OS ARQUEÓLOGOS

Depois de uma temporada de estreia aclamada por público e crítica e da participação no Festival de Curitiba e Palco Giratório (Porto Alegre), Os Arqueólogos volta à São Paulo em temporada no Instituto Cultural Capobianco. Escrito por Vinicius Calderoni, dirigido por Rafael Gomes interpretado por Guilherme Magon e Vinicius Calderoni.

O espetáculo rendeu o Prêmio APCA 2016 na categoria Melhor Autor para Vinicius Calderoni e recebeu outras quatro importantes indicações (Prêmio APCA: Melhor Espetáculo; Prêmio Shell: Melhor Autor; Prêmio Aplauso Brasil: Melhor Autor e Melhor Espetáculo de Grupo).

Dois narradores transmitem – com linguagem que parodia os jargões de modalidades esportivas como futebol, boxe e automobilismo – cenas corriqueiras que se passam na praça de uma grande cidade:  um pai que ensina ao filho como fotografar com uma câmera analógica, um casal que discute na calçada, uma garota que conta quanto tempo cada pessoa demora pra desfazer o sorriso do rosto depois que se despede de um conhecido, etc. Dois arqueólogos do futuro avaliam com rigor científico e frieza vestígios de uma estranha civilização: a nossa.

O oitavo espetáculo da Cia. Empório de Teatro Sortido detém-se na grandeza do ínfimo: dependendo do valor que se atribui a cada gesto cotidiano, o ordinário converte-se em extraordinário. Assim se ergue uma costura de pequenos detalhes mundanos que constituem algo próximo de uma “arqueologia íntima” para traçar um painel do nosso tempo.

O texto de Os arqueólogos foi publicado em livro em agosto de 2018 pela Editora Cobogó, bem como os três textos que compõem a Trilogia Placas Tectônicas, escrita por Vinicius Calderoni e composta por Não nem nada (Indicada ao Prêmio Shell de Melhor Autor), Ãrrã (Vencedora do Prêmio Shell de Melhor Autor) e Chorume.

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Os Arqueólogos

Com Guilherme Magon e Vinicius Calderoni

Instituto Cultural Capobianco (R. Álvaro de Carvalho, 103 – Centro, São Paulo)

Duração 60 minutos

02/10 até 18/12 (não haverá espetáculo no dia 06/11)

Terça – 21h

$50

Classificação 12 anos

CISNE

O espetáculo Cisne, concebido, dirigido e coreografado por Dinah Perry, faz curta temporada no Teatro Ruth Escobar, entre os dias 21 de maio e 4 de junho com sessões aos domingos, às 16 horas.

Com estética que mistura teatro e dança, Cisne faz uma reflexão sobre questões íntimas do homem e da mulher, buscando ressaltar sentimentos intensos de forma lúdica. Dinah comenta que “a forma de expressão corporal está na linguagem da dança teatralizada e do teatro musicado, ligados por uma dramaturgia subjetiva, embasada em textos e poemas que norteiam o conceito da criação”.

As sensações e as emoções são referências usadas pela diretora para contar histórias de personagens que vivem a beleza e a fragilidade da alma. Entregues às situações, deixam transparecer a essência das paixões. As cenas ora são românticas e alegres, ora tristes e vazias, ora inocentes e exuberante, ora sensuais e sexuais.

A gênese do trabalho se dá pelos gêneros poético, lírico e épico, alinhados por uma composição contemporânea. As cenas resultam em um conceito corporal técnico e requintado de movimentos desconstruídos. Cisne é formado por cenas independentes, configuradas por sketches de coreografia que unidas formam o corpo do espetáculo e a composição da obra.

