MENOPAUSA, O MUSICAL

Quatro mulheres de meia-idade encontram-se no interior de uma loja de departamentos. Durante este dia, elas irão compartilhar suas experiências sobre mais um estágio na vida feminina, mas que é o pesadelo de 10 em 10 mulheres, a Menopausa.

Este fato foi transformado em musical por Jeanie Linders. Estreou em 2001 em Orlando, Florida. Por cerca de 90 minutos, acompanhamos um dia na vida de quatro personagens – a Atriz, a Hippie, a Executiva e a Dona de Casa do Interior, que, complementares, formam o quarteto disposto a lidar de forma bem-humorada com os detalhes e preciosidades de ser mulher entre os 45 e 55 anos de idade.

Durante o espetáculo são interpretadas 25 canções sobre o ‘fogacho’, o desejo por chocolate, a perda de memória, os suores noturnos e a dificuldade sexual. As letras são paródias de canções famosas como “What’s Love Got to Do With It”, “The Great Pretender”, “Stayin’ Alive“, “YMCA“, entre outras.

O musical foi um sucesso. Depois de Orlando, percorreu mais de 450 cidades nos Estados Unidos e diversos países. Está em cartaz há 12 anos na cidade de Las Vegas, atualmente no hotel cassino Harrah’s.

menopause-women.jpg

Público feminino x masculino

Seth Greenleaf, diretor e sócio da GFour Productions, que detém os direitos do musical, ao ser questionado como é a reação do público masculino estrangeiro ao espetáculo, respondeu que “incentivamos ao público feminino trazerem seus parceiros, pois é algo educativo para eles. Eles chegam meio retraídos, mas durante o espetáculo, relaxam, aproveitam, riem bastante, e ao final, nos agradecem por poderem compreender um pouco sobre o que é a Menopausa. Pelo que pude ver durante as primeiras apresentações aqui no país, vi que o mesmo aconteceu com o público masculino brasileiro.

Menopausa em terras brasileiras

A montagem do espetáculo é um sonho do produtor Cássio Reis desde 2003, quando o assistiu pela primeira vez. Cerca de 15 anos foram necessários para colocar em pé o musical. E desde 10 de agosto, “Menopausa, o Musical” está em cartaz no palco do Teatro Gazeta, com sessões de sexta a domingo.

A direção coube a Anderson Bueno, que debuta no cargo. “Assumi o papel de direção por ser atrevido e inquieto. Já tinha minha experiência com visagismo e produção, mas queria experimentar algo a mais“. Para ajudá-lo na tarefa de contar a história, ele chamou sua amiga, Maximiliana Reis. A ela, por sua experiência, coube o papel de dirigir as atrizes.

Elenco MENOPAUSA - Por Marco Máximo.jpeg

Luciana Milano, Simone Gutierrez, Alessandra Vertamatti, Bibba Chuqui e Adriana Fonseca (crédito foto – Marco Máximo)

 

O elenco feminino brasileiro

Para compor o elenco, foram convidadas cinco atrizes. Adriana Fonseca, Alessandra Vertamatti, Bibba Chuqui e Simone Gutierrez dão vida, respectivamente, à Hippie, à Dona de Casa do Interior, à Executiva, e à Atriz. Luciana Milano assume o papel de stand-in.

Oficialmente, nós temos um elenco mais jovem do que o que é montado nos outros países. Porque, no Brasil, a menopausa atinge mulheres cada vez mais jovens. Então rejuvenescer estas personagens seria importante“, afirma Bueno.

Simone Gutierrez entende esta mudança como importante, afinal “o musical foi criado há 20 anos. A mulher de 50 anos atual é bem diferente daquela do início do século XXI. Ela é uma Claudia Raia, ela faz de tudo“. Já Alessandra Vertamatti vê o espetáculo como “uma forma de deixar mais leve esse ‘tabu’. Afinal, sobre menopausa só se ouve falar sobre a parte médica, algo pesado“.

