MAESTRO JOÃO CARLOS MARTINS EM CONCERTO

Um bate papo informal e intimista, um momento especial regado a música, histórias e emoções dão o tom do espetáculo Maestro João Carlos Martins Em Concerto que acontece no dia 4 de dezembro, terça-feira, às 21h, no Teatro Porto Seguro. O Maestro João Carlos Martins se apresenta ao piano acompanhado da Camerata Bachiana e com a  participação de Davi Campolongo, um dos jovens que apresentou para o mundo da música clássica.

A apresentação é uma oportunidade para entrar em contato com a vida e a arte do Maestro João Carlos Martins, cuja trajetória já foi registrada em 3 documentários: o franco-alemão Die Martin’s Passion (2003), o belga Revérie (2007), e o brasileiro O Piano como Destino (2015); além do longa metragem João, o Maestro, produzido pela LC Barreto, e da peça Concerto para João em cartaz no Teatro FAAP.

Sobre João Carlos Martins

Nascido em São Paulo, no dia 25 de junho de 1940, João Carlos começou a tocar piano aos sete anos por influência de seu pai, José, que desde a infância sonhava em virar um pianista. Aos oito anos, João Carlos venceu seu primeiro concurso musical ao executar obras do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750). Aos 21 anos, patrocinado por Eleanor Roosevelt, apresentou-se pela primeira vez no Carnegie Hall, em Nova York. No auge de sua carreira de pianista, tocou com as maiores orquestras norte-americanas e gravou a obra completa de Bach para piano. Jornais como New York Times, Washington Post e Los Angeles Times dedicaram-lhe reportagens entusiasmadas pela sua personalidade artística.

Aos 25 anos, já consagrado como um dos grandes pianistas do mundo, João Carlos sofreu uma queda enquanto jogava futebol no Central Park, em Nova York, que atingiu o nervo ulnar e provocou atrofia em três dedos, obrigando-o a parar de tocar. Depois de um ano, voltou a tocar com dificuldade. Abandonou a carreira aos 30 anos.

Após sete anos longe do piano, decidiu voltar aos palcos, recebendo excelentes críticas da imprensa e a aclamação do público. Nesse período, porém, descobriu que desenvolveu distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort). Novamente teve que abandonar a carreira. A paixão pela música fez com que ele retornasse anos mais tarde e, mesmo com sequelas, que o forçaram a adaptar novas formas de tocar, iniciou a gravação da obra completa de Bach.

Em 1995, em um assalto na Bulgária, foi golpeado na cabeça com uma barra de ferro, que provocou uma sequela neurológica, comprometendo o movimento da mão direita. Por meio de reprogramação cerebral, conseguiu recuperar os movimentos e voltou a tocar com as duas mãos. Entretanto, esse procedimento médico deixou sequelas no braço direito e na fala. Decidiu passar por um novo procedimento cirúrgico para corrigir o problema e teve os seus movimentos da mão direita afetados. Antes, porém, terminou a gravação da obra completa de Bach para o piano. Passou a fazer apresentações apenas com a mão esquerda.

João Carlos foi surpreendido pelos médicos com a notícia de que havia desenvolvido Contratura de Dupuytren na mão esquerda. Embora tenha passado por um novo procedimento cirúrgico, João Carlos acabou perdendo o movimento da mão esquerda, o que o inviabilizou novamente de tocar piano. Em 2002, teve que parar de tocar, e, dessa vez, acreditou seria para sempre.

Em 2004, aos 64 anos, João Carlos iniciou os seus estudos de regência. Seis meses depois, apresentou-se com sucesso em Londres, Paris e Bruxelas, como regente convidado, imprimindo em suas interpretações a mesma dinâmica que fazia quando pianista.

Em 2006, idealizou a Fundação Bachiana, com a missão de levar a música clássica às pessoas que pouco, ou nunca, ouviram falar dela. Construiu uma sólida carreira com a sua Bachiana Filarmônica SESI-SP, a primeira orquestra brasileira a se apresentar no Carnegie Hall (2007).

Atualmente, a Fundação Bachiana mantém oito núcleos de musicalização para crianças e jovens pelo Brasil e tem realizado cerca de 80 apresentações por ano. Mesmo com todas as limitações físicas, no final dos concertos João Carlos costuma deixar a regência e sentar-se ao piano para rápidas e emocionantes apresentações.

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Maestro João Carlos Martins Em Concerto

Com Maestro João Carlos Martins e Camerata Bachiana, com participação de Davi Campolongo

Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 75 minutos

04/12

Terça – 21h

$90/$110

Classificação Livre

LUCIANA MELLO em 60 ANOS DE BOSSA NOVA

Há mais de 30 anos transitando por vários estilos musicais, Luciana Mello aproveita o momento em que o gênero musical, que fez o mundo cantar em português, completa 60 anos.

