FESTIVAL DE FÉRIAS DO TEATRO FOLHA

Tradicional no circuito teatral paulistano, com duas versões anuais, o Festival de Férias do Teatro Folha chega a 32ª edição. Realizado desde 2004, soma 200 espetáculos de 90 companhias, aproximadamente. Com uma sessão às 16 horas, de segunda a sexta, e uma dobradinha (às 16h e 17h40) aos sábados e domingos, a programação de janeiro de 2020 do evento reúne sete espetáculos, sendo cinco clássicos do universo infantil, além de uma peça inspirada em texto de Ruth Rocha e outra adaptada da obra de Monteiro Lobato.

A Bela e a Fera e As Desmemórias da Emília – A Marquesa de Rabicó abrem o cardápio no dia 4 de janeiro, respectivamente, sendo apresentadas aos sábados e domingos, às 16 e 17h40, até 26 de janeiroAlice no País das Maravilhas é a atração das segundas-feiras, a partir do dia 6, às 16h, até dia 27. Pinóquio poderá ser visto nas terças-feiras, do dia 7 até 28. Nas quartas-feiras, a criançada pode assistir Dois Idiotas Sentados cada Qual no Seu Barril, de 8 a 29. A Branca de Neve – o Musical estará em cartaz às quintas, do dia 9 até dia 30. Às sextas, a partir de 10 de janeiro, é a vez de O Mágico di Ó – O Clássico em Forma de Cordel, com sessões até dia 31.

O diretor artístico do Teatro Folha, Isser Korik, conta que a criação do festival foi uma consequência natural já que, desde a construção do teatro, havia sido traçada uma diretriz de que o teatro infantil teria tanta prioridade quanto o adulto.  Nenhuma peça poderia ocupar o palco com cenários fixos nem ocupar as instalações de luz como quisesse. Tudo teria que ser compartilhado em igualdade de condições.  “Investir no teatro infantil era investir num grande público potencial do bairro, no presente e na formação de público no futuro. Essa atitude atraiu os melhores espetáculos infantis para o Teatro Folha e logo o público compareceu prestigiando. A ideia de um festival com espetáculos diferentes a cada dia se provou uma fórmula acertada.” Isser assina a curadoria ao lado de Claudio Marinho, responsável pela programação. A linha obedece ao critério da qualidade artística, segundo Isser, que procura atender públicos de todas as idades e oferecer variedade de linguagens teatrais, para agradar o máximo de pessoas.

Confira a programação completa:

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A Bela e  a Fera

Adaptado e dirigido por Rafael Junqueira, clássico da Disney, conto de fadas francês originalmente escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot, Dama de Villeneuve, em 1740, apresenta versões variadas do original que se adaptam a diferentes culturas e momentos sociais. Em cena, a história de amor entre uma linda e inteligente jovem (Bela) e um príncipe que foi enfeitiçado e transformado em Fera. Bela vive em um vilarejo francês com seu pai, que é capturado e aprisionado pela Fera em seu castelo. A jovem consegue localizá-lo e se oferece para ficar no lugar dele. Sua bondade a faz enxergar o lado humano da Fera, por quem se apaixona perdidamente, quebrando o feitiço.

Com Rafael Junqueira, Larissa Leal, Marcelo Ayres, Layana Cattoni, Davi Willians, Karla Bonfá, Danilo Martins, Fábio de Carvalho, Fávio Pimenta e Johnny Salvi

Duração: 60 minutos

4 a 26/01

Sábado e Domingo – 16h

$50

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As Desmemórias da Emília – A Marquesa de Rabicó

Concebida e dirigida pelo jovem diretor Muriel Vitória, a história é uma ficção baseada na obra de Monteiro Lobato (cuja obra entrou em domínio público em 2019). O Grupo Trapo traz à cena um espetáculo infanto-juvenil apresentando a famosa boneca da literatura infanto-juvenil brasileira que resolve escrever suas “des-memórias”. São memórias de meias verdades contadas do seu jeito. Para tal missão, ela conta com a ajuda do inseparável sábio Visconde de Sabugosa. Pedrinho, Dona Carochinha, o príncipe Escamado e até mesmo a Cuca ajudam Emília nesta missão de compartilhar suas desmemórias com o mundo.

