GRANDES ENCONTROS DA MPB

O show teatralizado traz um repertório da MPB a partir da década de 1960 e fala sobre amizade, contando histórias por meio de depoimentos bem-humorados e descontraídos sobre as principais figuras da música brasileira, como a amizade entre Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Da Jovem Guarda ao samba, o espetáculo conta com canções que vão trazer sensação nostálgica ao público, como “Se todos fossem iguais a você”, de Tom Jobim e Vinícius de Morais, e “É proibido fumar”, de Roberto e Erasmo Carlos.

FACE (3)

Grandes Encontros da MPB

Com Ariane Souza, Bruna Pazinato, Édio Nunes, Franco Kuster, Júlia Gorman e Thiago Machado

Teatro Raul Cortez (R. Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 100 minutos

22/11 até 22/12

Quinta – 21h, Sexta – 21h30, Sábado – 18h e 21h, Domingo – 18h

$25/$45

Classificação Livre

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JARDIM DE INVERNO

Com direção de Marco Antônio Pâmio (vencedor de três Prêmios APCA) e adaptação dramatúrgica de Fabrício Pietro o espetáculo estreia no dia 11 de outubro, sexta-feira, às 21h30, no Teatro Raul Cortez. A direção de produção é de Danielle Cabral (DCARTE). Aline Jones, Erica Montanheiro, Iuri Saraiva, Luciano Schwab, Martha Meola, Ricardo Ripa, Julia Azzam e Lucas Amorim completam o elenco.

A peça se passa em uma época pré-feminista e levanta questões como a liberdade, os padrões de vida impostos pela sociedade e a sensação de sufocamento na vida familiar. A obra foi adaptada para o cinema (em português com o título Foi Apenas Um Sonho), protagonizada por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet.

A trama retrata a vida cotidiana de April Wheeler (Andréia Horta, protagonista da cinebiografia de Elis Regina) e seu marido Frank (Fabrício Pietro), um casal de classe média aparentemente feliz, que mora com seus dois filhos em um idílico subúrbio de uma pequena cidade nos Estados Unidos, na década de 1950. A história revela momentos intensos da vida cotidiana deste casal que ao cumprir as convenções sociais impostas sufocam seus mais profundos anseios, envenenando sonhos e aspirações.  O espetáculo nos apresenta a progressiva frustração que acomete os dois, conforme assistem a suas vidas passar como um acúmulo de instantes sem sentido.

A obra, mesmo tendo sido escrita no início da década de 60 e contando a história de uma família americana suburbana dos anos 50, carrega em seu cerne uma atemporalidade de proporções gigantescas, pois ela fundamentalmente nos fala de como nossos projetos de realização pessoal podem ser sufocados em nome da estabilidade social e financeira. Esse assunto não diz respeito a uma época específica, e sim à problemática humana mais profunda, independente de tempo ou lugar”, diz o diretor Marco Antônio Pâmio.

Nessa época pré-feminista, April é uma dona de casa que tem o sonho de ser atriz frustrado.  Ela elabora um plano romântico para se mudar com a família para Paris, onde será possível reavivar seu relacionamento com o marido, cumprindo seu profundo desejo de liberdade e dando a ele a chance de se “encontrar”.

Sobre sua personagem, Andréia Horta comenta: “Sinto a alegria de ter vivido até agora muitos personagens, com alguns tenho semelhanças com outros não. Sempre tentamos encontrar pontos de contato, mas nem sempre acontece, o que é bom também, porque, a partir do desconhecido, começa a criação. Para April, tenho me conectado com tantas histórias de mulheres que viveram oprimidas, sufocadas pela idealização da família e do papel que acreditaram que nós mulheres deveríamos ocupar como se tivéssemos que representar o papel que nos foi dado sem que pudéssemos escolher outro destino”.

Já Frank tem um emprego relativamente bem remunerado, mas muito tedioso, e espera conseguir em breve uma promoção. Inicialmente, ele fica entusiasmado com a ideia da esposa, mas, aos poucos, passa a sabotá-la, alarmado com a possibilidade de mudança, pois acredita que precisa encontrar a felicidade em sua vida concreta.

