MUITO LOUCA

As atrizes Suely Franco e Fafy Siqueira fizeram parte do elenco do musical As Noviças Rebeldes, com direção de Wolf Maia, no início dos anos 90. Porém, nunca se encontraram no palco já que Suely entrou no elenco depois de Fafy ter saído. Finalmente, mais de 15 anos depois, tamanho desencontro é resolvido em comédia de Gabriel Chalita, dirigida por Hudson Glauber.

Muito Louca é uma peça sobre o universo complexo das relações humanas, onde Janete (Fafy Siqueira) e Tete (Suely Franco) discutem o passado em comum e suas frustrações amorosas. Fatos cotidianos ilustram o diálogo das personagens que falam sobre seus terapeutas, as dificuldades de superarem amores passados e o medo da solidão. Nesta peça irreverente, duas grandes amigas passam a limpo suas trajetórias de vida. Entre risadas, superstições, segredos, lágrimas, farpas e picuinhas, elas relembram o passado em comum.

Trata-se de um diálogo entre duas mulheres, em momentos diferentes de suas vidas, onde fatos cotidianos ilustram problemas afetivos. Falam de seus terapeutas e das dificuldades de superarem as amarras que as fazem infelizes. Falam de seus amores e do quanto o medo da solidão faz com que mintam para si mesmas. Falam de suas famílias e das ausências que sentem. Falam da vida.

Enfim, a história de ambas leva o público a percorrer os seus próprios universos pessoais, femininos ou masculinos,  cheios de medos e carências, mas com alguma esperança. No inicio, elas ainda têm muito tempo de vida. No final da peça, acompanha-se o entardecer de suas vidas. Olhamos com elas para o que foi possível viver e para o que ficou faltando.

O autor Gabriel Chalita afirma que “Muito Louca é uma  homenagem à prosa cotidiana, ao dito e ao não dito, às verdades doloridas e aos afetos. No meio dos risos necessários às comédias e à vida, uma reflexão sobre o mais atual dos temas: a solidão”.

Janete e Tetê tem aquilo que chamamos de relação de amor e ódio, o tempo todo implicando uma com a outra, mas sempre com muito carinho. São amigas desvairadas, que com humor e ironia abordam temas delicados como amizade, amor, ciúme, solidão, dúvidas em relação ao futuro e arrependimentos em relação ao passado”, comenta o diretor Hudson Glauber.

 

30652910_1704340459612501_8546277267343409152_n

Muito Louca
Com Suely Franco e Fafy Siqueira
Teatro Raul Cortez (Rua Dr. Plínio Barreto 285 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
20/04 até 08/07
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h
$60/$80
Classificação 12 anos

MERCEDEZ COM Z

Após temporadas em Curitiba e Brasília, o espetáculo Mercedez com Z volta a São Paulo, desta vez no Teatro Raul Cortez, na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

A comédia estreia em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, protagonizada e dirigida por Adriana Nunes, que contracena com Similião Aurélio e com participação especial de Wall Nunes. O espetáculo promete tratar do universo feminino com muita ternura, humor e emoção.

Adriana Nunes, que estrelou o quadro Jajá e Juju no Programa Zorra Total, da Rede Globo, também integra a cia Os Melhores do Mundo e atualmente está no seriado Planeta B, do Multishow. A atriz traz para o palco a dona de casa Mercedez, que abre seu coração para o locutor de rádio Wanderley Wandson, madrugadas a fio.

Os textos sobre o primeiro namorado, as angústias de relacionamentos, a pindaíba de todos dos meses e sobre as aventuras e desventuras da personagem se transformam em hilárias esquetes que fazem com que a plateia se identifique e se renda às gargalhadas. O enredo é assinado por Victor Leal e música original de Marcello Linhos.

