A ÚLTIMA ESTROFE

A Última Estrofe faz curta temporada no espaço Pessoal do Faroeste, em São Paulo, somente aos domingos, em dezembro (1,8,15 e 22).

A direção é de Rodrigo Ferraz, que comemora 15 anos de carreira no teatro e no audiovisual. O elenco é formado por Wood Moura, Daniel Alexs, Whintney Polato, Carola Valente, Rafael Sabinos e Evelyn Simões.

De autoria do jovem ator e dramaturgo Wood Moura, em parceria com Whintney Polato, A Última Estrofe fala de paixão, ódio e possessão. É o primeiro texto teatral assinado pela dupla de artistas. Reúne suspense, drama, audiovisual, interatividade e muita música.

Dado é um cantor no auge do sucesso, que está passando por um momento de dúvidas na sua vida e conhece um policial que o salva de um precipício. De caráter duvidoso, Dado não vai medir esforços para conquistá-lo; mal sabe ele que a partir desse dia começa uma nova jornada na sua trajetória. Você faria de tudo pra conquistar alguém? Sim ou não?

O diretor Rodrigo Ferraz leva para o teatro a sua experiência no audiovisual.  A peça conta com a exibição de curtas-metragens que fazem uma introdução sobre a vida de cada personagem. Os vídeos serão exibidos antes do início de cada sessão e trazem participações muito especiais de Ferraz, e dos atores Eliana Guttman, Erick Zamorim, Bianca Belain e Ray Vieira.

Outro destaque da montagem é a trilha sonora, que além de composições musicais exclusivas, traz grandes sucessos do rock brasileiro dos anos 80 e 90. O público tem a tarefa de decidir o final da história.

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A Última Estrofe

Com Wood Moura, Daniel Alexs, Whintney Polato, Carola Valente,Rafael Sabinos e Evelyn Simões

Sede Luz do Faroeste (R. do Triunfo, 301 – República, São Paulo)

Duração 85 minutos

01 a 22/12

Domingo – 19h30

$20

Classificação 16 anos

CURARE

O Pessoal do Faroeste, em seus 19 anos, escolheu a Mulher como tema de Curare, peça que está em cartaz aos sábados às 20h e as 22h30 e aos domingos as 19h, na sede da Companhia na Rua do Triunfo, no Centro de São Paulo.

A peça é uma ficção científica escrita por Paulo Faria, fundador e diretor da Cia, e se passa em 2084. Na trama, livremente inspirada no conto O Alienista, de Machado de Assis, o médico Simão ganha versão feminina e negra, a Dra. Joana Bacamarte, uma médica que se une a quatro Amazonas do Apocalipse – Peste, Fome, Guerra e Morte, para curar com o óleo da cannabis, todas as mulheres no Brasil das dores de amor causadas pelo patriarcado. Ao fim de 70 anos de tratamento, todas serão libertas da Casa Cannabis de Redução de Danos, em 2084. Neste Brasil ficcional, presidido por mulheres – elas governam há 70 anos – o empoderamento feminino protagoniza um período de ouro na história mundial, com a mulher plena em todos os seus direitos. O Brasil em 2084 é maior exportador de cannabis e petróleo do mundo e a medicina pública no Brasil é fitoterápica.

Inicialmente o trabalho teve como mote a questão do embate na cidade de Verona que fez com que as mãos de duas famílias se enchessem de sangue, uma questão não abordada na tragédia, Romeu e Julieta, uma das mais populares de W. Shakespeare. Ao longo de processo de construção da narrativa que levou em conta a intensa troca com os moradores e habitantes da região da Luz e em meio a questões políticas urgentes do país, Curare abarcou livremente a obra machadiana O Alienista para mais uma vez usar como fonte de pesquisa a vida social e política do povo brasileiro por meio de seu imaginário popular e de sua cultura, e com um olhar especial à cidade de São Paulo, especificamente o centro, onde atualmente tem a sua sede ‘Luz do Faroeste’, na Rua do Triunfo, 301/305. A peça se passa no endereço da Cia e começa no Largo General Osório, onde há um prólogo a partir do coro inicial de Romeu e Julieta.

As composições musicais de Curare são inéditas e a cenografia e iluminação contam com efeitos em vídeo mapping.

