O JOGO DA VIDA

O Teatro dos Quatro, na Gávea (RJ), vai se transformar em um grande tabuleiro. Isso porque estreia no dia 18 de setembro “O Jogo da Vida”, primeira produção da Arina Entretenimento. O musical, inspirado no famoso jogo, traz seis atores que dão vida a personagens inéditos, em colaboração coletiva com a direção e a plateia, com texto e música autoral.

Como o próprio título propõe, o musical fala sobre a vida e seus acontecimentos inesperados, o futuro sob controle do acaso. Livremente inspirado no clássico “Jogo da vida” e em outros jogos de tabuleiro, as cenas são definidas ora por integrantes da plateia, ora por um dado jogado em cena pelos próprios atores – diz Tauã Delmiro, diretor, compositor e dramaturgista do espetáculo.

Essa interação junto ao público e os atores tem uma explicação, a premissa da Arina Entretenimento é que o telespectador faça parte do espetáculo de forma mais participativa.

Queremos trazer projetos inovadores, arte e conteúdo, com produtos autorais e de qualidade para o mercado carioca – diz Kau Swaelen, uma das idealizadoras e fundadora da ARINA.

Além da direção e das composições das canções, de Tauã, conhecido por seu trabalho em “O Edredom” e no premiado “Nome do espetáculo”, a peça tem direção musical de Rafael Sant’anna (“Sweeney Todd”, “Matilda” e “60 doc. Musical”) e orientação artística de João Fonseca (“Tim Maia”, “Minha mãe é uma peça” e “Bilac vê estrelas”).

O espetáculo se propõe a fazer uma busca por uma reflexão de como a sociedade entende e percebe a felicidade e o sucesso, e a relação destes com dinheiro, casamento, filhos, etc – completa Karina Swaelen, uma das atrizes e produtora do musical.

“O Jogo da Vida” fica em cartaz de 18 de setembro até 31 de outubro no Teatro dos Quatro com sessões nas terças e quartas às 20h.

CARMENO Jogo da Vida

Com Hamilton Dias, Kau Swaelen, Saulo Segreto, Tecca Ferreira, Thainá Gallo, Luiz Filipe Carvalho

Teatro dos 4 – Shopping da Gávea (R. Marquês de São Vicente, 52 – Gávea, Rio de Janeiro)

Duração 70 minutos

18/09 até 31/10

Terça e Quarta – 20h

$60

Classificação 12 anos

REFÚGIO

Sem nenhum motivo aparente pessoas começam a ir embora, sem explicações. Parecem ter sido sequestradas ou mortas, mas nada é muito claro. Uma mulher procura entender o que está acontecendo, seu marido a acompanha nesta busca. O mundo ao redor deles caminha para uma completa desestruturação, e ela mergulha cada vez mais em uma angústia sem solução onde o suspense é cada vez mais crescente.

O clima de mistério permeia o espetáculo Refúgio, de Alexandre Dal Farra, que volta em cartaz para temporada de 12 de setembro a 3 de outubro,  no Teatro Sérgio Cardoso. As sessões acontecem às terças e quartas, às 19h30. No elenco estão Marat DecartesFabiana GugliAndre Capuano Carla Zanini e Clayton Mariano.

Na trama, nada se explica completamente. A linguagem lacunar das personagens não se deve às suas características psicológicas, mas sim a uma indefinição objetiva da própria realidade. A peça flerta com o ambiente do Cinema Noir de diretores como Alfred Hitchcock e com o Teatro do Absurdo de Samuel Beckett. “Se existiu um teatro do pós-guerra, que tentava dar conta da experiência catastrófica da guerra, aqui é como se estivéssemos olhando para a possibilidade de um conflito iminente, como um ‘teatro pré-guerra’. O texto fala de um mundo que se acabou, de um momento histórico em que a esperança de um capitalismo com face humana caiu por terra”, comenta Dal Farra.

A ideia é explorar em cena duas concepções diferentes de refúgio para discutir a desestruturação simbólica do cotidiano. “Tratamos da ambiguidade entre dois sentidos da palavra refúgio: uma opção de fuga de um lugar em que não se quer/pode ficar ou como um espaço em que se fica para fugir de uma situação. É por causa desse sentido amplo que o refúgio se dá em um ambiente aparentemente cotidiano. Não se trata de uma guerra ou algo destrutivo, mas sim de uma espécie de desagregação sutil da estrutura do próprio cotidiano”, explica o autor.

