TRIBUTO AO SÍNDICO

Um dos personagens mais icônicos da música popular brasileira ganha uma homenagem à sua altura (e ao seu peso também…). “Tributo Ao Síndico”, apresentado pelo cantor paulista Jonathan Neves, é uma imersão completa na musicalidade, no bom humor e nas incríveis apresentações ao vivo de Tim Maia. Dividindo o palco com 11 músicos – que reproduzem a formação original da lendária banda Vitória Régia – Jonathan traz um repertório repleto de clássicos, permeando todas as fases da carreira do homenageado.

Grande responsável pela introdução dos gêneros soul e funk no país e dono de uma voz inconfundível, o síndico da música brasileira lançou, em três décadas de muita atividade, 29 álbuns. Autor de diversos hits, Tim segue no imaginário do povo brasileiro mesmo 21 anos após sua morte. A prova são as inúmeras homenagens que o artista recebe em todo país, seja com espetáculos em formato de tributo, seja com festas temáticas. Em 2012 a revista Rolling Stone elegeu Tim Maia como o maior cantor brasileiro de todos os tempos.

Em quase duas horas de show, o público será convidado a embarcar numa viagem ao tempo, começando nos anos 70 com canções como “Primavera”, “Azul Da Cor Do Mar”, “Você”, “Gostava Tanto De Você” e “Não Quero Dinheiro”, passando pela fase racional, mergulhando nos anos 80 e revisitando os últimos lançamentos do pai da soul music brasileira, nos anos 90.

O SONHO DE SER CANTOR

Jonathan Neves viralizou na Internet em junho de 2019 após ser filmado interpretando a canção “Me Dê Motivo”. A semelhança da voz e do porte físico de Jonathan com Tim Maia chamou a atenção do público. O vídeo, intensamente compartilhado nas redes sociais, ultrapassou a marca de 10 milhões de visualizações em poucos dias e lhe rendeu convites para cantar nos programas de Raul Gil e Ratinho, além de várias entrevistas para portais e jornais impressos.

Artista radicado na rua, Jonathan se apresenta aos finais de semana (quando não chove), na Paulista, a principal avenida de São Paulo. Dependendo do horário, arranjar um espaço para assistir o cantor é um verdadeiro desafio. “A calçada fica congestionada”, apontou a Folha de São Paulo ao acompanhar um dia de trabalho de Jonathan. “O Tim Maia da Paulista é o melhor show em cartaz atualmente em São Paulo”, resumiu o jornalista Edson Aran em seu Twitter.

Saindo do universo das ruas e cantando, pela primeira vez, em teatros, Jonathan vai emprestar sua poderosa voz para homenagear seu ídolo em um show feito de fã para fã. Prepare-se para cantar, dançar e principalmente se emocionar. Seus olhos e ouvidos não vão acreditar…“Mais grave!”, “Mais agudo!”, “Olha o eco…”, “Aumenta o retorno meu filho…”: o Síndico está de volta!

Tributo ao Síndico

Com Jonathan Neves e banda

Teatro Liberdade (R. São Joaquim, 129 – Liberdade, São Paulo)

Duração 100 minutos

20 a 22/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h30

$80/$140 (doando 1kg de alimento tem 50% desconto)

Classificação 12 anos

GONZAGUINHA: O ETERNO APRENDIZ

Aplaudido por mais de 50.000 pessoas em apresentações no Rio de Janeiro (3 temporadas de muito sucesso no Teatro João Caetano, Sala Municipal Baden Powell, Teatro dos Grandes Atores e Teatro Rival) no interior de Minas (Itajubá, Pouso Alegre, Varginha…), em Salvador (Teatro Jorge Amado), São Paulo (Teatro Procópio Ferreira), Bauru (Teatro Municipal), Belo Horizonte (Teatro Alterosa e no Cine Theatro Brasil Valllourec), São Luís do Maranhão (Teatro Arthur Azevedo), Brasília (Teatro Ulisses Guimarães e Teatro dos Bancários), Fortaleza (no Teatro Via Sul), Manaus (Teatro Manauara) e em Curitiba (Tetro Fernanda Montenegro) , o musical GONZAGUINHA: O ETERNO APRENDIZ estará de volta a São Paulo, para uma única apresentação no Teatro Liberdade.

GONZAGUINHA: O ETERNO APRENDIZ mostra um pouco da história de um dos maiores compositores e intérpretes brasileiros, que nos deixou há 28 anos e tem como ponto de partida exatamente suas principais ferramentas de trabalho; a música e a palavra.

