CONFISSÕES DE UM SENHOR DE IDADE

Indicado ao Prêmio FITA de Teatro como melhor espetáculo (júri popular), autor e ator, Flávio Migliaccio retorna em cartaz com a comédia “Confissões de um Senhor de Idade” no próximo dia 7 de novembro, quarta-feira, no Teatro Poeira, em Botafogo. Montado para comemorar os 60 anos de carreira do ator, a peça ficará em cartaz às terças e quartas até o dia 12 de dezembro.

Flávio divide o palco com o ator Luciano Paixão, que interpreta Deus encarnado no corpo de um simples mortal para propor um estranho pacto: se Flávio ajudar a desvendar um caso estranho que está acontecendo no céu, receberá a recompensa da vida eterna.

Num diálogo bem-humorado com Deus, Flávio conta suas histórias, suas experiências, suas memórias, saudades e até tristezas, tudo com o bom humor que sempre foi a sua marca. Detalhes da vida íntima do artista também serão revelados – uma forma de presentear o público, em agradecimento ao carinho recebido pela comemoração dos 60 anos de carreira.

Confissões de um Senhor de Idade

Com Flavio Migliaccio e Luciano Paixão

Teatro Poeira (Rua São João Batista, 104 – Botafogo, Rio de Janeiro)

Duração 55 minutos

07/11 até 12/12

Terça e Quarta – 21h

$60

Classificação 10 anos

 

CARMEN

Sucesso absoluto de público e crítica em São Paulo, Carmen, com direção de Nelson Baskerville, desembarca no Rio de Janeiro para uma temporada no Teatro Poeiraentre os dias 13 de setembro e 28 de outubro, com sessões às quintas, sextas e sábados às 21h00; e aos domingos, às 19h. Na capital paulista, o espetáculo teve temporadas nos teatros Aliança Francesa, Auditório MASP e Tucarena. A peça tem texto de Luiz Farina e elenco formado por Natalia Gonsales, Flávio Tolezani e Vitor Vieira.

Palavras do diretor Nelson Baskerville

Uma história contada e recontada nas mais variadas formas e gêneros. Carmen surgiu como romance em 1845 e já foi filme, ópera e novela nas mãos de grandes mestres. Um clássico. A pergunta recorrente que todos se fazem ao remontar a peça é: por que fazê-la? Para mim, porque pessoas continuam morrendo por isso e precisamos recontar a história até que não sobre nenhuma gota de dor.

Na atual encenação elementos clássicos como a dança flamenca, os costumes ciganos, a tauromaquia, entre outros, são ressignificados ao som de guitarras distorcidas, microfones e coreografias para que não reste dúvida de que estamos repetindo histórias tristes de amor, de paixões destruidoras.

O ponto de vista que nos interessa é o de Carmen, a mulher assassinada, dentro de uma sociedade que pouco mudou de comportamento ao longo dos séculos, que aceitou brandamente crimes famosos cometidos contra mulheres como os de Doca Street, Lindomar Castilho e mais recentemente de Bruno, o goleiro. Crimes muitas vezes justificados pela população pelo comportamento lascivo das vítimas, como se isso não fosse aceito em situações invertidas relativas ao comportamento masculino. O homem pode. A mulher não. Nessa encenação Carmen morre não porque seu comportamento justifique qualquer tipo de punição, mas porque José é um homem, como tanto outros, doente como a sociedade que o criou

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Carmen

Com Natalia Gonsales, Flávio Tolezani e Vitor Vieira

Teatro Poeira (Rua São João Batista, 104, Botafogo – Rio de Janeiro)

Duração 70 minutos

13/09 até 28/10

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$60

Classificação 14 anos

APROXIMANDO-SE DE A FERA NA SELVA

Depois de sua temporada de estreia no Centro Cultural São Paulo, Aproximando-se de A Fera na Selva, com direção de Malú Bazán, reestreia no Teatro Aliança Francesa, entre 3 de maio e 2 de junho, com sessões de quinta-feira a domingo. Como a encenação tem uma atmosfera intimista, a plateia será deslocada para o palco, que acomodará 30 pessoas. Em junho a peça segue para uma curta temporada no Teatro Poeira, no Rio de Janeiro, de 14 a 24 de junho.

A peça transita entre três núcleos que têm suas fronteiras borradas: “A Fera na Selva”, com os personagens John Marcher e May Bartran; as biografias dos escritores Henry James e Constance Fenimore Woolson e as figuras do ator e da atriz. Gabriel Miziara faz John, Henry e ator, e Helô Cintra interpreta Constance, May e atriz.

Henry James escreveu a Fera em 1903, quase dez anos após a morte da sua grande amiga Constance. A amizade entre os escritores tem muitos paralelos com a relação estabelecida entre os protagonistas dessa novela de Henry.

As personagens da peça são amarradas pelas convenções sociais, ao mesmo tempo muito solitárias e de uma sensibilidade extrema, busquei inspiração em alguns artistas plásticos, além das obras literárias, para adentrar neste universo. Edward Hopper, por exemplo nos traz a solidão impressa em suas obras, algumas telas de Monet e Magritte, além de uma tela pintada pelo dramaturgo Strindberg, me trazem de diferentes formas, uma existência velada e profunda”, comenta a diretora.

Para a construção da dramaturgia, Marina Corazza se pautou na novela “A Fera na Selva” de Henry James, em “O Mestre”, romance de Colm Tóibín sobre a vida do escritor americano, na biografia de Constance, “Constance Fenimore Woolson: Portrait of a Lady Novelist”, escrita pela americana Anne Boyd Rioux, além de um livro de contos de Contance “Miss Grief and other stories”, organizado pela mesma escritora.

A encenação

A peça estará em cartaz no porão do Centro Cultural São Paulo, que foi reaberto em dezembro de 2017, depois de ficar fechado durante anos para uma reforma. A diretora optou por uma encenação limpa, com poucos elementos, mas que são fundamentais para o espetáculo.

O figurino assinado pelo estilista Mareu Nitschke traz linhas modernas e nada óbvias para os atores, em contraponto a algumas peças mais amplas que simbolizam o universo dos personagens. O cenário manipulado pelos atores, é uma parceria da diretora Malú Bazán com Renato Caldas. A assistência de direção é de Carolina Fabri. A luz é assinada por Miló Martins e a trilha sonora é de Daniel Maia. A produção do espetáculo é da Canto Produções.

Sinopse:

A peça aborda a relação de amizade entre os escritores Henry James e Constance Fenimore Woolson, a partir da investigação de suas biografias e da novela “A Fera na Selva” de Henry James, em que um homem espera pelo grande acontecimento de sua vida. Dois atores transitam entre as personagens reais e as personagens fictícias criadas pelos escritores, lançando um olhar particular sobre suas relações.

A FERA NA SELVA 1 - DNG

© Joao Caldas Fº

Aproximando-se de A Fera na Selva
Com Gabriel Miziara e Helô Cintra
Duração 60 minutos
Classificação 14 anos
 
Teatro Aliança Francesa (Rua General Jardim, 182 – Vila Buarque, São Paulo)
03/05 até 02/06
Quinta, Sexta e Sábado – 20h30, Domingo – 19h
$30
 
Teatro Poeira (Rua São João Batista, 104 – Botafogo, Rio de Janeiro)
14 a 24/06
Quinta, Sexta, Sábado, Domingo
$50