FESTIVAL UneVersos

Duas atrizes maravilhosas – Amanda Doring e Gabi Porto – juntaram forças  para criar o Festival UneVersos, primeiro festival beneficente de música brasileira exclusivamente LGBTQIA+.

O evento vem pra somar na visibilidade e conscientização sobre os jovens da comunidade em situação vulnerável.

Os convidados são artistas – Renan Cavolik, Letrux Redux, Mulamba, Triz, Johnny Hooker, Bruno Gadiol, entre outros –  que têm uma voz ativa na comunidade, e que juntos unirão seus versos e discursos para celebrar uma noite de muito amor e representatividade.

O Theatro NET receberá o público e os artistas do festival. No dia 26, acontece a edição carioca, e no dia seguinte, a paulista.

Toda verba arrecadada com a venda dos ingressos será revertida em doação para as ONGs Casinha (RJ) & Casa1 (SP) – casas de cultura, educação e acolhida de indivíduos LGBTQIA+.

Toda forma de amor vale a pena! Música para todes! Siga o instagram do UneVersos.

FACE (1)

Festival UneVersos

Classificação 16 anos

$60

26/11 – Theatro NET Rio (Rua Siqueira Campos, 143 – Copacabana, Rio de Janeiro)

Terça – 21h

27/11 – Theatro NET SP (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)

Quarta – 21h

COLE PORTER – ELE NUNCA DISSE QUE ME AMAVA

O musical Cole Porter – Ele Nunca Disse Que me Amava estreou em 2000 para uma curta temporada, e se tornou um marco na carreira da dupla Charles Möeller & Claudio Botelho. O espetáculo teve dez meses de lotação esgotada no Café Teatro de Arena (RJ), e permaneceu por quatro anos em cartaz, entre diversas temporadas no Rio, São Paulo e Portugal.

Agora em 2019, quase 20 anos depois, a dupla Möeller & Botelho, atendendo a muitos pedidos, remonta o musical com algumas modificações.  Cole Porter – Ele Nunca Disse Que me Amava estreia dia 15 de março no Theatro Net Rio. A temporada vai até 28 de abril, com sessões às sextas às 20h, sábados às 21h e domingos, às 17h.

No elenco da atual montagem estarão três atrizes que participaram do espetáculo original: Alessandra VerneyGottsha Stella Maria Rodrigues. Elas dividirão a cena com as atrizes Malu RodriguesAnalu Pimenta e Bel Lima.

Estamos 20 anos mais maduros como artistas e temos hoje mais conhecimento da obra de Cole Porter. Por isso, apesar de ser uma remontagem, será um novo espetáculo, com a inserção de canções e texto. É uma nova visão, mas manterá o nosso mesmo amor por Cole Porter“, revela Claudio Botelho.

Revisitei o texto, afinal eu tinha 32 anos na época“, comenta Charles Möeller. “Hoje, passados 20 anos, tudo mudou. A discografia de Cole Porter está inteiramente disponível na Internet, o que não existia naquela época. Além disso temos hoje disponíveis imagens raras de Porter, um universo de documentários, entrevistas inteiras, ou seja, muito mais material do que tínhamos há 20 anos“, diz o diretor ressaltando que manterá a estrutura do espetáculo, com as mesmas personagens, mas com essa riqueza de dados que a Internet possibilitou.

No espetáculo, são interpretadas mais de 30 canções que pontuam sua trajetória. Não há uma preocupação cronológica na apresentação dessas canções, elas estão entrelaçadas a partir do contexto da ação teatral.  Além de sucessos, indispensáveis aos fãs do artista, como Night and DaySo in LoveI Get a Kick out of YouEverytime We Say GoodbyeI´ve Got You Under My Skin,Love for Sale Let´s Do It, o público conhecerá algumas composições não tão famosas, praticamente inéditas no território nacional.

O ESPETÁCULO

Cole Porter – Ele Nunca Disse Que Me Amava é um espetáculo original da dupla Möeller & Botelho sobre a vida e obra de um dos maiores artistas de todos os tempos: o compositor norte-americano Cole Porter (1891-1964).

