SIMONE CANTA IVAN LINS

Ligadas desde o início dos anos 1970, quando, em seu álbum de estreia, Simone gravou uma canção de Ivan Lins (Chegou a Hora), as carreiras desses dois ícones da MPB se cruzaram muitas vezes. Desde então, como que seguindo a mensagem contida em Começar de Novo (um clássico da dupla Ivan Lins e Vitor Martins também lançado pela cantora baiana), eles têm se reencontrado, sempre renovados, prontos para novos desafios.

Agora, com direção de Zélia Duncan, direção musical de Delia Fischer e cenários e figurinos de Simone Mina, Simone volta a cantar clássicos de Ivan Lins gravados pela cantora nas últimas décadas. No repertório, entre outras pérolas, estão garantidas Começar de NovoDesesperarAtrevidaBilheteDaquilo que Eu Sei e Vieste.

FACE (4).png

Simone Canta Ivan Lins

Com Simone

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 70 minutos

09/07

Terça – 21h

$180/$250

Classificação Livre

DE VOLTA AO COMEÇO

Em celebração aos 40 anos de carreira, a cantora Joanna retorna aos palcos, para o show De Volta Ao Começo.

O roteiro homenageia compositores marcantes em sua carreira como Milton Nascimento (Nos Bailes da Vida), Renato Teixeira (Recado), Aristides Guimarães e Geraldo Amaral (Um sonho a dois, Amanhã Talvez e Mensagem pra Você), e músicas conhecidas das trilhas sonoras da televisão e do teatro, como Tô Fazendo Falta, Meu Primeiro Amor e Amor Bandido.

FACE (3).png

De Volta ao Começo

Com Joanna

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 90 minutos

23/07

Terça – 21h

$100/$120

Classificação 12 anos

LÍRICO PERO NO MUCHO

Após muitos pedidos de seu público, o ator e cantor, Leonardo Neiva, recém-saído do elenco de “O Fantasma da Ópera” onde dava vida ao icônico personagem Fantasma, estreia seu novo projeto em junho no Teatro Opus, em São Paulo.

Lírico Pero no Mucho” será um show onde o renomado barítono brasileiro, consagrado no mundo da ópera e dos musicais, irá mostrar sua versatilidade cantando clássicos do jazz, pop, rock, MPB, musicais e lírico para comemorar os 20 anos de sua carreira no Brasil e no exterior. A ideia já existia há muitos anos e o momento propício finalmente chegou, servindo também como uma comemoração, por conta destes anos de carreira.

Com clima descontraído, feito com elegância e bom gosto musical, o show terá duração de 90 minutos, contendo 18 músicas em seu repertório. A direção musical do show fica por conta de Léo Mancini e a direção geral de Jonathas Joba.

Leonardo possui em seu currículo mais de 40 títulos dentre eles ópera, musical e repertório sinfônico. Já interpretou diversos personagens tanto no Brasil como no exterior. Foi um dos protagonistas do musical Les Misérables no Brasil e no México e em 2018 protagonizou o icônico e mais famoso personagem dos musicais o Fantasma da Ópera. Trabalhou ao lado de grandes artistas como Roger Waters, Daniela Mercury, Fernando Meirelles e o grupo Take 6. Participou de gravações premiadas como a da Ópera Rienzi na França e a Sinfonia Nº 10 de Villa-Lobos com a OSESP, além de suas discografias independentes. Foi vencedor do XII Prêmio Carlos Gomes e do Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão.

O reconhecido e premiado cantor brasileiro possui críticas ao redor do mundo, como por exemplo a importante revista alemã “Opernwelt”, que o descreveu como: “…um barítono de linda voz, ensolarada e incandescente que impressiona cantando e atuando maravilhosamente bem…”.

O show acontecerá no dia 04 de junho, às 21h no Teatro Opus, situado no quarto andar do Shopping Villa Lobos (Av. Das Nações Unidas, 4777. Jardim Universidade Pinheiros, São Paulo – SP). O teatro tem lugar para 720 pessoas, divido em três setores, sendo plateia baixa, plateia alta e balcão. Os valores dos ingressos custarão de R$25,00 a R$100,00. Os ingressos já estão à venda pelo site uhuul.com e na bilheteria do teatro.

FACE

Lírico Pero no Mucho

Com Leonardo Neiva

Teatro Opus – Shopping Villa Lobos (Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros, São Paulo)

Duração 90 minutos

04/06

Terça – 21h

$50/$100

Classificação Livre

57 MINUTOS – O TEMPO QUE DURA ESTA PEÇA

Radicado no Rio Grande do Sul, o premiado artista mineiro Anderson Moreira Sales desembarca em São Paulo para estrear o segundo texto escrito, dirigido e atuado por ele: 57 minutos – o tempo que dura esta peça. O monólogo cumpriu uma temporada em Porto Alegre em 2018 no formato work-in-progress, no qual ia sendo construído a cada apresentação; desta vez a encenação assume a forma definitiva. A peça tem uma curta temporada no Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt, entre 4 de junho e 10 de julho, com sessões às terças e quartas-feiras, às 21h, e ingressos vendidos por até R$30.