Revezando-se em vários personagens, Adriana, junto ao ator Similião Aurélio, transita com naturalidade e humor por temas como sexo, trabalho, vaidade, educação, família e direitos das mulheres. Com cenário e figurino assinados por Adriano e Fernando Guimarães, e inspirado na obra da artista plástica pop japonesa Yayoi Kusama, bolinhas vermelhas e brancas compõem a estética da peça de forma divertida e lúdica.

capa mercedez com z.jpg

Mercedez com Z
Com Adriana Nunes, Similião Aurélio e Wall Nunes
Teatro Raul Cortez – Fecomercio SP (Rua Doutor Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
08 a 29/03
Quinta – 21h
$70 ($50 – doador de 1kg de alimento destinados à Casa Maria Maia)
Classificação 12 anos

 

 

OS GUARDAS DO TAJ

À primeira luz da manhã, um novo edifício representando o poder crescente do império será revelado: o glorioso Taj Mahal. Mas para estes dois guardas, amigos de longa data e designados a proteger o palácio, a manhã vem trazer uma crise existencial que abalará sua fé no Império e nos outros humanos.

Os Guardas do Taj retrata dois homens comuns que se deparam com a beleza imensurável do Taj e ao mesmo tempo são varridos pela carnificina e pela injustiça que cerca uma das maravilhas mais famosas do mundo. O ano é de 1648 e os dois guardas imperiais estão em pé e de costas para o ainda não revelado Taj Mahal. Um deles, Babur (Ricardo Tozzi) está cheio de curiosidade inextinguível; o outro, Humayun (Reynaldo Gianecchini) é pura ortodoxia obediente. Amigos desde a infância acabam se confrontando diante das regras estabelecidas e da maneira que cada um deles vê a sociedade e suas vidas.

Além de estarem proibidos de olhar para o edifício, os dois amigos também acabam sendo escalados para participarem da famosa história arbitrária que o imperador ordenou que executassem. O texto do americano Rajiv Joseph levanta questões potentes sobre o humano, o preço pago ao longo da história para realizar os caprichos dos poderosos, mesmo quando resultam em maravilhas arquitetônicas que, em última análise, serviriam para dar prazer às massas. Esta é uma das muitas lendas que cercam o Taj, mas que o autor usa de maneira brilhante para explorar, de forma inteligente e sem ser esmagadoramente dramática, uma série de ideias filosóficas. Uma delas é se há limites à busca humana pelo conhecimento, o que rege as relações de amizade e as proibições absurdas que muitas vezes nos são impostas.

Com direção de Rafael Primot e João Fonseca, os temas centrais do espetáculo sobre dois guardas imperiais proibidos de olhar para o esplendor do Taj Mahal em sua inauguração, são a curiosidade humana, o capricho dos poderosos e a amizade entre dois homens. Além disso, quando os guardas são ordenados a realizar uma tarefa impensável, as consequências os obrigam a questionar os conceitos como amizade, beleza e dever, e os muda para sempre de maneira única e poética.

Amizade, lealdade, subserviência, poder. Qual o real sentido da vida e das relações? Quando a luz se apaga, qual a única beleza que nos resta? A jornada desses dois amigos nos questiona se vale a pena pagar um preço tão alto para manter a ordem estabelecida.

Com produção de Selma Morente e Célia Forte, através da Morente Forte Produções Teatrais, Os Guardas do Taj é um espetáculo sobre a amizade, os valores e as escolhas que fazemos. Vale a pena simplesmente fazer as coisas sem questionar? Obedecer à ordem estabelecida sem pensar? Será que há um caminho melhor para seguirmos? Esses dois amigos, tão diferentes entre si, acabam descobrindo o que realmente importa na vida e vivem as consequências de suas escolhas.

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Os Guardas do Taj
Com Reynaldo Gianecchini e Ricardo Tozzi
Teatro Raul Cortez (Rua Dr. Plínio Barreto 285 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 75 minutos
13/01 até 25/03
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h
$60/$80
Classificação 12 anos

CARROSSEL, O MUSICAL

Os personagens que há quase 30 anos fazem parte do imaginário infantil brasileiro chegam agora aos palcos do Teatro Raul Cortez, na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), para cantar e dançar no espetáculo ‘Carrossel, o Musical’, que estará em cartaz de 07 a 30 de julho, sob a batuta de Zé Henrique de Paula, que divide a direção com a autora da peça, Fernanda Maia.

Depois de um remake de sucesso na TV e de dois filmes que levaram mais de cinco milhões de espectadores aos cinemas, os alunos da Escola Mundial estrelam uma nova aventura agora no palco, em formato de teatro musical. A história começa com os personagens voltando à escola depois de um período de férias, e reencontrando sua amada professora Helena, vivida por Bibi Cavalcante, e a divertida faxineira Graça, papel de Márcia de Oliveira – atriz original da novela em participação especial.