Com Vitória Rabelo, Diego Britto, Isaque Patrício, Marília Pacheco, Lucas Soares e Priscilla Rosa

Duração 40 minutos

4 a 26/01

Sábado e Domingo – 17h40

$50

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Alice no País das Maravilhas

A Cia. dos Tantos apresenta livre adaptação da obra de Lewis Carroll. Considerado um dos textos mais célebres do gênero, a história parte do sonho da curiosa menina Alice. Ela segue um coelho de colete e relógio e é projetada para um novo mundo. No país das Maravilhas, Alice encontra seres fantásticos como a Lagarta, o Chapeleiro Maluco e a temida Rainha. Alice no País das Maravilhas é uma viagem de ida e volta, mas como diz o personagem principal, você vai sentir saudades quando acordar. Com elementos da cultura hippie dos anos 60 e 70 e da cultura pop, a montagem faz o público questionar e refletir sobre sua função no mundo.

Com Talytha Pugliesi, Thiago Tavares, Fani Feldman, Renan Ferraz e Álvaro Franco

Duração: 50 minutos

6 a 27/01

Segunda – 16h

$50

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Pinocchio

Com concepção e direção de Pamela Duncan, a peça livremente inspirada na obra do italiano Carlo Collodi, narra a história de Pinocchio, um boneco de madeira feito por Gepetto, um homem simples. A madeira é mágica e, depois de pronto, o boneco começa a se mexer e agir como um menino de carne e osso. E, como tantos meninos, Pinocchio não ouve os conselhos do Gepetto – ele prefere divertir-se. Mas, é ingênuo e tem um bom coração. Um dos traços típicos de Pinocchio é que quando mente seu nariz cresce (uma imagem tão acertada de Collodi que é conhecida mesmo por aqueles que nunca leram o texto).

Com Jonathan Well, Rogerio Favoretto, Mauricio Madruga, Dulcineia Dibo, Ricardo Aires

Duração: 60 minutos

07 a 28/01

Terça – 16h

$50

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Dois Idiotas Sentados Cada Qual no seu Barril

Realizado pela Borbolina Cia, a comédia Dois Idiotas Sentados Cada Qual no seu Barril é uma livre adaptação do livro de Ruth Rocha, autora conhecida por seus livros infantis. Em clima descontraído, a montagem instiga o público a refletir sobre as disputas que muitas vezes travamos antes mesmo de permitir o diálogo. Em cena, Teimosinho e Mandão são palhaços combatentes de guerra que atuam em exércitos distintos, cada qual com um barril cheio de pólvora. Quando os dois, extremamente egoístas e autoritários, não conseguem dialogar sem brigas, acendem uma vela e colocam em risco toda vida ao redor – incluindo a deles. Nesta versão leve e intrigante, a peça destaca o quanto a polaridade entre ideias pode ser ruim quando o diálogo é deixado de lado. As personagens se alternam entre conflitos e brincadeiras, baseadas em números de palhaçaria.

Com Giuliano Caratori e William Maciel

Duração: 50 minutos

08 a 29/01

Quarta – 16h

$50

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Branca de Neve – O Musical

O conto de fadas originário da tradição oral alemã, que foi compilado pelos Irmãos Grimm, roteirizado e dirigido por Rodrigo Gomes, é o ponto de partida para o musical produzido pela Dos Clássicos Produções. O espetáculo conta com quatro atores cantores (Ella Dalcin, Thiago Lemmos, Simone Luiz e Vitor Moresco), que dão vida ao conto, misturando o mundo fantasioso da famosa história, com músicas ao vivo. No palco, o elenco interpreta as canções trazendo referências à tão conhecida história, mas também dão voz a outros personagens. Para isso, foram acrescentadas três canções do musical Into The Woods: “Witch’s Lament” (“Veja, espelho meu”- solo da Rainha Má), “Agony” (“Ai de mim!” – dueto do Príncipe e Caçador) e “It’s The Last Midnight” (“Sou a mais bela” – solo da Bruxa), versionadas por Rafael Oliveira, especialmente para o espetáculo que conta a história de uma rainha conhecida por sua beleza e maldade. Entre seus segredos e feitiços, havia um espelho mágico que revelava se a malvada continuava sendo a mais bela de todas as mulheres. Certa vez, o misterioso espelho confessou a sua senhora que outra moça crescia em graça e beleza: Branca de Neve, enteada da cruel rainha. Inicia-se então uma bela história envolvendo uma linda princesa, uma mulher invejosa, uma maçã envenenada e um beijo de amor verdadeiro.