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Ficha técnica / Serviço

Teatro coreográfico: Cisne

Direção e coreografia: Dinah Perry. Iluminação / figurino: Dinah Perry. Elenco: Átila Freire, Ícaro Freire, Ana Carolina Barreto, Júlia Cavalcanti e Carine Shimoura. Produção e realização: Cia. Artista do Corpo. Assessoria de Imprensa: Verbena Comunicação

Reestreia: 21 de maio. Domingo, às 16 horas

Teatro Ruth Escobar (Sala Gil Vicente)

Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, SP/SP. Telefone: (11) 3289-2358.

Temporada: 21/5 a 4/6 – Domingos, às 16 horas.

Ingressos: R$ 40,00 (meia R$ 20,00).

Bilheteria: quinta e sexta (14h-21h30), Sábado: (12h-23h) e domingo (12h-19h30)

Aceita Dinheiro, cheque, cartão de débito ou crédito.

Duração: 60 min. Gênero: Teatro coreográfico. Classificação: Livre.

320 lugares. Ar condicionado. Acessibilidade. http://teatroruthescobar.com.br/

FEIRA DE AUDIÇÃO – FEFA MOREIRA

Nos dias 08 e 09 de dezembro, aconteceu a primeira edição da Feira de Audição. O evento foi organizado pela empresária e artista Fernanda Moreira (Fefa Moreira). Durante estes dois dias, os participantes puderam ouvir e conversar com atores, produtores e coaches sobre o empreendedorismo na área de teatro musical.

Fefa fala nesse vídeo como surgiu a ideia de criar a Feira de Audição.

Durante as próximas cinco semanas, vamos postar depoimentos feitos pelos palestrantes Renata Borges Pimenta Valle (Fabula Entretenimento), Tiago Abravanel, George Azevedo, Tinno Zani e também mais um com a organizadora do evento.

Uma nova edição da Feira acontece no mês de abril. Não percam!

(realização e produção de Rodrigo Araújo Alcobia em parceria com Maiara Tissi)

 

BAQUAQUA

A Cia Unó de Teatro apresenta neste final de semana o seu mais novo espetáculo dança-teatro “Baquaqua” no Teatro Adamastor (Guarulhos).

O espetáculo narra os episódios da vida de Baquaqua, um ex-escravo, desde quando foi capturado na África Central em 1845, trazido para o Brasil como escravo, até quando conseguiu fugir para Nova York (EUA), em 1847, garantindo sua liberdade.

A partir de sua autobiografia, o espetáculo apresenta a figura de um ex-escravo do século XIX – a luta, os medos e as inquietações de um ser aprisionado não só em porões, mas dentro de si mesmo.

A Cia Unó de Teatro:

Fundada em 2015. A Cia Unó de Teatro é um grupo independente de produções artísticas formada por atuadores da cidade de Guarulhos, que desenvolve trabalhos que mesclam o entretenimento, a performance e a crítica social.

Baquaqua
Com Hélio Lima
Teatro Adamastor ( Av. Monteiro Lobato, 734 – Macedo, Guarulhos – SP)
Duração 30 minutos
29/10
Sábado – 19h
Entrada Franca
Classificação 14 anos
 
Intérprete criador: Hélio Lima. 
Direção e provocação: Diego Pinheiro.
Trilha Sonora: Márcio Cohen
Cenografia e Iluminação: Sandro Coimbra.
Produção: Angela Leão. 
Arte Gráfica: Aldrey Tarrataca
Consultoria Histórica: Bruno Véras
Contrarregragem: Maciel Ferreira.
Pesquisa: Cia. Unó de Teatro.

OCUPAÇÃO RIO DIVERSIDADE (Rio de Janeiro)

A Ocupação Rio Diversidade tem como carro-chefe a apresentação de 4 monólogos inéditos sobre diversidade sexual e de gênero. As peças teatrais acontecem de 20 a 30 de julho, no Castelinho do Flamengo, com entrada FRANCA.

Idealizado pela dramaturga Márcia Zanelatto, a programação contará também com um espaço lounge onde a drag queen Magenta Dawning receberá os  convidados  e, aos sábados, 16h, debates com intelectuais renomados como a filósofa Carla Rodrigues.