Em meio a toda festa, a diretora Olivia, interpretada por Chris Couto, tenta manter a ordem na escola, ao mesmo tempo em que busca consolo para uma desilusão amorosa por causa de seu pretendente Aderbal, papel de Roney Facchini, dando início assim a uma aventura cheia de suspense e surpresas. A trama envolve ainda um quadro antigo, um tesouro secreto, uma donzela apaixonada e o fantasma de um pirata espanhol. Depois de Cirilo passar por maus bocados nas mãos de vilões que tentam passar por mocinhos, a Patrulha Salvadora acaba por restabelecer a paz, em meio a uma emocionante história de amor.

A diversão é garantida com os personagens infantis já conhecidos da novela e tão queridos por todos. As 13 crianças em cena, com idade de 9 a 12 anos, foram selecionadas entre 850 inscritos durante as audições e interpretam os personagens que fazem o famoso colégio vibrar de animação, são elas: Giulia Savi e Sofia Penna (Maria Joaquina), Pedro Felipe Santos Souza (Cirilo), Manuela Gomes de Matos (Laura),Vinícius Spada (Jaime), Isabella Faille (Alícia), Chiara Scarlett (Carmen), Murillo Martins (Daniel), Adrielly Takaki (Marcelina), Valentina Oliveira (Valéria), Henry Gaspar (Mário), Enzo Krieger (Davi), Gabriel Cordeiro (Paulo) e Bruno Shiraishi Costa (Kokimoto).

Com cenários familiares para quem assistiu ao último remake da TV, estarão lá o pátio da escola, a sala de aula, a sala da diretora e a casa abandonada, além de alguns itens originais usados na telinha. A trilha sonora, com músicas já conhecidas da novela, como ‘Fico Assim sem Você’, de Claudinho & Buchecha, e ‘Brincadeira de Criança’, do grupo de pagode Molejo, ganham novos arranjos, especialmente criados por Fernanda Maia, que são acompanhados por uma banda com baixo, bateria, guitarra, piano, cordas, sax, clarinete e flauta.

Indicado para todas as idades, os ingressos para “embarcar nesse Carrossel” já podem ser adquiridos pelo site Compre Ingressos – http://www.compreingressos.com/ – ou na bilheteria do teatro.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Carrossel, o Musical
Com Giulia Savi, Sofia Penna, Pedro Felipe Santos Souza, Manuela Gomes de Matos,Vinícius Spada, Isabella Faille, Chiara Scarlett, Enzo Krieger, Murillo Martins, Adrielly Takaki, Valentina Oliveira, Henry Gaspar, Gabriel Cordeiro e Bruno Shiraishi Costa
Elenco Adulto: Bibi Cavalcanti, Marcia de Oliveira, Chris Couto, Roney Facchini, Rosana Penna e Patrick Amstalden
Teatro Raul Cortez – FECOMERCIO (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 120 minutos
07 a 30/07
Sexta, Sábado e Domingo – 15 horas
$80/$90
Classificação Livre

 

EU NUNCA

O Teatro Raul Cortez recebe a peça adolescente ‘Eu Nunca’, que conta a história de três jovens com vidas extremamente opostas. No espetáculo, eles convivem e dividem as suas intimidades, sempre trazendo à tona as questões mais urgentes da juventude moderna.

No elenco e direção estão nomes já conhecidos pelo grande público. Júlio Oliveira é o diretor e também atua no espetáculo. O ator possui larga experiência na área artística e seu último trabalho na televisão foi em ‘Os Dez Mandamentos’, da TV Record. O ator, cantor e dublador Nicholas Torres interpretou o ‘Jaime’ na novela ‘Carrossel’ e na série ‘Patrulha Salvadora’ do SBT. Já a atriz Gabriela Gama começou sua carreira no palco aos 15 anos e possui mais de 30 peças em seu currículo, incluindo ‘Fortes Batidas’ – vencedor do Prêmio APCA como melhor espetáculo e o prêmio especial Femsa Coca-Cola por experimentação de linguagem.

