PALHAÇOS

Com texto de dramaturgo Timochenco Wehbi (1943 – 1986), Palhaços volta com temporada no porão do Teatro Sérgio Cardoso a partir de segunda-feira, 10 de julho às 20h. As apresentações acontecem às segundas-feiras (10, 17, e 31 de julho e 14 de agosto, às 20h) e uma terça-feira (25 de julho, às 20h).

O espetáculo conta com direção de Marcio Vasconcelos e atuação de Antônio Netto e Sérgio Carrera, além do sanfoneiro Guilherme Padilha. O projeto é uma realização da Cia das Artes e a Cia Pompa Cômica.

A trama se passa no intervalo de apresentação do palhaço Careta (Antônio Netto) que recebe em seu camarim a visita de um espectador, Benvindo (Sérgio Carrera), um vendedor de sapatos encantado com a performance. Se aproveitando da extrema inocência do visitante, o palhaço Careta expõe as dificuldades e dores de ser um artista, e estabelece um jogo de faz de contas para que Benvindo perceba o sentido de sua própria vida, condicionada aos padrões estabelecidos pela sociedade.

A peça fala sobre a condição humana ao expor os dois lados de um mesmo tipo de fragilidade: a desilusão frente à exploração social somada à uma insciência desta. Nesta versão, a obra de Timochenco Wehbi, ganha um novo integrante: o sanfoneiro.

Este personagem, em meio às músicas, caminha entre as histórias de Benvindo e o palhaço Careta, conduzindo a dramaturgia em um labirinto entre ficção e realidade. A montagem traz elementos que ajudam a trazer a atmosfera do picadeiro para o palco com artistas circenses que fazem números de clown, malabares, mágica.

O espetáculo é uma metalinguagem na questão da dificuldade de se viver de arte pelo país. O texto é um contraponto ao abordar o universo dos artistas, que mesmo diante de muitas barreiras, fazem o que mais gostam na vida. E também representa o mundo em que as pessoas seguem os costumes ditados pela maioria”, fala Carrera.

O ator viveu uma situação contrária de seu papel na vida real ao desistir da carreira médica e optar pela vida artística. “Definitivamente, trabalhar com arte no Brasil é resistir. Já meu personagem Benvindo abriu mão de seus anseios ao entrar para todos os padrões possíveis”.

Um dos maiores trunfos do texto é fazer um jogo em que nos perguntamos quem é o palhaço de quem durante o encontro entre os personagens. Expurga os conflitos internos, coloca uma outra face do palhaço, além do picadeiro. Em cena, um é complemento do outro”, diz Netto.

Assim como o dramaturgo, Netto também nasceu em Presidente Prudente e sua atuação no espetáculo Palhaços na cidade natal foi um fator determinante para sua chegada em São Paulo e continuar sua carreira no início dos anos 90. Os dois atores têm uma longa trajetória de parceria nos palcos, pois já trabalharam juntos em duas montagens da comédia musical Bar D’Hotel e no espetáculo De Um Dia de Pierrot ao Curto-Circuito, obra também de Timochenco Wehbi.

Timochenco Wehbi é um dramaturgo extremamente significativo, contendente, transgrediu a época em que vivia. Estava inserido na era da contracultura, um momento de ebulição na sociedade. Questões que não passaram em branco e ficaram refletidas em sua obra. Era uma pessoa apaixonada pelo circo e acompanhou bem as famílias que viviam dessa arte pelo interior”, diz os Netto.

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Palhaços
Com Antonio Netto, Sérgio Carrera e Guilherme Padilha. 
Teatro Sergio Cardoso – Porão (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
10, 17, 25, 31/07; 14/08
Segunda – 20h; Terça – 20h
$40
Classificação 12 anos

 

A CABALA DO DINHEIRO

A CABALA DO DINHEIRO é uma livre adaptação do livro homônimo de Nilton Bonder. Centrada nessa obra, a dramaturgia também traz inspirações dos outros dois títulos de Bonder que compõem a trilogia da Cabala (A Cabala da Inveja e A Cabala da Comida), escrita a partir da seguinte máxima judaica: “Uma pessoa se faz conhecida através de seu copo, bolso e ódio.

Clarice tem larga experiência com a literatura de Bonder, sendo diretora e atriz de A Alma Imoral, adaptação do livro homônimo do rabino, em cartaz ininterruptamente há onze anos.

Em “A cabala do dinheiro”, dois atores, Letícia Tomazella Marcos Reis, dão corpo e voz aos conceitos do livro. Eles ora são narradores, ora os personagens das várias histórias que Bonder usa em sua obra pra exemplificar suas colocações. Assim, vão-se tecendo as ideias, exemplos, reflexões e conceitos sobre o dinheiro – e a relação do indivíduo e da sociedade com ele -, sobre os demais âmbitos da vida comum que formam o conceito de prosperidade, sobre dar e receber, sobre não dar e não compartilhar, sobre abundância e escassez etc., de modo a desvendar as nuances da presença do dinheiro e da prosperidade em nossas vidas, e as formas de se ter uma vida mais abundante.