Para construir sua personagem, Fabrício Pietro inspira-se nos modelos de família tradicional ao seu redor. “Fui criado em uma sociedade na qual a figura masculina tem obrigação de ser forte, provedora, maliciosa, chefe da casa, e bem-sucedida. Ainda que eu tenha consciência destas questões e lute contra elas, sei que estão plantadas no meu DNA social”, acrescenta.

O casal não sabe se abre mão de seus verdadeiros desejos ou enfrenta o peso do conformismo. Eles descarregam suas frustrações um no outro e raramente compreendem o ponto de vista do parceiro, refletindo a desilusão do sonho americano, o “american way of life”. Mas, diante dos olhares de seus vizinhos, eles representam os pilares de tudo o que há de bom; são pessoas charmosas, contagiantes, exemplares e especiais, o que afirma a maneira como se vêem.

Essa dicotomia entre a realidade (para o casal) e a ficção (para os vizinhos) faz com que a história seja um inquietante retrato da busca desesperada por uma única chance na vida de se fazer o que se quer para que tudo valha a pena. “A própria dramaturgia nos conduz a isso, uma vez que enxergamos o casal na sua intimidade e no convívio com os outros personagens que os cercam no mundo exterior. Nosso elemento inspirador é o próprio teatro, na medida em que essa vida levada pelos dois é, de certa maneira, representada para os outros. Todos representam papéis sociais, mas o que eles vivem entre quatro paredes se distancia bastante do que deixam transparecer para o mundo. E, tanto quanto no teatro, esses papéis precisam ser extremamente bem representados”, explica Pâmio.

Tal como uma tragédia grega, a obra gira ao redor das falhas morais de suas personagens centrais ao discutir temas como a liberdade, o quanto as pessoas são capazes de se autossabotar para caber nas expectativas sociais, a distância entre a felicidade idealizada e a vida concreta, a busca por uma vida autêntica, os modelos irreais de felicidade impostos pela sociedade, como o homem lida com o sucesso da mulher, seu desejo de autoafirmação e o medo diante de certezas questionadas.

Questões femininas

Publicado em 1961, o primeiro romance de Yates foi finalista do National Book Award em 1962, vendeu milhares de cópias, foi amplamente traduzido e publicado em outros países e, em 2005, foi eleito pela revista TIME como um dos 100 maiores livros da literatura em inglês. A obra ficou ainda mais conhecida graças à adaptação cinematográfica dirigida por Sam Mendes em 2008, com o título Foi Apenas um Sonho, estrelada por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet.

Quando assisti ao filme em 2009, senti o mesmo vazio desesperador e vontade de resgatar uma certa ‘sensação de vida’ que April, a protagonista, sentiu. Eu vinha de uma fase na qual conforto e estabilidade eram meus objetivos de vida. Com o passar dos anos, meus desejos mais genuínos foram minados pelo comodismo e algo importante se perdeu: minha coragem e autenticidade. O filme me fez enxergar isto. Adquiri a obra original, um romance, e me debrucei sobre ele inúmeras vezes. Então decidi escrever a versão teatral. Minha adaptação foca na reflexão sobre o sufocamento dos desejos, a massificação dos valores, o desperdício dos potenciais individuais em virtude de um único modelo de família próspera e feliz estabelecido por interesses econômicos. Mas em si, a história carrega questões femininas urgentes, expostas muito claramente pela protagonista e que lamentavelmente 60 anos depois (o romance foi escrito em 1961) seguem devastando as mulheres”, revela Pietro sobre a idealização e adaptação da peça.

FACE (1)

Jardim de Inverno

Com Andréia Horta, Fabrício Pietro, Erica Montanheiro, Iuri Saraiva, Martha Meola, Ricardo Ripa, Luciano Schwab, Aline Jones, Julia Azzam e Lucas Amorim.

