VOZ E VIOLÃO

Em seu retorno a São Paulo depois de três anos sem se apresentar na cidade, Bebel Gilberto traz para esta sua única apresentação, o mesmo repertório da turnê que fez recentemente por Japão, Estados Unidos e Europa.

A artista volta em momento intimista acompanhada pelo violão de Guilherme Monteiro, em que canta sucessos de sua carreira e clássicos da Bossa Nova, numa homenagem aos pais Miúcha e João Gilberto.

No repertório, WaveDesafinadoEla É CariocaCorcovadoPreciso Dizer Que Te Amo, entre outras.

Voz e Violão

Com Bebel Gilberto

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 60 minutos

31/03

Terça – 20h

$180/$220

Classificação Livre

 

40 ANOS DE AMOR À MÚSICA

Angela Ro Ro comemora 4 décadas de carreira passeando por sua trajetória de sucessos e surpreendendo com improvisos e ironia.

Cantora, compositora e pianista brasileira, foi considerada pela revista Rolling Stone, a trigésima terceira maior voz da música brasileira. O apelido Ro Ro vem da risada grave e rouca; características que fazem também o diferencial da voz; um pronunciado sotaque carioca, caracterizado pela acentuação da vogal “a” muitas vezes encavalada na consoante “r”, de maneira rasgada e aberta; a fala rápida e atropelada acentua essas características.

Entre as canções do show estão Tola Foi VocêFogueiraAmor, Meu Grande AmorSó Nos Resta ViverCompassoSimples Carinho e Ne Me Quite Pas, de Jacques Brel, gravada por Maysa, com a qual Ro Ro chegou a ser comparada no início de carreira.

Malandragem, música de Cazuza e Frejat feita para Angela e gravada por Cássia Eller também está no set list.

40 Anos de Amor à Música

Com Angela Ro Ro

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 90 minutos

24/03

Terça – 20h

$70/$90

Classificação 16 anos

QUANDO A GENTE AMA – UMA HOMENAGEM À ARLINDO CRUZ

O espetáculo musical, fala sobre os altos e baixos do amor, a partir do repertório do sambista Arlindo Cruz. O elenco é acompanhado por cinco músicos que animam uma roda de samba em cena. São dez histórias curtas, cada uma delas relacionada a uma canção do repertório de Arlindo Cruz, a quem o espetáculo é dedicado.

Aos poucos, a plateia vai conhecendo os componentes daquela roda, e percebendo que cada um deles tem sua história de amor para contar. O público entra em contato com toda uma galeria de personagens que parecem tirados do cotidiano, com os dramas (e comédias) de amor. A cada momento, uma história ganha o centro da roda. São histórias curtas, algumas engraçadas, outras emocionantes, embaladas por sucessos como Casal Sem VergonhaO Show tem que Continuar e O Que é o Amor, entre outros.

Quando a Gente Ama – Uma Homenagem à Arlindo Cruz

Com Alexandre Moreno, Aline Borges, Allex Miranda, Cris Vianna, Édio Nunes, Patrícia Costa

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 90 minutos

13/03 a 26/04

Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h

$60/$80

Classificação 14 anos

TU AMARÁS (Chile)

Com o espetáculo Tu Amarás, o grupo chileno Bonobo dá continuidade a sua pesquisa sobre a violência cometida contra os “outros” em uma sociedade democrática – o título alude aos mandamentos cristãos. Nesta comédia irônica, um grupo de médicos chilenos se prepara para uma conferência internacional sobre o preconceito na medicina. O debate se torna mais complexo devido à recente chegada dos Amenitas, extraterrestres que se estabeleceram na Terra.

Incompreendidos, marginalizados e temidos, esses seres oferecem a oportunidade para que o grupo reflita sobre o amor, a violência e o ódio implícitos na relação com os “forasteiros”. A peça, que recebeu prêmios no Chile e no Japão, foi desenvolvida em residências no Espacio Checoeslovaquia, em Santiago, e no Baryshnikov Arts Center, em Nova York.

Bonobo é uma companhia de teatro fundada em 2012 pelos artistas Pablo Manzi e Andreina Olivari com o objetivo de levar ao palco novas obras que estimulem a reflexão crítica do espectador. Através de uma metodologia de criação coletiva com ênfase em pesquisa e improvisação, eles se tornaram um dos mais conceituados grupos jovens do teatro chileno. Integram seu repertório os espetáculos Amansadura (2012), Donde Viven los Bárbaros (2015) e Tu Amarás (2018), que participaram de festivais em países como Alemanha, Bélgica, Holanda, Espanha, Itália, Suécia, Japão, México, Brasil, Peru e Chile.