Sinopse
Num mundo onde os preços parecem se sobrepor aos valores, o dinheiro perde seu significado. Em meio a esse complexo tema, um casal de atores-narradores propõe um negócio entre si e com o público. Adentrar neste rico pomar que são as transações entre os valores humanos, em busca da compreensão do que está por detrás dos mistérios que envolvem o mercado e o dinheiro em nossas vidas.

O mais longo dos caminhos é o que leva do coração ao bolso. A peça é uma discussão ética sobre a mágica das trocas humanas. Se, por um lado o dinheiro é elemento que promove relações perversas e idólatras, não só quando adorado mas também quando desprezado, por outro, é elemento de expansão de mercados e permite uma grande sofisticação nos vínculos da malha da vida.

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A Cabala do Dinheiro
Com Letícia Tomazella e Marcos Reis
Teatro Eva Herz – Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 75 minutos
11/07 até 27/09
Terça e Quarta – 21h
$50
Classificação 14 anos

PONTO MORTO

Depois de uma temporada de sucesso, o espetáculo PONTO MORTO volta aos palcos de São Paulo para contar a história da relação de amor e repulsa entre pai e filho. A montagem, que reestreia dia 4 de julho, terça-feira, às 20 horas, no porão do Teatro Sérgio Cardoso, é um recorte na vida de um pai atormentado pelo fardo de ter um filho limítrofe, eternamente dependente dele.

PONTO MORTO fala de um assunto complexo, que é o autismo, mas de uma maneira lúdica e amorosa e mostra a retomada de um relacionamento na busca de um reencontro ou renascimento. Em cena os atores Marat Descartes e Luciano Chirolli dão vida aos personagens criados pelo autor Helio Sussekind, que com um texto forte e contundente, leva o público a analisar e discutir um assunto pouco explorado, cercado de medo, discriminação e exclusão social.

O texto, dirigido por Camilo Bevilacqua e Denise Weinberg, mostra numa sofisticada construção, onde não importa o que aconteceu antes e nem o que vai acontecer depois, é simplesmente um recorte daquele momento de duas noites na vida daquelas duas pessoas.

Relações humanas

PONTO MORTO é uma história sobre a interdependência dos seres humanos em uma de suas necessidades mais básicas: o afeto. De alguma forma, as personagens dialogam com antigas fábulas infantis, uma espécie de João e Maria às avessas onde o pai procura não deixar pista para que o filho jamais “retorne” ao ponto de partida. O pai, Humpty (Luciano Chirolli), é viúvo, tem cerca de 70 anos e vive o conflito permanente de quem habita a fronteira entre a intolerância e a consciência do dever. É um homem cheio de culpa, mas com muita vontade de acertar. Já o filho, Dumpty (Marat Descartes), de 40 anos, possui o desenvolvimento cognitivo de uma criança que vive se confrontando com uma enorme instabilidade emocional.

O ator Marat Descartes ficou impressionado com o texto, que apresenta a reprodução fiel da forma como se estabelece geralmente a comunicação com um autista. “O espetáculo traz à tona de forma radical um aspecto crucial das relações humanas: a necessidade do afeto”, conta ele. Luciano Chirolli diz que o que mais lhe chamou atenção no texto foi a força dos diálogos prestigiando a construção de imagens que o espectador venha a fazer. “Meu personagem é um homem lutando exaustivamente para dialogar com  seus piores sentimentos e o texto mostra a linha tênue entre amor e a sofrível co-dependência desses dois homens”, explica o ator.

Montagem realista

O diretor Camilo Bevilacqua, que divide a direção de PONTO MORTO com Denise Weinberg explica que em termos de atuação a montagem é realista, mas em termos de cenário, não. “A gente faz uma indicação, uma alusão a onde eles estão, mas o que é realista é a interpretação”, diz ele.

Denise Weinberg acredita que o bom teatro é uma história bem contada com bons atores em cena. “Quando li o texto do Helio me despertou aquela vontade de ver o espetáculo pronto com dois atores, que deveriam ser feras no palco. Então conseguimos essa linda parceria de Luciano Chirolli e Marat Descartes, que acho que são expoentes do teatro paulista”, conta a diretora.

Para ela, contar uma história de um amor tão atribulado, de uma relação de amor e repulsa entre duas pessoas, ainda mais sendo pai e filho é muito interessante. “Isso vai afetar qualquer pessoa que for assistir, pois estamos falando do ser humano e isso sempre me interessou, por isso faço teatro, para poder entender melhor a complexidade e a complicação das questões da alma humana, que é onde o teatro, desde a Grécia antiga, trabalha estas questões. Estão aí até hoje os grandes temas das tragédias gregas e que até hoje e talvez nunca serão resolvidos, pois fazem parte da nossa condição humana.