No palco, o ator ROGÉRIO SILVESTRE dá vida ao personagem central, o próprio Gonzaguinha, interpretando um texto que passeia por momentos marcantes da vida do cantor e compositor carioca; como a infância no Morro de São Carlos (RJ), os primeiros passos na carreira artística, os embates com a ditadura militar e a relação conflituosa com o pai, o rei do Baião, Gonzagão.

O espetáculo apresenta 16 canções assinadas pelo próprio Gonzaguinha – “Explode Coração”, “Recado”, “Começaria Tudo Outra Vez”, “Moleque”, “Sangrando”, “O Que é o Que é?”, “Ponto de Interrogação”, “Eu Apenas Queria Que Você Soubesse”, “Com a Perna no Mundo”, “Grito de Alerta”, “De Volta ao Começo”, “Palavras”, “É”, “Diga Lá, Coração”, “Espere por Mim, Morena” e “Vamos a Luta” – que misturam xote, samba, baião e música romântica que foram gravadas pelos maiores nomes da nossa MPB, como Maria Bethânia, Simone, Joanna, Zizi Possi, Raimundo Fagner, Ângela Maria, Cauby Peixoto  e o próprio Wagner Tiso que já participou algumas vezes do espetáculo.

Com o intuito de preservar a memória desse ícone da MPB, o espetáculo apresenta passagens da vida do artista que iniciou sua trajetória na década de 60 em meio aos tropeços da ditadura militar e seguiu cantando seus amores e anseios pela vida.

Os temas que integram o musical também evidenciam como o compositor, numa constante busca, foi um dos poucos a falar com tanto domínio poético e olhar crítico sobre o morro, as questões sociais e o amor, recorrendo sempre a diferentes linguagens e ritmos, como o samba, o bolero e o baião.

Sua música – de refinada composição, mas sem perder de vista a rica cultura popular que lhe serviu de base – deu voz tanto às angústias de um país, durante os anos de chumbo sob a Ditadura Militar, quanto às paixões arrebatadoras que fazem o coração explodir.

Seus sambas, de inspiração contagiante, à exemplo de “O Que é, o Que é?”, são um retrato fiel da alma brasileira.

Só pra lembrar…

Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, mais conhecido como Gonzaguinha, está no time dos maiores artistas brasileiros.

Nasceu no RJ no dia 22/09/1945 e nos deixou, aos 45 anos após sofrer um acidente de carro, na madrugada do dia 29/04/1991, quando voltava pra casa depois de um dos seus muitos shows pelo interior do país.

Gonzaguinha era filho registrado, mas não natural, do cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga, ‘o rei do baião’ e de Odaléia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil. Teve 04 filhos: Daniel Gonzaga, Fernanda, Amora Pêra e Mariana.

Em 2017 foi tema do carnaval da Estácio de Sá, com o enredo “É! O Moleque desceu o São Carlos, pegou um sonho e partiu com a Estácio!” e no último Carnaval de 2019, a escola de samba Império Serrano escolheu como samba enredo, o sucesso de Gonzaguinha, “O Que é, o Que é ?”.

Certamente, GONZAGUINHA: O ETERNO APRENDIZ merece ser visto e revisto pelos fãs do Gonzaguinha e principalmente, pelos amantes do bom teatro.

Gonzaguinha: O Eterno Aprendiz

Com Rogério Silvestre

Teatro Liberdade (R. São Joaquim, 129 – Liberdade, São Paulo)

Duração 80 minutos

13/12

Sexta – 21h

$80

Classificação 14 anos

BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO

O musical Belchior: Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano eu Não Morro, conta um pouco da vida, da obra e dos pensamentos do cantor e compositor cearense, através de uma dramaturgia formada por trechos de entrevistas com o próprio cantor.

Um dos roteiristas e diretor do espetáculo Pedro Cadore, conta um pouco sobre o processo de desenvolvimento do musical:

Belchior me surgiu com força no segundo semestre do ano passado, época das eleições, onde tudo parecia estar perdido e de repente me veio o compositor/poeta falando sobre amor, medo, esperança, valorização da arte e tempos novos. A partir daí eu e a Claudia Pinto decidimos fazer uma organização de textos de suas entrevistas de tv, rádio e jornais. O intuito é passar muito mais que uma biografia, mas reviver um show de Belchior transmitindo toda sua filosofia e atmosfera. Belchior mesmo dizia que o trabalho do artista importa mais que o significado particular da sua vida. Então, entremeado a muita poesia e indignações, a peça conta a juventude do cantor cearense a partir do Cidadão Comum, personagem recorrente de suas canções e de alguma maneira seu álter ego”.

