CASA DE BRINQUEDOS

O famoso CD Casa de Brinquedos, com canções de Toquinho e Mutinho, ganha uma versão teatral com texto e direção de Carla Candiotto. Depois de passar por várias cidades brasileiras, o musical infantil tem sua estreia em São Paulo no dia 14 de setembro no Teatro Frei Caneca, onde segue em cartaz até 27 de outubro, com sessões aos sábados às 16, e aos domingos, às 15h.

O espetáculo tem direção musical e arranjos de Daniel Tauszig, cenário e figurino de Kleber Montanheiro, iluminação de Wagner Freire, direção de movimento de Fabricio Licursi, direção de produção de Marlene Salgado, idealização e produção de Raul Leite. O elenco tem Bel Nobre, Caio Merseguel, Carolina Rocha, Pedro Arrais, Eduardo Leão, Flávia Strongolli, Gabriel Ebling e Adriano Tunes.

Lançado em 1983, o álbum Casa de Brinquedos reúne canções sobre brinquedos que ganham vida própria por meio das vozes de Toquinho e outros grandes intérpretes da música brasileira, como Simone, Tom Zé, Chico Buarque, Paulinho Boca de Cantor, Carlinhos Vergueiro, Baby Consuelo, Cláudio Nucci e Roupa Nova.

O musical costura dramaturgia e música, trazendo nove das onze canções do álbum original interpretadas ao vivo pelos atores, incluindo os sucessos O Caderno, A Bailarina, O Robô̂ e Aquarela. A trama explora as singularidades de uma turma de brinquedos que busca reviver um passado repleto de brincadeiras e momentos felizes.

A história apresenta um adulto que tem no lucro seu único objetivo de vida. Planeja ganhar muito dinheiro com a construção de um grande empreendimento comercial, mesmo que tenha que demolir tudo em sua volta. É quando surge em seu caminho uma Casa de Brinquedos, habitada pelos saudosos e divertidos brinquedos de seu passado de criança. Após inúmeras aventuras e confusões, os brinquedos entendem que o inquieto menino se tornou um “adulto” insensível e, por fim, desistem de tentar convencê-lo a não destruir tudo. Resolvem então partir, mas antes entregam um caderno que traz as recordações de quem um dia foi um inventivo menino. Com isso, o nosso adulto percebe que a criança que existe em cada um de nós jamais pode ser esquecida.

É a história de um adulto que perde o prazer de viver e só pensa em ganhar dinheiro. Quando se lembra de seu passado e se conecta com sua infância, muda a sua forma de ver o mundo. Toda essa metáfora fala sobre a memória dos brinquedos da nossa infância. Somos feitos de nosso passado”, explica a diretora e autora Carla Candiotto.

Poético e atual, o texto dá suporte para o estilo característico de Carla Candiotto nos palcos, apresentando diálogos ágeis, movimentos precisos e dinâmicas que exploram a magia e humor do universo musical, componentes que possibilitam uma fácil identificação das crianças

FACE

Casa de Brinquedos

Com Bel Nobre, Caio Merseguel, Carolina Rocha, Pedro Arrais, Eduardo Leão, Flávia Strongolli, Gabriel Ebling e Adriano Tunes.

Teatro Frei Caneca – Shopping Frei Caneca (R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)

Duração 60 minutos

14/09 até 27/10

Sábado – 16h, Domingo – 15h

$80

Classificação livre

5 X COMÉDIA

Visto por mais de 450 mil espectadores nos anos 90, tornando-se uma das grandes sensações da história do teatro brasileiro, o espetáculo “5 X Comédia” voltou totalmente repaginado em 2016 com esquetes escritos e interpretados por alguns dos mais prestigiados nomes do humor e da nova dramaturgia do país. No mesmo caminho de sucesso da antecessora, a montagem, com direção de Monique Gardenberg e Hamilton Vaz Pereira, está novamente na estrada, pelo quarto ano consecutivo, com apresentações de sexta a domingo, em São Paulo, no Teatro Shopping Frei Caneca, de 03 a 26 de maio.

Nesta versão do século XXI, Bruno Mazzeo, Debora Lamm e Katiuscia Canoro dão vida aos personagens criados, respectivamente, por Antonio Prata, Julia Spadaccini e Pedro Kosovski, enquanto Fabiula Nascimento e Lucio Mauro Filho interpretam textos de Jô Bilac. O cenário é de Daniela Thomas e Camila Schmidt, a iluminação, de Maneco Quinderé, e o figurino, de Cassio Brasil. A produção é da Dueto Produções. O espetáculo é apresentado pela Volkswagen Financial Services, responsável pelas operações financeiras do Grupo Volkswagen em todo o mundo, e conta ainda com o patrocínio da SulAmérica Seguros e o apoio do UOL. Os ingressos para as apresentações em São Paulo já estão à venda, por meio do site www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do Teatro Frei Caneca (mais informações no serviço abaixo). 

