TEOREMA 21

Teorema 21, com dramaturgia de Alexandre Dal Farra (Prêmio Shell de Melhor autor em 2012 pela peça Mateus, 10 e indicado ao Prêmio APCA em 2014) foi livremente inspirada na obra Teorema, do italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975). A direção é de Luiz Fernando Marquese Janaina Leite.

A peça gira em torno de uma família que retorna ao seu antigo lar. Ao buscar novas possibilidades de existência nesse ambiente antigo, recriam as suas relações e experimentam novas formas de contato. O núcleo familiar é constituído por um patriarca, a mãe, o filho e a filha. Vive na casa, ainda, a criada Emília. Tudo parece estável. Mais do que isso, estagnado. A chegada de um estrangeiro ameaça transformar a estrutura dessa família.

A trama se passa na casa onde a família morou há alguns anos e agora volta sem nenhum motivo aparente. A montagem é encenada ao entardecer na antiga escola de meninas, hoje desativada, localizada dentro da Vila Maria Zélia, um lugar quase sem teto, com as paredes em ruinas, em meio aos escombros. Ao entrar no espaço e ocupar as cadeiras giratórias dispostas aleatoriamente, o público é inserido na sala de estar e pode girar as cadeiras para escolher o melhor ângulo para cada cena.

O cineasta, escritor e poeta Pasolini é considerado um artista visionário e fazia duras críticas ao consumismo. Em 2015, muitas homenagens foram feitas pelos 40 anos de sua morte.

Teorema 21
Com Bruna Betito, Emilene Gutierrez, Janaina Leite, Juliana Sanches, Paulo Arcuri, Rodolfo Amorim e Ronaldo Serruya.
Vila Maria Zélia (Rua Mário Costa, 13 – Belém, São Paulo)
Duração 75 minutos
19/11 até 11/12
Sábado e Domingo – 18h
Grátis (reservas: http://www.sympla.com.br/grupoxixdeteatro. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência)
Classificação 18 anos
Realização Grupo XIX de Teatro.
Dramaturgia Alexandre Dal Farra.
Direção Luiz Fernando Marques e Janaina Leite.
Produção Executiva Vanessa Candela.
Cenografia Luiz Fernando Marques e Rodolfo Amorim.
Figurinos Juliana Sanches.
Vídeo Luiz Fernando Marques.
Contra-regra Luciano Morgado.
Preparação Corporal (parkour) Diogo Granato.
Assistência de Figurino e adereços Gabriela Costa.
Assistência de Produção Marilia Novaes.
Provocadores do processo Eleonora Fabião, Marcelo Caetano, Miwa Yanagizawa, Luis Fuganti e Bruno Jorge.
Participação no processo Mariza Junqueira.
Arte Gráfica, fotos e mídias Sociais Jonatas Marques.
Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli

GRUPO XIX COMEMORA 15 ANOS DE HYSTERIA

A partir de 28 de maio, sábado, o Grupo XIX de Teatro apresenta mostra de repertório com os espetáculo Teorema 21 (a mais recente montagem), Hygiene e Hysteria que completa 15 anos.

Aos sábados acontece sessão de Hygiene, às 16h. No domingo tem Hysteria, às 13h30 e Teorema 21, às 16h. Os ingressos custam R$40,00 e podem ser adquiridos pelo site http://www.sympla.com.br/grupoxixdeteatro.

Sobre os espetáculos

Hysteria_2698 - crédito Jonatas Marques

Hysteria foi a primeira peça montada pelo grupo e estreou em 2001. Ganhou 5 prêmios, incluindo o de revelação teatral pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), além de ter sido indicada para o Prêmio Shell de Teatro.

A história de passa no final do século 19, nas dependências de um hospício feminino. Cinco personagens internadas como histéricas revelam seus desvios e contradições – reflexos diretos de uma sociedade em transição, na qual os valores burgueses tentavam adequar a mulher a um novo pacto social. Cenicamente, abdica-se do palco e dos recursos de sonoplastia e iluminação, optando-se por um espaço não convencional, onde a plateia masculina é separada da feminina que é convidada a interagir com as atrizes. Esta interação, aliada a textos previamente elaborados, gera uma dramaturgia híbrida e única a cada apresentação.

O espetáculo soma mais de 350 apresentações em mais de 80 cidades brasileiras e 14 cidades no exterior. Em 2005, o grupo cumpriu uma temporada de dois meses em 8 cidades francesas por ocasião do Ano do Brasil na França. Mais tarde, em 2008, embarcou para a Inglaterra, apresentando-se em Londres e Manchester a convite do Barbican Center e do Contact Theatre. Em 2009, participou do projeto Palco Giratório do SESC, realizando apresentações em 58 cidades das 5 regiões do Brasil.