A peça foi montada a partir de um conjunto de textos, depoimentos e pesquisas, escritos de forma coletiva. O texto possui uma linguagem descolada e aborda situações realistas a cada cena, sempre quebrando os clichês já apresentados em outros espetáculos do gênero.

O objetivo é fazer com que o jovem possa repensar o lugar em que se encontra atualmente, a partir de reflexões e críticas, e através das narrativas de vida dos personagens, que buscam transmitir um retrato dos principais problemas que afetam a juventude de hoje. A peça fica em cartaz até 26 de março, com apresentações às sextas às 21h, sábados às 20h e domingos às 19h.

 

Eu Nunca
Com Júlio Oliveira, Nicholas Torres e Gabriela Gama.
Teatro Raul Cortez (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 80 minutos
10 a 26/03
Sexta – 21h; Sábado – 20h e Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos
 
Direção: Júlio Oliveira
Dramaturgia: Criação Coletiva
Fotografia: Adriano Duarte
Produção Executiva: Aryane Faria & tOn Miranda
Direção de Produção: Bia Ramsthaler & tOn Miranda
Assessoria de Imprensa: Sanseverino Comunicação
Produção e Realização: Júlio Oliveira e Diversão & Arte

UM AMOR DE VINIL (OPINIÃO)

Memória. 

Um substantivo feminino que significa a faculdade que temos de conservar ideias ou imagens passadas e tudo que está associada às mesmas.

Ela norteou toda a criação do musical “Um Amor de Vinil“, que estreou ontem (11/11) no Teatro Fecomercio, sala Raul Cortez. O espetáculo é estrelado por Françoise Forton, Maurício Baduh e Marco Gérard.

A peça

O enredo conta a história de Amanda (Françoise) e Maurício.(Maurício), duas pessoas de meia idade, com experiência de vida. Ela é dona de uma loja de discos de vinil, onde trabalha Martinho. Amanda é meio desmemoriada para alguns fatos recentes da sua vida e Martinho funciona como sua memória musical. Já Maurício, infeliz no amor, é diretor financeiro na empresa de seu cunhado. Vai sempre na loja de vinis à procura de alguma raridade de espetáculo musical. Nestes vários encontros, acabam se envolvendo por causa da música.

Um Amor de Vinil” fala sobre a memória que temos da nossa vida, fatos que nos marcaram. Como reagimos com as lembranças do nosso passado, que podem vir acompanhadas de canções.

Já que estamos falando de música, a peça trabalha também com a lembrança que temos dos discos em vinil. Eles voltaram a moda, e para os amantes da música, a qualidade mais pura da gravação é através do vinil e da vitrola.

A produção pretende atingir o público com um espetáculo sem uma pretensão maior com a “mise-en-scéne” teatral, mas sim com o charme e delicadeza de uma história que fala sobre relacionamento humano, com afetividade, canções e humor.

A Trilha Sonora

Quando o autor, Flávio Marinho, começou escrever o musical, queria fazer um texto com músicas brega românticas, à la Roberto Carlos. Afinal, estas canções fazem parte da memória afetiva dos brasileiros. Mas conversando com os advogados do cantor, ficou sabendo que ele não cederia os direitos.

Não foi um problema, afinal o Brasil é um país musical.Marinho escolheu cerca de 100 músicas do período de 1964 até o final de 1970 e trabalhou a partir daí. Fez uma triagem até chegar nas 21 canções escolhidas. Privilegiou as músicas que combinavam com os diálogos que estava escrevendo, para que quando peça estivesse acontecendo, a transição fluísse naturalmente da fala para  o canto, e vice versa.

Estão na trilha sonora (playlist), clássicos de  Isolda, Antônio Marcos, Milton Nascimento, Tavito, Ivan Lins, Caetano Veloso, entre outros.

Experiência

Ao chegarmos na sala Raul Cortez, percebemos que a maior parte do público era de mais idade. Será que vieram por causa das lembranças das canções do tempo em que eram jovens? Mas o interessante é que muitos estavam acompanhados de filhos e netos, sendo que alguns destes mais jovens estavam indo pela primeira vez ao teatro.

