O PLANETA DOS ESQUECIDOS

No próximo dia 02 de junho estreia no Teatro Viradalata o espetáculo O Planeta dos Esquecidos, uma ficção científica de Luccas Papp, que também está está em cena. Completam o elenco as atrizes Francis Helena Cozta e Raissa Chadad e o ator Wilson Gomes. A peça tem direção de Dan Rosseto marcando sua estreia no universo infanto-juvenil.

A peça se passa no ano de 2087, o planeta Terra está devastado por um vírus que já dizimou parte da humanidade. Nessa época vive Cora Corada uma jovem sagaz, que está imune e mora em uma pequena construção em meio ao vazio. Suas únicas companhias são Malone, um misterioso senhor de personalidade infantil e Íris, uma inteligência artificial.

Sua rotina muda quando uma misteriosa figura do espaço desembarca na Terra. É Hector, um clone vindo de Dynamo, planeta para onde foram levados na metade do século XXI os ricos, os líderes mundiais e o material genético dos “melhores” seres humanos da Terra.

 A partir desse encontro no planeta esquecido, sua relação com Cora Corada e os rumos da existência humana mudarão para sempre, além do futuro dos dois mundos.

A peça pretende questionar as ações do homem no presente para um melhor futuro usando um discurso realista, abordando temáticas como a relação entre homem e máquina, tecnologia, clonagem, traumas, perdas, alienação. O espetáculo tem um cenário que gira em 360º graus no palco e dois andares. Parte dos figurinos, cenários e adereços foram utilizados a técnica “upcycling”, que é totalmente sustentável e consiste na reutilização de materiais sem valor comercial que seria descartado transformando em algo diferente, novo sem utilização de processos químicos; dando continuidade ao ciclo de vida do produto, tornando assim o planeta sustentável. Um exemplo: calças, jaquetas e bermudas jeans foram transforadas em casacos longos, inspirados em guerreiros medievais.

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O Planeta dos Esquecidos

Com Francis Helena Cozta, Luccas Papp, Raissa Chadad e Wilson Gomes

Teatro Viradalata (Rua Apinajés 1387, Sumaré, São Paulo)

Duração 70 minutos

02/06 até 28/07

Sábado – 18h30

$60

Classificação 10 anos

NOSSAS TRILHAS

Nossas Trilhas é um espetáculo em capítulos, uma revista de flashes e impressões de nossa História – entremeados com músicas e canções – que trazem a reflexão sobre as questões contemporâneas do Brasil.
A peça transita por momentos que vão desde a colonização, passando pelo cotidiano de ambulantes do transporte público e sua irreverência, pela peculiar conversa com um ET, por um filósofo morador de rua e seu amor pelos cachorros, pela mente afiada dos repentistas nordestinos, pelo doloroso “7×1” e pela indagação de onde de fato nos encontramos depois de quase dois séculos de independência.
E, é claro, sem esquecer o bom humor.
texto e direção geral é de Caio Salay, que em 2015 estrelou o sucesso “Urinal, o Musical”, no papel do protagonista Bonitão.
elenco conta ainda com Diego RoddaFlávio Rubens e Pedro Macedo, além da participação especial de Nábia Villela.
Nossas Trilhas
Com Caio Salay, Diego Rodda, Flávio Rubens, Pedro Macedo, Nábia Villela
Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387, Sumaré – São Paulo)
Duração 80 minutos
02/06 até 29/07
Sábado – 21h30, Domingo – 19h
$50
Classificação Livre

DIGA QUE VOCÊ JÁ ME ESQUECEU (Opinião)

Diga Que Você Já Me Esqueceu” é o novo trabalho – texto e direção – de Dan Rosseto, e está em cartaz aos sábados, às 21h30, e domingos, às 19h, no Teatro Viradalata.

Dan inspirou-se na obra de Nelson Rodrigues para escrever o texto. Considerado uma tragicomédia, estão presentes arquétipos encontrados nos textos rodrigueanos: a família, com sua organização e conflitos internos; o incesto; a traição; o assassinato como meio de lavar a honra; além do humor negro.

O texto foi construído em capítulos como parte de um folhetim, sendo que “cada cena apresenta ganchos para dar ao espectador a experiência de ter de esperar o jornal do dia seguinte para continuar a história“, afirma o autor.