Após abandonar o mosteiro na Serra de Guaramiranga e a faculdade de medicina em Fortaleza, Belchior decidiu ir para o sudeste viver do seu sonho: a música. Seu primeiro destino foi São Paulo e acabou escolhendo a cidade para morar durante boa parte de sua vida. Então estar nessa grande metrópole sempre foi um desejo especial em nossa caminhada teatral em reconstituir os passos do cantor cearense. Além das coincidências da vida, São Paulo é a capital do teatro e possui um público que valoriza muito as artes. Tenho certeza que todos vão se emocionar com as palavras deste poeta que versava sobre a transformação da sociedade por meio da arte e principalmente na força do amor”, confia o diretor Pedro Cadore.

O ator e cantor Pablo Paleologo que dá vida ao cantor cearense explica que é uma responsabilidade muito grande interpretá-lo em cena! Belchior tinha muita coisa pra dizer e muita coisa que precisa ser ouvida hoje em dia. E isso em canções de 1974, 1977… canções que, infelizmente, ainda são bastante atuais. Eu fico bem feliz de poder ser um tipo de “porta-voz” dele nos dias atuais, até porque acredito que pensamos de forma muito parecida e acredito que a música tem um jeito de fazer com que as pessoas ouçam o que precisa ser dito com mais ternura, mais clareza. E Belchior fazia isso como ninguém.  Belchior foi um cara extremamente enigmático, apaixonante, único!  O Brasil é um país de memória curta. E acho que esse espetáculo tenta mudar isso um pouco. É preciso manter viva a lembrança das coisas ruins que aconteceram para que elas não voltem a acontecer. E é preciso mantermos viva a memória dos grandes artistas que passaram pela história da nossa música. Belchior não vai morrer nunca”.

O ator Bruno Suzano que interpreta o Cidadão Comum, personagem recorrente nas canções de Belchior e de alguma forma seu alter ego comenta seu personagem: “Infelizmente moramos no país que tem um dos maiores índices de desigualdade do mundo. Dependendo do seu status, da sua roupa, do seu tom de pele, suas oportunidades vão aparecendo ou sumindo de vez. O Cidadão Comum é esse, que pela infelicidade do destino não pôde sonhar com um lugar além do seu trabalho rotineiro”.

Acompanhando os dois atores, o musical conta também com a participação de uma banda ao vivo com seis músicos – Dudu Dias (baixo), Cacá Franklin (percussão), Emília B. Rodrigues (bateria), Mônica Ávila (sax/flauta), Nelsinho Freitas (teclado), Rico Farias (violão/guitarra) – que apresentam 15 músicas ao vivo.

No repertório sucessos como: ‘Alucinação’, ‘Apenas Um Rapaz Latino Americano’, ‘A Palo Seco’, ‘Na Hora do Almoço’, ‘Todo Sujo de Batom’, ‘Coração Selvagem’, ‘Medo de Avião’, ‘Mucuripe’, ‘Conheço o Meu Lugar’, ‘Como Nossos Pais’, ‘Populus’, ‘Paralelas’, ‘Velha Roupa Colorida’, ‘Sujeito de Sorte’ e ‘Galos, Noites e Quintais’.

“BELCHIOR: Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro” marca o resgate de Antonio Carlos Belchior, trazendo a tona seu discurso ainda atual em relação a política brasileira. O cantor acreditava na força do amor e na potência transformadora da arte na vida das pessoas. Diante de um cenário repleto de medo e inseguranças sobre o futuro do país, a voz desse belíssimo poeta se faz necessária para pensarmos um mundo igualitário.

O musical conta com a direção de Pedro Cadore, que também assina o roteiro ao lado de Cláudia Pinto. Mais do que sua biografia, o musical pretende mostrar ao espectador a filosofia de um dos ícones mais misteriosos da Música Popular Brasileira.

Depois de São Paulo, o musical passa por Fortaleza (CE), Mossoró (RN), Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR).

Belchior: Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro

Com Pablo Paleologo, Bruno Suzano e banda

Teatro Liberdade (R. São Joaquim, 129 – Liberdade, São Paulo)

Duração 70 minutos

20 e 22/09

Sexta – 21h, Domingo – 20h

$30/$40

Classificação 12 anos