Teatro Raul Cortez (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo.)

Duração 100 minutos

11/10 até 17/11

Sexta – 21h30, Sábado – 21h, Domingo – 20h

$50

Classificação 14 anos

TERRENAL – PEQUENO MISTÉRIO ÁCRATA

Com direção de Marco Antônio Rodrigues o espetáculo Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata volta ao cartaz no Teatro Raul Cortez para temporada de 6 de junho a 25 de julho. As sessões acontecem às quintas-feiras, 21h com ingressos por R$50 e R$25 (meia entrada).

Baseado na história bíblica de Caim e Abel, dois irmãos que vivem às brigas competindo tanto pela atenção do “pai” quanto pela propriedade, é o argumento de Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata. O texto original de Mauricio Kartun – considerado um dos mais importantes dramaturgos da Argentina e uma referência no teatro latino-americano – tem tradução de Cecília Boal. No elenco, Celso FrateschiSergio SivieroDagoberto Feliz e Demian Pinto (músico). A trilha é tocada ao vivo pelo músico e pelos atores em diversos instrumentos: piano, teclado, sanfona, ukulelê, guitarra, saxofone e flauta transversal.

Por meio de uma linguagem cênica que prioriza a comicidade Terrenal poetiza sobre a história de ódio entre dois irmãos para falar metaforicamente dos conflitos sociais. O texto bíblico do livro de Gênesis narra o que é considerado o primeiro assassinato do mundo, mas Mauricio Kartun aproveita este mito e vai além – usa esta potência do conflito para falar de assuntos em pauta que envolvem justiça, propriedade, violência e visão de mundo.

O texto prende, surpreende e diverte muito, discute a origem da propriedade privada e a produção (contra o uso livre da natureza, o nomadismo de Abel), a acumulação do capital, o comércio e o uso da violência (para a própria defesa) que reverbera e nos lembra muitos sons e vozes do presente.

Na montagem dirigida por Marco Antônio Rodrigues, os atores são artistas populares que com recursos circenses encenam um espetáculo sobre Caim e Abel. Reflexo contemporâneo de nossa sociedade, um Caim (Dagoberto Feliz) fixado em sua terra, acumulador de bens e moral e um Abel (Sergio Siviero) nômade, sem muitas ambições além de ‘pastorear’ suas minhocas, o paradoxo do irmão. Tata (Frateschi) é o pai de ambos, dual, carrega em si o caráter libertário e opressor, é aquele que os abandonou por 20 anos, mas também é aquele que volta e festeja.

Na sociedade virtualizada, digital, mitos, fábulas e narrativas ocupam espaço central nas nossas vidas, e não raro, manipulam mentes e corações, subtraindo a memória e a história, distorcendo destino de nações e povos. Terrenal é neste sentido, uma obra otimista, porque repõe a lenda dos dois irmãos como um microcosmo das relações sociais e contemporâneas”, explica o diretor Marco Antônio Rodrigues.

Conflitos em Cena

O enredo desta tragicomédia parte da história de dois irmãos que habitam o mesmo terreno, comprado pelo pai. A princípio considerado um ‘paraíso’, o pedaço de terra está situado em um vilarejo. A história se passa em um domingo (dia santo), que marca também vinte anos de sumiço de Tata, o pai, que os abandonou ainda pequenos. O dia começa com os irmãos em conflito: Caim cumpre o mandamento de descansar, enquanto Abel só trabalha justamente aos domingos, vendendo iscas, besouros e minhocas para os vizinhos irem à pesca.

Caim produz pimentões, dedica-se à produção e ao comércio e usa isso como motivo de orgulho para tripudiar sobre o irmão – ele é aquele que em um futuro próximo erguerá cidades cheia de muros para defender o patrimônio. Abel não tem apego à terra, é um nômade sonhador, cultiva o ócio e usufrui das delícias da vida.

