SE ESSA LUA FOSSE MINHA

O premiado musical autoral brasileiro “Se Essa Lua Fosse Minha“, escrito por Vitor Rocha e com músicas de Elton Towersey, vem garantindo sucesso desde a sua primeira temporada, com sessões lotadas e ingressos esgotados desde a sua estreia em 2019. Após muitos pedidos do público o musical volta em cartaz em março no Teatro Viradalata em São Paulo.

O musical mescla cantigas populares, brincadeiras de roda e lendas antigas para contar a história de um povo saído de Terrarrosa, província da Espanha, que navega pelo oceano em busca de um lugar para construir um novo amanhã.  

Eis que lhe é apresentada a terra de Porto Leste, uma ilha situada no encontro das águas quentes com as frias, mas para a surpresa de todos a terra já está habitada por um outro povo. A diferença de crenças e culturas faz com que uma divisão se torne indispensável e uma linha é riscada no chão a fim de evitar a guerra.  

De um lado fica a destemida Leila e do outro o rebelde Iago. Quem é que faria um coração respeitar uma linha riscada no chão? O encontro de almas se dá, mas o dos corpos se torna cada vez mais raro pelo perigo de serem vistos juntos. A lua escuta mais versos de amor do que os próprios amantes. Enquanto isso, da Espanha, vem Belisa, predestinada a se casar com Iago, e da terra vem a flor do alecrim, talvez a solução para ele. O lencinho branco cai no chão. O anel que era de vidro e se quebra. Os pés virados para trás. Um canto que atrai os homens. Pirulito que tanto bate. A história às vezes rima, às vezes ensina e às vezes faz os dois ao mesmo tempo e sem dó, são dois coelhos numa cajadada só. É contada assim de boca e acompanhada por pouco mais de um violão, o que parece pouco, mas não é não. Afinal de nada vale tocar uma orquestra se não souber tocar um coração.    

O musical proporciona uma aventura nova ao público, mas de um jeito que os faz se sentir “em casa”. A história é nova e original, mas usa a todo tempo do folclore brasileiro para ser contada, fazendo com que tudo pareça familiar. O texto fala sobre a importância dos sonhos, de querer e fazer o bem, em plantar o amor, fala sobre o ódio e a liberdade. E para falar de tantas coisas universais, atemporais e necessárias, ele usa da cultura e do povo brasileiro.   

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Se Essa Lua Fosse Minha

Com Daniel Haidar, Aline Cunha, Luci Salutes, Arthur Berges, Vitor Rocha, Vitor Moresco, Fernando Lourenção, Marisol Marcondes, Davi Tápias, Larissa Carneiro, Fábio Ventura, Alberto Venceslau, Abner Depret e Giovanna Calegaretti

Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)

Duração 130 minutos

03 a 31/03

Terça e Quarta – 21h

$60

Classificação 12 anos

AS ATRIZES

A comédia de Juca de Oliveira teve sua primeira encenação em 1991 com Tônia Carrero, Lucélia Santos, Mauro Mendonça, Osmar Prado e Márcia Cabrita no elenco. A montagem atual, com direção de Léo Stefanini, recebeu revisão e atualização no texto para abordar conflitos mais ligados ao universo feminino, como sexualidade, traição e maturidade, mostrando também o embate artístico entre uma atriz consagrada, que conquistou o respeito de seu público, e outra mais jovem e preocupada com o número de seguidores em suas redes sociais.

A história se passa no universo artístico, mas poderia ser perfeitamente ambientada em qualquer ambiente de trabalho. As questões retratadas são absolutamente universais e engraçadas, mostrando os personagens vivendo à beira do caos.

