BEM SERTANEJO, O MUSICAL

A montagem conta a história da música sertaneja, desde a sua origem caipira, na década de 1920, até os dias mais recentes e traz no repertório cerca de 56 sucessos de nomes consagrados, como Tonico e Tinoco, Sérgio Reis, Almir Sater, Renato Teixeira, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano, Gustavo Lima, entre outros. 

Do “Fantástico” para os Palcos

Com o mesmo nome do quadro, que foi um sucesso no programa “Fantástico”, exibido pela Rede Globo de Televisão, o protagonista do musical no teatro será o mesmo apresentador da série que é um sucesso e voltará a ser exibida, em breve, no programa.  Michel Teló fará a sua estreia como ator.

Esse é outro mundo para mim. É muito novo ter texto para decorar, ter que interpretar um personagem, aprender as marcações diferentes, estar em cima do palco para um musical é diferente. Mas tem sido um desafio muito bacana”, afirma Michel.

O elenco trará ainda nomes de destaque no cenário do teatro musical brasileiro, como Lilian Menezes, que recentemente chamou a atenção ao protagonizar o sucesso “Elis, A Musical”, Sergio Dalcin, cantor sertanejo e ator, com experiência em musicais, e o premiadíssimo elenco de “Samba Futebol Clube” e “Aquele Abraço” que trabalha com o autor e diretor Gustavo Gasparani há cinco anos. São eles: Alan Rocha, Cristiano Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima e Rodrigo Lima.

Ao escrever Bem Sertanejo – O Musical, voltei à minha infância na fazenda quando queria ser veterinário. A peça conta a trajetória e a formação da música caipira e da cultura interiorana do nosso país de forma poética e não cronológica.  Proponho uma viagem pelos nossos interiores – memórias, infância, descobertas – resgatando, assim, o sertão que há em cada um de nós, e ao mesmo tempo, um contato direto com as nossas raízes culturais. Um sertão mítico, onde o erudito se encontra com a alma popular para criar a identidade de um povo. Um encontro livre de preconceitos e longe da palavra progresso. Onde Tarsila, Mário de Andrade e   Villa-Lobos se encontram com Tonico e Tinoco, Mazzaropi, Jararaca e Ratinho e tantos outros”, explica Gustavo Gasparani.

A turnê percorrerá as seguintes cidades brasileiras: São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Ribeirão Preto.

O Universo Sertanejo

Para criar toda a estrutura do musical, o pesquisador André Piunti e Gustavo Gasparani utilizaram vários livros e ouviram muitas músicas, num trabalho minucioso que já dura cerca de dois anos. Marcelo Olinto, figurinista, explica um pouco de onde buscou a inspiração para criar a vestimenta dos atores em cena: “De pesquisa histórica (onde se destaca o livro de Rosa Nepomuceno “Música Caipira – da roça ao rodeio”) aos ensaios de moda. Destaco as telas pintadas por artistas brasileiros, retratando a vida no interior do país e de seus personagens. Vale ressaltar a importância do trabalho de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e, principalmente, Almeida Junior no conceito deste trabalho. Também contribuíram me inspirando os estilistas Gianni Versace e Roberto Cavalli, além da Maison Lesage e seus bordados espetaculares”.

O público que vai assistir ao espetáculo precisa se atentar que não se trata de um show de música sertaneja. É linguagem teatral”, ressalta Aniela Jordan, da Aventura Entretenimento. No Rio de Janeiro, uma ousadia: “Tivemos a ideia de fazer a apresentação no Theatro Municipal, exatamente para levar o público que gosta de sertanejo para esse espaço nobre na cultura da cidade, que está sempre aliado ao clássico”, afirma Aniela que acredita ainda que vai conseguir com o musical atingir ao público que frequenta os teatros, mas desconhece a música sertaneja.

Gringo Cardia, cenógrafo premiado, vai voltar às origens. Tem em seu currículo inúmeros shows sertanejos, realizados no começo de sua carreira. “Eu sempre fui mais da área pop, e conheci o sertanejo de fato há 15 anos. O barato dessa peça, é que vamos poder contar a história do sertanejo raiz. Para isso, eu pensei de imediato na Tarsila do Amaral, que sempre valorizou a cultura do interior do Brasil de uma maneira muito plástica, colorida e moderna.

A história

O primeiro ato é completamente rural, lírico, interiorano, entremeado por poemas de Cora Coralina, Manoel de Barros e inspirado no universo de Guimarães Rosa. Flerta, ainda, com o movimento modernista, que ajudou na construção da nossa identidade brasileira, através dos versos de Mário de Andrade, Manuel Bandeira, da música de Villa-Lobos e da obra de Tarsila do Amaral, que inspirou a cenografia da peça. Monteiro Lobato, Catulo da Paixão Cearense, Chiquinha Gonzaga, Mazzaropi, Jararaca e Ratinho, Alvarenga e Ranchinho, também fazem parte desse nosso sertão. Toda a cena se passa no meio do mato, com jeito e perfume do mesmo. Um sertão mítico, onde o erudito se encontra com a alma popular para criar a identidade de um povo. Um encontro livre de preconceito e longe da palavra progresso.