A ideia de montar um espetáculo baseado na vida de Cole Porter nasceu depois que Charles Möeller e Claudio Botelho assistiram a uma montagem de Kiss me Kate na Broadway. “Saímos extasiados. Era a primeira vez que víamos um Cole Porter na Broadway. A primeira vez que o encontrávamos no seu veículo original, o teatro. E isto nos incendiou de tal forma que, no restaurante, minutos depois do espetáculo, já falávamos do ‘nosso’ Cole Porter, aquele que ‘tínhamos’ que fazer no Brasil o mais urgente possível “, disse Charles Möeller.

A montagem brasileira foi considerada o primeiro divisor de águas na carreira da dupla. E foi o momento perfeito para Claudio ter a ideia de criar a chancela: Um espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho.

SINOPSE

O musical de Charles Möeller & Claudio Botelho, apresenta a vida e obra do compositor americano Cole Porter (1891-1964) pela ótica feminina. Seis atrizes, representado mulheres importantes na vida do artista, narram sua história e revelam a personalidade dúbia e contraditória, bem como o fascínio e o repúdio que Porter causava.

O espetáculo é uma celebração do talento e da genialidade de um dos maiores compositores do mundo. Repleto de picardia, bem típica da personalidade de Cole, a comédia musical extrai este fino humor da extravagância, dos bons e dos maus costumes dos chamados “anos loucos”.

A história é contada sob o ponto de vista das mulheres que o acompanharam e marcaram sua vida. São elas: Linda Porter, esposa de Cole, com quem foi casado muitos anos; Kate Porter, a mãe de Cole, rica e obsessiva para tornar o filho um astro; Elsa Maxwell, uma famosa colunista de fofocas e amiga indispensável de Cole Porter, que deu visibilidade ao compositor dentro da elite; Ethel Merman, a primeira grande diva da Broadway e preferida de Cole; Bessie Marbury, a agente do compositor; e por fim, Angélica, personagem fictícia.

FACE (1)

Cole Porter – Ele Nunca Me Disse Que Me Amava

Com Alessandra Verney, Analu Pimenta, Bel Lima, Gottsha, Malu Rodrigues e Stella Maria Rodrigues

Theatro Net Rio (Rua Siqueira Campos 143, Copacabana – Rio de Janeiro)

Duração 100 minutos

15/03 até 28/04

Sexta – 20h, Sábado – 21h, Domingo – 17h

$50/$180

Classificação 12 anos

 

70? DÉCADA DO DIVINO MARAVILHOSO – DOC. MUSICAL

Depois do sucesso arrebatador de ‘60! Década de Arromba – Doc.Musical’, que apresentou Wanderléa à frente do elenco e foi assistido por mais de 100 mil espectadores em todo Brasil, estreia no dia 15, no Theatro Net Rio, o aguardado espetáculo ‘70? Década do Divino Maravilhoso – Doc. Musical’, mais uma produção que faz parte da tetralogia do idealizador, produtor e diretor geral Frederico Reder e do roteirista, dramaturgo e pesquisador Marcos Nauer.  Desta vez, a dupla leva para o palco momentos marcantes dos anos 1970 em diversas esferas: acontecimentos da política, moda, comportamento, esportes e artes em geral são embalados por mais de

250 sucessos das músicas brasileira e internacional, divididos em duas partes, como num disco de vinil, em lado A (1970-1976) e lado B (1977-1979). De forma cronológica, depoimentos, fotografias e vídeos vão desfilar no grande telão que tomará conta do centro do palco nesta superprodução, apresentada pelo Circuito Cultural Bradesco Seguros, que conta com 24 jovens talentos, uma orquestra de dez músicos, 20 cenários, 300 figurinos, toneladas de luz e som, e mais de 100 profissionais dedicados a criar o espetáculo.

As Frenéticas Dhu Moraes, Leiloca Neves e Sandra Pêra são as três cerejas do musical, no bloco dedicado à febre das discotecas, fenômeno que estourou nas pistas de todo o mundo há exatos 40 anos, inclusive no Brasil, por meio da novela ‘Dancin’ Days’, de Gilberto Braga. “Símbolos de uma época”, como define Nelson Motta, as Frenéticas, que foram descobertas pelo jornalista e produtor musical em 1976, estouraram em todo o Brasil com a música “Perigosa”, de autoria dele em parceria com Rita Lee e Roberto de Carvalho.