Para ajudá-las a entrar nas personagens, foi contatada a endocrinologista Elaine Dias, que presta assessoria ao musical.

Abrasileirando o musical

Para trazer o espetáculo mais próximo do público brasileiro, mudanças foram feitas em algumas personagens. A Hippie mora nos bairros italianos de São Paulo, e a Dona de Casa, saiu do interior dos Estados Unidos e veio parar em Minas Gerais.

Outra mudança necessária foi a versão das canções para o português. Isto ficou a cargo do diretor musical, Thiago Gimenes – “É importante que a prosódia e a acentuação das palavras estejam corretas, mas estou me baseando principalmente nas fonéticas. As pessoas vão ouvir as músicas com o mesmo tipo de sonoridade que ouvem em inglês, mas com palavras em português“.

A única canção brasileira que foi permitida ser incluída pela pela produção americana é o clássico das Frenéticas, “Dancing Days“, inserida no encerramento do show.

A coreografia também foi algo estudado, afinal as personagens são senhoras de meia idade, que não tem mais o vigor de quando eram jovens. Para tanto a coreógrafa Ciça Simões e sua assistente Nina Sato Pires pensaram em algo mais natural, ouvindo o que as atrizes pensaram para compor seus personagens. “A coreografia é feita para contar a história. Tem que ser natural. Lógico que alguns movimentos muito clichês tem que ficar, como forma de homenagem, como no caso de “Saturday Night Fever”. Conseguimos encontrar um equilíbrio entre fazer movimentos que ficassem bons nos corpos das atrizes e que contassem bem a história“, disse Ciça.

20180813_184928.jpg

crédito foto – Opinião de Peso

Vídeos das cenas apresentadas durante a coletiva de imprensa.

 

Menopausa, o Musical
Com Adriana Fonseca, Alessandra Vertamatti, Bibba Chuqui, Simone Gutierrez e Luciana Milano (stand in) Fafy Siqueira (em off).
Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 80 minutos
10/08 até 21/10
Sexta – 21h, Sábado – 20h, Domingo – 16h
$80
Classificação 12 anos

MENOPAUSA, O MUSICAL

A chegada da meia-idade e o universo da mulher estão em foco no texto de “Menopausa – O Musical”. O cômico espetáculo, estreou em Orlando, na Flórida, em 2001, migrando para o circuito Off-Broadway em 2002, onde completou temporada de 1.500 apresentações; desde então já percorreu mais de 450 cidades nos Estados Unidos e diversos países. Fenômeno em Las Vegas há 12 anos, é o espetáculo de temporada mais longa da história da cidade, sendo premiado em 2015 como o “Best Scripted Live Show”.
Inédito no Brasil, ele chega ao Teatro Gazeta, em São Paulo, a partir de 10 de agosto, pelas mãos de Cássio Reis Anderson Bueno, mesmos produtores da icônica comédia, também feminina, “Os Monólogos da Vagina”, conhecida no país há quase 20 anos.

Cheias de personalidade, cada mulher retratada em cena encara a vida de uma maneira e enfrenta esta nova fase de forma diferente. Apresentando arquétipos em vez de personagens reais, o espetáculo traz a Atriz, a Hippie, a Executiva e a Dona de Casa do Interior, que, complementares, formam o quarteto disposto a lidar de forma bem-humorada com os detalhes e preciosidades de ser mulher, especialmente neste período fisiológico, que tende a ocorrer entre os 45 e 55 anos de idade. Elas são um reflexo de todas as mulheres. Toda mulher tem um pouquinho de cada personagem, diz o diretor, visagista e produtor Anderson Bueno.