Inspirada pelo livro “Ulisses”, do escritor irlandês James Joyce (1882-1941), a dramaturgia se arquiteta a partir de uma premissa simples: um morador do subúrbio de uma cidade grande sai de casa em busca de cumprir seus compromissos e retornar ao lar. A aparente banalidade da narrativa problematiza a realidade contemporânea brasileira em sua cruel complexidade ao reconhecer a grandeza escondida nas pequenas coisas para denunciar a pequenez escondida nas coisas grandes.

Os últimos anos no Brasil foram muito violentos de uma forma geral. Muito ódio foi sendo plantado, regado e agora o país está colhendo uma crueldade absurda. Isso tudo fomentou em mim uma revolta interna que foi expurgada da maneira mais inteligente e sensível que eu sei fazer que é transformar essa energia em texto e corpo em cena. É o lugar onde consigo me sentir mais forte para me vingar da maldade que me ronda”, comenta o artista.

A narrativa aborda também a questão de construção de identidade e transformação. ”O personagem central da história se oprime ao lidar direta ou indiretamente com as figuras masculinas que cruzam seu caminho e não se reconhece enquanto um ser que está no meio do caminho, rejeitando o estereótipo masculino e toda a sua construção cultural de opressão e ainda sem saber caminhar rumo a uma personalidade frágil e delicada. Reconhecer isso foi determinante para algumas escolhas da encenação”, acrescenta.

A montagem não é uma adaptação de “Ulisses”, mas se apropria de seu método de criação – Joyce escreveu cada capítulo a partir de elementos referenciais buscados na “Odisseia”, de Homero. “Li a ‘Odisseia’ e fui traçando os paralelos e as diferenças do Odisseu de Homero e do Ulisses de Joyce e entendendo que eu estava criando um personagem que também atravessava uma saga. Me interessava que houvesse a ponte com o mito, mas estivesse dentro do contexto brasileiro contemporâneo, que eu vivenciava diariamente: a crise política, os protestos nas ruas, os problemas no transporte público, a violência policial e estatal, os valores tradicionais em contraposição às liberdades individuais, o preconceito sendo escancarado”, revela.

Outro elemento incorporado da “Odisseia” de Homero é a aproximação da peça com a tradição oral. “Antes de ser registrada de forma escrita, essa oralidade da ‘Odisseia’ devia possuir uma sonoridade própria. Fiquei pensando sobre isso e quis preservar essa característica. Assim, fiz uma associação com o rap e o hip hop, como se estes fossem os trovadores contemporâneos. Então, há trechos do texto que remetem ao jeito de cantar do Russo Passapusso, vocalista do Baiana System, do Criolo, de quem sou muito fã, de um artista talentosíssimo de Guarulhos, o rapper Edgar, e por aí vai”, esclarece.

O cenário é composto por um balcão que abriga fogão, forno e outros utensílios que permitem o preparo de uma massa de pão de queijo. O preparo é como um acordo de troca do alimento pela atenção do público. Mas a ação de expor os ingredientes em seu formato original e uni-los para criar um outro alimento também passa por essa ideia de transformação. As camadas se constroem aos poucos. A iluminação também caminha junto com a mudança da narrativa a cada cena, inclusive a velocidade e o ritmo do texto estão em vários momentos em sintonia com o desenho da luz. Em certos pontos, ela assume funções diretas, presentificando personagens.

O primeiro trabalho escrito, dirigido e atuado por Anderson foi “Lujin”, livremente inspirado no livro “A Defesa Lujin”, do russo Vladimir Nabokov. O espetáculo estreou em Porto Alegre em 2015, e ganhou o Prêmio Açorianos, a principal premiação gaúcha, na categoria de melhor dramaturgia.

FACE

57 minutos – O Tempo Que Dura Esta Peça

Com Anderson Moreira Sales

Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)

Duração 70 minutos

04/06 até 10/07

Terça e Quarta – 21h

$30

Classificação 12 anos

DEUS É MULHER

Elza Soares apresenta o show Deus É Mulher, dia 12 de março, terça-feira, às 21h, no Teatro Porto Seguro.

O show, homônimo ao disco, indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Brasileira, exalta a energia feminina como a provedora do atual cenário sociocultural mundial. Já no título costura a história contada pelas canções do novo álbum, que discute amplamente em suas letras uma mensagem sócio-política ainda mais explícita que no anterior trabalho da artista.

Com produção de Guilherme Kastrup, o álbum traz o samba punk eletrônico que impressiona a cada uma das 11 faixas inéditas. No repertório do show, estão as 11 faixas do disco, entre elas Banho (Tulipa Ruiz), O Que se Cala (Douglas Germano), Dentro de Cada Um (Pedro Loureiro/Luciano Mello), Deus Há de Ser (Pedro Luís) e Exu nas Escolas (Kiko Dinucci/ Edgar). E, ainda, algumas surpresas de trabalhos anteriores.