Para criar esse ambiente, a iluminação e a cenografia transmitem ao espectador uma sensação de espera em um lugar entre dois mundos. “Essa casa vai diminuindo até chegar a prensar as personagens até que eles quase não caibam ali. A música também ajuda a reproduzir essa sensação de crescente claustrofobia. Os figurinos sugerem certa violência e um ambiente belicoso de maneira sutil e algo subterrânea, que tensiona as características reais das personagens, dando sinal da tensão que sustenta a peça como um todo”, acrescenta.

CARMEN (2).png

Refúgio

Com Fabiana Gugli, Marat Descartes André Capuano, Carla Zanini e Clayton Mariano

Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Magno (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 75 minutos

12/09 até 03/10

Terça e Quarta – 19h30

$50

Classificação 14 anos

PEDINDO BIS

A cantora e atriz Simone Gutierrez interpreta grandes ícones da música pop dos anos 1970 a 2000 com o show Pedindo Bis

Ao lado dos convidados especiais Graça Cunha e Junior Karrerah, promete ao público um show de glamour, energia e emoção envoltos em cenário e figurino encantadores, com direção Edu Berton.

No roteiro, I Have Nothing (Whitney Houston), Girls Just Wanna Have Fun (Cynd Lauper), Against All Odds (Phil Collins), entre outras.

Pedindo Bis

Com Simone Gutierrez

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 85 minutos

23/10

Terça – 21h

$80/$100

Classificação 10 anos

AZUL ANIL

A cantora goiana faz o lançamento do seu nono trabalho, Azul Anil. O repertório é formado por compositores de diferentes lugares do Brasil: Bahia, Tocantins, São Paulo, Goiás, Minas Gerais.

No show, a cantora também mostra uma nova roupagem para Amei Te Ver, de Tiago Iorc, e Anjos (Pra Quem Tem Fé), do Rappa, além dos sucessos Chama, Seus olhos, Diversão e Farsa, temas de novelas da TV Globo, Record e SBT.

Azul Anil

Com Nila Branco

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 70 minutos

11/09

Terça – 21h

$40/$60

Classificação Livre

PRIMEIRO DE ABRIL

A CAT – Cooperativa Artística de Teatro – traz ao Teatro Café pequeno a peça “Primeiro de Abril“. Uma comédia leve, exemplo de Metateatro, em que os atores estão esperando o cenário e o figurino para a peça acontecer, enquanto na verdade já está acontecendo.

A CAT é uma Companhia de Teatro que monta espetáculos teatrais através do método inédito e exclusivo chamado Construção Cênica Performática. O projeto tem como base de inspiração a fusão entre o Teatro grego e contemporâneo.

Com texto da própria Cia e Mariana Marciano, montagem cumpre temporada terças e quartas, 22h30, até o dia 29 de agosto.

SINOPSE: Uma companhia de teatro espera a chegada do cenário e do figurino para apresentar uma peça que jamais acontece.

CARMEN.png

Primeiro de Abril

Com Mariana Marciano, Flávia Oliveira, Kássia de Paula, Alicia Castro, Anderson Zani, Gabriela Neves, Artur Telles, Helena Medeiros, Jéssica Marques, Rafaela Queiroz e Glauber Damasceno.

Teatro Municipal Café Pequeno (Av. Ataulfo de Paiva, 269 – Leblon, Rio de Janeiro)

Duração 60 minutos

21 até 29/08

Terça e Quarta – 22h30

$40

Classificação Livre

TEATRO BREVE DE GARCIA LORCA

“Teatro Breve de Garcia Lorca”, do dramaturgo e poeta espanhol Federico Garcia Lorca, produzido pela Cia Noir Sur Blanc, estreia temporada no dia 21 de agosto no Solar de Botafogo. A peça, dirigida por Brigitte Bentolila (“Hamlet é Negro” e “Os Negros”), francesa domiciliada no Brasil, traz em seu elenco os atores Paulo Guidelly (“Noites do Vidigal” e “Elza Soares – A Mulher do Fim do Mundo”) e Vanessa Pascale (“Anônimas”, “Medea en Promenade” e “Feira de Humor”) e fica em cartaz até 05 de setembro com sessões às terças e quartas às 20h.