Direção: Luiz Fernando Marques.
Criação, pesquisa de texto e figurinos: Grupo XIX de Teatro.
Elenco: Evelyn Klein, Mara Helleno, Janaina Leite, Juliana Sanches e Tatiana Caltabiano.
Produção Executiva: Vanessa Candela.
Produção: Grupo XIX de Teatro.
Duração: 70 minutos.
Classificação: 14 anos.
Capacidade: 120 lugares.

Teorema 21_332_crédito Cherri 

Teorema 21, com dramaturgia de Alexandre Dal Farra (Prêmio Shell de Melhor autor em 2012 pela peça Mateus, 10 e indicado ao Prêmio APCA em 2014) foi livremente inspirada na obra Teorema, do italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975). A direção é de Luiz Fernando Marques e Janaina Leite.

A peça gira em torno de uma família que retorna ao seu antigo lar. Ao buscar novas possibilidades de existência nesse ambiente antigo, recriam as suas relações e experimentam novas formas de contato. O núcleo familiar é constituído por um patriarca, a mãe, o filho e a filha. Vive na casa, ainda, a criada Emília. Tudo parece estável. Mais do que isso, estagnado. A chegada de um estrangeiro ameaça transformar a estrutura dessa família.

A trama se passa na casa onde a família morou há alguns anos e agora volta sem nenhum motivo aparente. A montagem é encenada ao entardecer na antiga escola de meninas, hoje desativada, localizada dentro da Vila Maria Zélia, um lugar quase sem teto, com as paredes em ruinas, em meio aos escombros. Ao entrar no espaço e ocupar as cadeiras giratórias dispostas aleatoriamente, o público é inserido na sala de estar e pode girar as cadeiras para escolher o melhor ângulo para cada cena.

O cineasta, escritor e poeta Pasolini é considerado um artista visionário e fazia duras críticas ao consumismo. Em 2015, muitas homenagens foram feitas pelos 40 anos de sua morte.

Realização Grupo XIX de Teatro.
Dramaturgia Alexandre Dal Farra.
Direção Luiz Fernando Marques e Janaina Leite.
Atuação Bruna Betito, Emilene Gutierrez, Janaina Leite, Juliana Sanches, Paulo Celestino, Rodolfo Amorim e Ronaldo Serruya.
Produção Executiva Vanessa Candela.
Cenografia Luiz Fernando Marques e Rodolfo Amorim.
Figurinos Juliana Sanches.
Vídeo Luiz Fernando Marques.
Contra-regra Luciano Morgado.
Preparação Corporal (parkour) Diogo Granato.
Assistência de Figurino e adereços Gabriela Costa.
Assistência de Produção Marilia Novaes.
Provocadores do processo Eleonora Fabião, Marcelo Caetano, Miwa Yanagizawa, Luis Fuganti e Bruno Jorge.
Participação no processo Mariza Junqueira.
Arte Gráfica, fotos e mídias sociais Jonatas Marques.
Duração: 75 minutos.
Classificação etária: 18 anos.
Capacidade: 40 lugares.

©TUNA_TNSJ-HYGIENEdos-9711.jpeg

Hygiene, encenada à luz do dia, nos prédios históricos da Vila Operária Maria Zélia, é baseada em uma pesquisa sobre o processo de higienização urbana no Brasil do final do século 19, onde um grande contingente de culturas e ideias dividem o mesmo teto – o cortiço. Desse caldeirão de misturas surgem os embriões de importantes manifestações de nossa identidade, assim como as desigualdades sociais que marcam profundamente os nossos dilemas atuais.

Por esta peça o grupo foi indicado ao prêmio Shell de Teatro – 2005 e ao Prêmio Bravo! Prime de Cultura como um dos três melhores espetáculos do ano e foi premiado como melhor espetáculo no Prêmio Qualidade Brasil 2005 – São Paulo.

Direção: Luiz Fernando Marques.
Pesquisa e Criação: Grupo XIX de Teatro.
Elenco: Janaina Leite, Juliana Sanches, Paulo Celestino, Rodolfo Amorim, Ronaldo Serruya e Tatiana Caltabiano.
Figurinos: Renato Bolelli.
Contra-Regra: Luciano Morgado e Michel Fogaça
Produção Executiva: Vanessa Candela.
Produção: Grupo XIX de Teatro.
Duração: 80 minutos.
Classificação: Livre.
Capacidade: 80 lugares.
grupo-xix
Mostra REPERTÓRIO GRUPO XIX DE TEATRO
28/05 até 03/07
Teorema 21
Domingo – 16h
Hygiene
Sábado – 16h
Hysteria
Domingo- 13h30.
Vila Maria Zélia (Rua Mário Costa 13 – Belém, São Paulo)
$40 (cada peça)
Acesso para deficientes físicos.
Informações e reservas, de terça a sexta-feira das 14h às 18h.
Estacionamento gratuito.