As personagens vividas pelas atrizes Adriana FonsecaAlessandra VertamattiBibba Chuqui e Simone Gutierrez, além de Luciana Milano na função de stand-in, tem dupla missão: todas são responsáveis não apenas por entreter, mas também por abordar este universo de forma instrutiva, onde muito além de apontar os sintomas, é proposto um maior entendimento ao público sobre o que esse momento realmente significa para as mulheres. Ainda estou aprendendo, mas começo a ver isso como a Independência total da mulher. Uma libertação. Vejo ‘Menopausa – O Musical’ como parte de uma trilogia feminina que produzimos, em continuação aos espetáculos “Os Monólogos da Vagina” e “Nany People Salvou Meu Casamento”, conta Bueno.

O texto retrata uma fase da vida pela qual todas as mulheres irão passar e muitas vezes é um período bem conturbado física e emocionalmente. Gosto de falar de verdades e ‘menopausa’ é uma transição que muda o comportamento das mulheres e também de quem as rodeia. Sempre vi o espetáculo como um show para toda a família, de adolescentes aos mais velhos, e espero realmente que o público abrace com prazer a mensagem que queremos passar, pois é um espetáculo leve, bonito, alegre e que traz uma questão, muitas vezes delicada, para uma linguagem coloquial e de fácil entendimento, tudo com muito humor e música, afirma o idealizador e produtor Cássio Reis.

Já a trilha que irá conduzir os divertidos dilemas é guiada por paródias de conhecidas canções dos anos 60, 70 e 80, sempre sobre temas cotidianos da menopausa como os hormônios a flor da pele, necessidade do chocolate, perda de memória, fogachos, suores noturnos e vida sexual. Na seleção da song list, entram versões de hits como “Fever Night”, “Stayin’ Alive”, “The Lion Sleeps Tonight”, “YMCA” e “Chain of Fools”. O produtor Cássio Reis conseguiu ainda uma autorização especial e exclusiva dos detentores dos Direitos Autorais Internacionais do texto para inserir, no encerramento do espetáculo, a música “Dancing Days”, sucesso brasileiro consagrado pelo grupo As Frenéticas na década de 80 e que será cantada originalmente.

É importante que a prosódia e a acentuação das palavras estejam corretas, mas estou me baseando principalmente nas fonéticas. As pessoas vão ouvir as músicas com o mesmo tipo de sonoridade que ouvem em inglês, mas com palavras em português. Queremos trazer personagens mais reais, tipos físicos mais próximos do que o Brasil tem, por isso buscamos, e não só na música, ‘abrasileirar’ os termos e as piadas usadas, explica Thiago Gimenes, diretor musical e responsável pelas divertidas versões.

E reforçando ainda mais a comicidade do espetáculo, o público poderá reconhecer a voz marcante da atriz, imitadora e humorista Fafy Siqueira, convidada especial que participa em “off” desta comédia universal e atemporal, que já foi aplaudida em 15 países, entre eles Austrália, Canadá, Israel, Itália, Filipinas, Reino Unido e África do Sul.

 Abaixo o trailer do espetáculo no canal particular do youtube.

Menopausa, o Musical

Com Adriana Fonseca, Alessandra Vertamatti, Bibba Chuqui, Simone Gutierrez e Luciana Milano (stand in) Fafy Siqueira (em off).

Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 80 minutos

10/08 até 21/10

Sexta – 21h, Sábado – 20h, Domingo – 16h

$80

Classificação 12 anos

MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA

A comédia ‘Morte Acidental de Um Anarquista’, que completa três anos em cartaz, tendo passado por 27 cidades, inicia nova fase nos palcos do Teatro Gazeta, em São Paulo, a partir de 30 de junho, desta vez, em temporada aos sábados, às 22h e aos domingos, às 20h. A montagem do texto de Dario Fo, prêmio Nobel de Literatura em 1997, que contou com Dan Stulbach no elenco ganha agora a participação do ator Marcelo Laham.