O Teatro Breve de Garcia Lorca é composto por três peças: “O Passeio de Buster Keaton”; “A Donzela, o Marinheiro e o Estudante” e “Quimera” que são levadas em cena com poesia, dança e música. O espetáculo pode ser entendido e apreendido de forma quase muda. Percebido através do corpo e do gesto, feito de imagens, ruídos e sensações, escrito e desenhado no espírito de juventude que desperta um olhar sobre a vida. Sua leveza é poética e profunda, onde a palavra surge a partir da rara necessidade – diz a diretora.

Lorca foi poeta, pintor e músico. Criado por Lorca na década de 30, “La Barraca”, cuja tradução do espanhol, significa “tenda”, foi um lugar de encontro de pintores, bailarinos, comediantes, músicos, entre outros artistas que fomentavam o debate e as experimentações artísticas da época. Em Teatro Breve, ele fala desse encontro feliz de todas as artes reunidas em uma só: o Teatro.

– Eu estou muito ansioso, pois é uma responsabilidade grandiosa fazer no teatro obras de Frederico Garcia Lorca e substituir o grande ator que foi Antônio Manso. Esse espetáculo é uma homenagem a ele. Não vou ser pretensioso de dizer que tudo que eu levo em cena partiu somente da minha intuição de ator, ele é minha grande inspiração. Somos atores de geração e formação bem diferentes. O espetáculo não será eu imitando o Antônio. De fato ele é o meu ponto de partida, meu anjo da guarda – diz Paulo Guidelly sobre a importância do papel que foi vivido posteriormente por Antônio Manso.

O cinema mudo de Buster Keaton, em Nova York, o amor da Donzela para o Marinheiro; o Estudante na Espanha; o pai que deixa filhos e mulher, em casa, na Andaluzia são histórias simples e curtas, com imagens leves e alegres, tristes e profundas, amargas e doces que se provocam, se interpelam.

Vanessa Pascale soube dos testes para a peça por intermédio de uma amiga. Ela, que recentemente viveu Manu em “Malhação: Vidas Brasileiras”, estrela, ao lado de Paulo Guidelly o espetáculo.

– O processo é muito intenso e rico! Há dança, poesia, cinema e culturas variadas. Viajamos no tempo e no espaço. O Paulo é um presente, um ator habilidoso, com percepção refinada e gentil. É um trabalho de muita sensibilidade. A Brigitte, nossa diretora, é admirável, inteligentíssima, pragmática, generosa e também nos dá liberdade para criar junto – diz Vanessa Pascale sobre o processo de criação do espetáculo.

O desejo, a sexualidade e a homossexualidade afloram de forma sutil, porém violenta na obra do poeta. Lorca foi assassinado em plena guerra civil espanhola por causa das suas opções de vida e de arte. Teatro singelo e singular, diferente das obras antológicas do Teatro mais reconhecido de Lorca, como “A Casa de Bernarda Alba”, “Bodas de Sangue” ou “Yerma”. “Teatro Breve” se destaca nas Obras Completas de Lorca. Essa peça foi escrita em Nova York em plena crise mundial em 1929 e ressoa de uma forma atual, moderna e contemporânea – finaliza Brigitte.

CARMEN (1)

Teatro Breve de Garcia Lorca

Com Vanessa Pascale, Paulo Guidelly e Antonio Manso (em off)

Solar de Botafogo (Rua General Polidoro, 180 – Botafogo – Rio de Janeiro)

Duração 60 minutos

21/08 até 05/09

Terça e Quarta – 20h

$30

Classificação 14 anos

SOLO

Ed Motta chega ao Teatro Porto Seguro com o show Solo no dia 21 de agosto, terça-feira, às 21h.

O multi-instrumentista mostra a forma em que suas canções ganham vida com piano e guitarra, apenas. No repertório músicas que costumam ficar de fora de suas turnês como, Do You Have Other Love?, Parada De Lucas, Leve-me Ao Sonho, Ikarus On The Stars e os sucessos Colombina, Manoel, Fora Da Lei, Baixo Rio, Vendaval em suas versões acústicas.

Ed inclui também temas como Caso Sério de Rita Lee e Roberto De Carvalho, sem abrir mão da veia funk-soul. O artista mistura influências que vão do jazz à canção brasileira, das trilhas sonoras de Hollywood ao rock, da música clássica aos standards americanos, da bossa nova ao reggae. 

Combinando uma variedade de sons vocais, Ed Motta se atreve a dizer não ao que ele considera “a ditadura das palavras” em canções. O “Edmottês” é uma maneira brincalhona de denominar uma música cantada que não tem letra. 

Solo

Com Ed Motta

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 80 minutos

21/08

Terça – 21h

$120/$180

Classificação Livre