O grupo de seis amigas (Leiloca, Sandra Pêra, Lidoca, Edyr, Dhu Moraes e Regina Chaves), que se reuniram na boate Frenetic Dancing Days, como garçonetes, logo largaram as bandejas e se transformaram em um dos maiores fenômenos da música brasileira. Estamparam a capa das principais revistas, lançaram clássicos instantâneos como o tema da novela homônima e ditaram moda. Elas abriram as asas, soltaram as feras e transgrediram em um Brasil que onde se confrontavam censura, liberdade de expressão, feminismo e empoderamento. Esses temas continuam atuais e são abordados na montagem, que segue o bem-sucedido gênero criado por Reder e Nauer em ‘60! Década de Arromba’, o Doc.Musical.  “Reunimos teatro, documentário e música. Este formato me permitiu unir tudo isso e ainda propor um novo olhar para a forma de se fazer um espetáculo musical”, vibra o diretor. “O doc.musical não apresenta a biografia de nenhum artista, porque o olhar está no coletivo, no grupo, numa época, portanto, é de fato, a música a grande protagonista”, explica Nauer.

O título do musical traz uma interrogação porque propõe questionamentos sobre as dualidades do período. “Uma década de incertezas”, como conceitua Cid Moreira em uma das retrospectivas apresentadas em projeção dentro do espetáculo.  Em toda a América Latina, a ditadura apertava o cerco, a censura era cada vez mais intensa, a liberdade, cerceada. E a arte surgiu exatamente como uma possibilidade de redenção. “Os anos 70 mostraram vários caminhos possíveis por meio da arte, da música e da dança. E em todos eles era preciso ser forte para sonhar com um mundo novo e melhor”, pondera Nauer. “Foram anos de muita luta e força. Há canções que captam essa aura, mas há também muitas outras de muita beleza e aquela explosão de alegria com o surgimento da disco music”, acrescenta Reder.

Na grande timeline do musical, outros movimentos, como o tropicalismo, o glam rock, o punk e o reggae serão revisitados com suas mais emblemáticas canções. De Novos Baianos (“A Menina Dança”) a David Bowie (“Starman”), Raul Seixas (“Há Dez Mil Anos Atrás”) a Led Zeppelin (“Stairway to Heaven”), Mutantes (“Top Top”) a Queen (“Bohemian Rapsody”), Caetano Veloso (“Sampa”) a Donna Summer (“Last Dance”), e Bob Marley (“No Woman, No Cry”) a Sex Pistols (“Anarchy in the UK”), os números não vão apresentar atores personificando os ícones da época. Os sentimentos que essas músicas emanam é que vão ditar as ações e coreografias assinadas por Victor Maia, que também cuida da direção de movimento. “70? Década do Divino Maravilhoso – Doc.Musical”, que chega agora ao palco do Theatro Net Rio, não se furta de narrar esse momentos polêmicos, mas é, sobretudo, uma ode à superação, à beleza, à alegria, à capacidade criativa de um povo que jamais se deixa abater. “É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte”, como diz a emblemática canção-título de Caetano e Gil. Podemos e merecemos ser felizes.

Além de Frederico Reder e Marcos Nauer, o espetáculo ainda traz outros nomes de peso, como o do figurinista Bruno Perlatto, o iluminador Césio Lima, o diretor musical Jules Vandystadt, a cenógrafa Natália Lana e diretora de produção Maria Siman. Uma ficha técnica que promete mais décadas brilhantes, rumo aos 80, 90 e quem sabe muito mais.