O espetáculo conta a história de um casal, Sílvio e Lúcia, que no dia do casamento decide revelar seus segredos e frustrações, que estavam guardados ‘a sete chaves’.

O humor negro está presente já no prólogo. A peça começa com um cortejo nupcial, que à medida que os personagens vão entrando no palco, se transforma em uma procissão fúnebre. Isto porque, fechando o cortejo, vêm dois personagens carregando um caixão. O esquife é erguido e fica presente durante toda a história.

Nesta montagem – a terceira e definitiva – os personagens são grotescos, parecem que foram retirados de filmes de terror trash. Usam sobre seus rostos brancos, maquiagens exageradas, com figurinos com ‘ares de antigamente’. O que poderia dar errado, nas mãos da direção é um diferencial positivo da peça.

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O espetáculo traduz-se em um lindo conjunto estético, inspirados em obras de arte. “É um modelo novo de trabalhar, onde a gente – direção cênica – define a estética do espetáculo que queremos contar e estes profissionais – diretor de arte e iluminação – dão uma assinatura em cima da primeira ideia. Por isso que se percebe uma unidade tão grande destes elementos na peça” explica Dan Rosseto.

Outro ponto positivo que vale realçar é o trabalho dos atores. Um elenco bem selecionado e muito bem dirigido. Os oito atores formam uma unidade, mas alguns personagens nos saltaram mais aos olhos – Dona Querubina (Juan Manuel Tellategui), a matriarca da família; Selma (Marjorie Gerardi), uma das primas de Lúcia; e Teresa (Larissa Ferrara), a irmã de Sílvio. Ou seja, três personagens femininos que demonstram a importância e o poder feminino.

Por que você tem que ver?

Gosta de textos de – e inspirados em – Nelson Rodrigues;

Gosta do trabalho de Dan Rosseto;

O conjunto estético da montagem;

O elenco.

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Diga Que Você Já Me Esqueceu
Com Ana Clara Rotta, Daniel Morozetti, Carol Hubner, Juan Manuel Tellategui, Larissa Ferrara, Marjorie Gerardi, Nalin Junior e Pablo Diego Garcia
Coros dos vizinhos (em fotos): André Grecco, Carolina Stofella, Giovanna Marqueli, Glória Rabelo, Rodrigo Castro e Samuel Carrasco
Teatro Viradalata (Rua Apinajés 1387 – Sumaré, São Paulo)
31/03 até 27/05
Duração 105 minutos
Sábado – 21h30, Domingo – 19h
$60
Classificação 14 anos

DIGA QUE VOCÊ JÁ ME ESQUECEU

Inspirado no universo do dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980) e no movimento expressionista, estreia no dia 31 de março no Teatro Viradalata o espetáculo Diga que Você já me Esqueceu, com texto e direção de Dan Rosseto.

A tragicomédia apresenta temas comuns à obra de Nelson Rodrigues. As cenas com forte presença expressionista na luz, figurino e encenação, os personagens lidam com situações em que devem explorar suas motivações, fantasias, desejos secretos e a autopunição.

Durante a apresentação o público passeia, dentro de um contexto artístico com capacidade total de catarse, por sensações provocadas intencionalmente pelos atores o que torna possível motivar, podar, punir, seduzir, fantasiar, chocar e fazer refletir.

A peça repousa sobre a palavra, trabalhada dramaticamente e resulta em uma poesia e a fragilidade que se funde com o poético. Para dar um ar mais expressionista, diversas cenas foram inspiradas em obras de arte.

No elenco os atores Ana Clara Rotta, Daniel Morozetti, Carol Hubner, Juan Manuel Tellategui, Larissa Ferrara, Marjorie Gerardi, Nalin Junior e Pablo Diego Garcia, dão vida aos personagens da obra de Rosseto.

Sinopse: Inspirado no universo Nelson Rodrigues e no movimento expressionista, o espetáculo conta a história do dia do casamento de Silvio e Lúcia, um casal unido pela família que guarda em ambos os lados muitos segredos que estão à beira de serem revelados durante a cerimônia. A peça tem imagens inspiradas em obras de artes.