Marilda Ziliat (Angela Dippe) é uma grande atriz de meia-idade, consagrada no teatro, que vive um momento crítico da sua vida pessoal e profissional. Está insegura porque a televisão, e os homens, preferem atrizes mais jovens. É casada com Igor (Léo Stefanini), um diretor de teatro que se encanta pela jovem Irma. Irma (Renata Ricci) é uma atriz ambiciosa que sonha com o estrelato, mas obtém papeis inferiores às suas pretensões em teatros vazios de público e de repercussão. Ela entra no jogo de Igor para conseguir o que quer, embora viva com Cláudio (Giovani Tozi), um ator de pouco talento e inseguro, pois percebe que a mulher, por quem é desesperadamente apaixonado, lhe escapa a cada instante. Botando mais lenha na fogueira, surge a Repórter (Mariana Melgaço), uma profissional de índole duvidosa, pouco informada, mas que adora disseminar fofocas e fake-news dos famosos.

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As Atrizes

Com Angela Dippe, Léo Stefanini, Renata Ricci, Giovani Tozi e Mariana Melgaço

Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)

Duração 75 minutos

31/10 até 14/11

Quinta – 21h

$20

Classificação 10 anos

CARGAS D’ÁGUA – UM MUSICAL DE BOLSO

Depois de duas temporadas de sucesso em São Paulo, diversas críticas, indicações e prêmios, além de montagens em Nova Iorque e Londres, o espetáculo autoral brasileiro, de Vitor Rocha, retorna aos palcos de São Paulo, a partir do dia 08 de outubro, no Teatro Viradalata e dessa vez com novidade no elenco.

Cargas D’Água – Um Musical de Bolso” conta uma história que começa bem no meio do Brasil, só que um pouquinho para cá: no sertão mineiro. Onde um menino perde a sua venerada mãe e acaba por esquecer o seu próprio nome, pois seu padrasto, agora o único membro da família, só o chama por “moleque”. Mas tudo muda quando ele faz um amigo, nada comum, um peixe, e começa a ver toda a sua história com outros olhos. Agora ele tem uma missão: levar seu amigo para ver o mar. Uma missão que seria muito fácil se ele não tivesse inventado de contornar o país inteiro por dentro antes de sair no litoral. Em sua jornada, o moleque acaba encontrando distintos personagens que o ajudam ou atrapalham, e de alguma forma, o obrigam a enfrentar os maiores medos dos homens. Entre os personagens estão Charles e Pepita, dois artistas peculiares que ajudam o moleque a dar sentido para sua jornada e consequentemente, para sua vida e para a deles.

O espetáculo que foi sucesso em 2018, obtendo diversas críticas positivas, indicações aos mais importantes prêmios brasileiros de teatro, sendo premiado em diversas categorias, atravessou fronteiras e levou a obra do jovem autor brasileiro para ampliar horizontes. Em 2019 o musical ganhou uma montagem na cidade de Nova Iorque, ficando em cartaz entre agosto e setembro, no Tada Theatre. Produzido e estrelado por Edu Medaets, “Out of Water” contou com um elenco formado pelos atores brasileiros Helora Danna, Maite Zakia, Pedro Coeppeti e Ronny Dutra, que residem nos Estados Unidos. O texto e as músicas foram totalmente traduzidos para o inglês, por Isabela Bustamanti e a direção ficou por conta de Renata Soares.

A emocionante jornada de Moleque e seu amigo peixe não parou por aí e já tem data marcada para uma nova estreia internacional, a partir de 14 de outubro, “Out Of Water” estará em cartaz também em Londres, no Candem Peoples Theatre, com produção de Carolina Leite e Patrícia Santi e direção de Victoria Ariante. O elenco desta vez não será formado apenas com brasileiros e contará com Sam Ford, Carolina Leite e Adam Filipe.

Atendendo diversos pedidos em redes sociais, “Cargas D’água – Um Musical de Bolso” terá nova temporada brasileira. Desta vez, por conta de agendas, o elenco ganha um novo integrante, o ator Vitor Moresco, que irá alternar com Vitor Rocha o papel de Charles. No elenco estarão Ana Paula Villar como Pepitta, Gustavo Mazzei como Moleque e Victória Ariante como cover de Pepita, além de diretora residente do espetáculo.