Entrando na sala, tem-se a visão do cenário. O interior da loja “Um Amor de Vinil”. Estão lá, em pleno século XXI, prateleiras decoradas com as capas dos vinis. É uma diversão ficar tentando se lembrar daquele disco, de quando era, quem era o cantor (memória afetiva). Lá no interior da cabeça, já vem o barulho característico que a agulha da vitrola fazia quando a encostávamos no LP (o chiado característico)

Vem o terceiro toque e inicia a peça. Entra a personagem Amanda pedalando sua bicicleta em direção ao trabalho. No fundo, uma versão instrumental de “Paula e Bebeto”. Depois entram Maurício e Martinho. E começa o desenrolar desta comédia musical afetiva…

A história consegue nos remeter ao passado. No decorrer dos 90 minutos do espetáculo, muitas músicas desencadeiam nossas memórias. E sim, enquanto os atores cantam, a plateia vai murmurando em conjunto. Fica lindo de se ver, é emocionante.

Ao término, ainda tem a oportunidade de levar para casa uma recordação do espetáculo – uma foto com os atores; além de ir relembrando as canções no trajeto de volta a casa.

Memória Histórica

O autor, Flávio Marinho, lança no dia 14 de novembro, na sessão para convidados do musical, o seu mais novo livro “O Teatro é o Melhor Programa“. Flavio tem um arquivo com cerca de 5.000 programas de teatro de peças que se apresentaram no Rio de Janeiro de 1973 até 2014.

Com isso, além de fazer um registro jornalístico e histórico de 40 anos do teatro carioca, ele preserva uma parte da memória do teatro nacional, pois estão registradas peças da Bahia, Pernambuco e São Paulo, entre outras, que estiveram em cartaz na cidade do Rio (desde que fizeram o registro em programa)

A produção do espetáculo também vai lançar os livros dos dois últimos musicais – “Estúpido Cupido” e “Um Amor de Vinil“.

Mais uma forma de se manter viva a memória do teatro brasileiro!

Um Amor de Vinil
Com Françoise Forton e Mauricio Baduh
Ator / músico: Marco Gérard
Teatro Fecomércio – Sala Raul Cortez (Rua Dr. Plínio Barreto 285 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 90 minutos
05 e 06/11 – ensaio aberto às 21h (sábado) e 17h (domingo)
11/11 até 18/12
Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 17h
$80 ($20 – final de semana da estreia)
Classificação 12 anos
Texto: Flávio Marinho
Direção: André Paes Leme
Direção musical: Liliane Secco
Música tema: Liliane Secco e Flávio Marinho
Cenário: Carlos Alberto Nunes
Figurinos: Ticiana Passos
Iluminação: Paulo Denizot
Direção coreografica: Marina Salomon
Programação visual: Felipe Braga
Fotografia: Pedro Murad
Assessoria de Imprensa: Morente Forte
Direção de Produção: Elaine Moreira
Produção: Barata Comunicação

 

 

UM AMOR DE VINIL

Um espetáculo que aborda a memória emotiva através da música e do humor, que retrata o amor como agente de transformação”, detalha Flavio Marinho, autor de Um Amor de Vinil, dirigido por André Paes Leme.
Um Amor de Vinil fala de recordação, no seu maior aspecto. A vida da gente é um filme cheio de lembranças em que a música faz a nossa trilha”, conta Françoise Forton, protagonista do espetáculo, junto com Maurício Baduh. Os atores são acompanhados pelo ator/músico Marco Gérard
As canções de Um Amor de Vinil por si só bastariam para narrar a mais apaixonante história de amor. A cena corre ligeira e pontuada por uma sequência musical. Quando o poeta e o compositor se unem é impossível proteger o coração das memórias e das emoções”, relata Paes Leme.  “Uma história de amor entre um homem que ensina uma mulher a chorar e uma mulher que ensina um homem a sorrir”, define o autor e jornalista Flávio Marinho, que lança no dia 14 de novembro, segunda feira, na sessão para convidados, o livro: ’’Teatro é o melhor Programa”, que retrata os últimos 40 anos do teatro carioca.
O Vinil voltou à moda, rs. O amante da música, hoje, tem uma vitrola em casa e defende a qualidade mais pura da gravação, através do vinil e da vitrola. As músicas retratadas na peça continuam contemporâneas e atuais. Acho que o público cantará junto com os atores. Um Amor de Vinil tem uma dramaturgia original que homenageia a teatralidade que as músicas brasileiras produzem nas letras e canções”, revela Eduardo Barata, produtor e idealizador do musical.
0a83337f-a4a8-4560-b68d-bca1de8c1ab4
A peça conta o romance de Amanda e Maurício, personagens muito diferentes que se envolvem embalados por 22 clássicos da música popular brasileira. Composições presentes no imaginário do público. Canções de Isolda, Antônio Marcos, Milton Nascimento, Lulu Santos, Tavito, Ivan Lins, Caetano Velloso, entre outros, sucessos na voz de intérpretes como: Roberto Carlos, Fagner, Marisa Monte, Erasmo Carlos, etc. “A MPB é uma excelente dramaturgia, o texto e a encenação mostram a força que a música tem para contar uma história” relata Paes Leme que desde 1999 exerce a função de professor na cadeira de Direção teatral, na Uni Rio.