Com Ella Dalcin, Thiago Lemmos, Simone Luiz e Vitor Moresco

Duração: 60 minutos

09 a 30/01

Quinta – 16h

$50

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O Mágico Di Ó – O Clássico em Forma de Cordel

Inspirado no clássico O Mágico de Oz, de Frank Baum, o espetáculo escrito pelo dramaturgo Vitor Rocha, narra a saga de retirantes nordestinos a caminho da cidade de São Paulo. A peça traz um olhar abrasileirado dos personagens Dorothy, Espantalho, Leão e Homem de Lata, tendo como ponto de partida o embarque da menina Doroteia e seus tios em um pau-de-arara, rumo à capital paulista em busca de uma vida melhor, fugindo de uma terra sem chuva e sem esperanças. Neste grupo de migrantes está o cordelista e versador Osvaldo, que começa a contar uma história para distrair seus companheiros de viagem. Os versos, baseados em uma história real, dão asas à imaginação da garota, fazendo com que realidade e fantasia se misturem neste divertido enredo, que tem como protagonista uma Doroteia que deseja levar chuva para sua terra e ver um arco-íris cruzar o Cariri.

Com Diego Rodda; Elton Towersey; Lui Vizotto; Luiza Porto; Renata Versolato; Thiago Sak; Vitor Rocha; Renan Rezende

Duração: 55 minutos

10 a 31/01

Sexta – 16h

FESTIVAL DE FÉRIAS NO TEATRO DR. BOTICA

O Teatro Dr. Botica celebra a chegada de dezembro com um FESTIVAL DE FÉRIAS.

Até o dia 22 de dezembro,  4 espetáculos infantis serão apresentados de quinta a domingo, com ingressos  promocionais por R$ 15,00. Para adquirir basta ficar ligado no site do teatro todas as quartas-feiras. Outras boas notícias é que professores tem preço especial e aniversariantes não pagam!

Diversão, música e muita pipoca embalam o Dr. Botica, teatro que abriga com  exclusividade produções destinadas ao público  infantil, com atendimento interpessoal, conforto, segurança e sua identidade olfativa. É claro que os familiares entram no clima e sempre são muito bem-vindos.

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DINOBABYS – O BERÇÁRIO JURÁSSICO

Duração: 50 minutos

Dias: 07, 08, 14 e 15/12

Sábados e Domingos | 17h

$50

AS AVENTURAS DO SÍTIO DO PICA PAU AMARELO

Duração: 60 minutos

Dias: 06, 07, 08, 13, 14, 15, 21 e 22/12

Sextas, Sábados e Domingos (Exceto 20/12) | 14h

$50

RAPUNZEL O MUSICAL

Duração: 60 minutos

Dias: 05 e 12/12

Quintas-feiras | 18h

$50

 

CAFÉ COM AS PRINCESAS

Duração: 80 minutos

Dias: Sextas, Sábados e Domingos | 10h30

Dias: 06, 07, 08, 13, 14, 15, 20, 21 e 22/12

$50

ÁGUA DOCE

Cia da Tribo circula até o final do ano por 20 parques de São Paulo com o espetáculo Água Doce, peça de teatro para toda a família, que utiliza figuras do folclore brasileiro para conscientizar o público sobre a imensidão de rios que circulam abaixo dos nossos pés, tamponados ou encanados durante um processo de urbanização desenfreada. Criada em 2018, a peça já cumpre uma trajetória de sucesso, conquistando o Prêmio APCA de Melhor Espetáculo de Rua e o Prêmio SP de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem na categoria Sustentabilidade.

Em novembro, Água Doce passa ainda no parque Raul Seixas (30/nov, às 16h, em Itaquera). As datas agendadas seguem até dezembro, dia 22, quando finalizam a circulação do espetáculo no Parque Santo Dias, na zona sul, no Capão Redondo.