A dramaturgia de Mauricio Kartun

Com mais de quatro décadas de carreira, desde sua estreia, com Civilización… ¿o barbarie? (1973), Mauricio Kartun tem realizado trabalhos marcados pelo compromisso com a atualidade política de seu país, além de um texto que flerta com a mitologia clássica. Terrenal foi traduzido para o português por Cecília Boal, viúva de Augusto Boal, principal liderança do Teatro de Arena (SP) na década de 1960, criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro e ação social.

O dramaturgo fez parte do grupo teatral argentino El Machete, que encenou em 1973 na extinta Sala Planeta em Buenos Aires a peça Ay, Ay! No hay Cristo que aguante, no hay! adaptação de Revolução na América do Sul, com a direção de Augusto Boal.

Boal e Kartun mantiveram uma intensa relação de trabalho durante o período do exílio de Boal na Argentina. Ambos compartilhavam as mesmas preocupações pelos nossos países dominados. Terrenal, a terra, que é e não é um paraíso, nos propõe uma versão dialética do episódio bíblico, a eterna luta dos irmãos que sempre acaba em morte, a impossível missão de destruir o diferente”, fala Cecília Boal.

Desde a sua estreia em terras portenhas em 2014, Terrenal tem se mostrado um fenômeno da cena teatral independente da argentina. São mais de 65 mil espectadores e dezenas de premiações, como os argentinos Prêmio de Crítica da Feira do Livro, pelo texto, e o Prêmio da Associação de Cronistas de Espetáculos (melhor obra). O Instituto Augusto Boal é o idealizador e a Associação Cultural Corpo Rastreado e a DCARTE são coprodutoras do espetáculo.

Para Marco Antônio Rodrigues, a criação de Kartun parte de um acontecimento conectando-o a outras imagens, de forma a examinar de onde viemos e como hoje aqui chegamos. “Na refabulação de Kartun, os dois irmãos esperam o retorno do pai, que há vinte anos os abandonara num loteamento em uma conurbação urbana. Quando o pai chega, Caim, na ânsia de agradar a Deus, mata o irmão como ato de amor – sua compreensão distorcida o perde, já que para ele, na mais pura tradição religiosa, só oferendas de sangue, só o sacrifício do cordeiro tem pacífica e cabal eficácia.

FACE.jpg

Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata

Com Celso Frateschi, Dagoberto Feliz, Sérgio Siviero e Demian Pinto

Teatro Raul Cortez (Rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista – São Paulo)

Duração 90 minutos

06/06 até 25/07

Quinta – 21h

$50

Classificação 16 anos

LOLOUCAS

No espetáculo, as personagens, assíduas frequentadoras de teatro, chegam atrasadas a uma peça e, ao tentarem ir embora, de repente se veem em cima do palco e acabam ganhando a cena. E ali em cima falam, com muito humor, dos amigos, das realizações, das frustrações, dos sonhos realizados e não realizados, da inexorável passagem do tempo, enfim, da vida. A peça é apresentada pelo Circuito Cultural Bradesco Seguros.

Heloisa conta como nasceu a ideia do espetáculo: “Quando cheguei aos 50 anos, pensei: talvez eu não tenha mais 50 pela frente. Então, preciso canalizar minha  energia de uma forma sábia”, resume Heloísa, sobre seu momento de vida. “Pensei inicialmente em fazer um monólogo, mas minha personagem se referia o tempo todo a uma Ieda, Ieda, um belo dia, Ieda pulou do papel e ai percebi: Ieda quer ganhar vida! E como Domingos Oliveira sempre me disse, as melhores histórias são aquelas que os personagens escrevem, trouxe Ieda a existência!” E esse papel foi oferecido a MARIA CLARA GUEIROS, de quem ela é amiga há 30 anos.

Poderia ter feito as personagens com as nossas idades reais, mas achei melhor romper com o tempo e o espaço, afinal acredito que tudo realmente esteja acontecendo ao mesmo tempo. A criança que fomos ainda é viva dentro de nós, por vezes damos vazão ao nosso lado adolescente e quando chegamos a “melhor idade” teoricamente já passamos por tudo isso, então já está tudo ali, dentro de nós. É só acessarmos. E podemos brincar com tempo, ir e vir e descobrimos finalmente a liberdade da existência É realmente pra quem decide escolher assim, A MELHOR IDADE”.