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70? Década do Divino Maravilhoso – Doc. Musical

Com Amanda Döring, Amaury Soares, Aquiles Nascimento, Barbara Ferr, Bruno Boer, Camila Braunna, Debora Pinheiro, Diego Martins, Erika Affonso, Fernanda Biancamano, Larissa Landim, Laura Braga, Leandro Massaferri, Leilane Teles, Leo Araujo, Nando Motta, Pedro Navarro, Pedro Roldan, Rany Hilston, Rodrigo Morura, Rodrigo Naice, Rodrigo Serphan, Rosana Chayin, Tauã Delmiro

Participação especial das Frenéticas: Dhu Moares, Leiloca Neves e Sandra Pêra

Duração 150 minutos

Classificação 14 anos

Theatro Net Rio – Sala Tereza Rachel (Rua Siqueira Campos, 143 – Copacabana, Rio de Janeiro)

15/11 até 16/12

Quinta e Sexta – 20h30, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 18h

$45/$220

Theatro Net SP – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Itaim Bibi, São Paulo)

14/03 até 02/06/19

Quinta e Sexta – 20h30, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 17h

$45/$220

TULIPA RUIZ LANÇA ÁLBUM “TU” NO THEATRO NET RIO (Rio de Janeiro)

Em formato intimista, cantora e compositora paulista reúne canções inéditas e releituras de seu repertório e conta com produção do irmão e parceiro Gustavo Ruiz e de Stéphane San Juan; Gravado em Nova York, TU tem lançamento 100% em formato digital pela ONErpm e aposta em mercado internacional. Tulipa Ruiz sobe ao palco do Theatro Net Rio no próximo dia 21 de novembro, às 21h.

por Tulipa Ruiz

TU, com letra maiúscula. Em capslock para acentuar a grafia da palavra e assim mergulhar em seu significado. TU sou eu e é você. TU é a gente. Tu também é dois. Two. Eu e Gustavo, meu irmão e parceiro musical. Tu é para. É oferenda. A ideia do disco nasceu a partir de uma gira que fizemos voz e violão, formato que eu gosto de chamar de “nude”, porque é como se as músicas estivessem peladas. Tocar as músicas desse jeito nos aproximou da espinha dorsal de cada canção. E fiquei com vontade de gravá-las assim: um violão, uma voz e algumas poucas percussões.

Este é o conceito do disco. Sobretudo em um momento onde a tecnologia nos dispersa e a overdose de informação nos sobrecarrega, quis fazer um disco mais íntimo, mais próximo, mais cru. Em tempos de relações rasas, esse é um disco que me aproxima do ritual da fogueira. Do olho no olho. Dos meus amigos. Os antigos e os novos. Os da floresta e os da cidade. Tu sou eu, Gustavo e Stéphane San Juan. Gustavo no violão e na inventação das músicas junto comigo. Stephane nas percussões. Os dois na produção do disco. Scotty Hard foi o engenheiro de som.

A primeira intuição que tivemos para TU é que seria um disco de releituras, mas durante o processo músicas novas apareceram. Cinco novas e quatro releituras. Ao todo são nove e eu gostei desse número porque o 9 contém a experiência de todos os números anteriores. Tem a ver com o conceito do disco: incorporar em sua atmosfera e existência a experiência dos discos anteriores.

Das regravações, vieram a minha “Pedrinho” e “Desinibida”, parceria com o músico português Tomás Cunha Ferreira, da banda Os Quais. Elas entraram para o disco porque trazem personagens livres e gente livre merece destaque. São praticamente a mesma pessoa. “Algo Maior” (minha, do Gustavo e do meu pai Luiz Chagas) e “Dois Cafés” (minha e do Gustavo) foram relidas porque que precisavam ser ditas de novo. Foram tocadas poucas vezes nos shows com banda e verbalizá-las me fortalece.

Das novas, fiz “Pólen”. “Game” e “Tu” são parcerias com Gustavo. “Terrorista del Amor” é a minha segunda experiência em uma composição coletiva (a primeira foi em Víbora). É uma parceria com Ava Rocha, Paola Alfamor, Gustavo Ruiz e Saulo Duarte.  “Pedra”, que fecha o disco, é uma música feita pelo meu pai, Luiz Chagas, no ano em que nasci e que nunca tinha sido gravada. Tenho dois convidados muito especiais no disco. Mauro Refosco, em “Algo Maior” e Adan Jodorowsky em “Terrorista del Amor”.