Acompanhada por Walmir Borges (violão), Eric Budney (baixo acústico) e Daniel de Paula (bateria), a cantora interpreta uma seleção especial com clássicos da Bossa Nova misturados com grandes sucessos de carreira.

60 Anos de Bossa Nova

Com Luciana Mello

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 80 minutos

27/11

Terça – 21h

$90/$120

Classificação Livre

LUIZA POSSI em PIANO E VOZ

Luiza Possi apresenta seu show de Piano e Voz, uma mistura de emoções em um dos formatos mais viscerais. Acompanhada apenas por um piano, o grande espetáculo acontece na suavidade da voz da cantora e sua presença marcante no palco.

No show, os fãs podem esperar um repertoria diversificado, que transita entre os hits da carreira, como “Me Faz Bem” e “Eu Espero”, e releituras, passando por clássicos do jazz, mpb e também do rock nacional, de Rita Lee a Raimundos. Um show intimista e emocionante.

Piano e Voz

Com Luiza Possi

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 90 minutos

06/11

Terça – 21h

$70/$80

Classificação Livre

SILVA em BRASILEIRO

Silva volta aos palcos do Teatro Porto Seguro com o show de seu novo disco Brasileiro.

Nessa nova turnê, Silva se dedica intensamente a construir novos caminhos entre tempos e estéticas musicais diferentes, mostrando toda força de um dos nomes mais produtivos e criativos dessa geração.

O cantor se apresenta acompanhado de Lucas Arruda (baixo, synth e piano) e Hugo Coutinho (bateria e programações).

Brasileiro

Com Silva

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração  80 minutos

19 e 20/11

Segunda e Terça – 21h

$70/$80

Classificação Livre

MART’NÁLIA em + MISTURADO

Vencedora do 18º Grammy Latino (2017) com o melhor disco de samba + Misturado, Mart’nália apresenta o show que dá nome ao álbum, no Teatro Porto Seguro.

O CD traz oito canções inéditas e sete regravações de grandes clássicos da MPB como Estrela (Gilberto Gil),Tempo de Estio (Caetano Veloso), Linha do Esquador (Djavan/Caetano) e o medley Ela disse-me assim/Loucura (Lupicínio Rodrigues).

O show é uma mostra da personalidade artística plural de Mart’nália que sobe ao palco celebrando a vida.

+ Misturado

Com Mart’Nália

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 80 minutos

30/10

Terça – 21h

$70/$80

Classificação Livre

ALICE, O MUSICAL

Nessa versão a Alice é uma adolescente encarando sua própria personalidade, seus desejos e mudanças. Entediada em seu quarto ela resolve ler um livro para se entreter, quando de repente a história ganha vida e a velha estante da família deixa escapar fantásticas criaturas que transformam o seu quarto num verdadeiro país das maravilhas.

As canções foram compostas especialmente para a produção pelo ator e músico Elton Towersey. O espetáculo conta com a participação especial de Paula Capovilla (Evita, A Madrinha Embriagada) e Cláudio Galvan (A Família Addams, O Rei Leão), que emprestam suas vozes à mãe de Alice e ao Gato Sorridente, respectivamente.

CARMEN (2)

Alice, o Musical

Com Natália Foschini, Adriano Tunes, Márcio Godoy e Thiago Sak.

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 60 minutos

13/10 até 25/11

Sábado e Domingo – 15h

$50/$60

Classificação Livre

1984

Considerado um dos romances mais influentes do mundo no século 20, a distopia 1984, do jornalista e romancista britânico George Orwell (1903-1950), ganha uma nova adaptação teatral do Núcleo Experimental, com direção de Zé Henrique de Paula. O romance foi publicado em 65 países e virou minissérie, filmes, quadrinhos, mangás, ópera e até inspirou o reality show Big Brother, criado em 1999 pela produtora holandesa Endemol. Recentemente, a obra foi transformada em uma adaptação teatral dos ingleses Duncan MacMillan e Robert Icke. Esta última versão foi o ponto de partida da montagem brasileira.

A história se passa no fictício Estado da Oceânia, governado por um líder supremo chamado Grande Irmão, que chegou ao poder depois de uma guerra mundial que eliminou as nações e criou três grandes potências totalitárias. Esse Estado é pautado pela burocracia, censura e, sobretudo, pela vigilância. Quase sem qualquer forma de privacidade, cidadãos são espiados o tempo todo pelas “teletelas”, uma espécie de televisores espalhados nos lares e em lugares públicos, capazes de monitorar, gravar e espionar tudo.

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1984

Com Carmo Dalla Vecchia, Rodrigo Caetano, Gabriela Fontana, Eric Lenate, Rogerio Brito, Inês Aranha,  Laerte Késsimos, Fabio Redkowicz e Chiara Scallet

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 90 minutos

17/10 até 06/12

Quarta e Quinta – 21h

$40/$60

Classificação 14 anos