SOBRE O ESPETÁCULO

Primeiro texto do escritor e roteirista Antonio Prata para o teatro, “Nana, nenê” retrata o desespero do clarinetista Rodrigo (Bruno Mazzeo), um pai enlouquecido entre escolas de mamada e de métodos para fazer o bebê dormir: “Vocês acreditam nisso? Acreditam que não tem Alô Bebê 24 horas?! Se existe alguma coisa que funciona 24 horas neste mundo é um bebê! Nada é mais 24 horas que um bebê! E não tem nenhuma Alô, Bebê 24 horas!” 

Em “Branca de Neve”, de Julia Spadaccini, a personagem vivida por Debora Lamm luta para se desapegar da vida de princesa: “Dizem que o mundo mudou, que eu não me adequo mais, que sou antiquada, careta, casada. Mas gente, ser casada agora é um problema? Queriam o quê? Uma princesa divorciada? Vivendo pela Lei do Concubinato? Solteira aos 40 fazendo fertilização in vitro, barriga de aluguel, colhendo sêmen em banco de esperma alemão?”

Arara Vermelha”, criado por Jô Bilac para Fabiula Nascimento, é uma metáfora da sociedade brasileira. Do alto de seu poleiro, a ave tem um surto de intransigência diante do novo mascote do pet shop: “Alá! Espia! Vem ver, Sérgio! Corre! Já tá lá o Poodle Queen se roçando na vitrine, se esfregando, balançando rabinho, se exibindo pros outros! Não pode ver um ser humano, já fica todo se querendo! O mundo tá mesmo perdido, hein! Olha, vou te contar! Se tem uma coisa pior pra mim no mundo é bicho puxa-saco de humano! Olha, me sobe um ódio! Mas um óoodio! Ser humano prende, vende, sacaneia a gente e tá lá o cachorro babando, fazendo festa!”

Já em “Milho aos Pombos”, de Pedro Kosovski, Katiuscia Kanoro interpreta uma eterna aspirante a atriz: “Vocês não estão me reconhecendo, não? Pronto, aquela ali me reconheceu. Ah, é minha vizinha no Leme, não é não? A gente caminha no calçadão. Tá fazendo figuração também?”

Em “Bola Branca”, o ator Lucio Mauro Filho, vive um homem na tentativa desesperada de meditar em meio ao caos urbano. Ao tentar esvaziar a mente, a busca pelo sentido da vida se coloca em seu caminho.

As versões anteriores de 5 x Comédia, de 1993, 1995 e 1999 – dirigidas por Hamilton Vaz Pereira e produzidas por Monique Gardenberg – celebrizaram-se por fichas técnicas que se entrelaçavam desde a década de 1970, ora no grupo de teatro Asdrúbal Trouxe o Trombone – capitaneado, não por acaso, por Hamilton –, ora no programa “TV Pirata”, que foi ao ar na Rede Globo de 1988 a 1990 e voltou à grade em 1992. Os quadros e os atores foram se revezando nos palcos. Quinze quadros. Doze atores: Andréa Beltrão, Denise Fraga, Diogo Vilela, Pedro Cardoso, Luiz Fernando Guimarães, Débora Bloch, Fernanda Torres, Miguel Magno, Cláudia Raia, PatryciaTravassos, Evandro Mesquita, Totia Meireles.

Agora, sublinha Monique, não é muito diferente. “São atores-criadores que se uniram para a produção de um novo humor, como foi o caso da série ‘Cilada’, que ficou no ar durante seis temporadas, do filme ‘Muita calma nessa hora’, ou do programa ‘Junto e misturado’“, ela situa. Hamilton classifica a nova montagem de “corajosa”: “Quem viu lá atrás pode querer comparar, e isso é um perigo. Mas a nova versão não se amedronta, é o que se percebe nos textos que recebemos e na vitalidade que está sendo mostrada por cada intérprete”.