Gravamos as músicas no estúdio do Scotty, no Brooklyn, em duas semanas. Incrível o jeito que ele capta e o som. O violão do Gustavo ficou especial. Impressionante a sintonia que se deu entre a gente e a contribuição de cada um. Gustavo na arregimentação de tudo e na percepção da minha musicalidade. Stepháne, com seu olhar estrangeiro de francês radicado no Rio e no Mali, levou nossas músicas para novos lugares e, além de um ar cosmopolita, trouxe ancestralidade para a nossa fogueira.

Este é o nosso primeiro projeto 100% digital. E escolhemos como parceiros a ONErpm, que nos acolheu de braços abertos no Brasil e em Nova York colocando toda sua estrutura à nossa disposição. As parcerias foram fundamentais para que TU se materializasse.

Esse disco também é resultado de nossas andanças. Nos dois últimos anos tocamos muito pela América Latina, sobretudo México, e TU também vem da vontade de dialogar mais com que está ao nosso redor e parece distante pela barreira da língua.

Esse disco me aproxima de todos os meus cordões umbilicais.

 

 

Tulipa Ruiz lança Álbum Tu
Com Tulipa Ruiz
Theatro Net Rio – Sala Tereza Rachel (Rua Siqueira Campos, 143 – Copacabana, Rio de Janeiro)
Duração 75 minutos
21/11
Terça – 21h
$80/$100
Classificação 12 anos

HAMLET OU MORTE

De uma maneira irreverente, o grupo Os Trágicos se apropria do universo shakesperiano utilizando-se de recursos da época, como homens fazendo todos os papéis (inclusive os femininos), um palco Elisabetano (representando, em menor escala, o The Globe Theatre – teatro onde Shakespeare apresentava as suas peças) e toda beleza e poesia dos seus textos.

Em maio de 2014 o jovem grupo carioca Os Trágicos, formado por atores que se encontraram na faculdade da CAL, reuniu-se para ensaiar um esquete inspirado no texto adaptado “Hamlet em 15 Minutos“, do notável autor inglês Tom Stoppard. O trabalho foi inscrito no 4º FESTU-Rio com o título de “Hamlet em 10 Minutos”, por conta do tempo máximo permitido para as apresentações do festival. A participação proporcionou aos integrantes quatro premiações (esquete, figurino, cenário e ator). O esquete condensava a tragédia shakespeariana transformando a saga do príncipe dinamarquês em uma peripécia cênica de apenas 10 minutos, em que as cenas chaves da peça e os ditos mais famosos eram apresentados de forma a imprimir à encenação um caráter de velocidade, esta protagonista do nosso jogo.

O espetáculo “Hamlet ou Morte” é um mergulho na obra shakespeariana com o intuito de desenvolver o trabalho criado para o FESTU. A adaptação dramatúrgica se debruçou sobre outras peças shakespearianas – Medida por medida, Conto de Inverno Noite de reis, Como Gostares, Os dois cavalheiros de Verona e As alegres mulheres de Windsor – aperfeiçoando a dramaturgia já existente no esquete e explorando o histrionismo e a linguagem corporal da comédia.

Desta forma, foi possível construir uma encenação apostando na comicidade do autor elisabetano sem abrir mão de sua natureza poética que estabelece uma ligação entre o privado e o público, o íntimo e o popular, o secreto e o aberto, o cotidiano e o mágico. Como diz o encenador Peter Brook, um texto de Shakespeare traz para a cena indivíduos (personagens) que oferecem suas verdades mais íntimas para indivíduos (público) que povoam a plateia, para que juntos possam compartilhar uma experiência coletiva.

 

 

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Hamlet ou Morte
Com Diogo Fujimura, Gabriel Canella, Mathias Wunder, Pedro Sarmento e Yuri Ribeiro
Theatro NET Rio – Sala Paulo Pontes – Shopping Cidade Copacabana (Rua Siqueira Campos, 143 – Sobreloja – Copacabana, Rio de Janeiro)
Duração 85 minutos
01 a 19/09
Sexta e Sábado – 19h, Domingo – 20h, Segunda – 16h e 19h, Terça – 11h e 14h
$40
Classificação 12 anos

ZECA PAGODINHO – UMA HISTÓRIA DE AMOR AO SAMBA

Gustavo Gasparani, diretor do musical “Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba“, musical sobre a vida do compositor, encontrou o ator que viverá o homenageado.