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Curare
Com Cris Rocha, Cris Lozano, Carolina Nagayoshi, Leona Jhovh e Thais Dias
Sede da Cia Pessoal do Faroeste (R. do Triunfo, 301 – República, São Paulo)
Duração 70 minutos
até 08/10
Sábado – 20h e 22h30, Domingo – 19h
$ Sistema Pague Quanto Puder
Classificação 16 anos

LUZ NEGRA

A Cia. Pessoal do Faroeste encerra a terceira temporada de “Luz Negra” no dia 26 de abril.  O espetáculo musical foi escrito por Paulo Faria e encerra a trilogia iniciada em 2012 com Cine Camaleão e no ano seguinte, em 2013, Homem Não Entra sobre temas relacionados à cidade de São Paulo, em especial a Região da Luz, a Boca do Lixo, onde a Cia Faroeste está instalada a uma década e meia. É também o espetáculo que reafirma a parceria entre a Cia e atriz Mel Lisboa na reconstrução da história da Região da Luz.

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“Luz Negra” é um espetáculo musical, com nove partituras inéditas, sobre a região da Luz e a Frente Negra Brasileira em São Paulo nos anos 1930. O movimento Frente Negra foi criado em 1932 e revela várias facetas da participação dos negros no contexto político, cultural e social da época. Com a instauração da ditadura do “Estado Novo” no dia 10 de novembro de 1937, a Frente Negra Brasileira, assim como todas as demais organizações políticas, foi extinta. Este será o dia em que se passa a peça que inicia após o crime do castelinho da Rua Apa retratado no espetáculo Cine Camaleão da Cia.

O projeto também se estenderá ao cinema e trechos do filme de ficção “Luz Negra” (primeiro longa ficcional da Cia) dialogará com a dramaturgia. As personagens são inspiradas em figuras históricas deste movimento como Luiz Gama (a peça prestará uma homenagem ao abolicionista), Abdias Nascimento (criou o Teatro Experimental do Negro, que completa no dia 13 de outubro, 70 anos) e ao nascimento do sambista da Glete Geraldo Filme, além de personagens do cinema da Boca como a vilã Vanda Marquetti que será interpretada pela atriz Marisa Junqueira – única personagem que diferentemente dos outros usará peruca loira e figurino branco.

14287395Uma associação de comunicação (rádio, jornal, escola e recreativo) nos anos 30 será o cenário onde se dará a trama.  O samba será o tema musical da peça com composições inéditas e interpretações ao vivo. Os negros farão parte do núcleo de uma elite intelectual paulistana e os brancos da marginalia social, desenvolvendo uma dramaturgia em que os primeiros serão protagonistas desta história.  Recuperando assim a imagem do negro no topo de uma pirâmide social deste período, e como o final da década de trinta ceifou a possibilidade da acessibilidade do negro no Brasil de hoje e suas consequências na distribuição de renda, assim como sua permanência marginal na geografia urbana, social e econômica da cidade de São Paulo.

Outro ponto tratado no espetáculo será o cinema. Nesta década de 1930 as distribuidoras de filmes internacionais começam a ocupar a Rua do Triunfo, que viria a se tornar entre as décadas de 1950 e 1970 a maior produção de cinema do Brasil, quando neste período os cineastas e produtoras se mudam também para região da Boca do Lixo. O filme que foi produzido em setembro dialogará com o espetáculo. Para esta montagem o Pessoal do Faroeste convidou atores negros com experiência na pesquisa da cultura negra no Brasil, para somar, trocar experiências e saberes – integrando assim o elenco da montagem.

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Luz Negra
Com Clency Santana, Cloddoaldo Dias, David Guimarães, Flávio Rodrigues, Leona Jhovs, Maria Junqueira, Melvin Santhana, Raphael Garcia, Thais Dias e William Simplicio.
Sede Luz do Faroeste (Rua do Triunfo, 301 – Luz, São Paulo)
Duração 75 minutos
18/01 até 26/04
Segunda e Terça – 21h
Recomendação 14 anos
Ingressos: No sistema Pague Quanto Puder (Quem chegar uma hora antes define quanto quer pagar depois de ter visto a peça)
 