Retornar ao “5 X Comédia” era um desejo antigo que só ganhou corpo quando Monique se aproximou de Bruno Mazzeo por intermédio de Augusto Casé, que produz os filmes de ambos. Se em 1993 a peça foi concebida por Sylvia Gardenberg, irmã de Monique, a partir de um encontro com Pedro Cardoso, Bruno foi o catalisador da nova montagem. “Vi nele, esse cara multitalentoso que eu admirava de longe, o parceiro que precisava para me ajudar a trazer a peça de volta, assim como o Pedro ajudou a Sylvinha a escalar autores, atores, diretores”, diz a diretora. “Isso aqui é, também, uma homenagem a ela”.

Bruno fala da alegria que é participar de um projeto que sempre teve como referência: “O ‘5 X Comédia’ foi montado por pessoas que fizeram a minha cabeça desde sempre. Quando Monique ligou eu topei mesmo sem saber o que era, porque trabalhar com ela já era desejo antigo.

Quando soube o que era, meus olhos brilharam. Dividir o palco com amigos queridos e parceiros de outros carnavais, trazendo de volta um espetáculo que marcou uma geração, e poder mostrá-lo para as novas gerações é um dos pontos mais charmosos da minha carreira até agora.” Destacando que é a primeira vez que os cinco se reúnem no teatro, Fabiula Nascimento continua: “A gente se admira artisticamente e na vida, por isso somos amigos há dez anos e o seremos por 20, 30, 40.

Debora Lamm, que se lembra de sair de uma sessão de 5 X Comédia no Canecão com as bochechas doendo de tanto rir, ressalta que a união entre os atores faz a força nesta nova versão, assim como no passado. “Nós também somos uma turma, já trabalhamos juntos diversas vezes e temos uma afinidade, que é justamente o que faz com que continuemos trabalhando juntos”, avalia. 

Unidos esteticamente pelo cenário de Daniela Thomas e Camila Schmidt, pela luz de Maneco Quinderé e pelo figurino de Cassio Brasil, os cinco quadros também dialogam no que trazem de mais atual. Temas e citações se repetem aqui e ali: o novo feminismo, a intolerância que borra os limites entre civilidade e barbárie e o desenho animado “Peppa Pig”, entre outros. 

Hamilton louva o fato de o espetáculo captar, ao mesmo tempo, um novo momento e uma nova maneira de produzir o riso – “Um riso com conteúdo, graça, que tenha o espírito de um povo, de uma idade” –, embora confesse que às vezes se perde entre uma ou outra referência mais recente. Para Monique, “é uma turma que busca alternativas, novos canais para existir, e é nesse encontro mais livre que surgem ideias surpreendentes, que apontam para um humor irreverente, antenado”.

FACE

5X Comédia

Com Bruno Mazzeo, Debora Lamm, Fabiula Nascimento, Katiuscia Canoro e Lucio Mauro Filho

Teatro Shopping Frei Caneca (R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)

Duração 100 minutos

03 a 26/05

Sexta – 21h, Sábado – 19h e 21h, Domingo – 18h

$30/$60

Classificação 14 anos

ROMEU E JULIETA

Sucesso de público e crítica durante temporada de estreia, com público de mais de 50 mil espectadores no Rio de Janeiro, Romeu e Julieta, em formato inédito no país para o clássico de William Shakespeare, chega ao Teatro Frei Caneca no dia 10 de agosto. Com direção de Guilherme Leme Garcia (Um Pai – Puzzle), o roteiro musical do espetáculo é composto por 25 canções do repertório de Marisa Monte, tanto de sua carreira solo quanto do projeto Tribalistas, como “Amor I Love You”, “Beija eu” e “Não Vá Embora”. Apresentado pelo Ministério da Cultura e Circuito Cultural Bradesco Seguros, o espetáculo é assinado pela Leme Produções Artísticas, em parceria com a Aventura Entretenimento. O musical conta com o patrocínio da Altas Schindler e Riachuelo e o apoio do BMA Advogados e do CNA. Os ingressos estão à venda no site do Ingresso Rápido.
 
Contamos com uma equipe de criadores incríveis para encantar o público, contando a história trágica do amor de dois jovens, obra imortal da literatura. Tivemos uma linda temporada no Teatro Riachuelo Rio e esperamos ser igualmente bem recebidos em São Paulo”, comenta Aniela Jordan, sócia-diretora da Aventura, ao lado de Fernando Campos, Luiz Calainho e Patrícia Telles.
 
A tragédia escrita entre 1591 e 1595, nos primórdios da carreira literária do inglês, conta a história de dois adolescentes apaixonados cuja morte acaba unindo suas famílias, outrora em pé de guerra. A obra é uma das mais levadas aos palcos do mundo inteiro e hoje o relacionamento dos protagonistas é considerado como o arquétipo do amor juvenil.
 