A nova temporada de Água Doce tem apoio da 9ª edição do Prêmio Zé Renato de Apoio à Produção e Desenvolvimento da Atividade Teatral para a Cidade de São Paulo. Até agora, o espetáculo realizou cerca de oitenta apresentações em espaços próximos ou exatamente localizados acima de rios soterrados. “Com este trabalho pretendemos lançar um olhar para os nossos rios, que apesar de escondidos, continuam lá e são referências culturais”, completam os diretores Milene Perez e Wanderley Piras.

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Em 2018, o geógrafo Luiz de Campos Junior, um dos fundadores do projeto Rios & Ruas, afirmou que ninguém na cidade de São Paulo está a mais de 300 metros de distância de um curso d’água subterrâneo. De acordo com a Prefeitura, a cidade tem 280 cursos mapeados e nomeados – o Rios & Ruas estima que esse número possa chegar a 500, o que totaliza cerca de 3.000 km de extensão.

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Segundo Milene, o processo de criação da peça ganhou força quando ela e Wanderley, ao realizarem uma aula de artes para crianças em um parque, tiveram um aluno que disse estar ouvindo um som de água corrente. Os professores levantaram uma tampa de bueiro e descobriram, junto com a turma, que abaixo deles corria um rio. “Todos nós ficamos olhando para ele e a experiência foi muito impactante, além de ter mudado a relação que aquelas crianças tinham estabelecido com os rios até então, que muitas vezes são tidos apenas como sujos ou causadores de enchentes“, conta a diretora.

A partir dessa experiência, a Cia da Tribo buscou nas lendas e costumes dos povos ribeirinhos os elementos para a criação do trabalho. Os bonecos, que representam figuras folclóricas como Iara, a Mãe do Rio; Cabeça de Cuia; Jaguarão; Pirarucu e Cobra Grande foram confeccionados pelo artista plástico Adriano Castelo Branco a partir de materiais reutilizáveis. “Os bonecos chamam tanta atenção que até deixamos eles à mostra do público depois das apresentações, criando uma espécie de exposição ao ar livre“, diz Milene.

Os artistas da Cia do Tribo contam que mesmo com as questões sobre a preservação da natureza estarem em evidência no espetáculo, ele não se impõe como uma peça panfletária ou didática, fazendo uso da linguagem poética para que o público entenda por conta própria as questões que estão sendo tratadas. Uma das alegorias da peça é de Iara, que vive exilada na pororoca (o encontro das correntes de um rio com as águas oceânicas) e que observa como a inveja e a ganância, podem fazer mal à natureza, matando os peixes e secando os rios.

São muitos os rios soterrados e retificados na cidade, como Anhangabaú, Ipiranga, Tamanduateí, entre outros”, contam Milene e Wanderley. “São rios caudalosos colocados em canos“, afirmam. Os artistas complementam que o processo de retificação é muito agressivo, pois os cursos dos rios são muito sinuosos e, para que eles cumpram uma rota específica, tiveram as margens cimentadas ou foram encanados, a partir de uma justificativa de erguimento da cidade.

SINOPSE

A peça trata da relação do homem com a água doce, dando destaque aos rios brasileiros por meio do mito da Iara e de outros seres folclóricos presentes nas comunidades ribeirinhas. Com texto, cenografia, figurinos, trilha sonora e criação de bonecos originais, o espetáculo traz à tona rios, córregos e nascentes que foram esquecidos pela urbanização nas grandes cidades. A Cia da Tribo, com sua linguagem cênica voltada para a cultura popular em diálogo com a contemporaneidade, apresenta lendas e personagens brasileiros como Iara, a Mãe do Rio; Cabeça de Cuia; Jaguarão; Pirarucu; Cobra Grande, entre outros.