A peça parte de um caso verídico, uma controversa investigação de um caso ocorrido em Milão, em 1969, e tem como pano de fundo os ataques terroristas que feriram e mataram dezenas de pessoas e nas cidades de Milão e Roma. O mote é o suposto suicídio de um anarquista acusado pelos atentados que teria se jogado da janela do prédio da polícia durante o interrogatório. O caso ficou nebuloso com incoerências nos depoimentos dos policiais envolvidos, porém ninguém foi condenado por falta de provas.

Um ano após o episódio na história da Itália, Dario Fo estreou sua peça ficcional, uma comédia, que coloca dentro da delegacia naquele dia a figura de um louco revelando práticas de torturas física e psicológica nos interrogatórios policiais. Na dramaturgia, o louco é acusado de falsidade ideológica, por gostar de se passar por outras pessoas, porém se revela mais esperto que o delegado e, ali mesmo, engana a todos fingindo ser um juiz.

O que teria acontecido realmente naquele dia? O anarquista se jogou ou fora jogado do quarto andar?

A polícia afirma que o anarquista teria se jogado pela janela do quarto andar, a imprensa e a população acreditam que ele tenha sido jogado. O louco brincando com o que é ou não é real vai desmontando o poder e revelando a verdade ao assumir várias identidades médico cirurgião, psiquiatra, bispo, engenheiro naval, entre outras, além de juiz. Os espectadores se tornam aliados tanto do ator quanto do personagem e ao serem convidados a participar trazem à tona flashes do momento político atual do país para ajudá-lo na reconstituição do suposto crime.

Morte Acidental de Um Anarquista é a peça mais conhecida e premida de Dario Fo. Montada no mundo inteiro, recentemente, em Londres, foi encenada com referências ao caso Jean Charles (brasileiro que ficou conhecido após ser confundido e assassinado erroneamente pela Scotland Yard no Metrô de Londres). No Brasil, já foi montada com Antonio Fagundes e Sérgio Britto como protagonistas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Nesta montagem, há três anos em cartaz, com direção de Hugo Coelho, o público é recebido pelo elenco do lado de fora, na entrada, com uma apresentação musical. Já no teatro, Marcelo Laham entra em cena para contar o que aconteceu na vida real e explicar o porquê de montar o espetáculo, seguindo a estratégia que Dario Fo de aproximação e reconhecimento. Em seguida, público é convidado a tirar dúvidas e, só depois de todos estarem prontos, o espetáculo começa.

image003

Morte Acidenta de Um Anarquista

Com Marcelo Laham, Henrique Stroeter, Riba Carlovich, Marcelo Castro, Maíra Chasseraux e Rodrigo Bella Dona

Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 90 minutos

30/06 até 14/10

Sábado – 22h, Domingo – 20h

$70/$80

Classificação 14 anos

1 MILHÃO DE ANOS EM 1 HORA

A comédia de sucesso da Broadway para o Brasil. De Colin Quinn e Jerry Seinfeld, a versão brasileira de Marcelo Adnet e a direção de Cláudio Torres traz o humorista Bruno Motta num espetáculo de ritmo alucinante em 15 quadros, da era das cavernas ao Facebook. Vários personagens, sotaques e regiões são apresentadas nesta comédia que viaja pelo mundo e pelo tempo. De Sócrates ao Big Brother, da idade da pedra ao Facebook, o espetáculo é sucesso de crítica e público desde a estreia.

A VERSAO BRASILEIRA

BRUNO MOTTA

Um dos mais premiados humoristas da sua geração tem considerável histórico no humor televisivo: redator de humor da TV Globo, comentarista de humor do Jornal da Record News e foi ainda um dos autores do sucesso Furo MTV, onde também desempenhava os papéis de repórter e colunista.