TEOREMA 21 (OPINIÃO)

Voltamos a Vila Maria Zélia para assistir a mais uma obra do Grupo XIX de Teatro. Depois de Hygiene, era a hora de ver a estreia do novo trabalho – Teorema 21

Pelo que lemos pelo release e pelas críticas nas mídias, a peça é baseada no filme Teorema (1968), do cineasta Pier Paolo Pasolini. Não vimos o filme (a única obra que conhecemos é Saló ou 120 dias de Sodoma – que fala sobre uma temática recorrente: erotismo e política). Mas como já conhecíamos o trabalho do grupo e também do seu diretor e do autor da peça, fomos com a mente aberta.

(Abrimos um parênteses – depois da peça, na hora de escrevermos a Opinião, fomos pesquisar sobre o filme. Sim, ao conhecer a obra de Pasolini teria-se uma outra compreensão da peça; mas caso não dê para ler e/ou ver o filme, não há problema, pois a montagem do grupo é mais do que suficiente e satisfatória. Você ficará pensando bastante sobre o que viu no caminho de volta para casa e por durante a noite).

A apresentação começa com um filme, apresentado no armazém da Vila. Vemos cenas do original de Pasolini, enquanto um dos atores (que não aparece) vai narrando o que está acontecendo.

Neste momento, cenas externas ao Armazém, fundem-se e misturam-se com as do filme. É nos avisado que devemos seguir um personagem que vai caminhando por uma rua. Nesta hora saímos e vamos em direção a antiga escola para meninas da Vila Maria Zélia, transformada agora – na peça – em uma antiga residência.

Ao entrarmos pelo lar abandonado, aos pedaços (assim como perceberemos que também está a família da qual veremos a história), encontramos numa “sala” cadeiras giratórias espalhadas. Cada um vai ocupando sua cadeira, até que começa a peça.

Uma família burguesa – pais e um casal de filhos – retorna, junto com sua empregada, para a antiga casa onde moraram. A casa não está mais como era. Está tudo mudado. Eles estão mudados. Os filhos cresceram. Mas de onde eles vêm? Por que estão de volta? O que aconteceu com eles?

Enquanto a peça desenrola,  você vai girando sua cadeira para acompanhar a movimentação dos atores pelo espaço da antiga escola para meninas da vila. Então seu ponto de vista muda. O seu foco muda. Sua percepção muda. Você já fica pronto para virar a cadeira ao menor estímulo. É uma peça que apesar de não ser participativa, o público faz parte da história. Afinal estamos no palco, trocamos olhares – de perto – com os atores com mais força e mais repetição.

Até que chega um telegrama falando que alguém vai voltar. Mas quem? De onde? E do nada, o estrangeiro, o estranho surge na vida daquela família. Ele veio para provar um teorema (segundo o dicionário Aurélio, Teorema é “proposição que, para ser admitida ou se tornar evidente, necessita de demonstração.”) de que as famílias burguesas acabaram de verdade. Daí para frente, não se pode falar mais para evitar que as surpresas sejam reveladas.

Vale muito a pena assistir a peça – tanto pelo texto e atuação, quanto pelo cenário da escola onde é apresentada a montagem. Como já dito anteriormente, esta proximidade com os personagens, a força e a atualidade do texto, fazem com que você saia pensando se o que você viu também não faz parte da sua realidade. (e dá para se ter várias análises sobre o que foi visto).

Não deixe de ler as outras várias matérias que fizemos sobre o Grupo XIX de Teatro e também sobre a Vila Maria Zélia.

Teorema 21
Com Grupo XIX de Teatro – Bruna Betito, Emilene Gutierrez, Janaina Leite, Juliana Sanches, Paulo Celestino, Rodolfo Amorim e Ronaldo Serruya.
Vila Maria Zélia (Rua Mário Costa, 13 – Belém, São Paulo)
Duração 75 minutos
22/01 até 05/03
Sexta, Sábado e Domingo – 18h
Recomendação 18 anos
Entrada gratuita (Informações e reservas, de terça a sexta-feira das 14 às 18h – (11) 2081-4647)
Estacionamento gratuito.
 
Dramaturgia Alexandre Dal Farra.
Direção Luiz Fernando Marques.
Dramaturgismo Janaina Leite.
Produção Executiva Vanessa Candela.
Cenografia Luiz Fernando Marques e Rodolfo Amorim.
Figurinos Juliana Sanches.
Contra-regra Luciano Morgado.
Assistência de Produção Marilia Novaes.
Assistência de Figurino e adereços Gabriela Costa.
Provocadores do processo Eleonora Fabião, Marcelo Caetano, Miwa Yanagizawa, Luis Fuganti e Bruno Jorge.
Preparação Corporal (parkour) Diogo Granato.
Assessoria de Imprensa Adriana Balsanelli.
Produtor de Conteúdo Midias Sociais Jonatas Marques.
 
Site do grupo – www.grupoxix.com.br