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Água Doce

Com Alef Barros, Geovana Oliveira, Milene Perez e Wanderley Piras

Duração 50 minutos

Obs: as datas/ horários podem sofrer mudanças a partir de condições climáticas

Classificação Livre

 01/dez, às 16h

Parque Luís Carlos Prestes – Rua João Della Manna, 665 – Jardim Rolinópolis

07/dez, às 16h

Parque Raposo Tavares – R. Telmo Coelho Filho, 200 – Jardim Olympia

14/dez, às 11h e 16h

Parque Cordeiro – Martin Luther King – R. Breves, 968 – Chácara Monte Alegre

15/dez, às 11h e 16h

Parque da Aclimação – Rua Muniz de Sousa, 1119 – Aclimação

20/dez, às 11h e 16h

Parque Ecológico Chico Mendes – R. Catanduva – Jardim Paulista, Várzea Paulista

21/dez, às 16h

Parque Nabuco – R. Frederico Albuquerque, 120 – Jabaquara

22/dez, às 16h

Parque Santo Dias – R. Arroio das Caneleiras, 650 – Conj. Hab. Instituto Adventista

O PORTAL ENCANTADO

Grupo Dragão7 de Teatro estreia, no dia 2 de novembro (sábado, às 11h), O Portal Encantado, espetáculo de bonecos para bebês com direção de Creuza F Borges. 

A montagem fica em cartaz na Sala Pascoal Carlos Magno do Teatro Sérgio Cardoso somente até o dia 10 de novembro, com sessões aos sábados e domingos, às 11 horas. 

Com enredo sensorial e lúdico, O Portal Encantado apresenta a criação do universo a partir do átomo e suas combinações, dando origem à matéria. A viagem passa pelo surgimento das estrelas, das galáxias, dos planetas, da Terra, dos continentes, das florestas. 

Explorando os efeitos de luzes e de cores, encenação chega à Floresta Amazônica, trazendo para os pequeninos a exuberância de sua fauna e sua flora; apresentando-lhes o índio, além de mitos, lendas e seres da Amazônica: o boto, o curupira, o canto do uirapuru, a arara azul e a boiuna (cobra grande). 

O roteiro foi desenvolvido conjuntamente por Sérgio Portela, Creuza F Borges e pelas atrizes manipuladoras Mônica Negro e Marisa Mainarte. Às falas coube somente o papel necessário, a exemplo do jogo com sinônimos de palavras ou coisas na língua tupi-guarani. No espetáculo predominam o visual, as sensações e encantamento dos bonecos, criados por Lucas Luciano.

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 O Portal Encantado

Com Mônica Negro e Marisa Mainarte

Teatro Sérgio Cardoso – Sala Pascoal Carlos Magno (R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 30 minutos

02 a 10/11

Sábado e Domingo – 11h

$50

Classificação Livre

WAKATTA-GENSÔ

Mesmo falado em japonês durante os 50 minutos de duração de Wakatta-Gensô, o espetáculo vai ser entendido por crianças e adultos. A criação do grupo Oculto do Aparente reestreia dia 2 de novembro para temporada até 1º de dezembro no Teatro Alfa aos sábados e domingos, às 17h30. A nova montagem do grupo vem depois de Wakatta-Tejina: Mágica e Japão, montada pela companhia em 2018.  Wakatta (que significa entendi na língua japonesa) nasceu como uma performance, apresentada em japonês, com o ator Célio Amino empurrando um carrinho de chá, enquanto oferecia números de mágica. Chegou a ser apresentado no Sesc Belenzinho, durante uma edição da Virada Cultural, há quatro anos. Depois ganhou corpo e transformou-se em um espetáculo de mágica.

A nova versão de Wakatta,  Wakatta-Gensô , reúne 15 números de mágicas e um conceito delineado em referências a elementos da cultura japonesa, como o mangá Naruto, a tecnologia, o estilo Wazuma de mágica, o Teatro Nô e o Kabuki, mas combinados de uma maneira muito diferente do que os japoneses fariam.  “Todos  combinados de uma maneira bem diferente dos costumes japoneses“, informa o ator e criador Célio Amino.  Em japonês, Gensô, quer dizer fantasia, ilusão. “Usa-se esta palavra para dizer, por exemplo, que a realidade é ilusória. Wakatta-Gensô, além de ser um espetáculo de mágica falado em japonês, há uma segunda camada, refletindo sobre a natureza do que é diferente, usando como ponto de referência a peça de teatro Nô Takasago“, explica Célio Amino .