DIREÇÃO: CLAUDIO TORRES GONZAGA

Criador do grupo Comédia em Pé, o primeiro de stand up comedy no Brasil já visto por mais de 1 milhão de espectadores em dez anos em cartaz. Cláudio já escreveu programas de humor como Grande Família, Sai de Baixo e Os Caras de Pau, Sob Nova Direção e Divertics.  Como diretor tem no currículo mais de 100 espetáculos, incluindo: “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues, com o qual ganhou o prêmio MinC, o sucesso “Enfim Nós”, com Bruno Mazzeo, “A Comédia dos Erros”, de William Shakespeare, também indicado como melhor diretor para o prêmio Shell.

TEXTO: MARCELO ADNET

Marcelo tornou-se conhecido nacionalmente através do programa 15 Minutos na MTV, que apresentou e escreveu por 4 anos, diariamente. Na MTV estrelou também os premiados Comédia MTV e Adnet Viaja, entre outros. Na Rede Globo esteve em O Dentista Mascarado e teve também quadros no Fantástico, até comandar o projeto de sucesso Tá No Ar.

A HISTÓRIA POR TRÁS DO ESPETÁCULO

A História do Mundo nunca foi tão engraçada – desde que vista de longe. A concepção original de Jerry Seinfeld (tido como o comediante solo mais famoso do planeta) pode ser notada pela construção ácida e minimalista em detalhes que até então passariam despercebidos.

A peça, contada em um ato, estreou na Broadway em 2010 com o título “Long Story Short”, de Colin Quinn e direção original de Jerry Seinfeld, considerado um dos maiores comediantes de todos os tempos. Concebido como um espetáculo simples, um one man show recontando fatos históricos, tornou-se logo um grande sucesso, sendo visto por mais de 1 milhão de espectadores em 10 cidades americanas. Em cartaz no ano de 2010 no lendário Helen Hayews Theather, fez turnê pelos Estados Unidos e chegou ao Brasil, onde viajou por vários estados e fazendo grandiosas temporadas no Rio e São Paulo.

Bruno assistiu ao espetáculo original duas vezes na Broadway, antes de conseguir os direitos. Através de amigos em comum, comediantes do Comedy Cellar, fez o contato via twitter e conheceu Colin Quinn nos bastidores do clube. O trio criativo – Bruno Motta, Cláudio Torres Gonzaga e Marcelo Adnet se reuniu várias vezes para manter as piadas e mudar o ponto de vista, escrevendo ainda um capítulo inédito na montagem sobre o Brasil acompanhado pelo autor original. A adaptação levou 6 meses, mais 3 meses de ensaios e a versão brasileira é a primeira montagem do espetáculo fora da Broadway.

CURIOSIDADES / DESTAQUES

Os projetores utilizados em cena são Kodak Ektagraphic e foram inventados em 1967.

Foram 6 meses de negociação dos direitos, 6 meses de preparação de texto e outros 3 meses de ensaio.

Bruno Motta foi apresentado a Colin Quinn nos bastidores do show do Comedy Cellar, em NY, onde ele e Seinfeld começaram a carreira.

O trio criativo – Bruno Motta, Cláudio Torres Gonzaga e Marcelo Adnet se reuniu várias vezes para manter as piadas e mudar o ponto de vista, escrevendo ainda um capítulo inédito na montagem sobre nosso país acompanhado pelo autor original

1 Milhão de Anos em 1 Hora
Com Bruno Motta
Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 75 minutos
12/05 até 10/06
Sábado e Domingo – 20h
$70/$80
Classificação 12 anos

MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA

A comédia Morte Acidental de Um Anarquista, que completa quase 3 anos em cartaz, tendo passado por 27 cidades, volta aos palcos do Teatro Gazeta, em  São Paulo. A montagem do texto de Dario Fo, prêmio Nobel de Literatura em 1997, com Dan Stulbach no elenco e direção de Hugo Coelho, teve temporada prorrogada após novo sucesso de público e fica em cartaz até 27 de maio, com apresentações aos sábados (22h) e domingos (18h).