Quem costura a trama é o experiente ator e diretor Otávio Muller, que optou por uma cena sóbria, elaborada pelo cenógrafo Dado Marietti, onde o foco é o trabalho das duas atrizes: “A coisa que mais me interessa é a comunicação, baseada em um texto vivo. Em geral, vou pelo caminho do que é mais simples, como fazia o Asdrúbal (Trouxe o Trombone), por exemplo, e como fiz n’A vida sexual da mulher feia e em Josephine Baker, duas experiências especiais que vivi como diretor”, explica Otávio.

A opção pela montagem despojada é percebida também na caracterização das personagens, sintetizada nos figurinos de Teca Fichinski, “O mais importante é o trabalho de corpo, voz e interpretação, em detrimento de suportes muito literais”, destaca o diretor, que conta ainda com a iluminação de Paulo Cesar Medeiros para acentuar os climas do espetáculo.

Autora do texto e também das letras musicadas por Max Viana, diretor musical e compositor da trilha sonora da peça, Heloísa analisa: “A grande conclusão é que a vida começa a acontecer na sua plenitude quando se perde o medo de perder. A partir de uma certa idade, podemos nos sentir mais livres de julgamentos. É um momento maravilhoso, onde, sem medo, se perde o telhado para ganhar as estrelas. E as duas personagens ensinam a envelhecer com muita alegria”.

FACE (1)

Loloucas

Com Heloísa Perissé e Maria Clara Gueiros. (Atriz stand -in da Maria Clara Gueiros às sextas-feiras – Márcia Manfredini)

Teatro Raul Cortez (Rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista – São Paulo)

Duração 70 minutos

05/04 até 26/05

Sexta – 21h30, Sábado – 21h, Domingo – 18h

$90

Classificação 12 anos

FOREVER YOUNG

Retratando a terceira idade de forma bonita, poética e bem-humoradaa comédia musical Forever Young completa 3 anos de grande sucesso de público, além de ser indicada aos principais prêmios, do teatro musical. Em 2019, a temporada inicia no Teatro Raul Cortez na sexta-feira 8 de marçomesmo local de estreia, com sessões sexta, às 21h30, Sábado, às 21h, e domingo, às 18h, até 31 de março.

A montagem é de Erik Gedeon, estreou em Agosto de 2016, no Teatro Raul Cortez em São Paulo, realizou temporada em 2017 no Rio de Janeiro e passou por mais oito capitais brasileiras, com grandes hits mundiais da música pop e rock’n’roll. O espetáculo foi indicado aos maiores prêmios de teatro musical como Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio Reverência, e entre outros.

De forma bonita, poética e bem-humorada, o musical Forever Young aborda seis grandes atores que representam a si mesmos no futuro, quase centenários. Apesar das dificuldades eles continuam cantando, se divertindo e amando. Tudo acontece no palco de um teatro, que foi transformado em retiro para artistas, sempre sob a supervisão de uma enfermeira. Quando ela se ausenta, os simpáticos senhores se transformam e revelam suas verdadeiras personalidades através do bom e velho rock’n’roll e mostram que o sonho ainda não acabou e que eles são eternamente jovens.   A comédia musical consegue relatar não apenas o problema da exclusão social na “melhor idade”, mas também aborda questões sobre a velhice com muito humor e músicas que marcaram várias gerações.

Forever Young é uma grande homenagem a todos os artistas que trouxeram tanta magia para as pessoas. E, principalmente, passa a mensagem que ser jovem é algo eterno, que a vida não para, apenas muda-se a frequência das ações.