Será que aquilo que é diferente é uma forma de ilusão? E de que tipo, pois sabemos que a diferença existe em algum nível. Um trecho de Takasago é tradicionalmente cantado nos casamentos japoneses, pois conta a história de dois  pinheiros diferentes, um que um está na baía de Takasago e outro na baía de Suminoe, e que, apesar de diferentes, formam algo único: Aioi-no-Matsu. Para mostrar a própria diferença do Japão, Wakatta- Gensô tem também dois personagens tirados de tradições japonesas antagônicas, o Kabuki e o Teatro Nô.

No palco, Amino – o intérprete do personagem Amino-san, o mágico que só fala japonês – ganhou o apoio de mais uma colaboradora. Interpretado por Luciana Beloli, o novo personagem é inspirado no Teatro Nô. O papel de Luana Tonetti bebe na fonte do Teatro Kabuki.  “Esta mudança faz com que o espetáculo ganhe um novo sentido, reforçando sua vocação para mostrar a diversidade, mesmo dentro de um país pequeno como o Japão.” Célio comenta que vai apresentar números originais de mágica que surpreenderão até mesmo os mágicos profissionais.

Em um espetáculo de mágica para toda a família, a diferença de línguas, paradoxalmente, é usada de maneira criativa para mostrar que a comunicação é algo muito mais amplo“, fala Amino.  Apesar de Amino-san não falar português, todos o entendem. Esta é a grande mágica do espetáculo. Só não entendem como ele faz seus belos números de mágica. Mas Amino-san guarda outro grande segredo. Será que você é capaz de descobri-lo?” Apesar de Amino-san não falar português, todos o entendem. Esta é a grande mágica desta apresentação. Só não entendem como ele faz seu belos números de mágica. Mas Amino-san guarda um guarda um grande segredo. Será que você é capaz de descobri-lo?

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Wakatta-Gensô

Com Célio Amino, Luana Tonetti e Luciana Beloli

Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 50 minutos

02/11 até 01/12

Sábado e Domingo – 17h30

$40

Classificação 6 anos

DOM QUIXOTE

Livremente inspirada na obra-prima do escritor espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616), Dom Quixote, com direção de Rodrigo Audi, estreia no Teatro Cacilda Becker, de 5 a 27 de outubro, e em seguida, cumpre uma nova temporada no Centro Cultural da Vila Formosa, entre 2 e 23 de novembro. Pensada para agradar a todos os públicos, sobretudo crianças e idosos, a peça tem elenco formado por Angela Ribeiro, Carú Lima, Hercules Morais, João Attuy e Rita Pisano.

A trama narra as aventuras de um homem, interno de um hospício, apaixonado por livros, que decide tornar-se um cavaleiro andante, sob a alcunha de Dom Quixote, com o propósito de ajudar as pessoas a vencerem as opressões do mundo. Ele terá por companhia o fiel enfermeiro Sancho Pança, que se torna, nas mais diversas aventuras por uma Espanha atemporal, seu fiel escudeiro.

Juntos, eles se deparam com um mundo imaginário esquecido em meio a solidão e distância dos parentes que vivem na metafórica e plástica sociedade pragmática contemporânea. Assim como no clássico de Cervantes, a terceira peça da companhia lembra o espectador de que as pessoas podem criar narrativas próprias em detrimento a tanta informação superficial que já recebem pronta e esvaziada de sentido. Criar narrativas é uma maneira de entrar em contato consigo e possibilitar o alargamento de si.

A encenação aproxima a luta das crianças – contra a perda do imaginário – e de idosos – contra o esquecimento – em um diálogo afetivo, reflexivo e intergeracional, mostrando que os nossos limites e a possibilidade de superação de nossos desafios reais e imaginários são inventados por nós mesmos, pelas nossas sombras e por nossos dogmas.

Amparada na experiência da companhia na passagem de seus integrantes pelo CPT (Centro de Pesquisa Teatral do Sesc, coordenado por Antunes Filho), que tem como diferencial o debruce no teatro de classificação livre – um  infantil para adultos, um adulto para crianças –, a montagem, minimalista, privilegia a interpretação dos atores e o uso de recursos essenciais à cena, característica do trabalho do grupo, já vista nos espetáculo Oliver Twist e Agora Eu Era o Herói.