No segundo ato, o foco será a trajetória dos artistas caipiras, tais como: Angelino de Oliveira, Raul Torres, João Pacífico, Tonico e Tinoco, Tião Carreiro, entre outros. Das primeiras apresentações pelo interior até chegar à cidade grande.  De como aquele sertão mítico, isolado do resto do país, vai ficando cada vez mais para trás e os efeitos da sua transformação devido ao progresso e a globalização. O grupo de atores, agora, representa o típico caipira – com o seu chapéu de palha e camisa xadrez – e vai se modificando através do circo/teatro, da rádio e da TV até chegar ao universo pop/multimídia da música sertaneja atual. É nesse contexto que discutimos a rivalidade que há entre o sertanejo pop e o caipira raiz. Mas será que ela existe mesmo? E assim, a tradicional viola caipira das rotas de tropeiros sai do interior do Brasil, se transforma, dialoga com o contemporâneo e vai conquistar o mundo.

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Bem Sertanejo, o Musical
Com Michel Teló, Lilian Menezes, Alan Rocha, Cris Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima, Rodrigo Lima e Sergio Dalcin
Músicos: Sanfona / Gaita / Regente – Marcelo Costa Lima, Teclado 1 – Roberto Bahal, Teclado 2 – Daniel Pereira dos Santos, Bateria – Wesley Abdo, Percussão – Tiago Ferreira, Baixo – Sergio Henrique Soares Lima, Violão / Guitarra – Jonathas Xavier da Silva, Viola – Marcelo Mello do Nascimento
Tom Brasil (R. Bragança Paulista, 1281 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 200 minutos
21 a 23/04
Sexta e Sábado – 22h; Domingo – 20h
$50/$160
Classificação Livre
 
Porto Alegre – RS – 28 a 30 de abril (SESI) – 21h (28 e 29/04) e às 20h (30/04);
Curitiba – PR – 05 a 07 de maio (Guaíra) – 21h (05 e 06/05) e às 19h(07/05)
Rio de Janeiro – RJ – 10 a 12 de maio (Teatro Municipal) – 20h30m;
Brasília – DF – 19 a 21 de maio (CICB) – 21h (19 e 20/05) e 20h (21/05);
Belo Horizonte – MG – 27 a 28 de maio (Minas Centro) –22h (27/05), 16h e 20h (28/05);
Ribeirão Preto – SP – 02 a 04 de junho (Centro de Eventos) – 21h (02 e 03/06) e 19h (04/06)
 
Texto – Gustavo Gasparani
Direção Geral– Gustavo Gasparani
Direção Musical e arranjos – Marcelo Alonso Neves
Arranjos e Preparação vocal – Mauricio Detoni
Roteiro Musical – Gustavo Gasparani 
Coreografia – Renato Vieira
Cenografia – Gringo Cardia
Figurino – Marcelo Olinto 
Visagismo – Marcio Mello
Pesquisa – André Piunti e Gustavo Gasparani
 

BEM SERTANEJO, O MUSICAL

Michel Teló poderá ser visto nos palcos a partir de 21 de abril. Até então, nenhuma novidade.

Mas agora, Michel adentra em um novo nicho – o do Teatro Musical.

Bem Sertanejo, o Musical” estreia no Tom Brasil (SP), para contar a história deste ritmo ouvido no país inteiro. A história e direção é de Gustavo Gasparani (“SamBRA – 100 Anos de Samba” e “Gilberto Gil, Aquele Abraço”).

O espetáculo, que tem dois atos e 56 canções, mostra o início da música sertaneja brasileira, em 1910 com Raul Torres, chegando até os dias atuais, com as superproduções artísticas.

Acompanhando o cantor, está o mesmo elenco que trabalhou com o diretor em “Gilberto Gil, Aquele Abraço”: Alan Rocha, Cristiano Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima, Rodrigo Lima; mais Sérgio Dalcin (“Nuvem de Lágrimas, o Musical”), Lílian Menezes (“Elis, a Musical”) e a banda de Michel Teló.

No setlist, serão ouvidas músicas de Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo e Zezé Di Camargo e Luciano, além dos artistas da nova geração como Victor e Léo, Jorge e Mateus, Cristiano Araújo, entre outros.

Depois de São Paulo, o espetáculo passará por Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Ribeirão Preto. Para a cidade do Rio de Janeiro, está programada a apresentação do musical no palco do Theatro Municipal do Rio, que receberá pela primeira vez em sua história um espetáculo de música sertaneja.

