenta de tamanho, encontra situações e personagens inusitados como um coelho que anda de ponta cabeça, um cachorro gigante, um cogumelo que canta, um dragão que voa, uma rainha autoritária, entre outros personagens.

O humor irreverente e nonsense da Cia Le Plat du Jour unido às técnicas circenses utilizadas no espetáculo dão a graça e a beleza que agradam não somente às crianças mas também aos adultos.

A montagem é uma adaptação do livro “Aventuras de Alice no país das maravilhas”, de Lewis Carroll. A obra foi publicada pela primeira vez em 1865. A complexa obra deu vazão a diversas interpretações tanto para o universo da psicanálise como para o universo artístico.

 

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Alice no País das Maravilhas
Com Cia Le Plat du Jour
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
07/10 até 17/12
Sábado e Domingo – 16h
$40
Classificação 5 anos
(Sessões extras dias 12 e 13/10; 02, 03 e 15/11)

PRA COMER DEPOIS

Depois de oito anos fazendo personagens cômicos, humor com texto, teatro físico, Yuri Gofman começou no stand up e agora estreia em São Paulo o show “Pra Comer Depois”, que começa temporada no Teatro Folha no dia 06 de outubro, em sessões às sextas-feiras, às 23h59.

Foi como mudar de sexo: você acha que ver é tão fácil quanto fazer, mas se você vai ter uma ferramenta nova precisa de habilidade com ela, afirma Yuri, que, com a vantagem de já ser humorista, antes de levar seu show aos palcos, o testou em vídeos e trouxe sua experiência como autor, a interação com o público e o improviso para pular etapas na criação de seus sets.

Criou seu primeiro show, testou na estrada, em teatros, escritórios, em eventos corporativos para seu patrocinador, a Germed. Foi um intensivo que o fez amadurecer ainda mais rápido. Quando o show entrou em cartaz, no Rio de Janeiro, já tinha um repertório, que melhorou e deu mais confiança ao autor/ator. E foi esse o caminho que o levou a criar e produzir o espetáculo “Pra Comer Depois”, com material novo e mais focado na interação com o público.

Partindo de sua biografia de ator, roteirista e diretor, do sonho de ser galã de novelas, à desistência da profissão – aconselhado pela própria mãe, a atriz Rosane Gofman – e como o humor o trouxe de volta, Yuri parte para a comicidade, em um texto que traz uma mistura da conversa com amigos no bar e das relações entre mãe e filho, vida a dois, trabalho, ansiedade, de viver tudo ao mesmo tempo, o que o aproxima da plateia. Yuri fala sobre ser um cara comum, nem bonito nem feio, para chegar à vida do ser humano igualmente comum.

Mais que um show de humor, “Pra Comer Depois” leva a plateia a uma experiência. Um bar montado no palco, com mesas e cadeiras, convida o público para beber uma cervejinha e Yuri cria em cima do que cada um tem pra contar na hora. Sabe quando você fala ‘po, lembra aquele dia no bar, que tava eu, você, o Yuri…’? É esse tipo de memória que a gente quer criar. “

 “Eu mesmo há um ano estava solteiro, pegando geral, mas sou um cara normal, nota 5, e pra pegar alguém eu tinha que conversar e às vezes você não quer, e quando você fala nem sempre a pessoa gosta do que você diz, então… em um ano eu tive um filho, ganhei uma filha, casei, me mudei pra São Paulo e estou devendo no SERASA. Dividir isso com as pessoas faz ficar mais leve, engraçado e cheio de identificação. Você pode se achar muito especial, mas no fundo todo mundo é parecido. E é nisso que foco meu show”, considera Yuri, que finaliza: “E com tanto comediante por aí, se uma empresa resolveu gastar seu dinheiro de marketing pra me patrocinar, não foi por amor, né? Eu devo ser engraçado.

Que seja fast food, como faz referência na arte da peça, mas que importe o momento, a lembrança, quem está com você. Quando trabalhava no McDonalds, eu sempre deixava um sanduíche na estufa pra comer depois do expediente, porque quando sobrava nós comíamos. Mas, às vezes, quando estávamos fechando, aparecia um cliente que comia o meu sanduíche. A gente nunca sabe, nessa vida, se deixar pra comer depois,  alguém vai comer nosso sanduiche. Ou não, pondera Yuri. Ao mesmo tempo o slogan da peça, “vamos rir de tudo isso”, é emulação do “amo muito tudo isso”, da rede de fast food. Rir sozinho é ruim. É coisa de maluco. E da minha mulher também, ela ri sozinha. Mas deve ser meio maluca, é casada comigo”.

Existe essa impressão que não só a vida, mas o humor aqui é fast food: as pessoas consomem de forma imediata. Esse é o conceito que norteou a criação de “Pra comer depois”. Pela rapidez e proximidade do público, acaba criando uma experiência. Memórias você cria assim, compartilhando”, diz Yuri, que completa: “e ainda temos parcerias com estabelecimentos 24 horas, caso alguém queira sair pra comer um sanduiche depois”.

Yuri optou por chamar “Pra Comer Depois” de comédia ou show porque faz cenas que não consideradas stand up. Então é um show de humor em que se pode notar a influência da precisão e dedicação dos comediantes, mas também as experiências que acumulou como ator. Esse é o show sobre a vida de todo mundo, sobre família, relacionamentos e como tudo isso é louco, a vida corrida que a gente leva.

Pensa nisso e vem me ver. Vem com os amigos, com a namorada, com o amante, com a mãe, com o pai. A vida tá difícil? Tá ruim pra todo mundo? Vamos rir de tudo isso. E com saideira.

Pra Comer Depois
Com Yuri Gofman 
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Consolação, São Paulo)
Duração 70 minutos
06/10 até 24/11
Sexta – 23h59
$40/$50
Classificação 14 anos