O autor Dario Fo partiu de um caso verídico, uma controversa investigação de um caso em Milão, em dezembro de 1969, quando o principal suspeito de um crime, um anarquista, caiu da janela. Morte Acidental de Um Anarquista é sua peça mais conhecida e premida, montada no mundo inteiro. Recentemente, em Londres, foi encenada com referências ao caso Jean Charles. No Brasil, já foi montada com Antonio Fagundes, em São Paulo, em 1985, e Sérgio Britto, no Rio de Janeiro, como protagonistas.

O espetáculo abre com uma festa na entrada do teatro, onde o elenco toca músicas e recebe o publico. Com todos no teatro, Dan Stulbach entra em cena e conta o que aconteceu na vida real e o porque de montar este espetáculo: “A idéia era aproximar a todos, quebrar qualquer distância entre o elenco e o publico”, diz Dan .

Depois, o publico tira suas duvidas, fazem todo o tipo de pergunta e, quando todos estiverem prontos, o espetáculo começa. Um louco (Dan Stulbach), cuja doença é interpretar pessoas reais, está detido por falsa identidade. Ali na delegacia, num momento de distração dos policiais, ele se passa por um falso juiz na investigação do misterioso caso do anarquista. Só o publico sabe que ele não é quem diz ser. “O Louco e o publico são cúmplices”, dizia Dario Fo.

Então, o Louco, com a ajuda do publico, inicia a investigação. A polícia afirma que o anarquista teria se jogado pela janela do quarto andar. A imprensa e a população acreditam que foi jogado. O que teria acontecido realmente? O louco assume varias identidades, como juiz, médico cirurgião, psiquiatra, bispo, engenheiro naval, entre outras, e assim, vai enganando um a um, e, brincando com o que é ou não é real, desmontando o poder e descobrindo a verdade.

Na delegacia, o Louco é preso pelo Comissário (Marcelo Castro) e encontra os responsáveis pela investigação, o Delegado (Henrique Stroeter) e o Secretário de Segurança (Riba Carlovich). Depois a imprensa aparece, através da Jornalista (Maira Chasseraux). Todos, menos o Louco, inspirados em personagens reais.

Um momento marcante e bastante divertido na montagem é quando o publico ajuda o Louco a “interpretar” o juiz, sugerindo, espontaneamente, frases, palavras e gestos para que o Louco incorpore. “Tento lembrar de tudo, e vou encaixando na peça. todos se sentem representados, falam de tudo. Faz de cada apresentação mais especial e única, porque nunca se repete, diz Dan.

E é incrível, porque passamos pelo Brasil destes 3 anos, impeachment, passeatas, tudo, estávamos em cartaz recebendo as frases e a mudança dos nomes e do pensamento, diz Henrique.

13494776_1743968809151898_2532496471399734304_n

Morte Acidental de um Anarquista
Com Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich,
Marcelo Castro, Maíra Chasseraux e Rodrigo Bella Dona
Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
03/03 até 27/05 (05/05 e 06/05 não haverá apresentação)
Sábado – 22h, Domingo – 18h
$70/$80
Classificação 14 anos

CASAR PRA QUÊ?

A comédia romântica CASAR PRA QUÊ? estreia no dia 2 de março no Teatro Gazeta.  O texto é de Alessandro Anes, que também atua na peça ao lado de Michelle Martins.  A direção é de Eri Johnson.

O espetáculo estreou em 2007  e nunca mais saiu de cartaz. Apesar de já ter rodado mais de 60 palcos de norte a sul do  país, somando um público de mais de 800 mil espectadores, a comédia chega pela primeira vez em São Paulo. “CASAR PRA QUÊ? permite mudanças no roteiro exatamente por brincar com o cotidiano e transforma-lo em comédia”, fala  Alessandro Anes sobre o espetáculo. “ Isso acaba fazendo o público voltar várias vezes ao teatro e torna cada apresentação um momento prazeroso também para nós, atores”, completa.