Dramaturgia e direção artística: Paulo Faria
1º Assistência de direção: Cleber Cajun
2º Assistência de direção (oficina de direção): Conrado Dess
Composição musical: Letras de Paulo Faria e música de Melvin Santhana, Thais Dias, William Simplício e elenco
Direção Musical e arranjos: Felipe Roseno e Michi Ruzitschka
Direção de vídeo: Dário José
Cenário: Marcos Freitas e Paulo Faria
Assistência de cenário: Cleber Cajun e David Guimarães
Cenotecnia: Marcos Freitas
Figurinos: Thais Dias e Paulo Faria
Assistência de figurino: Marilea Aguiar
Costureira: Elza Dias
Camareira: Luzia Sotero da Silva
Luvas e toca da atriz Mel Lisboa/Marisa Junqueira: À dor amores
Peruca: Lully Hair
Visagismo: Evandro Angelo  – CKamura
Luz: Beto Magnani
Operador de luz: Flavio Pontes
Operador de vídeo: Eduardo Marinho
Assistência elétrica: Flávio Pontes e Paulo Meirelles
Preparação Percussiva: Jorge Peña
Preparação e regência vocal: Bel Borges
Preparação física: Érika Moura
Capoeira: Pedro Peu e Dalua
Coreografia: Verônica Santos e Paulo Faria
Criação de logo: Cleber Cajun
Arte gráfica: Lucas Lander
Coordenação de Produção: Priscila Machado
Assistência de produção: David Guimarães e Leona Jhovs
Direção de produção: Gabriela Caetano
Produtor Executivo: Robson Figueiredo
Assistência de produção executiva: Adriano Mota
Assistência de produção administrativa: Lydia Arruda
Fotografias: Bob Sousa e Lenise Pinheiro
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro – Oficio das Letras
 
Cena de filme: “Faroeste na Rua Apa” do “Cine Camaleão”.
Atores: Beto Magnani, Juliana Fagundes, Lorena Mesquita e Roberto Leite
 
Realização Pessoal do Faroeste 
Patrocínio Apoio: Programa Municipal de Fomento ao Teatro – Secretaria Municipal de Cultura

 

LUZ NEGRA

A Cia. Pessoal do Faroeste estreia a segunda temporada de “Luz Negra” em 30 de novembro, segunda-feira, às 21h.  O espetáculo musical foi escrito por Paulo Faria e encerra a trilogia iniciada em 2012 com Cine Camaleão e no ano seguinte, em 2013, Homem Não Entra sobre temas relacionados à cidade de São Paulo, em especial a Região da Luz, a Boca do Lixo, onde a Cia Faroeste está instalada a uma década e meia. É também o espetáculo que reafirma a parceria entre a Cia e atriz Mel Lisboa na reconstrução da história da Região da Luz.

“Luz Negra” é um espetáculo musical, com nove partituras inéditas, sobre a região da Luz e a Frente Negra Brasileira em São Paulo nos anos 1930. O movimento Frente Negra foi criado em 1932 e revela várias facetas da participação dos negros no contexto político, cultural e social da época. Com a instauração da ditadura do “Estado Novo” no dia 10 de novembro de 1937, a Frente Negra Brasileira, assim como todas as demais organizações políticas, foi extinta. Este será o dia em que se passa a peça que inicia após o crime do castelinho da Rua Apa retratado no espetáculo Cine Camaleão da Cia.

O projeto também se estenderá ao cinema e trechos do filme de ficção “Luz Negra” (primeiro longa ficcional da Cia) dialogará com a dramaturgia. As personagens são inspiradas em figuras históricas deste movimento como Luiz Gama (a peça prestará uma homenagem ao abolicionista), Abdias Nascimento (criou o Teatro Experimental do Negro, que completa no dia 13 de outubro, 70 anos) e ao nascimento do sambista da Glete Geraldo Filme, além de personagens do cinema da Boca como a vilã Vanda Marquetti que será interpretada pela atriz Mel Lisboa – única personagem que diferentemente dos outros usará peruca loira e figurino branco.