FACE (1)Tu Amarás 

Com Gabriel Cañas, Carlos Donoso, Paulina Giglio, Guilherme Sepúlveda, Franco Toledo (Grupo Bonobo)

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 75 minutos

07 e 08/03

Sábado – 21h, Domingo – 20h

$30/$40

Classificação 16 anos

O OVO DE OURO

A peça trata sobre a função do Sonderkommando ou comandos especiais, unidades de trabalho formadas por prisioneiros selecionados para trabalhar nas câmaras de gás e nos crematórios dos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Contada em diferentes episódios e tempos, a trama revela a vida de Dasco Nagy (Sérgio Mamberti), que foi Sonderkommando e sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

Em dois planos, um da realidade e outro da alucinação, a peça retrata a relação do protagonista Dasco Nagy quando jovem (Luccas Papp) com seu melhor amigo Sándor (Leonardo Miggiorin), com a prisioneira Judit (Rita Batata) e com o comandante alemão Weber (Ando Camargo). No presente, Dasco é entrevistado, já em idade avançada, por uma jornalista, narrando os acontecimentos mais horrorosos que viveu no campo de concentração e descrevendo a partir do seu ponto de vista os horrores da Segunda Guerra Mundial.

Clique no link para ler o que falamos sobre a peça – Opinião sobre O Ovo de Ouro 

FACE

O Ovo de Ouro

Com Sérgio Mamberti, Leonardo Miggiorin, Rita Batata, Ando Camargo e Luccas Papp

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 90 minutos

31/01 até 01/03

Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h

$50/$70

Classificação 14 anos

MARGEM

 

Adriana Calcanhotto assina a direção do espetáculo de seu novo álbum, Margem, lançado em junho de 2019. O repertório do show inclui as canções do novo trabalho, resgata músicas de Maritmo (1998) e Maré (2008), os outros dois discos da trilogia marinha (como Mais FelizVambora e Quem Vem Pra Beira do Mar), além de sucessos da carreira, como Devolva-me e Maresia.

Duas canções foram arranjadas especialmente para o espetáculo, Futuros Amantes, de Chico Buarque, de 1993, que a cantora gravou como faixa exclusiva para a versão japonesa do álbum Margem, e os Ilhéus, de José Miguel Wisnik sobre poema de Antonio Cícero.

A banda que a acompanha é formada pelos mesmos músicos que tocaram e co-produziram o seu mais recente trabalho de estúdio. Rafael Rocha (mpc, bateria, percussão, Handsonic, assovio), Bruno Di Lullo (baixo e synth) e Bem Gil (guitarra e synth).

Margem

Com Adriana Calcanhotto

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração

25 e 26/01

Sábado – 20h, Domingo – 19h

$120/$140

Classificação Livre

ELZA

A trajetória de Elza Soares é sinônimo de resistência e reinvenção. As múltiplas facetas apresentadas ao longo de sua majestosa carreira foram o ponto de partida para o musical “Elza”, que estreou em julho de 2018 no Rio de Janeiro, passou por 15 cidades. Agora, após imenso sucesso popular e a aprovação irrestrita da homenageada, fará nova temporada na capital paulista, no Teatro Porto Seguro.

De 08 de novembro a 15 de dezembro, Larissa Luz, convidada para a montagem, e outras seis atrizes selecionadas em uma bateria de testes (Janamô, Julia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacorte e Verônica Bonfim) sobem ao palco para celebrar o trabalho, as 09 indicações ao Prêmio Bibi Ferreira, o recém-conquistado Prêmio Shell de Melhor Música, os dois prêmios CESGRANRIO (Melhor Direção – Duda Maia e Categoria Especial pelo Elenco), quatro troféus do Prêmio Reverência (Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Autor e Categoria Especial) e o Prêmio da APCA de Melhor Dramaturgia.

Em cena, as atrizes se dividem ao viver Elza Soares em suas mais diversas fases e interpretam outros personagens, como os familiares e amigos da cantora, além de personalidades marcantes, como Ary Barroso (1903-1964), apresentador do programa onde se apresentou pela primeira vez, e Garrincha (1933-1983), que protagonizou com ela um notório relacionamento.