Histórias de amor sempre têm um lado melancólico, triste, mas, como todos sabem, Romeu e Julieta é a mais bela história de amor que já existiu”, comenta o diretor. “Eu assisti uma montagem do Antunes Filho há 30 anos, em São Paulo, e desde então fiquei totalmente emocionado. Sempre quis falar de Shakespeare para os jovens e trazer essa galera nova para o teatro. O espetáculo é atemporal, mistura o texto de 1500 com a música dos anos 2000, além de um figurino e um cenário que circulam entre esses tempos”.
 
A equipe criativa do espetáculo conta ainda com craques como a cenógrafa Daniela Thomas, uma das responsáveis pela Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, e o estilista João Pimenta, que desfila suas criações na São Paulo Fashion Week. A atriz Vera Holtz assina como “colaboradora artística”, tendo participado da preparação do elenco, e a adaptação da obra e o roteiro musical são da dupla Gustavo Gasparani, vencedor do Prêmio Shell, e do dramaturgo Eduardo Rieche. O visagismo é de Fernando Torquatto, um dos maquiadores e fotógrafos mais requisitados do país, referência no assunto beleza.
 
A direção musical é do produtor Apollo Nove e a direção vocal de Jules Vandystadt. Renato Rocha, diretor de Ayrton Senna, O Musical, é o responsável em preparar os atores para as lutas de espadas que acontecem durante o espetáculo. Ele trabalhou durante um longo tempo com a “Royal Shakespeare Company”, uma das companhias de teatro mais importantes do Reino Unido.
 
O jovem e apaixonado casal é interpretado por Bárbara Sut (Rio Mais Brasil – O Nosso Musical) e Thiago Machado (Cazuza, Rent, Rocky Horror show, Cantando na Chuva). O elenco traz ainda nomes como Ícaro Silva (Rock in Rio – O Musical, Simonal, Elis, a Musical), no papel de Mercuccio, Pedro Caetano (Rei Leão, Les Misérables), como Teobaldo, Bruno Narchi (Rock in Rio – O Musical, Cazuza, Cinderella, Rent), interpretando Benvoglio, Stella Maria Rodrigues (Cristal Bacharat, Cazuza, Emilinha), como a carismática Ama, Claudio Galvan (Família Addams, Garota de Ipanema – O Amor É Bossa), o Frei, Kacau Gomes (Rock in Rio – O Musical, Beatles num céu de diamantes, O médico e o monstro, Les Misérables) e Marcello Escorel (A Grande Viagem do Doutor Tchecov, Cheiro de Chuva, Vaidades e Tolices).
 
É uma personagem que já não imaginava fazer. Teve uma peça na escola que me colocaram para fazer a Ama. Todas as meninas fizeram a Julieta, mas eu era muito alta. Teoricamente eu também não tenho o perfil do que se espera de Julieta, né? Itália medieval, uma Julieta negra? Por isso também me sinto muito honrada de ter essa oportunidade, é um papel que eu pensava ser meio inacessível para mim”, confessa Bárbara.
 
Já conhecido de musicais como Cantando na chuva, Thiago comenta sua primeira vez ao interpretar um texto de Shakespeare: “Eu acho que todo ator não só almeja, mas tem que viver pelo menos uma vez o teatro Shakespeariano. E contar a história do Romeu com a Julieta, que é a maior história de amor que tem, ainda mais na linguagem do teatro musical, está sendo uma aventura muito grande!”.
 
Para Guilherme Leme Garcia a escolha do repertório veio com naturalidade. “Quando comecei a pensar no espetáculo ele não era nem musical, na verdade. Mas, toda vez que eu ouvia Marisa, eu pensava ‘Nossa, essa canção ficaria tão linda nessa cena’. Quando o Gustavo Gasparani, que entrou para fazer o processo de criação, propôs que o espetáculo fosse inteiro com músicas da Marisa, topei na hora!
 
Sou muito próximo da Marisa e o meu universo se aproxima muito do dela”, comenta Gasparani. A ideia teve o aval de Aniela Jordan: “As canções casam como se tivessem sido escritas para a peça”, completa.
 
Romeu e Julieta é a vigésima quinta produção da Aventura Entretenimento e marca os 10 anos de estrada da empresa.
 