Os hits são sucessos do rock/pop mundial de diversos anos, passando pelas décadas de 50, 60, 70, 80 até chegar aos anos 90. Músicas que são verdadeiros hinos como “I Love Rock and Roll”, “Smells Like a Teen Spirit”, “I Wil Survive”, “I Got You Babe”, “Roxanne”, “Rehab”, “Satisfaction”, “Sweet Dreams”, “Music”, “San Francisco”, “California Dreamin”, “Let It Be”, “Imagine”, e a emblemática “Forever Young”. Já o repertório nacional conta com canções como “Eu nasci há 10 mil anos atrás” de Raul Seixas, “Do Leme ao Pontal” de Tim Maia e “Valsinha” de Chico Buarque.

FACE.png

Forever Young

Com Marya Bravo, Will Anderson, Janaina Bianchi, Ton Prado, Renata Ricci, Felipe Catão, Fernando Zuben

Teatro Raul Cortez (R. Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 100 minutos

08 a 31/03 (Dias 8 e 10 de março, as sessões serão ensaios abertos para a população e ONGs)

Sexta – 21h30, Sábado – 21h, Domingo -18h

$60/$70

Classificação 10 anos

UM PANORAMA VISTO DA PONTE

Arthur Miller (1915-2005) é considerado um dos maiores dramaturgos de todos os tempos. Ao longo de sua extensa carreira escreveu diversas peças que foram premiadas, analisadas e montadas em todo o mundo. Peças que revelam insights profundos e humanos que marcaram toda a sua obra dramática. Um Panorama Visto da Ponteé uma peça em dois atos escrita inicialmente em 1955 e reescrita em 1956. Recebeu recentemente, em 2016, premiadas montagens de sucesso em Nova Iorque e Londres. Com direção de Zé Henrique de Paula tem sua segunda montagem no Brasil, para temporada de 4 meses no Teatro Raul Cortez – Fecomércio em São Paulo, com mais 48 apresentações, todas seguidas de bate papo entre elenco e plateia. Em 2019, a peça segue em turnê nacional.

Assim como em outras peças de Miller, o texto aborda a sociedade moderna ao mesmo tempo em que oferece uma visão crítica do modo de vida desta sociedade. Ao tema da imigração, da solidariedade social, da fidelidade a um código de honra, se entrelaça o da intolerância. A peça foi saudada como obra-prima e montada em Londres, Paris e São Paulo, numa montagem histórica no Teatro Brasileiro de Comédia, em 1958, que trazia Leonardo Villar, Miriam Mehler, Nathália Timberg e Sérgio Britto no elenco.

A ação se passa em Nova Iorque e, narrada pelo advogado Alfiere, a peça conta a história de um casal de imigrantes italianos – Eddie Carbone, um trabalhador das docas do Brooklyn, e a dona de casa Beatrice. Os dois criam a sobrinha órfã de Beatrice, a jovem Catherine. O conflito se estabelece quando a família recebe dois primos italianos de Beatrice, Marco e Rodolfo, que estão imigrando ilegalmente para os Estados Unidos. A partir deste encontro o “sonho americano” fica ameaçado e todas as emoções antes camufladas começam a eclodir. Eddie então tomará uma atitude que marcará a sua vida e de todos que o rodeiam.

Em cena duas gerações de atores consagrados, Rodrigo Lombardi e Sérgio Mamberti, em um grande texto do teatro. Unido ao carisma de consagrados atores um texto de excelência com a sofisticação e profundidade, defendidas por Arthur Miller, de um teatro acessível ao grande público, que disperta emoções comuns a todos. Independentemente de condição social ou intelectual, suas peças tocam profundamente quem as assiste. “Clássico é o texto que resiste ao tempo, que permanece atual e capaz de nos fazer refletir e perceber que, bem ou mal, somos falhos, somos frágeis e somos humanos”, comenta Rodrigo Lombardi. Sergio Mamberti relembra, “acompanhei a montagem e assisti à peça no TBC. Foi um acontecimento, um marco no teatro, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. Sempre tive convicção de que precisávamos remontá-la”.

