MAIS QUERO ASNO QUE ME CARREGUE, QUE CAVALO QUE ME DERRUBE

Mais Quero Asno Que Me Carregue, Que Cavalo Que Me Derrube conta a história de Inês, uma adolescente que vive com sua mãe para os afazeres domésticos. Sua única diversão é assistir ao seu ídolo, o cantor Jonh Braz, na TV. Pressionada pelas vizinhas, mãe e madrinha para que se case, é inscrita em um programa de TV que agencia casamentos. Casada, não se conforma com a dura rotina e decide libertar-se de maneira inusitada. A comédia de Carlos Alberto Soffredini se passa na década de 60 e discute de forma divertida as relações familiares, os costumes e a pressão social pela qual as mulheres eram e ainda são submetidas.

A peça é baseada na Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente. Soffredini buscou por um teatro nacional não só do ponto de vista da temática como das formas de interpretação brasileira, pesquisadas nos remanescentes circos teatros. Ao manter contato com o ator popular brasileiro, Soffredini pôde também observar uma maneira pré-Stanislaviskiana de interpretar, tão eloquente quanto aquelas apontadas por Brecht.

Todas as observações foram deixadas por ele antes de morrer precocemente, numa curta dissertação nada acadêmica (não publicada) intitulada: De um trabalhador sobre o seu trabalho. Ali estão detalhados conceitos e técnicas, quase uma poética popular sobre a interpretação cômica que o diretor Ednaldo Freire, convidado para essa montagem quando integrou o Grupo Mambembe (dirigido por Soffredini), também pôde vivenciar.

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A encenação

A ambientação proposta, embora farsesca, remete à estética de uma casa brasileira. A interpretação e caracterização dos tipos são trabalhados segundos os princípios que nortearam aquela investigação que remonta a um modo pré-Stanislaviskiano, observados no teatro de revista e circos teatros, tradição dos saltimbancos e comédia italiana, aclimatado pelos cômicos brasileiros do circo teatro e da chanchada nacional.

Por Ednaldo Freire 

1975, parece que foi ontem que um grupo de jovens atores liderados pelo dramaturgo Carlos Alberto Soffredini iniciava o Projeto Mambembe com a audaciosa montagem de As Aventuras do cavaleiro D. Quixote e seu criado Sancho Pança. Eu era um daqueles jovens quixotescos, muito interessado em toda aquela pesquisa sobre as formas de interpretação. O encontro com Soffredini só fez fortalecer minhas convicções sobre uma visão de teatro de caráter eminentemente popular. Visão essa que continua sendo aprimorada e revisada com os mais variados parceiros que durante esses anos dividi trabalhos. Hoje posso afirmar que o Grupo Mambembe e sua estética foi referência determinante para a estética de vários coletivos atuais como: Os Fofos encenam, Grupo Grafiti, Parlapatões, assim como para vários diretores como Gabriel Villela, Fernando Neves e claro, responsável pela minha carreira como diretor teatral, perpetuando-se na Fraternal Companhia de Artes e Malas Artes o qual sou fundador. Agora o destino me oferece mais uma oportunidade de compartilhar essa experiência com uma nova geração de atores e atrizes agrupados com a denominação QUINTAL DO AVENTINO COLETIVO DE TEATRO. Assim, a concepção de encenação segue os conceitos do conhecimento acumulado por todos esses anos de investigação da cultura popular brasileira e suas formas de expressão populares”.

Mais Quero Asno Que Me Carregue, Que Cavalo Que Me Derrube
Com Martha Almeida, Ana Carolina Capozzi, Ana Sampaio, Felipe Fonseca, Flora Rossi, Giovana Arruda, Hildit Nitsche, Ian Noppeney e Juliana Leite.
Teatro MuBE Nova Cultural (Rua Alemanha, 221- Jardim Europa, São Paulo)
Duração 80 minutos
07 até 29/05
Sábado – 18h; Domingo – 20h30
Recomendação 12 anos
$40
 
Autor: Carlos Alberto Soffredini.
Diretor: Ednaldo Freire.
Diretor Musical: Fábio Freire.
Produtora: Martha Almeida.
Cenógrafo e Figurinista Luiz Augusto dos Santos.
Assistentes de Produção Luan de Andrade e Ana Carolina Capozzi.
Fotografia: Leekyung Kim
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

O SEMEADOR

Na busca por um tema verossímil, que levasse o público a uma reflexão do atual momento em que vive a humanidade no que diz respeito à educação, valores sociais, choque de gerações, abandono e dissolução familiar, Gabriel Chalita apresenta a peça O Semeador, que traz as visões de dois professores de gerações diferentes sobre como encarar a vida e suas dificuldades.

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Preparado para mais uma solitária noite de Natal, o professor aposentado Rodolfo, enquanto mantém a esperança de que seu filho apareça para a Ceia, recebe a visita inesperada de Paulo, seu ex aluno, vizinho e também professor, que se dispõe a fazer companhia ao velho mestre.