Uma associação de comunicação (rádio, jornal, escola e recreativo) nos anos 30 será o cenário onde se dará a trama.  O samba será o tema musical da peça com composições inéditas e interpretações ao vivo. Os negros farão parte do núcleo de uma elite intelectual paulistana e os brancos da marginalia social, desenvolvendo uma dramaturgia em que os primeiros serão protagonistas desta história.  Recuperando assim a imagem do negro no topo de uma pirâmide social deste período, e como o final da década de trinta ceifou a possibilidade da acessibilidade do negro no Brasil de hoje e suas consequências na distribuição de renda, assim como sua permanência marginal na geografia urbana, social e econômica da cidade de São Paulo.

Outro ponto tratado no espetáculo será o cinema. Nesta década de 1930 as distribuidoras de filmes internacionais começam a ocupar a Rua do Triunfo, que viria a se tornar entre as décadas de 1950 e 1970 a maior produção de cinema do Brasil, quando neste período os cineastas e produtoras se mudam também para região da Boca do Lixo. O filme que foi produzido em setembro dialogará com o espetáculo. Para esta montagem o Pessoal do Faroeste convidou atores negros com experiência na pesquisa da cultura negra no Brasil, para somar, trocar experiências e saberes – integrando assim o elenco da montagem. Mel Lisboa será a única atriz da Cia que fecha uma trilogia sobre a Boca do Lixo, envolvendo “Cine Camaleão” e “Homem Não Entra”.

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Luz Negra
Com Clency Santana, Cloddoaldo Dias, David Guimarães, Flávio Rodrigues, Leona Jhovs, Mel Lisboa, Melvin Santhana, Raphael Garcia, Thais Dias, William Simplicio
Sede Luz do Faroeste (Rua do Triunfo, 301 – Luz, São Paulo)
Duração 75 minutos
20/11 até 15/12 e 18/01 até 26/04/2016
Segunda e Terça – 21h
Contribuição Voluntária (Quem chegar uma hora antes define quanto quer pagar depois de ter visto a peça)
Antecipados ou reserva por R$ 40,00
Dramaturgia e direção artística: Paulo Faria
1º Assistência de direção: Cleber Cajun
2º Assistência de direção (oficina de direção): Conrado Dess
Composição musical: Letras de Paulo Faria e música de Melvin Santhana, Thais Dias, William Simplício e elenco
Direção Musical e arranjos: Felipe Roseno e Michi Ruzitschka
Direção de vídeo: Dário José
Cenário: Marcos Freitas e Paulo Faria
Assistência de cenário: Cleber Cajun e David Guimarães
Cenotecnia: Marcos Freitas
Figurinos: Thais Dias e Paulo Faria
Assistência de figurino: Marilea Aguiar
Costureira: Elza Dias
Camareira: Luzia Sotero da Silva
Luvas e toca da atriz Mel Lisboa: À dor amores
Peruca: Lully Hair
Visagismo: Evandro Angelo – CKamura
Luz: Beto Magnani
Assistência de luz: Flávio Pontes, José Henrique Terezan e Michele Bezerra
Assistência elétrica: Flávio Pontes e Paulo Meirelles
Preparação Percussiva: Jorge Peña
Preparação e regência vocal: Bel Borges
Preparação física: Érika Moura
Capoeira: Pedro Peu e Dalua
Coreografia: Verônica Santos e Paulo Faria
Criação de logo: Cleber Cajun
Arte gráfica: Lucas Lander
Coordenação de Produção: Priscila Machado
Assistência de produção: David Guimarães e Leona Jhovs
Produção Executiva: Elaine Bortolanza
Assistência de produção executiva: Adriano Mota
Assistência de produção administrativa: Lydia Arruda
Fotografia: Bob Sousa e Lenise Pinheiro
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro – Oficio das Letras

TEMPO NORTE EXTREMO

Tempo Norte Extremo” é uma peça documentário que narra episódios da guerra que o jornalista Lúcio Flávio Pinto, paraense, trava na maior fronteira de recursos do planeta, em busca de um produto que nela é raro: a verdade.

Na Amazônia, o jornalista, com mais de 50 anos de profissão, mantém há 30 o Jornal Pessoal, um tablóide com tiragem quinzenal de 2.000 exemplares, e que não aceita anúncios e vive exclusivamente da venda avulsa nas bancas de revistas.

A peça é inspirada em dois livros do Lúcio, o “Jornalismo na Linha de Tiro” – primeiro ato, e o pequeno livro, “A eternidade no riso e na música da menina do lago grande” – segundo ato, que narra uma série de experiência que enfrentou ao descobrir o mal de Alzheimer, que avançou sobre a sua mãe por seis anos, até levá-la a morte.