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Cargas D’água – Um Musical de Bolso

Com Ana Paula Villar, Gustavo Mazzei, Victória Ariante, Vitor Moresco e Vitor Rocha

Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)

Duração 90 minutos

08/10 até 05/11

Terça – 21h

$60

Classificação Livre

SÓ SE FOR A DOIS, O MUSICAL

Danilo é um jovem músico que vê sua hora chegar após receber convite para participar de um festival internacional renomado. Só que seus sonhos são virados de cabeça pra baixo, quando sabe que sua namorada, Helena, tem o diagnóstico de que está com câncer em estágio avançado. Sem saber para onde ir e o que fazer, encontra o suporte emocional na amizade com Giovanni. Só que desta amizade, surge um romance inesperado entre os dois.

Depois de falar sobre bullying na adolescência (“Bullying, o Musical”), o diretor e autor, Allan Oliver, aborda agora em “Só Se For a Dois, o Musical” o amor entre duas pessoas do mesmo sexo.

Canções de Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Gonzaguinha, entre outros clássicos da MPB, ajudam a contar a história. que promete arrancar suspiros dos espectadores e principalmente refletir sobre quanto vale um amor.

Para 2020, Oliver promete abordar um outro tema importante no universo jovem: o suicídio.

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Só Se For a Dois, o Musical

Com Carolina Cristal, Pedro Pimentel, Vinicius Perso, Matheus Rosa, Gusttavo Ohara, Lincoln Glauber e Beatriz Hornink

Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)

Duração 80 minutos

12/09 até 14/11

Quinta – 21h

$70

Classificação 12 anos

COMEDIOLOGIA

Em turnê há três anos, o espetáculo de humor Comediologia, do ator e comediante André Massa, faz curta temporada no Teatro Viradalata entre os dias 10 de agosto e 28 de setembro, sábados, às 21h30.  Com textos escritos pelo próprio ator sobre aspectos inusitados e engraçados da vida, o show tem humor inteligente e é adequado para toda a família.

Nesta temporada, haverá participação especial de artistas em uma série de seções: Ben Ludmer (17/8), Eduardo Martini  (24/8), Paulinho Serra (31/8). Em setembro as participações serão de Alessandra Verney (7/9), Rafael Cortez (14/9), Michel Mattos (21/9) e Alessandra Maestrini (28/9).

Comediologia tem a proposta de levar humor para todos os públicos sem ultrapassar limites sociais ou utilizar palavrões. No show, o artista imita cantores e celebridades, aborda situações hilárias do cotidiano e aproveita dos seus recursos hiperartísticos para se conectar com o público. “Quero levar para o palco interpretação, imitação, música, dança e um humor muito físico”, avisa o artista. Até agora, o espetáculo já passou por mais de 100 cidades de cinco estados brasileiros e foi visto por aproximadamente 50 mil espectadores.

Um dos maiores sucessos do show são suas imitações de cantores e figuras conhecidas, como a Aracy da Top Therm, Luan Santana, Maria Bethânia, Netinho de Paula, Tim Maia, Pabllo Vittar, Alcione, entre outros. Para escolher as personagens, o ator considera artistas de seu gosto, aqueles que não estão em sua playlist e os que têm grande apelo popular.

Uma das novidades da turnê de 2019 é o esquete Gospelzão 2000, em que o artista transforma letras de funk em música gospel, adequando-as a temas de diferentes religiões – uma maneira divertida de unificar qualquer crença, sem discriminações ou propagação de preconceitos. “Passo por temas delicados de uma maneira palatável e que agrada as pessoas que acreditam ou não nas crenças que estão sendo abordadas”, diz. Outro quadro de bastante sucesso e que viralizou na internet é o Tutorial de Dança, em que André ensina – de forma parecida com o Telecurso 2000 – passos básicos de dança em diferentes estilos musicais e com interação total da plateia.