CARMEN (2).png
Romeu e Julieta
Com Bárbara Sut, Thiago Machado, Ícaro Silva, Stella Maria Rodrigues, Claudio Galvan, Marcello Escorel, Kacau Gomes, Bruno Narchi, Pedro Caetano, Diego Luri, Kadu Veiga, Max Grácio, Neusa Romano, Gabriel Vicente, Laura Carolinah, Luci Salutes, Saulo Segreto, Thiago Lemmos, Gabi Porto, Santiago Villalba, Daniel Haidar, Jorge Neto, Lara Suleiman, Marcelo Ferrari e Juliana Gama
Teatro Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)
Duração 150 minutos
10/08 até 21/10
Sexta – 20h30, Sábado – 16h e 20h, Domingo – 19h
$75/$200
Classificação Livre

5 X COMÉDIA

Após um hiato de quase 20 anos, o “5 X Comédia”, uma das grandes sensações do teatro brasileiro da década de 90 – concebido por Sylvia Gardenberg, produzido pela Dueto e visto por mais de 450 mil espectadores –, está de volta. Após temporadas de sucesso no Rio de Janeiro,  Brasília, Belém e Curitiba, a nova montagem, dirigida por Monique Gardenberg e Hamilton Vaz Pereira, agora chega a São Paulo, onde fica em cartaz no teatro Frei Caneca, de 10 de março a 30 de abril, com cinco esquetes escritos e interpretados por alguns dos mais incensados nomes do humor e da nova dramaturgia contemporâneos.

Nesta versão do século XXI, Bruno Mazzeo, Debora Lamm, Fabiula Nascimento, Lucio Mauro Filho e Thalita Carauta têm a incumbência de dar vida aos personagens criados, respectivamente, por Antonio Prata, Julia Spadaccini, Jô Bilac, Gregorio Duvivier e Pedro Kosovski. O espetáculo tem cenário de Daniela Thomas e Camila Schmidt, iluminação de Maneco Quinderé e figurino de Cassio Brasil. A BB Seguridade, empresa que concentra as operações de seguros, previdência, capitalização e planos odontológicos do Banco do Brasil, apresenta e patrocina o projeto, que conta também com o patrocínio da Renner. A venda de ingressos se inicia no dia 22 de fevereiro no site www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do Teatro Frei Caneca (mais informações no serviço abaixo).

MAIS UMA VEZ CINCO

Por Isabel De Luca

Percebendo-se ultrapassada pelas princesas contemporâneas, uma Branca de Neve à base de rivotril lê Simone de Beauvoir na tentativa de construir uma nova mulher. Flavio tenta estabelecer regras para uma suruba que começa a rolar durante uma festa no apartamento emprestado da mãe. Um pai de primeira viagem recorre a medidas extremas após meses de privação de sono e precisa se explicar na delegacia. Enquanto aproveita mais um teste de elenco para filar um lanche, uma figurante sem noção tira o diretor do sério. Indignada com a maneira como o pet shop elege os bichos da vitrine, uma arara tem um arroubo de ódio direcionado sobretudo a um Poodle Queen.

Marco do teatro carioca dos anos 1990, o espetáculo “5 X Comédia” está de volta pelas mãos de Hamilton Vaz Pereira, diretor-geral das três versões anteriores, e Monique Gardenberg, produtora da montagem original. Dezessete anos depois da última encenação, uma nova geração entra em cena: Antonio Prata, Jô Bilac, Julia Spadaccini, Gregorio Duvivier e Pedro Kosovski são os autores dos textos interpretados, respectivamente, por Bruno Mazzeo, Fabiula Nascimento, Debora Lamm, Lucio Mauro Filho e Thalita Carauta. Desta vez, Hamilton e Monique dirigem juntos os cinco esquetes.

Assistidas por mais de 450 mil pessoas em dezenas de cidades brasileiras, as versões de 1993, 1995 e 1999 celebrizaram-se por fichas técnicas cujas vidas se entrelaçavam desde a década de 1970, ora no grupo de teatro Asdrúbal Trouxe o Trombone – capitaneado, não por acaso, por Hamilton –, ora no programa “TV Pirata”, que foi ao ar na Rede Globo de 1988 a 1990 e voltou à grade em 1992. Os quadros e os atores foram se revezando nos palcos. Quinze quadros. Doze atores: Andréa Beltrão, Denise Fraga, Diogo Vilela, Pedro Cardoso, Luiz Fernando Guimarães, Débora Bloch, Fernanda Torres, Miguel Magno, Cláudia Raia, Patrycia Travassos, Evandro Mesquita, Totia Meireles.