O objetivo é unir arte e debate social, promovendo o encontro dos artistas com o seu público e com as cabeças pensantes da cidade, contribuindo com o fim do preconceito quanto aos gêneros.

Circulando pelos ambientes do Castelo, os espectadores verão as diferentes encenações. Os quatro monólogos, escritos especialmente para a Ocupação, são assinados por Jô Bilac, Marcia Zanelatto, Daniela Pereira de Carvalho e Joaquim Vicente, e têm direção de Ivan Sugahara, Guilherme Leme Garcia, Renato Carrera e Cesar Augusto, respectivamente. Em cena estarão Gabriela Carneiro da Cunha, Larissa Bracher, Kelzy Ecard e Thadeu Mattos.

Solos inéditos:

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Como Deixar de Ser
Mulher de meia idade está presa dentro do “armário-sala”, herança da mãe. Durante 20 minutos de exasperação, ela divide com a plateia pensamentos e desejos reprimidos pela sociedade ainda nos dias de hoje
Com Kelzy Ecard
Texto: Daniela Pereira de Carvalho
Direção: Renato Carrera
 
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Flor Carnívora
Em uma realidade em que a plantação de soja procura dar um golpe monocultural, as demais plantas, em defesa da pluralidade, ocupam o Castelinho do Flamengo. Em plenária, a flor carnívora afirma o hermafroditismo das plantas, sua indefinição de gênero, sua intersexualidade, e protesta contra a colonização organizadora do homem, que procura catalogar e normatizar o que a natureza criou diverso.
Com Gabriela Carneiro da Cunha
Texto: Jô Bilac
Direção: Ivan Sugahara
 
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A Noite em Claro
A peça retrata o impacto do assassinato de Luiz Antonio Martinez Correa.
Com Thadeu Matos
Texto: Joaquim Vicente
Direção: Cesar Augusto
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Genderless / Um Corpo Fora da Lei
Na Austrália, Norrie May-Welby se tornou a primeira pessoa do mundo a ser reconhecida como “sem gênero específico”. A partir do fato, a peça reflete poeticamente sobre os gêneros masculino e feminino e os conflitos entre as identidades sexuais e as estruturas sociais.
Texto: Marcia Zanelatto
Direção: Guilherme Leme Garcia
Atuação: Larissa Bracher
 
 
Ocupação Rio Diversidade
Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo (Praia do Flamengo, 158 – Flamengo, Rio de Janeiro/RJ)
20 a 30/07
Classificação 18 anos
Ingressos: Entrada franca com distribuição de senhas uma hora antes
 
Programação:
Peças Teatrais – De quarta a sábado, das 19h às 20h30
Lounge Foco Trans – sextas e sábados, a partir das 20h30
Encontros Cultura Queer, Sexo e Gênero em debate – sábados às 16h
(crédito fotos – Elisa Mendes)

 

 

VOCÊ VIU? – TEATRO MAÇOM

Você viu que a Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo reformou um prédio para transformar em teatro?

O novo teatro será na rua São Joaquim, no bairro da Liberdade. Esta rua, de apenas três quarteirões, está localizada próxima a várias faculdades e restaurantes orientais.

Os Maçons estão a procura de uma marca (“naming rights”) que esteja disposta a bancar e gerir o novo empreendimento, orçado em 4 milhões de reais.

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Vídeo

O que faz um ‘Versionista’?

O que faz um versionista? Como é a rotina de trabalho? Como fazer para que um texto em inglês seja traduzido para o português, que tenha sentido e não prejudique a música original?

Os atores Bianca Tadini e Luciano Andrey explicam estas e outras questões.

Eles fizeram a versão dos musicais “Jesus Cristo Superstar” (2014) e “Mudança de Hábito” (2015) e da peça “Vanya e Sonia e Masha e Spike” (2015).