Interativo, ágil e ácido, Massa procura levar questões polêmicas para o palco, como falas referentes a gêneros e preconceitos, e de qualquer situação momentânea que esteja ocorrendo no país e no mundo, como forma de propagar a reflexão da plateia. As pessoas saem das sessões animadas, satisfeitas e muitas vezes agradecidas pelos temas citados pelo ator – um dos motivos pelos quais grande parte do público de Massa é composto por mulheres, jovens e pessoas LGBT+.

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Comediologia

Com André Massa

Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Perdizes, São Paulo)

Duração 70 minutos

10/08 a 28/09

Sábado – 21h30

$50

Classificação 12 anos

CIRCO EXCÊNTRICO

Sucesso de público e crítica, a Cia. LaClass Excêntricos está de volta a São Paulo para apresentar todo o seu humor e magia no Teatro Viradalata, localizado no Sumaré. Quem quiser curtir música, circo e teatro no mesmo espetáculo pode reservar um ou mais domingos de agosto para conferir o que prepara Dani Rocha-Rosa e Marcelo Lujan.

A partir de técnicas circenses clássicas (mágica, malabarismo, acrobacia, equilíbrio e ventriloquismo), estrutura não linear e pitadas de bastidores da vida dos artistas, a apresentação desenvolve uma discussão metafórica sobre as mazelas e não virtuoses da vida de um casal e do ser humano em geral.

O espetáculo carrega uma dramaturgia que beira o teatro do absurdo por meio da figura de uma ‘antiapresentadora’, vivida por Rhena de Faria. Parceira de longa data da Cia., ganhadora do Prêmio APCA 2018 por direção de espetáculo, a diretora e atriz está entre os nomes mais consagrados da improvisação no Brasil. Desta vez, Rhena desconstrói a imagem do apresentador perfeito com muito humor.

Sob o comando desses talentos consagrados, o espetáculo conduz o público a alternar momentos de diversão e encantamento com dramaturgia cômica e única, no mais refinado estilo vaudeville. As atrações garantem muito entretenimento e variedades de tirarem o fôlego para que a plateia fique envolvida e saia deslumbrada com a criatividade proporcionada pelos artistas.

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Circo Excêntrico

Com Dani Rocha-Rosa, Marcelo Lujan e Rhena de Faria

Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)

Duração 60 minutos

04 a 25/08

Domingo – 19h

$50

Classificação 10 anos

ENCONTRO

A vida de dois palhaços contada da infância à velhice por meio de diálogos poéticos e metáforas.Esse é o mote de “Encontro“, o novo espetáculo que a Cia. LaClass Excêntricos traz para São Paulo.

Utilizando recursos circenses, como a mágica e a manipulação para compor uma narrativa divertida, que brinca com a passagem da vida por meio do tom ingênuo das brincadeiras de palhaços e sempre com muita música.

O espetáculo terá única apresentação na capital paulista em 20 de abril, às 19h00 no Teatro Viradalata.

Com ares que remontam ao universo chapliniano, a trupe prepara um espetáculo único, indicado para toda a família.

“Encontro” nasce de uma pesquisa de dois anos da Cia. LaClass, na qual vieram referências de trabalhos apresentados em festivais de teatro europeus, realizados em países como Suíça, França e Espanha, bem como em salas de teatro na Argentina. Todos tendo como foco a relação de encontro e desencontro amoroso dos dois personagens, que escolheram viver seus dias como palhaços.

Criado por Daniela Rocha-Rosa e Marcelo Lujan, a dupla à frente da Cia. LaClass Excêntricos em seus cinco anos de vida, “Encontro” é um dos dois espetáculos do repertório, que ao lado de “Família LaClass” é apresentado pela companhia junto com outros 10 números cômicos teatrais em Dinner-Shows, Cabarés, Festivais de Circo, teatro e eventos mundo afora.

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Encontro

Com Dani Rocha-Rosa e Marcelo Lujan

Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Perdizes, São Paulo)

Duração 45 minutos

20/04

Sábado – 19h

$40

Classificação Livre