Agora, sublinha Monique, não é muito diferente. “São atores-criadores que se uniram para a produção de um novo humor, como foi o caso da série ‘Cilada’, que ficou no ar durante seis temporadas, do filme ‘Muita calma nessa hora’, ou do programa ‘Junto e Misturado’. E aos cronistas como Antonio Prata e Gregorio Duvivier se unem a turma da nova dramaturgia de Jô Bilac, Julia Spadaccini e Pedro Kosovski, movimento renovador do teatro carioca”, ela situa. Hamilton classifica a nova montagem de “corajosa”: “Quem viu lá atrás pode querer comparar, e isso é um perigo. Mas a nova versão não se amedronta, é o que se percebe nos textos que recebemos e na vitalidade que está sendo mostrada por cada intérprete.

 Retornar ao “5 X Comédia” era um desejo antigo que só ganhou corpo quando Monique se aproximou de Bruno Mazzeo por intermédio de Augusto Casé, que produz os filmes de ambos. Se em 1993 a peça foi concebida por Sylvia Gardenberg, irmã de Monique, a partir de um encontro com Pedro Cardoso, Bruno foi o catalisador da nova montagem. “Vi nele, esse cara multitalentoso que eu admirava de longe, o parceiro que precisava para me ajudar a trazer a peça de volta, assim como o Pedro ajudou a Sylvinha a escalar autores, atores, diretores”, diz a diretora. “Isso aqui é, também, uma homenagem a ela.”

Unidos esteticamente pelo cenário de Daniela Thomas e Camila Schmidt, pela luz de Maneco Quinderé e pelo figurino de Cassio Brasil, os cinco quadros também dialogam no que trazem de mais atual. Temas e citações se repetem aqui e ali: o novo feminismo, a intolerância que borra os limites entre civilidade e barbárie, o desenho animado “Peppa Pig”, as corruptelas da vez – caso do ubíquo “miga”: “Miga, cê tá bem?”, pergunta a Branca e Neve do esquete de Julia Spadaccini ao encontrar Alice deprimida na cama. 

Desde que o espetáculo foi idealizado – e apresentado em apenas três sessões na primeira encarnação, para comemorar os cinco anos do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) –, 11 autores passaram pelo programa: Luis Fernando Verissimo, Mauro Rasi, Vicente Pereira, Pedro Cardoso, Hamilton Vaz Pereira, Miguel Magno, Ricardo Almeida, Felipe Pinheiro, Miguel Falabella, Patrycia Travassos, Regiana Antonini. Na lista de diretores dos esquetes até agora estavam Hamilton, Mauro Rasi, Marcus Alvisi, Pedro Cardoso, Miguel Magno, Miguel Falabella e Regiana Antonini.

O comando da cena dividido irmãmente entre Monique e Hamilton é, portanto, uma novidade. “O encaixe tem sido perfeito, porque o Hamilton se liga na coisa espacial da encenação, já eu gosto do detalhe da atuação”, conta Monique. O parceiro corrobora: “São duas frentes complementares que se conectam, uma vai precisar da outra”.

Outra singularidade está no processo mais participativo do que nas encenações passadas. “Todos estão conversando sobre as cenas de todos, estamos valorizando o potencial de cada quadro coletivamente. Antes cada um cuidava do seu e eu visitava todo mundo para ver como estava indo, havia uma independência mais radical”, compara Hamilton. “Agora não, tudo junto misturado, com toda a liberdade”, conclui Monique.

Este slideshow necessita de JavaScript.

5 X Comédia
Com Debora Lamm, Bruno Mazzeo, Fabiula Nascimento, Thalita Carauta e Mauro Lúcio Filho
Teatro Frei Caneca – Shopping Frei Caneca (R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)
Duração 80 minutos
10/03 até 30/04
Sexta – 21h; Sábado – 21h30; Domingo – 19h
$50/$120
Classificação 14 anos
 
Direção: Hamilton Vaz Pereira e Monique Gardenberg
Cenário: Daniela Thomas e Camila Schmidt
Imagens do Cenário e Projeto Gráfico: Radiográfica
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurino: Cássio Brasil
Fotos: André Gardenberg
Vídeos: Dado Marietti
Assistente de Direção: Mila Portella e Sergio Maciel
Direção de Palco: Ney Silveira
Operador de Luz: Vladimir Freire
Operadora de Som: Joana Guimarães
VJ: Bruno Grieco
Contra Regra: Gabriel Max Serqueira
Caracterização: Sonia Penna
Produção de Figurino: Patricia Sato e Sonja Gradel
Assessoria de Imprensa: Vanessa Cardoso / Factoria Comunicação
Texto Programa: Isabel De Luca
Gerência Comercial: Josy Siqueira e Stefania Dzwigalska
Financeiro: Érica Maia, Marco Aurélio Serqueira, e Monica Lima
Motoristas: João Batista Oliveira e José Luis
Produção Teatro: Selene Marinho
Direção de Produção: Clarice Philigret
Diretores Executivos: Carlos Martins e Jeffrey Neale
Idealização: Dueto
Realização: Nós3