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Dom Quixote

Com Angela Ribeiro, Carú Lima, Hercules Morais, João Attuy e Rita Pisano

Duração 60 minutos

Grátis (ingressos distribuídos uma hora antes)

Classificação 6 anos

 

Teatro Municipal Cacilda Becker (Rua Tito, 295 – Lapa, São Paulo)

05 a 27/10 (sessão extra 10 e 24/10 – Quinta – 10h e 14h30)

Sábado e Domingo – 16h

Centro Cultural Municipal da Vila Formosa (Av. Renata, 163 – Vila Formosa, São Paulo)

02 a 23/11

Sábado e Domigo – 16h (sessão extra 21/11 – Quinta – 14h)

CASA DE BRINQUEDOS

O famoso CD Casa de Brinquedos, com canções de Toquinho e Mutinho, ganha uma versão teatral com texto e direção de Carla Candiotto. Depois de passar por várias cidades brasileiras, o musical infantil tem sua estreia em São Paulo no dia 14 de setembro no Teatro Frei Caneca, onde segue em cartaz até 27 de outubro, com sessões aos sábados às 16, e aos domingos, às 15h.

O espetáculo tem direção musical e arranjos de Daniel Tauszig, cenário e figurino de Kleber Montanheiro, iluminação de Wagner Freire, direção de movimento de Fabricio Licursi, direção de produção de Marlene Salgado, idealização e produção de Raul Leite. O elenco tem Bel Nobre, Caio Merseguel, Carolina Rocha, Pedro Arrais, Eduardo Leão, Flávia Strongolli, Gabriel Ebling e Adriano Tunes.

Lançado em 1983, o álbum Casa de Brinquedos reúne canções sobre brinquedos que ganham vida própria por meio das vozes de Toquinho e outros grandes intérpretes da música brasileira, como Simone, Tom Zé, Chico Buarque, Paulinho Boca de Cantor, Carlinhos Vergueiro, Baby Consuelo, Cláudio Nucci e Roupa Nova.

O musical costura dramaturgia e música, trazendo nove das onze canções do álbum original interpretadas ao vivo pelos atores, incluindo os sucessos O Caderno, A Bailarina, O Robô̂ e Aquarela. A trama explora as singularidades de uma turma de brinquedos que busca reviver um passado repleto de brincadeiras e momentos felizes.

A história apresenta um adulto que tem no lucro seu único objetivo de vida. Planeja ganhar muito dinheiro com a construção de um grande empreendimento comercial, mesmo que tenha que demolir tudo em sua volta. É quando surge em seu caminho uma Casa de Brinquedos, habitada pelos saudosos e divertidos brinquedos de seu passado de criança. Após inúmeras aventuras e confusões, os brinquedos entendem que o inquieto menino se tornou um “adulto” insensível e, por fim, desistem de tentar convencê-lo a não destruir tudo. Resolvem então partir, mas antes entregam um caderno que traz as recordações de quem um dia foi um inventivo menino. Com isso, o nosso adulto percebe que a criança que existe em cada um de nós jamais pode ser esquecida.

É a história de um adulto que perde o prazer de viver e só pensa em ganhar dinheiro. Quando se lembra de seu passado e se conecta com sua infância, muda a sua forma de ver o mundo. Toda essa metáfora fala sobre a memória dos brinquedos da nossa infância. Somos feitos de nosso passado”, explica a diretora e autora Carla Candiotto.

Poético e atual, o texto dá suporte para o estilo característico de Carla Candiotto nos palcos, apresentando diálogos ágeis, movimentos precisos e dinâmicas que exploram a magia e humor do universo musical, componentes que possibilitam uma fácil identificação das crianças

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Casa de Brinquedos

Com Bel Nobre, Caio Merseguel, Carolina Rocha, Pedro Arrais, Eduardo Leão, Flávia Strongolli, Gabriel Ebling e Adriano Tunes.

Teatro Frei Caneca – Shopping Frei Caneca (R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)

Duração 60 minutos

14/09 até 27/10

Sábado – 16h, Domingo – 15h

$80

Classificação livre