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Ponto Morto
Com Luciano Chirolli e Marat Descartes
Teatro Sérgio Cardoso – Porão (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
04/07 até 29/08
Terça, Quarta e Quinta – 20h
(não haverá apresentações dias 6, 25, 26 e 27 de julho e 22, 23, 30 e 31 de agosto).
$60
Classificação 12 anos

CANTORAS MUSICAIS

Vozes femininas que dominam os palcos no teatro musical apresentam seus trabalhos em carreira solo no projeto Cantoras Musicais, que acontece de 9 de agosto a 20 de setembro, no Teatro Porto Seguro.

Os ingressos para os doze shows programados estarão à venda a partir do dia 30 de junho na bilheteria do teatro ou pelo site Ingresso Rápido. As sessões acontecem sempre às quartas e quintas-feiras, às 21h.

Para iniciar, no mês de agosto, foi convidada Zezé Motta. Depois vêm Alessandra Verney, Marya Bravo, Simone Gutierrez, Kiara Sasso, Renata Ricci, Totia Meireles e Alessandra Maestrini.

Em setembro, estão programadas: Gottsha, Leilah Moreno, Malu Rodrigues e para finalizar a primeira temporada do projeto, temos a união pela primeira vez de Kiara Sasso, Livia Dabarian, Talita Real e Thais Piza em “Just 4 Show”.

Cantoras Musicais
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
09/08 até 20/09
Terça e Quarta – 21h
$60/$100

BeFunky Collage

DE CIMA DO MUNDO EU VI O TEMPO

A Banda Mais Bonita da Cidade faz o show de lançamento do CD De Cima do Mundo eu Vi o Tempo, terceiro disco de estúdio do quinteto curitibano formado por Uyara Torrente (voz), Luís Bourscheidt (bateria), Marano (baixo), Vinícius Nisi (teclados) e Thiago Ramalho (guitarra).

A proposta sonora do terceiro álbum de estúdio traz influências de percussões indígenas, com letras que propõe uma reflexão sobre a passagem de tempo, a existência, as relações humanas e suas consequências. No repertório, as novas Inverno (Alexandre França), Ela e o Dela (Ian Ramil),Souvenir (Ian Ramil), A Pé (Thiago Ramalho), Trovoa (Maurício Pereira), A Geada (Alexandre França e Octávio Camargo), Bandarra (Tibério Azul), A Dois (Los Porongas)e Tempo (Versos Que Compomos Na Estrada). Os hits da carreira, como Oração, Uma Atriz e Canção Pra Não Voltar também estão no set list.

Formada em 2009, em Curitiba, Banda Mais Bonita da Cidade ganhou projeção nacional pela viralização do vídeo Oração. O grupo gravou o disco A Banda Mais Bonita da Cidade  (2011), o EP Canções Que Vão Morrer No Ar (2012), o disco O Mais Feliz da Vida  (2013), o DVD Ao Vivo no Cine Jóia (2016) e agora seu terceiro disco de estúdio: De Cima do Mundo Eu Vi o Tempo (2017).

De Cima do Mundo eu Vi o Tempo
Com A Banda Mais Bonita da Cidade
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 80 minutos
29/08
Terça – 21h
$80/$120
Classificação Livre

SILVA CANTA MARISA

O cantor, multi-instrumentista e produtor Silva, de Vitória-ES, apresenta as canções do álbum Silva Canta Marisa (2016), com interpretações de músicas de Marisa Monte.

O disco é uma leitura do artista para o repertório da cantora, com arranjos inéditos que trazem o eletrônico-pop-minimalista do capixaba.

Canções consagradas de Marisa, como Ainda Lembro, Infinito Particular e O Bonde do Dom, estão garantidas no show, ao lado de Noturna (Nada de Novo na Noite), parceria entre os artistas.

Silva Canta Marisa
Com Silva
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 80 minutos
22/08
Terça – 21h
$60/$80
Classificação Livre

OLHAR AO VIVO

Virginie Boutaud (vocais), Alec Haiat (guitarra), Yann Laouenan (teclados), Xavier Leblanc (baixo) e Dany Roland (bateria) estão de volta para comemorar 30 anos de carreira da Banda Metrô com o show Olhar Ao Vivo.

Em 2016, a Metrô lançou uma edição comemorativa dos trinta anos de Olhar, álbum de estreia da banda, de onde saíram hits como Beat Acelerado, Johnny Love e Sândalo de Dândi. Além do disco original remasterizado, o álbum conta com remixes e versões alternativas. Há também um CD bônus ao vivo, gravado durante a turnê pelo Brasil na década de 1980.

Olhar Ao Vivo
Com Banda Metrô
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 90 minutos
15/08
Terça – 21h
$60/$80
Classificação Livre