O autor da peça “Tempo Norte Extremo”, e também ator neste espetáculo, é irmão mais novo do jornalista Lúcio Flávio Pinto. Lúcio trabalhou no final dos anos de 1960 e inicio dos 1970 no jornal Estado de São Paulo, e depois ao retornar pra Amazônia, foi corresponde por 20 anos. Até romper em 1988 com toda a grande mídia para fazer o Jornal Pessoal.

A peça dividida em 2 pequenos atos, se passa numa sala de ensaio onde o dramaturgo tenta desenvolver o roteiro para um workshop, dialogando com recursos multimídia e performance. Na primeira parte, o dramaturgo-ator está diante da dificuldade em encontrar uma forma, um recorte para colocar em cena a polêmica e multifacetada vida do jornalista, passando em revista a vida pública do jornalista, a sua saga e os 33 processos que ele sofre hoje por publicar os artigos que tratam da Amazônia, e em sua defesa. A segunda parte, Paulo divide a cena com a atriz Neuza Velasco, para tratar do Alzheimer.

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Tempo Norte Extremo
Com Neuza Velasco e Paulo Faria
Sede Luz do Faroeste (Rua do Triunfo, 305 – República, São Paulo)
Duração 60 minutos
11/11 até 18/12
Quarta a Sexta – 21h; Sábado – 21h30; Domingo – 18h
Contribuição Voluntária (pague o quanto puder)
Realização Pessoal do Faroeste
Direção: Edgar Castro
Autor: Paulo Faria
Figurino: Paulo Faria
Cenografia: Marcos Freitas e Paulo Faria
Vídeo: Dário José
Luz: Rodrigo Reis e Edgar Castro
Assistente de Direção e Operação Multimídia: David Guimarães
Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro – Artes e Ofícios

“Terra em Transe”

Um dos filmes clássicos do diretor Glauber Rocha – “Terra em Transe” (1967) foi levado aos palcos pelas mãos da Cia. Bará. A ideia do grupo é montar a Trilogia da Terra, de Glauber. Na sequência, devem vir as montagens adaptadas de “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964) e “A Idade da Terra” (1980).

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“Terra em Transe” fala de um país fictício dos trópicos, onde o poeta Paulo Martins, artista revolucionário com ideais anarquistas, luta por melhorias para o seu povo. O poeta vive a tragédia da decisão quando se percebe imerso na disputa de poderes entre o político populista Felipe Vieira e o seu antigo amigo, o senador fascista Don Porfírio Diaz, que com o apoio de empresas estrangeiras pretende aplicar um golpe de estado e submeter à nação a uma ditadura moralista.
O poeta precisa decidir entre manter a fidelidade àquele que foi seu amigo ou conspirar para derrubá-lo. Dividido entre seus deveres e compromissos e o amor que sente por Sara, professora idealista e ativista, ele deverá fazer escolhas que podem decidir o futuro de El Dourado frente às forças que disputam pelo poder.
O diretor Diego Gonzalez, em uma entrevista ao site Globo Teatro, fala sobre a adaptação do texto para os palcos – “Para transpor essa história para o teatro, imergimos num trabalho de pesquisa que durou um ano, no qual procuramos evidenciar a importância do filme ao contribuir para a formação ideológica de toda uma geração nas décadas de 1960 e 1970”.

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Como cenografia, tem-se no palco somente uma escada, sobre a qual ficam os poderosos, e são projetadas cena do filme original misturadas com imagens recentes das manifestações que aconteceram recentemente no país.
Para amarrar as cenas, a Cia. Bará “…utiliza música, dança e alguns trabalhos de performance para explicar algumas coisas e amarrar as cenas”, explica Gonzalez.

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“Terra em Transe”
Com Cia. Bará – Alcides Peixe, Aluado Ramoony, Irun Gandolfo,
Flavio KaGe, Felipe Tchaça, Ruan Azevedo e Sophia Aloha
Teatro Sede Luz do Faroeste (Rua do Triunfo, 301 – Santa Efigênia, São Paulo)
Duração 140 minutos
04/08 até 29/09
Terça – 20h
Entrada – Contribuição Voluntária