(fonte: coluna da Adriana Barros – UOL)

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4xBIBI

No dia 28 de fevereiro de 1941, no Teatro Serrador, no Rio de Janeiro, o grande ator Procópio Ferreira apresenta ao público e à cena teatral carioca sua filha, Bibi Ferreira. O espetáculo era La Locandiera, de Goldoni, que no Brasil teve o título de Mirandolina.

Para Procópio, com a visão de produtor do espetáculo, lançar Bibi era um golpe comercial. Apresentar uma novidade para o público. Queria ganhar dinheiro. Talvez tenha pensado “… se fizer direitinho, já serve!!!” Artisticamente falando, ele sabia de algumas coisas que Bibi havia feito, mas não esperava que como resultado Bibi receberia críticas extraordinárias, unânimes e, desde aquele momento, definitivas. Críticas essas que provocaram  Procópio a mandar fazer um pequeno caderno com todos os comentários, que fazia questão de distribuir, orgulhosamente, para os amigos e admiradores.

E é ali, profissionalmente falando, que nasce uma das maiores estrelas que este País já viu. Se passaram 75 anos, muitos sucessos, sejam espetáculos de teatro, direções, programas de tv e discos, e Bibi continua no seu pedestal de grande artista, sendo, sem dúvida, a artista mais importante dos palcos brasileiros. E Bibi, nesses 3/4 de século, só coleciona sucessos.

Embora Bibi tenha começado seu contato com a arte muito antes disso, somente ali, ao lado do seu pai, ela considera o início da sua carreira profissional.

Para abrir as comemorações dos seus 75 anos de carreira, Bibi apresenta no dia 4 de março, no Tom Brasil, um show especial – 4XBIBI – que reúne o melhor do repertório dos seus quatro últimos espetáculos dramático-musicais: Amália Rodrigues, Carlos Gardel, Frank Sinatra e Edith Piaf.

É para matar a saudade, dela e do público,que esse espetáculo está sendo feito.

Costurando esse repertório, histórias dos bastidores dessas produções, histórias inusitadas, diferentes, que o publico não conhece e que não imagina que possam ter acontecido. As histórias do lado de trás do palco, do backstage. Porque essas produções foram feitas, de onde surgiram as idéias, o que fez Bibi aceitar fazer, e “causos” da trajetória de cada uma dessas produções.

Como o fato da maior fadista de todos os tempos, Amália Rodrigues, ter assistido Bibi cantando Piaf 14 vezes em Lisboa e depois ter declarado que se alguém fosse fazer sua vida, ela queria que fosse a atriz brasileira Bibi Ferreira; em Piaf, depois de recusar fazer muitas vezes o papel, e as vésperas do projeto ser cancelado,  Bibi muda de ideia ao ouvir a música Millord, e o espetáculo se torna um dos maiores sucessos de sua carreira; que a idéia de cantar Sinatra surgiu de uma brincadeira de Bibi, antes de entrar em cena; e assim as histórias vão sendo contadas.

Esse show foi preparado para abrir as comemorações do Jubileu de Diamantes de Bibi, com apresentações no Rio de Janeiro (Vivo Rio, dias 27 e 28 de fevereiro) e em São Paulo (Tom Brasil, dia 4 de março).

Completando as comemorações teremos o lançamento de uma nova fotobiografia, uma caixa box com seis CDs, um novo site – super atualizado e moderno – disponibilizando o mais completo material sobre a vida e a carreira de Bibi, além da segunda etapa da turnê nacional do espetáculo Bibi canta repertório Sinatra, de março a agosto, apresentações especiais em Nova York  e  Lisboa (em outubro)  e a estréia de um novo espetáculo, no mês de novembro, onde Bibi volta a cantar o repertório brasileiro,

Acompanhada por dez músicos, sob a regência do maestro Flavio Mendes, também responsável pelos arranjos e direção musical, e a narração de Nilson Raman, que assina o texto e a direção do espetáculo, Bibi encantará a platéia cantando os grandes sucessos dos seus musicais. O roteiro musical é assinado pelos três.

Repertório do show:

Amália
Fadinho Serrano
Povo que Lavas no rio

Gardel
Esta noche me emborracho
Cuesta Abajo

Sinatra
Thats life
Baladas românticas
All the way
The lady is a tramp

Piaf
Millord
L’accordeniste
A quoi ça sert l’amour
Je ne regrette rien
Hymne a l’amour

New York New York

4xBIBI
com Bibi Ferreira e orquestra
Tom Brasil (R. Bragança Paulista, 1281 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração (não informada)
04/03
6a feira – 22h
Recomendação livre
$110 / $240