Com texto inédito de Vinícius Calderoni e direção de Duda Maia, o espetáculo tem a direção musical de Pedro Luís, Larissa Luz e Antônia Adnet. Além disso, o maestro Letieres Leite, da Orquestra Rumpilezz, foi o responsável pelos novos arranjos para clássicos do repertório da cantora, tais como Lama, O Meu Guri, A Carne e Se Acaso Você Chegasse. O projeto foi idealizado por Andréa Alves, da Sarau Agência, a partir de um convite da própria Elza e de seus produtores Juliano Almeida e Pedro Loureiro.

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Ainda que muitos dos conhecidos episódios da vida da homenageada estejam no palco, a estrutura de Elza foge do formato convencional das biografias musicais. Se os personagens podem ser vividos por várias atrizes ao mesmo tempo, a estrutura do texto também não é necessariamente cronológica. Da mesma forma que músicas recentes (A Mulher do Fim do Mundo, a emblemática A Carne e Maria da Vila Matilde) se embaralham aos sucessos das mais de seis décadas de carreira da cantora, como Se Acaso Você Chegasse, Lama, Malandro, Lata D’Água e Cadeira Vazia.

Marcada por uma série de tragédias pessoais – a morte dos filhos e de Garrincha, a violência doméstica e a intolerância –, a jornada de Elza é contada com alegria.

A Elza me disse: ‘sou muito alegre, viva, debochada. Não vai me fazer um musical triste, tem que ter alegria’. Isso foi ótimo, achei importante fazer o espetáculo a partir deste encontro, pois assim me deu base para saber como Elza se via e como ela gostaria de ser retratada”, conta Vinicius Calderoni, que leu e assistiu a infindáveis entrevistas que a cantora deu ao longo da vida e também pesquisou a obra de pensadoras negras, como Angela Davis e Conceição Evaristo, cujos fragmentos de textos aparecem na peça.

O espetáculo foi desenvolvido ao longo de um período em que Elza se encontra no auge de uma carreira marcada por reviravoltas e renascimentos. Ao lançar seus últimos dois discos, A Mulher do Fim do Mundo (2015) e Deus é Mulher (2018), a cantora não somente ampliou ainda mais seu repertório e sua base de fãs, como conquistou, mais uma vez, a crítica internacional, e se consolidou como uma das principais vozes da mulher negra brasileira.

Vinícius Calderoni, autor do texto, chama a atenção para a coletividade presente em todo o processo de criação da montagem. Após ter escrito as primeiras páginas, ele começou a frequentar os ensaios e estabeleceu um rico intercâmbio com Duda Maia e as sete atrizes. ‘Hoje poderia dizer que elas são coautoras e colaboradoras do texto. São sete atrizes negras e múltiplas, como a Elza é. Diante da responsabilidade enorme, eu estabeleci limites de fala para mim, por exemplo, em relação a alguns temas. Limitei a minha voz e disse que não escreveria nada, queria os relatos delas e as opiniões. Pedi a colaboração delas, das experiências vividas por uma mulher negra. Do mesmo jeito que a Duda propôs muitas coisas, as atrizes também tiveram este espaço’, conta o dramaturgo.

Tal processo colaborativo se estendeu para a música, com a participação ativa das atrizes e das musicistas nos ensaios com os diretores musicais, e o maestro Letieres Leite, que liderou algumas oficinas com o grupo no período dos ensaios. O processo gerou ainda duas canções inéditas que estão na peça: Ogum, de Pedro Luís, e Rap da Vila Vintém, de Larissa Luz. Se a escolha de Pedro Luís para a função foi referendada pela própria Elza – que gravou e escolheu um verso do compositor para nomear seu último disco –, Larissa Luz já estava envolvida com o projeto desde o seu embrião.

FACE (1)

Elza 

Com Larissa Luz, Ágata Matos, Janamô, Julia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacôrte, Verônica Bonfim

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 150 minutos

08/11 até 15/12 (Sessão extra dia 19/11 – 20h) (Não haverá apresentação nos dias 23 e 24/11)

Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h

$60/$80

Classificação 14 anos

*Nos dias 19, 22 e 30 de novembro, a atriz Larissa Luz será substituída pela atriz Ágata Matos.