Dona de uma loja de discos de vinil, que sobreviveu até ao auge do CD, Amanda, é uma animada e bem-humorada proprietária que nunca chegou a se ligar, de verdade, a homem algum. Maurício é um dos seus clientes mais fiéis, que se diverte com ela, da mesma forma em que é extremamente fiel à mulher. Mas os dois acabam se envolvendo a partir do interesse em comum pela música. Martinho, interpretado pelo ator e músico Marco Gérard, faz a transição das emoções e sentimentos, através das canções. “Flávio foi muito feliz na escolha do repertório, ele resgatou e misturou pérolas brasileiras bem antigas com trilhas mais modernas. Todo o contexto musical é de extrema importância para trama e é por isso que estou transformando alguns arranjos e “dando uma nova vestimenta” às músicas”, conta Liliane Secco, diretora musical.

Um Amor de Vinil fala do cuidado que devemos ter com a nossa memória”, define Flávio Marinho, que completa 30 anos de carreira e já dirigiu 76 espetáculos, escreveu 23 peças originais, adaptou 19 e traduziu 23 textos. Atualmente é coautor com Miguel Falabella do seriado “Brasil a Bordo”. Flávio colaborou em 23 programas de TV na Globo, foi roteirista de 12 shows como os de Francis e Olívia Hime e teve 19 livros publicados.

A direção coreográfica é baseada nas relações dos personagens e nas musicas que contam a estória deles, trabalhando e estimulando sugestões corporais dos atores para tentar estabelecer uma ligação fluida entre a cena teatral e uma gestualidade mais elaborada”, conta Marina Salomon, coreógrafa do espetáculo. O cenário, de Carlos Alberto Nunes, se apropria da temática e utiliza os discos de vinil para a construção de objetos que compõem a ambientação da loja de Amanda. “Não criei nada além do que o texto pede, mas dei um toque vintage que é a cara da peça”, conta o cenógrafo. Completam a equipe: Ticiana Passos, no figurino e o iluminador Paulo Denizot. “Um Amor de Vinil é uma comédia romântica musical que não tem apenas uma plateia, tem cúmplices. Talvez cúmplices da nossa própria história de amor que, através da memória teremos coragem de reviver”, conclui André Paes Leme.
flyervirtual_ensaioaberto
Um Amor de Vinil
Com Françoise Forton e Mauricio Baduh
Ator / músico: Marco Gérard
Teatro Fecomércio – Sala Raul Cortez (Rua Dr. Plínio Barreto 285 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 75 minutos
05 e 06/11 – ensaio aberto às 21h (sábado) e 17h (domingo)
11/11 até 18/12
Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 17h
$80 ($20 – final de semana da estreia)
Classificação 12 anos
 
Texto: Flávio Marinho
Direção: André Paes Leme 
Direção musical: Liliane Secco
Música tema: Liliane Secco e Flávio Marinho 
Cenário: Carlos Alberto Nunes
Figurinos: Ticiana Passos
Iluminação: Paulo Denizot
Direção coreografica: Marina Salomon
Programação visual: Felipe Braga
Fotografia: Pedro Murad
Assessoria de Imprensa: Morente Forte
Direção de Produção: Elaine Moreira
Produção: Barata Comunicação