Paulo instaura um debate sobre relacionamentos e sobre a condição humana e consegue levar Rodolfo ao reencontro de seus verdadeiros sentimentos e opiniões que estavam escondidos, há anos, debaixo de uma casca endurecida pelas amarguras.

Eles estabelecem um diálogo permeado pelas angústias, desejos e inquietações do ser humano. A conversa intensa e profunda entre os dois revelará segredos que ambos escondiam.

Chalita afirma ser grato por ter abraçado o ofício de professor. “Esta peça nasceu do desejo de partilhar o que aprendi com os meus professores e com o meu professar nas salas de aula em que tenho a oportunidade de estar. Uma homenagem aos professores. Uma homenagem à prosa dos que se permitem prosear, ao enlaçar das mãos, ao caminhar juntos”, conclui o autor.

Com esta peça, o diretor Hudson Glauber tem a intenção de resgatar valores do ser-humano, que se perderam ou estão se perdendo ao longo do tempo por conta do mundo em que vivemos. “A peça aborda a solidão e como ela pode ser superada, trazendo um sopro de esperança jornada adentro.

O Semeador
Com Flavio Galvão e Antonio Motta
MuBE Nova Cultural (Avenida Europa, 218 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
18/03 até 05/06
Sexta e Sábado – 21h30; Domingo – 18h 
Recomendação 12 anos
$20 
 
Autor Gabriel Chalita
Diretor Hudson Glauber
Co Diretor Josemir Kowalick
Cenógrafo Chico Spinosa e Kimiko Kashiwaya
Figurinista Ligia Breternitz
Iluminador Rodrigo Alves (Salsicha)
Trilha Sonora Fábio Sá
Diretor de Produção Daniel Torrieri Baldi
Produtor Executivo Gabriel de Souza
Preparadora Corporal Leo Sgarb
Assistente de Produção Marcelo Santiago
Administrador Maristela Bueno
Assessoria de Imprensa Morente Forte
Designer Gráfico e Fotógrafo Francisco Junior
Realização Seta Produções
Co-Produção Desembuxa Entretenimento

 

VOLPONE

Apresentado pela primeira vez no fim de 1605 e início de 1606, o texto é uma das principais obras da era elisabetana, permanecendo com vigor até nossos tempos.
Volpone, um milionário falido de Veneza, arquiteta uma plano, junto com seu fiel empregado Mosca, para recuperar sua fortuna. Espalhando a falsa notícia de que está nos estertores da morte e que sua ¨fortuna¨ será deixada em testamento a um só herdeiro, os abutres da cidade começam a oferecer toda espécie de favores para se tornarem herdeiros. Um jogo que envolve corrupção e sedução vai revelando os mais profundos instintos de ganância, avareza, falta de moral e ética frente ao dinheiro.
Mosca, junto com Volpone, traça as estratégias para tirar dinheiro e bens de todos, que por sua vez oferecem fortunas em troca de serem nomeados herdeiros únicos. Voltore dá uma bandeja de ouro, Corvino leva pedras preciosas e chega a oferecer sexualmente sua esposa para recuperar o moribundo e ficar com a fortuna. Corbaccio deserda seu único filho em troca da suposta herança. Urraca, percebendo que o moribundo já não reconhece ninguém, se apresenta como noiva e com isso que apressar o casamento para se tornar herdeira.
“Nossa montagem tenta manter-se leal ao formato original, preservando a palavra traduzida sem fazer concessões ao riso fácil de adaptações banais, embora atualize expressões e apresente cortes significativos no caudaloso texto de Ben Jonson.”, comenta a diretora Neyde Veneziano
A direção é toda orientada para preservar o gestual, a graça e as características da comédia original de Ben Jonson, recriando a atmosfera fiel da era elisabetana.
A composição dos atores se pauta por uma aprofundada pesquisa sobre os tipos da commedia dell’arte, buscando arquétipos que correspondam aos personagens da peça. Para isso, os atores foram submetidos a uma ampla preparação corporal.
A trilha sonora, composta especialmente para este espetáculo por Ricardo Severo, é executada ao vivo, trazendo um ritmo ágil e envolvente que faz a costura entre todas as cenas e os espaços retratados. O cenário e o figurino assinados por Cássio Brasil e a luz de Fran Barros trabalham para firmar esta proposta da direção.
Volpone
Com Chico Carvalho, Claudinei Brandão, Dirceu de Carvalho, Eliana Rocha, Fabio Espósito, Fabíola Moraes, Gabriel Miziara, e Guryva. Músico em cena: Fabio Martinelli
Teatro MuBE Nova Cultural (Rua Alemanha, 221 – Jardim Europa, São Paulo)
Duração 90 minutos
22/01 até 13/03
Sexta e Sábado – 21h30; Domingo – 20h30
$50 / $60
 