O teatro de Miller transmite ao seu espectador a convicção de que há uma verdade a ser investigada e descoberta e de que isto só é possível mediante o mergulho analítico nas experiências históricas e coletivas do passado. “Os clássicos são obras perenes não por acaso. Em geral, seus temas reverberam por muito tempo no seio da sociedade, independente de época e lugar. As peças de Arthur Miller são dessa lavra – falam das nossas paixões primais, da atualíssima ideia de delação, das delicadas questões de imigração, de identidade nacional e, acima de tudo, da pulsão de amor e morte que já foi o motor do teatro em inúmeras épocas da História. Dirigir Um Panorama Visto da Ponte é um privilégio para qualquer diretor. Minha abordagem é estripar a peça de sua casca naturalista e ir ao âmago da tragédia, transformando o palco numa arena para as ideias tão brilhantemente urdidas por Miller, colocando a palavra em primeiro plano e dando forma a uma história que se passa nas docas de Nova York em meados do século XX, mas que poderia ser muito bem a história da família de cada um de nós”, afirma Zé Henrique de Paula.

 

CARMEN (3)

Um Panorama Visto da Ponte

Com Rodrigo Lombardi, Sergio Mamberti, Antonio Salvador, Bernardo Bibancos, Gabriel Mello, Gabriella Potye, Patricia Pichamone, William Amaral

Teatro Raul Cortez – FECOMERCIO (Rua Dr. Plínio Barreto 285 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 100 minutos

03/08 até 25/11

Sexta – 21h30, Sábado – 21h, Domingo – 18h

$80

Classificação 14 anos

MISSÃO SUPER SECRETA

Quais universos uma criança poderia descobrir se a tecnologia da vida cotidiana parasse de funcionar? Este é o tema do espetáculo infantil Missão Super Secreta, de Thereza Falcão, que estreia no dia 26 de maio no Teatro Raul Cortez, onde segue em cartaz até 15 de julho. O elenco conta com a participação de Thais Müller (que recentemente fez a novela “Os Dez Mandamentos”, na TV Record) e Miguel Romulo (que atuou em “Êta Mundo Bom” e “Joia Rara” na TV Globo) e a direção é de Bel Kutner, atriz e diretora.

A peça revela as brincadeiras de Juca e sua prima Teco, que têm apenas oito anos e precisam encontrar alguma maneira de se divertir em um dia de enchente na cidade onde eles moram. Além da falta de energia provocada pela chuva forte, os dispositivos eletrônicos portáteis da casa ficaram sem bateria.

Esse é o ponto de partida para que as crianças mergulhem em um terreno até então pouco percorrido por eles: o de suas próprias imaginações. Cada móvel, cada objeto da casa recebe um novo sentido, uma nova utilidade nos mundos que eles começam a construir, sempre traçando um paralelo com a própria realidade que os cerca. Juca e Teco vivem uma aventura até então inédita em suas vidas.

A ideia é criar uma reflexão sobre uma forma de diversão tátil e lúdica, mostrando que o poder da imaginação não cabe em uma tela. Além disso, a peça pretende sensibilizar crianças e adultos para a interatividade com o outro, o aqui e agora, muito além das redes sociais.

SINOPSE

Ao se verem em uma pane elétrica causada por mais uma enchente calamitosa na cidade onde vivem e com todos os seus aparelhos sem bateria, os primos Juca e Teco, um menino e uma menina de oito anos de idade, mergulham em um terreno até então pouco percorrido por eles: o de suas próprias imaginações! Cada móvel, cada objeto da casa recebe um novo sentido, uma nova utilidade nos mundos que eles começam a construir, sempre traçando um paralelo com a própria realidade que os cerca. Juca e Teco vivem uma aventura até então inédita em suas vidas.

CARMEN (2).png

Missão Super Secreta
Com Thais Müller e Miguel Romulo. Stand-in: Mari Cerrone e Caíque Nogueira
Teatro Raul Cortez (Rua Dr. Plínio Barreto, 286 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
26/05 até 15/07
Sábado e Domingo – 16h
$60
Classificação Livre