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Diga Que Você Já Me Esqueceu
Com Ana Clara Rotta, Daniel Morozetti, Carol Hubner, Juan Manuel Tellategui, Larissa Ferrara, Marjorie Gerardi, Nalin Junior e Pablo Diego Garcia
Coros dos vizinhos (em fotos): André Grecco, Carolina Stofella, Giovanna Marqueli, Glória Rabelo, Rodrigo Castro e Samuel Carrasco
Teatro Viradalata (Rua Apinajés 1387 – Sumaré, São Paulo)
31/03 até 27/05
Duração 105 minutos
Sábado – 21h30, Domingo – 19h
$60
Classificação 14 anos

AS LOUCURAS QUE AS MULHERES FAZEM

Após passar dois anos viajando pelo Brasil, estreia no dia 12 de janeiro, em São Paulo, no Teatro Viradalata a comédia romântica As Loucuras que as Mulheres Fazem, estrelada pelos atores Fabio Rhoden e Maria Bia.
 
A peça escrita por Luciana Guerra Malta, com direção de Dan Rosseto, conta a história de Luiza e Fábio, um jovem casal em crise conjugal. Sem filhos e com carreiras independentes e diversas (ela professora de faculdade, ele analista de sistemas), decidem viver separados para que ambos entendam os motivos que os fizeram tomar esta decisão repentina.
 
Assim como Romeu e Julieta, um dos mais famosos casais da literatura, Luiza e Fabio, acreditaram que o amor era capaz de mover montanhas, sobreviver diferenças e passar pelas adversidades. No auge da paixão essas sensações são comuns a todos os amantes. Mas esse poderoso sentimento não é suficiente para garantir casamentos bem sucedidos e duradouros. Com o tempo a rotina revela divergências que vem a tona e que nem sempre o casal está disposto a lidar com os resultados que podem ser catastróficos.
 
Como conceito de encenação o diretor Dan Rosseto utilizará recursos de projeção em vídeo com depoimentos reais de atrizes com o tema “As Loucuras Que as Mulheres Fazem” que será exibido nas transições cênicas ajudando-o na narrativa e melhor compreensão da história pelo público. A cenografia remeter-se a um apartamento com aspecto Cult com mobília moderna, sob dois tapetes de iguais tamanhos representando os apartamentos de Luiza e Fabio. Recursos de trilha sonora (romântica), iluminação e adereços cênicos completam e enriquecem a arquitetura tornando a experiência teatral completa e extremamente profissional.
 
O espetáculo, além de divertir, também provoca reflexão e pretende fazer com que o assunto seja discutido em casa, para que casais que estejam passando por situações semelhantes aos personagens posam resolver ou amenizar sua rotina.
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As Loucuras Que As Mulheres Fazem
Com Fabio Rhoden e Maria Bia
Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)
Duração 65 minutos
12/01 até 03/03
Sexta e Sábado – 21h30
$60
Classificação 12 anos

TADZIO

Nos últimos anos a Igreja Católica vem sofrendo uma série de denúncias de casos de pedofilia envolvendo lideranças religiosas, principalmente nos EUA e Europa, levando o Papa Francisco a criar, em 2013, uma comissão para investigar as acusações. Esse tema tão delicado é abordado no espetáculo Tadzio, que reestreia dia 14 de janeiro no Teatro Viradalata, para uma última temporada, com André Grecco, Rodrigo de Castro e Nana Pequini

A peça de Zen Salles, com direção de Dan Rosseto, é levemente inspirada no livro “Morte em Veneza” de Thomas Mann, que narra a paixão platônica do escritor Gustav von Aschenbach por um jovem polaco de apenas 13 anos. Outra inspiração foi o polêmico e notório caso da Escola Base de São Paulo, onde os seus diretores foram acusados pela opinião pública de abusarem sexualmente de alguns alunos. Após uma investigação sem nenhum rigor ou prova concreta, essas pessoas conseguiram provar a inocência, porém ficaram diversas marcas.

A partir desses fatos, dois aspectos foram trabalhados com maior destaque dentro do processo ficcional de “Tadzio”. O primeiro aspecto é o incontrolável desejo que perturba ferozmente as personagens envolvidas. Já o segundo é o julgamento precipitado que pode haver diante de alguns fatos inventados e que passam a ser encarados como uma verdade absoluta.

