TERRA EM TRANSE

Considerado o mais importante e polêmico filme de Glauber RochaTerra em Transe (1967) segue para a terceira temporada paulistana, no Teatro Maria Della Costa, dando continuidade a temporada de três emanas na Funarte. 

A versão criada livremente pela Cia Bará estabelece conexão com a atualidade em uma linha condutora que pretende explorar a complexidade política, filosófica e artística do autor, priorizando imagens e musicalidades; marcas profundas e decisivas da obra de Glauber Rocha que contribuíram para a consolidação do Cinema Novo no Brasil.

Terra em Transe acompanhou mudanças, avanços e retrocessos políticos econômicos e sociais ao longo da história, sempre dialogando a necessidade das conjunturas do país às necessidades de rupturas e ao significado do ‘poder’, alimentado pelas vozes de suas respectivas multidões. Nessa peça vamos viver as inconstantes formas de poder político em torno de uma terra chamada El Dourado — sufocada pelo obscurantismo e pelo conservadorismo, buscando a possibilidade de fôlego através de um governo popular em tempos de ares não muito promissores”, diz Diego Gonzalez, diretor e responsável pela dramaturgia da peça.

Para transpor o filme para o teatro, corporificando-o e ritualizando-o, imergimos num trabalho de pesquisa que durou um ano, no qual procuramos evidenciar a importância de ‘Terra em Transe’ ao contribuir para a formação ideológica de toda uma geração nas décadas de 1960 e 1970. Uma compreensão mais ampla e clara dos conflitos que permeiam a história do Brasil e da América Latina”, completa Gonzales. 

A peça estreou na Sede Luz do Faroeste e permaneceu em cartaz entre agosto e setembro, de 2015.

image001                                                                                       

Sinopse                 

Em um país fictício dos trópicos, o poeta Paulo Martins, artista revolucionário com ideais anarquistas, luta por melhorias para o seu povo. O poeta vive a tragédia da decisão quando se percebe imerso na disputa de poderes entre o político populista Felipe Vieira e o seu antigo amigo, o senador fascista Don Porfírio Diaz, que com o apoio de empresas estrangeiras pretende aplicar um golpe de estado e submeter à nação a uma ditadura moralista.

O poeta precisa decidir entre manter a fidelidade àquele que foi seu amigo ou conspirar para derrubá-lo. Dividido entre seus deveres e compromissos e o amor que sente por Sara, professora idealista e ativista, ele deverá fazer escolhas que podem decidir o futuro de El Dourado frente às forças que disputam pelo poder.

Terra em Transe
Com Alcides Peixe, Aluado Ramoony, Irun Gandolfo, Flavio KaGe,
Wagner Tibério, Ruan Azevedo e Sophia Aloha
Teatro Maria Della Costa (Rua Paim, 72 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 100 minutos
01/04 até 04/06
Sexta – 21h; Sábado – 19h
Recomendação 16 anos
$10
 
Texto: Glauber Rocha
Direção e Dramaturgia: Diego Gonzalez
Cenário e Figurino: Cia. BARÁ
Iluminação: Ana Lúcia Ventura
Sonoplastia: Diego Gonzalez
Criação Sonora: Júlio Battesti
Fotografia e Filmagem:Zé Naklem
Vídeos: Camila Gomes
Assessoria de Imprensa: Ofício das Letras

 

“Terra em Transe”

Um dos filmes clássicos do diretor Glauber Rocha – “Terra em Transe” (1967) foi levado aos palcos pelas mãos da Cia. Bará. A ideia do grupo é montar a Trilogia da Terra, de Glauber. Na sequência, devem vir as montagens adaptadas de “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964) e “A Idade da Terra” (1980).

site

“Terra em Transe” fala de um país fictício dos trópicos, onde o poeta Paulo Martins, artista revolucionário com ideais anarquistas, luta por melhorias para o seu povo. O poeta vive a tragédia da decisão quando se percebe imerso na disputa de poderes entre o político populista Felipe Vieira e o seu antigo amigo, o senador fascista Don Porfírio Diaz, que com o apoio de empresas estrangeiras pretende aplicar um golpe de estado e submeter à nação a uma ditadura moralista.
O poeta precisa decidir entre manter a fidelidade àquele que foi seu amigo ou conspirar para derrubá-lo. Dividido entre seus deveres e compromissos e o amor que sente por Sara, professora idealista e ativista, ele deverá fazer escolhas que podem decidir o futuro de El Dourado frente às forças que disputam pelo poder.
O diretor Diego Gonzalez, em uma entrevista ao site Globo Teatro, fala sobre a adaptação do texto para os palcos – “Para transpor essa história para o teatro, imergimos num trabalho de pesquisa que durou um ano, no qual procuramos evidenciar a importância do filme ao contribuir para a formação ideológica de toda uma geração nas décadas de 1960 e 1970”.

11923204_702036933230016_572388806708552805_n

Como cenografia, tem-se no palco somente uma escada, sobre a qual ficam os poderosos, e são projetadas cena do filme original misturadas com imagens recentes das manifestações que aconteceram recentemente no país.
Para amarrar as cenas, a Cia. Bará “…utiliza música, dança e alguns trabalhos de performance para explicar algumas coisas e amarrar as cenas”, explica Gonzalez.

‪#‎TerraEmTranse‬ ‪#‎Teatro‬ ‪#‎TeatroMusical‬ ‪#‎VáAoTeatro‬ ‪#‎CiaBará‬‪#‎OpiniãoDePeso‬ ‪#‎GlauberRocha‬ ‪#‎diegogonzalez‬

11825905_694801693953540_7903286608809114144_n

“Terra em Transe”
Com Cia. Bará – Alcides Peixe, Aluado Ramoony, Irun Gandolfo,
Flavio KaGe, Felipe Tchaça, Ruan Azevedo e Sophia Aloha
Teatro Sede Luz do Faroeste (Rua do Triunfo, 301 – Santa Efigênia, São Paulo)
Duração 140 minutos
04/08 até 29/09
Terça – 20h
Entrada – Contribuição Voluntária