A história se passa no apartamento dos recém-casados Pedro Paulo e Ana Lúcia. O casal acabou de se conhecer numa boate, onde foram “atingidos” pelo cupido do amor à primeira vista. Ela, uma “patricinha” de classe média alta,  super vaidosa e culta; ele um suburbano, galanteador, enrolão, que omite suas origens para conquistá-la.

A partir desta união, a peça relata o cotidiano do casal, onde as brigas causadas pelas inúmeras diferenças só fazem divertir o público, não só com as piadas do texto, mas também pela identificação com as situações vividas no palco.

Mas o espetáculo não mostra e nem vive só das brigas. Pedro Paulo e Ana Lúcia são realmente super apaixonados e cada crise e discussão sempre  termina aos beijos e abraços, já que rola entre os dois  “aquele lance de pele”. Quando um encosta no outro  não há água no mundo que apague esse fogo.  Entre brigas e paixão, fica a interrogação:  CASAR PRA QUÊ?.

image004

Casar Para Quê?
Com Michelle Martins e Alessandro Anes
Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
02/03 até 29/04
Sexta – 21h, Sábado e Domingo – 20h
$70/$80
Classificação 14 anos

COISA DE MULHER

A comédia Coisa de Mulher estreia no dia 10 de março, às 22h45, no Teatro Gazeta. Escrita por Walter Jr, a direção é de Maximiliana Reis e Octávio Mendes, que também integra o elenco ao lado de Márcia Manfredini e Deise Paz. Adriana Lessa faz uma participação especial.

Coisa de Mulher faz uma paródia bem-humorada do cotidiano de Núbia de La Canastra, uma famosa apresentadora de Tv,  que está a frente de um programa feminino de sucesso, esgotada  com sua rotina enfadonha de trabalho. Infelizmente ela não tem outra saída a não ser continuar cumprindo o seu papel.

Como sempre, tudo vai indo maravilhosamente bem até que chega a hora do primeiro comercial feito por Núbia durante o programa. 

Obviamente a peça não é baseada na vida real, mas sim em um conjunto de personagens peculiares que desfilam num espetáculo pintado a cores fortes no exagero. Todos deliciosamente reais e divertidos.

Sempre trabalhei em horários alternativos o que deu a oportunidade de assistir a vários programas vespertinos, direcionados ao público feminino. Certa vez me peguei pensando como seria a rotina de uma apresentadora que tivesse a obrigação de fazer programas diários ao vivo. E por muitos anos… Quais problemas ela enfrentaria? O que ela realmente pensaria dos produtos e convidados que mantinham seu programa no ar e muito dinheiro em sua conta bancária? E o que aconteceria se um dia ela chegasse ao limite? Como seria se fosse ‘eu’ essa apresentadora? Desses questionamentos – e algumas gargalhadas – brotou a semente de “Coisa de Mulher” em minha cabeça”, conta Walter Jr, que deixa uma pergunta para ser respondida pelo espectador:  Quem nunca esteve à beira de um dia de… Núbia?

Este slideshow necessita de JavaScript.

Coisa de Mulher
Com Octávio Mendes, Márcia Manfredini e Deise Paz. Participação Especial: Adriana Lessa
Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
10/03 até 30/04
Sexta – 22h45; Sábado – 22h; Domingo – 20h
$60/$70
Classificação 12 anos
 
Texto- Walter Jr.
Direção: Maximiliana Reis e Octávio Mendes
Trilha Sonora Charles Dalla
Iluminação Criação – Mattheus Chaves
Figurinos- Márcia Bilhasi (Brechó Vip)
Cenário- Alex Costa ( SC Stand)
Design de Arte e Comunicação Pedro Veras
Produção Executiva: Deise Paz e Maximiliana Reis
Grupos e Caravanas: rmbrasileventos@uol.com.br e deisepazrs@yahoo.com.br
Realização: R&M BRASIL PRODUÇÕES ARTÍSTICAS rmbrasileventos@uol.com.br
Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco Comunicação