Na trama, um jovem de 25 anos é ordenado padre e diante da tão sonhada realização, passa a relembrar em tom de confissão como nasceu o seu desejo pelo “santo sacerdócio”. Também narra a maneira que conheceu o seu grande mestre e fonte de inspiração para a vida, o padre Enoque, que despertou nele uma “diabólica” paixão quando tinha apenas 13 anos. Os fatos são contados a partir do ponto de vista de Tadeu que, extremamente contrariado em seu desejo não consumado, resolve se vingar do padre Enoque a partir de uma escandalosa revelação.

É justamente aí que o espetáculo aborda um pouco da complexidade humana, que vai muito além do bem e do mal, do céu ou do inferno, de Deus ou do Diabo que nos faz pensar sobre as várias facetas de um desejo avassalador. Na mesma intensidade, também analisa como o mundo ao redor pode reagir diante de uma surpreendente confissão, seja ela verdadeira ou não.

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Tadzio
Com André Grecco, Nana Pequini e Rodrigo de Castro 
Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)
Duração 70 minutos
14/01 até 04/03
Domingo – 19h
$60
Classificação 16 anos

QUASE 40

‘QUASE 40’ lança um olhar sobre o universo feminino, que apesar dos avanços e conquistas das mulheres,  ainda é asfixiado pela  pressão de uma sociedade, que considera incomum, ou minimamente estranho, mulheres próximas a completar quarenta anos, ainda estarem solteiras. A dificuldade vem do fato da sociedade estabelecer como ‘obrigatório’ seguir as etapas da felicidade: namorar, noivar, casar e finalmente ter filhos.

O texto de Wagner D’ Avilla busca uma reflexão sobre o atual comportamento da nossa sociedade, em que mulheres, cada vez mais independentes, continuam submetidas às exigências sociais, muitas vezes reiteradas dentro do próprio universo feminino, que ditam regras do que é permitido e aceito.

Entre as personagens estão, uma mãe solteira, dividida entre dar toda sua atenção à família ou ao trabalho;  uma recém-divorciada, que decide voltar ao mercado de trabalho; uma solteira, não por opção, possuída pelos hormônios e louca para engravidar, além de uma feminista  com aversão a seguir os padrões sociais.

Prestes a chegar na famigerada “Idade da Loba”, essas mulheres discutem de maneira bem humorada, mas não menos realista, os conflitos e frustrações, vividos por elas.

Sabrina (Grace Porto), proprietária de uma empresa que corre o risco de ir à falência após uma série de problemas financeiros. Ela abre espaço para mais uma sócia, mas é surpreendida quando descobre que sua nova parceira nos negócios, é um sócio, Dominic  (Olivetti Herrera).  As coisas se complicam quando suas funcionárias Cuca (Juliana Balbino), Alicia (Marcelle Kaiser) e Julieta (Juliana Preto) acabam se interessando por ele e abrem uma disputa desleal para conquistar aquele que pode ser o homem de suas vidas.

A cenografia cria um ambiente cosmopolita, onde os tons frios se misturam aos figurinos coloridos com toques almodovarianos, trazendo cor à vida das personagens, que em cena, dividem suas alegrias e tristezas. A iluminação propõe um jogo dinâmico entre as cenas e a costura de diálogos rápidos que remetem à linguagem televisiva do sitcom. A trilha sonora revive em versões atuais, sucessos dos anos 80  como Cindy Lauper e Madonna.

Na equipe criativa, destaca-se profissionais como o renomado Dicko Lorenzo, famoso por seus trabalhos de visagismo em produções de teatro musical; Márcio Macena, que assina o cenário e figurino, repetindo mais uma vez a parceria de sucesso com os designers de luz Cesar Pivette e Vânia Jaconis. A peça tem direção do autor, Wagner D’Avila, e codireção de Iris Yazbek.

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Quase 40
Com Grace Porto, Juliana Balbino, Juliana Preto, Marcelle Kaiser e Olivetti Herrera
Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)
Duração 70 minutos
13/01 até 03/03
Sábado – 19h
$50
Classificação 14 anos