Um ator não. Dois! E um deles, será o próprio diretor.

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Gustavo Gasparani e Peter Brandão

Peter Brandão e Gasparani interpretarão Jessé Gomes da Silva Filho (nome de  batismo do sambista) no musical que estreia neste próximo mês, em Copacabana.

Além de ver a trajetória profissional do compositor mais famoso de Xerém (distrito do Rio de Janeiro), o público também verá no palco Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Dudu Nobre e Almir Guineto, entre outros sambistas conhecidos.

Agora é só aguardar e “deixa a vida me levar, vida leva eu…

 

Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba
Com Gustavo Gasparani, Peter Brandão e grande elenco
Theatro Net Rio (Rua Siqueira Campos, 143 – Copacabana, Rio de Janeiro)
Duração 135 minutos
22/09 até 29/10
(ensaio aberto 21/09)
Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 17h30 e 21h, Domingo – 20h
$50/$150

50 ANOS DE MPB – A ERA DOS FESTIVAIS

O show “50 anos de MPB – a Era dos Festivais” celebra o repertório que marcou a geração dos anos 1960, quando o país revelou talentos como Elis Regina, Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Edu Lobo e vários outros.

Com direção musical do compositor carioca Edu Krieger, a mostra leva ao palco Soraya Ravenle, a primeira-dama dos musicais brasileiros, revivendo o áureo nascimento da MPB, em músicas que mantêm sua força no imaginário brasileiro, e oferecem uma resposta de paz e diálogo aos tempos atuais.

O show, marcado para o dia 23 de novembro, às 21h, no Theatro Net Rio,  revelará a atualidade das canções nascidas há cinco décadas e a importância da preservação desse legado, que se tornou referência matriz para toda a produção da MPB desde então.

No roteiro, destacam-se sucessos como “Arrastão” (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), “A banda” (Chico Buarque), “Disparada” (Geraldo Vandré e Theo de Barros), “Ponteio” (Edu Lobo e Capinam), “Alegria, alegria” (Caetano Veloso), “Pra não dizer que não falei de flores” (Geraldo Vandré) e “Fio maravilha” (Jorge Ben Jor), entre vários outros. A pesquisa de repertório levou em conta os principais festivais de música realizados nos anos 1960, exibidos pelas TVs Excelsior, Record, Rio e Globo. Destaque para o Festival da Música Popular Brasileira e Festival Internacional da Canção.

Os arranjos são assinados por Marcelo Caldi, um dos mais reconhecidos da nova geração brasileira. Soraya Ravenle, por sua vez, se vale não somente do talento vocal, mas também da maestria cênica para “passear” pelas intérpretes da MPB dos anos 1960, como Elis Regina, Gal Costa e Maria Alcina.

O show “50 anos de MPB – a Era dos Festivais” revela como as letras e melodias desse repertório calam fundo na alma das pessoas, pois são constituintes de nossa identidade cultural. Ao provocar emoção, também evocam diálogo – um diálogo de gerações, pois os artistas presentes no palco são filhos diretos da geração dos anos 1960.

Apesar da diversidade temática das canções, é possível notar um traço comum entre os versos, os quais alude a uma espécie de devir-Brasil, um sentimento tácito de otimismo e luta por um país e uma sociedade mais democrática e igualitária. Em seu nascedouro, a MPB embalou um sonho modernista, de unir o Brasil através de sua cultura, num franco diálogo antropofágico. O caráter político, de protesto e conscientização, também é marca do cancioneiro. Destaca-se ainda a excelência musical dos artistas do espetáculo e o envolvimento afetivo com o universo temático, além das intervenções teatrais, buscando aproximar os vários campos da arte.

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50 anos de MPB – a era dos festivais
Com Soraya Ravenle
Theatro Net Rio – Sala Tereza Rachel (Rua Siqueira Campos, 143 – Copacabana, Rio de Janeiro).
Duração 60 minutos
23/11
Quarta – 21h
$40/$100
Classificação: 12 anos.