RENT

Como você conta um ano de sua vida? Vencedor de 4 Tony Awards (Melhor Musical, Melhor Texto, Melhor Trilha Original e Melhor Ator Coadjuvante), RENT conta um ano na vida de oito jovens que tem que encarar as aventuras e desventuras de seus amores, amizades, conflitos, problemas financeiros, o transparecer da sexualidade e o embate com a finitude humana. Mais que um musical, Rent é uma corrente de amor!

A história começa na véspera de natal, na cobertura de uma antiga editora musical. Um loft industrial onde moram Mark (Bruno Narchi), cineasta perdido que saiu debaixo das asas de seus pais para tentar a sorte na cidade grande e Roger (Thiago Machado), musico ex integrante de uma quase bem-sucedida banda de punk rock, que perdeu sua inspiração ao se ver frente a frente com a morte.

Em meio ao frio congelante, Mimi (Ingrid Gaigher), a vizinha do andar de baixo, bate na porta deles em busca de fogo e acaba reacendendo a vida de Roger. Collins (Max Grácio), gênio da computação e professor universitário, aparece na cidade para passar a noite de natal com seus amigos. Após um assalto, acaba caído em um beco qualquer onde encontra seu salvador, Angel (Diego Montez), percussionista de rua e Drag Queen. Benny (Mauro Sousa), antigo amigo e proprietário do imóvel, aparece para cobrar o aluguel.

Maureen (Myra Ruiz), ex parceira de Mark, é uma artista performática que prepara seu protesto, contra a cobrança e a desapropriação dos terrenos da região, com a ajuda de Joanne (Priscila Borges), advogada feminista e sua atual namorada. A partir de uma única noite, acompanhamos o recorte de um ano na vida dessas pessoas. ‘Um close’ nos encontros e desencontros, na amizade, no agora, na saudade, na solidão, na companhia, na vida, na perda, no cuidar do outro e, acima de tudo, no amor.

Jonathan Larson, que venceu o Prêmio Pulitzer de Teatro com o musical, não pode nem comemorar o sucesso de sua principal obra, pois faleceu às vésperas da estreia, vítima de uma doença rara. O musical que revolucionou a Broadway comemora, em 2016, 20 anos de história. Estreou em 1996 como um musical Off Broadway. Hoje, é um dos 11 musicais com mais tempo em cartaz na Broadway (12 anos consecutivos). A adaptação para o cinema foi feita em 2005, sob a direção de Chris Columbus.

Produtor e realizador do projeto, ao lado de Bel Gomes, o ator Bruno Narchi iniciou essa jornada em 2014 e conta: “RENT foi o musical que me inspirou a fazer musicais. Foi também a primeira vez que pensei em montar e produzir um espetáculo. Somente dez anos depois, em uma conversa de camarim com outros colegas de elenco do musical ‘Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz’, nos questionamos sobre qual musical gostaríamos de fazer e produzir. Mais uma vez apareceu o nome: RENT. Hoje, vejo e acredito muito que o próprio projeto fez sua seleção natural. Formamos um time que defende essa obra com tudo aquilo que ela merece. Garra, verdade, vontade e amor. Muito amor. Um grupo de amigos falando de um grupo de amigos.”

A opção em fazer uma temporada alternativa, com apresentações durante a semana, viabilizou o projeto. “Nos apresentaremos em dias em que podemos ter os melhores profissionais do mercado que terão liberdade de fazer outros trabalhos. Marcaremos as terças e quartas como um dia de festa, um evento semanal que não briga e nem compete com os outros musicais. Pelo contrário, vejo esse projeto como uma grande celebração de uma série de conquistas desse mercado. É uma homenagem aos musicais, aos profissionais, e aos amigos. Uma linda Corrente de Amor”, completa Narchi.

Poético, visceral e humano, RENT não pode ser visto apenas como “mais um musical”. Revolucionário e atual, ele nos envolve com nossos questionamentos diários, nos convida para sua realidade palpável e nos provoca com nossas semelhanças. Uma trama de escolhas e consequências que nos mostram a fragilidade da vida, a velocidade do tempo e a força de um sentimento.