No palco do Teatro Porto Seguro, Elza estará acompanhada por Guilherme Kastrup (bateria e direção musical), Rodrigo Campos (guitarra e cavaco), Rafael Barreto (guitarra e sinth), Luque Barros (baixo e sinth), Mestre Da Lua (percussões) e Rubi nos vocais e em participação especial.

Em mergulho ainda mais profundo, o novo espetáculo é contundente ao denunciar, porém propor alternativas para mazelas sociais amplamente discutidas atualmente, tais como a desigualdade racial, a violência doméstica e familiar contra as mulheres, a liberdade sexual feminina, o genocídio contra LGBTQI, o instituto da corrupção política brasileira, o reconhecimento do lugar de fala como alternativa para grupos ou minorias vulneráveis socialmente, a intolerância religiosa e o assédio contra praticante de religiões de matriz africana, a irresponsabilidade de setores sensacionalistas da imprensa.

Além disso, o show propõe do início ao fim o renascimento e uma postura social mais transparente, sólida e clara, oferecendo também ao expectador a experiência completa de entretenimento com momentos musicais com intenção rítmica exclusivamente focada em diversão, para ampliar a proposta do discurso.

Em cenário, figurinos e desenho de luz impactantes, continuamente ao lado da vanguarda paulistana de músicos redesenhada na última década, o novo show traz de volta o Samba Punk Paulistano, a malemolência do Samba Carioca e ritmos tipicamente brasileiros como o Frevo, somado a atitude do Rock contemporâneo, porém dessa vez com a presença de timbres mais sintéticos, com as percussões protagonizando o espetáculo.

Deus É Mulher

Com Elza Soares

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 80 minutos

12/03

Terça – 21h

$140/$180

Classificação Livre

DUOSOLO

Estreia no dia 13 de março no Teatro Eva Herz, o novo texto da autora Nanna de Castro, DuoSolo, com direção de Dan Rosseto e no elenco os atores Bruna Magnes e Gustavo Haddad.

O espetáculo conta o drama de uma empresa que vive um processo profundo de crise e transformação, representados por um Narrador e um Personagem. Enquanto o Personagem quer ser livre e subverter texto e consequentemente o destino, o Narrador quer seguir rigorosamente fiel ao que foi escrito pelo autor. O personagem não suporta mais viver submetido aos limites enquanto, para o Narrador, os limites são a única garantia.

São representados vários funcionários da empresa e suas dificuldades do dia a dia em conciliar vida pessoal e profissional representados pelos cargos que ocupam como o presidente, diretor de marketing, diretor de recursos humanos, a moça do cafezinho.

DuoSolo é ancorado em um trabalho terapêutico que explora os múltiplos personagens internos que formam a nossa personalidade, com estudos da psicologia e filosofia, principalmente o hinduísmo e o budismo.

Para a montagem o diretor Dan Rosseto pretende: “provocar a reflexão através da relação entre o opressor e o oprimido, transformando o Narrador e o Personagem em um só, contrastando seus desejos e frustrações, expectativas e resistências. A densidade psicológica proposta pela autora oferece muitas camadas a serem dissecadas; e levar ao palco um texto tão cheio de nuances é um presente.

FACE (1)

DuoSolo

Com Bruna Magnes e Gustavo Haddad

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura (Avenida Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 70 minutos

13/03 até 24/04

Terça e Quarta – 21h

$40

Classificação Livre

AMOR NÃO RECOMENDADO

Realizado pelo Laboratório de Criação e Investigação da Cena Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (LCICC – UFF), o espetáculo “Amor Não Recomendado”, com direção e dramaturgia de Martha Ribeiro, faz curta temporada, de 19 a 27 de março, às terças e quartas-feiras, às 20h, no Teatro da UFF, em Niterói.

A peça parte das inquietações contidas no “Banquete” de Platão para nos questionar sobre amor e desejo nos dias de hoje. A partir de cinco hipóteses sobre o afeto, “Amor Não Recomendado” nos oferece diferentes pontos de vista sobre o amor e sua escassez, confrontando o sujeito contemporâneo com seus inconfessáveis desejos de destruição de si e do objeto amado.

O espetáculo convoca personalidades marginais, artistas conturbados e personagens clássicos, como Artaud, Nijinsky e Fedra, para compor uma paisagem ótico-sonora que nos desafia a pensar o que fazemos em nome do amor – afirma Martha.

Mais informações sobre o espetáculo no https://www.facebook.com/amornrecomendado/

FACE (3)

Amor Não Recomendado

Com Bruno Bernardini, Charlotte Cochrane, Claudia Wer, Lucas Rodrigues, Nicolle Longobardi, Raíza Cardoso, Thales Ferreira

Teatro da Universidade Federal Fluminense (Centro de Artes UFF – R. Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói – RJ)

Duração 90 minutos

19 a 27/03

Terça e Quarta – 20h

$30

Classificação 16 anos