Texto: Ben Jonson.
Tradução: Ronaldo Diaféria.
Adaptação: Neyde Veneziano e Ronaldo Diaféria.
Direção: Neyde Veneziano.
Assistência de direção: Fabíola Moraes e Kiko Rieser.
Preparação corporal, Máscaras e maquiagem: Guryva.
Coreografia de luta: Dirceu de Carvalho.
Cenário e figurinos: Cássio Brasil.
Música original e direção musical: Ricardo Severo.
Iluminação: Fran Barros.
Operador de luz: Rodrigo Caetano.
Contrarregra: Ighor Walace.
Fotografia: Heloísa Bortz.
Arte gráfica: David Schumaker.
Produção: Kiko Rieser e Ronaldo Diaféria.
Assistência de produção: Isabela Tortato.
Secretária de produção: Valéria Pucci.
Realização: Diaféria Produções e Rieser Produções Artísticas.
Patrocínio: Algar Comunicações.
Apoio: Programa de Ação Cultural
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

“O Homem que virou Cão”

Inédita no Brasil, a tragicomédia do escritor argentino Oswaldo Dragún (1929-1999) discute o emprego e a dignidade na sociedade de consumo. A Oroboro Companhia de Teatro estreia “O Homem Que Virou Cão – e outras histórias” no dia 5 de setembro no Teatro MuBE Nova Cultural.
O espetáculo começa com um ato bastante corriqueiro, ainda mais em época de desaceleração da economia: um homem bate a porta de uma fábrica em busca de emprego.
A partir daí o público acompanha os caminhos percorridos e as emoções vividas por este Ser, que a certa altura se depara com uma dúvida cruel: seria ele, ainda, um homem?
De forma tragicômica, a peça faz uma reflexão sobre até onde um Homem é capaz de chegar para atender as necessidades materiais e as regras de relacionamento impostas pela sociedade contemporânea em detrimento aos relacionamentos e valores pessoais. O que se vê no palco é um embate entre “Ter e o Ser Humano”.
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“O Homem que virou Cão”
Com Danilo Cianciarulo, Fernando Saba, Gabriela Smurro, Luciano Garzin, Thais Scarabelli, Regina Pressinoti e Roberta da Fonseca.
Teatro MuBE Nova Cultural (Avenida Europa, 218, Jardim Europa – São Paulo)
Duração 50 minutos
05/09 até 22/11
Sábado e Domingo – 18h
$20

“Florilégio Musical II – Nas Ondas do Rádio”

O espetáculo que homenageia a Era de Ouro da rádio brasileira volta para mais uma temporada em São Paulo. “Florilégio Musical II – Nas Ondas do Rádio” ficará em cartaz no Teatro MuBE Nova Cultural em curtíssima temporada: de 8 a 30 de agosto, aos sábados e domingos.

Com um repertório de clássicos da música popular brasileira que embalou toda uma geração de ouvintes nos anos de 1930, 40 e 50, espetáculo relembra, com muito carinho, bom humor e emoção, os cantores e cantoras dessa época, as grandes estrelas idolatradas pelo público de então. Estarão presentes Ary Barroso, Cartola, Ataulfo Alves, Zé Keti, Dorival Caymmi, entre outros.

Um trio de atores está no palco, recriando um programa musical e vespertino de auditório: Carlos MorenoMira Haar Adriana Fonseca. A direção geral é de Elias Andreato e arranjos e direção musical de Jonatan Harold (indicado ao Prêmio Shell 2014 por este trabalho, que também está em cena).

(crédito fotos – João Caldas Filho)

 Florilégio Musical II – Nas Ondas do Rádio
Com Carlos Moreno, Mira Haar e Adriana Fonseca e Helô Cintra (stand in)
Teatro MuBE Nova Cultural (Avenida Europa, 218, Jardim Europa – São Paulo)
Duração 70 minutos
08 a 30/08
Sábado e Domingo – 18h
$40

“Amor Sob Suspeita”

“Amor Sob Suspeita”, texto inédito no Brasil do dramaturgo norte-americano Steven Diets, estreia no Teatro do MuBE Nova Cultural.
A peça é um suspense com pitadas de humor. Seu foco é o impacto psicológico de uma traição, seus fantasmas e suspeitos. A história se projeta numa trama de múltiplas camadas, deixando o espectador intrigado e incerto quanto a quem deve acreditar.
Em um clima pop-noir, Matthew e Lisa – um casal de atores – estão sendo dirigidos pelo renomado diretor Adrian Poynter, que usa de seu status para seduzir a bela Lisa.
Matthew, ao perceber o clima da traição, tenta negar tudo para si mesmo, mas idealiza secretamente uma vingança.
Nas visitas a Franco, seu terapeuta, Matthew tenta reconstruir os fatos que o cercam, mas sua sanidade fragilizada lhe rouba a capacidade de colaborar com o obstinado terapeuta. Apesar de Adrian logo antes da estreia terminar seu affair com Lisa, deixando-a com a certeza de ter sido apenas mais um troféu em sua prateleira, sua esposa, Cory, o segue secretamente para emboscá-lo. Estas tramas todas culminam em um final surpreendente.
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“Amor Sob Suspeita”
Com Alexandre Menezes, Diego Werner; Isabella Lemos, Paulo Gabriel; Renata de Paula
Teatro MuBE Nova Cultural (Av. Europa, 218, Jardim Europa – São Paulo)
Duração 90 minutos
20/06 até 27/08
Quarta e Quinta – 21h
$40

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