A busca por uma voz. A vida mensurada em amor.

Rent
Com Myra Ruiz, Bruno Narchi, Diego Montez, Thiago Machado,
Ingrid Gaigher, Mauro Sousa, Max Grácio, Priscila Borges,
Thuany Parente, Carol Botelho, Lívia Graciano, Zuba Janaina,
Bruno Sigrist, Arthur Berges, Philipe Azevedo, Felipe Domingues, Guilherme Leal e Kaíque Azarias.
Teatro Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)
Duração 150 minutos
14 a 21/12/16
10/01 até 29/03/17
Terça e Quarta – 21h
(sessão extra 19/12 – segunda – 21h)
$100
Classificação 14 anos
 
Texto: Jonathan Larson
Versão Brasileira: Mariana Elisabetsky
Direção: Susana Ribeiro
Direção Musical: Daniel Rocha
Direção de Movimento e Coreografia: Kátia Barros
Cenografia: André Cortez
Figurino: Fause Haten
Visagismo: Leopoldo Pacheco
Iluminação: Wagner Freire
Produtores Associados: Bruno Narchi e Bel Gomes
Realização: IBELIEVE R.A. e BELELEO PRODS.
Assessoria de Imprensa: Morente Forte

RENT

Após uma espera de mais de duas semanas, foi divulgado o elenco completo da nova montagem do musical “Rent” no Brasil.

São eles: Guilherme Leal (Solista / Sr. Jefferson / Paul), Myra Ruiz (Maureen), Bruno Narchi (Mark), Thiago Machado (Roger), Ingrid Gaigher (Mimi), Livia Graciano (Solista / Mendiga / Sra. Marquez), Carol Botelho (Ali / Sra. Cohen), Priscila Borges (Joanne), Mauro Sousa (Benny), Max Grácio (Collins), Diego Montez (Angel), Kaíque Azarias (Ensemble),  Philipe Azevedo (Traficante / Sr. Grey),  Josi Lopes (Vendedora / Sra. Jefferson / Sue), Bruno Sigrist (Steve / Garçom / Flanelinha), Arthur Berges (Gordon), Thuany Parente (Alexi Darling / Sra. Davis / Pam) e Felipe Domingues (Pastor / Ensemble).

O grupo de criativos também reúne nomes de peso. A versão é de Mariana Elisabetsky; Kátia Barros fará a coreografia; os figurinos são de Fause Haten; a cenografia é de André Cortez; o visagismo é responsabilidade de Leopoldo Pacheco. A direção musical é de Daniel Rocha e a direção geral de Susana Ribeiro.

14937200_318141601905335_1323233204742527245_n

Rent” foi o primeiro espetáculo da nova temporada de musicais que teve no país. Estreou em 1999, no Teatro Zaccaro (Bela Vista – SP), tendo no elenco jovens atores –Jarbas Homem de Mello, Bianca Tadini, Alessandra Maestrini, André DiasMarcos Tumura, entre outros.

A estreia está prometida para o mês de dezembro no Teatro Frei Caneca.

 

RENT

Rent” foi o primeiro espetáculo da nova temporada de musicais que teve no país. Estreou em 1999, no Teatro Zaccaro (Bela Vista – SP), tendo no elenco jovens atores – Jarbas Homem de Mello, Bianca Tadini, Alessandra Maestrini, André DiasMarcos Tumura, entre outros.

Agora, em comemoração aos 20 anos do espetáculo, uma nova montagem brasileira toma os palcos do Teatro Frei Caneca, a partir de dezembro. É a realização do sonho do ator, e produtor, Bruno Narchi, que sempre teve vontade de montar o musical.

Já começou a ser divulgado o elenco que fará parte do musical de Jonathan Larson. Bruno viverá Mark; Thiago Machado será Roger; Ingrid Gaigher fará Mimi; Priscila Borges será Joanne. Os próximos nomes serão divulgados, um por dia, a partir de hoje.

O grupo de criativos também reúne nomes de peso. A versão é de Mariana Elisabetsky; Kátia Barros fará a coreografia; os figurinos são de Fause Haten; a cenografia é de André Cortez; o visagismo é responsabilidade de Leopoldo Pacheco. A direção musical é de Daniel Rocha e a direção geral de Susana Ribeiro.

Acompanhe as novidades pela página do espetáculo no Facebook ou no instagram.