SER JOSÉ LEONILSON

Idealizado por Laerte Késsimos, dirigido por Aura Cunha, com dramaturgia de Leonardo Moreira, música original de Marcelo Pellegrini, cenário de Marisa Bentivegna e iluminação de Aline Santini, o espetáculo teatral “Ser José Leonilson” é uma costura poética entre a vida e obra do artista plástico José Leonilson (1957-1993) e a biografia de Laerte Késsimos. Elaborado a partir dos depoimentos (biográficos e artísticos) do artista plástico brasileiro e registros sonoros feitos pelo próprio Laerte durante o processo de criação e pesquisa, o tecido que é alinhavado diante do público une as inquietações dos dois artistas: a feitura artística como um autorretrato, a casa de infância como um ambiente de domesticação, a sexualidade como campo de batalha, as pontes amorosas como uma travessia e a doença como uma reconciliação com nossa finitude.

Aproximando-se de forma direta da obra de Leonilson, o próprio processo de investigação de Laerte, os vestígios da criação, os áudios que dão dimensão histórica ao cotidiano criativo são, eles próprios, a obra. Um bordado em que frente e verso são compartilhados publicamente – suas amarras, cortes, sobras de linha, correções, imperfeições, pontos e nós.

Ser José Leonilson

“Ser José Leonilson” é a terceira e última etapa de um processo que envolveu a performance pública “O Porto” (um ateliê aberto à visitação, onde Laerte Késsimos criou obras visuais que são também depoimentos bastante pessoais), uma exposição (Como se desenha um coração?) e, finalmente, o espetáculo teatral “Ser José Leonilson”. Assim, a peça que estreia agora no Teatro da USP (de 14 de novembro a 15 de dezembro de 2019) é o porto de chegada de uma jornada.

O espetáculo é um monólogo que mistura artes visuais (projeções em vídeo), narração de histórias (a transposição para o palco de relatos biográficos gravados durante o processo) e documentário (a vida e obra de Leonilson) se misturam em um ateliê de costura que é também um palco. Em cena, Laerte Késsimos expõe não só a sua biografia (em relatos íntimos gravados e reencenados diante do público), mas também seus quadros, bordados e criações audiovisuais – operando, narrando e expondo suas criações ao vivo.  Trata-se, portanto, de um evento biográfico e multimídia que tenta unir elementos do próprio teatro, das artes plásticas e do vídeo. Esse trânsito sem fronteiras entre o relato pessoal e a criação artística traz para o palco questionamentos urgentes: como uma obra de arte tão pessoal pode servir a uma discussão pública? Como a exposição sem pudores de uma intimidade pode ser um ato revolucionário em meio à falência social?

Assim como a obra de Leonilson não pode ser desassociada da vida do artista, por expressar sempre o caráter confessional de um diário íntimo, a encenação de Aura Cunha, a dramaturgia de Leonardo Moreira, a música original de Marcelo Pellegrini, o cenário de Marisa Bentivegna e a iluminação de Aline Santini colocam, em primeiro plano, o duplo Laerte/Leonilson – uma ponte entre a vida e obra do artista morto em 1993 à vida e presente obra do sujeito artístico Laerte Késsimos, e as coincidências e dissonâncias entre as obras e vidas dos dois artistas. Diários cartografados, mapas geométricos, mapas que são retratos, geometrias brancas, brancos que são páginas de diário ou autorretratos, relatos sonoros, referências íntimas e cotidianas sustentam o diálogo com o público – resultado do desejo íntimo de Laerte Késsimos em jogar o jogo favorito de Leonilson – a intersecção entre ficção e realidade; entre o íntimo e o público; entre o diário e a afirmação política; entre o bordado real e a descrição de uma paisagem; entre a biografia de Laerte e os bordados de Leonilson.

Organizada como um documentário poético em que a vida de Laerte (e a feitura desse espetáculo) se entrelaça aos diários, gravações e depoimentos de Leonilson, a montagem não está preocupada em levantar um edifício ficcional. Antes, contenta-se com o relato e a descrição de obras, criando um ambiente poético que não abandona a narrativa e o contato direto com o público.  Os artifícios técnicos, como a projeção de imagens e a tessitura de palavras em tecidos, pretendem trabalhar para reunir o humano na direção de um objeto estético que não nos pede necessariamente o mesmo olhar, mas nem por isso deixa de nos reconhecer como coletivo.

Diante do público, constrói-se um panorama não só interior, mas também exterior, de nosso tempo e do mundo ao nosso redor. Nos tempos atuais, em que a opressão e o conservadorismo se erguem como uma onda alta que pode nos derrubar com força, trazer à tona um artista gay (vale ressaltar a tragédia que é esse ainda ser um tema controverso em nosso país); HIV positivo (esse tema migrou de uma epidemia para um preconceito escondido e silencioso) e a favor de uma política subjetiva e íntima (quando a subjetividade e a intimidade são os primeiros alvos de políticas opressivas) é, em si, um ato político.  Cada vez que as ondas conservadoras nos derrubam, mergulhamos mais e mais fundo, com o momento de alívio passa antes que possamos agarrá-lo, pois a onda já está juntando forças para atingi-la novamente. Esse trabalho acredita que a tábua a que nos agarramos nesse naufrágio só pode ser poética – a um só tempo pessoal e política.

Exposição COMO SE DESENHA UM CORAÇÃO

Paralelamente às apresentações do espetáculo, estará também em cartaz a primeira mostra individual de Laerte Késsimos, a exposição COMO SE DESENHA UM CORAÇÃO?, que apresenta o expoente de seus trabalhos, criados entre 2017 e 2019. São desenhos, pinturas, bordados e objetos – “objetos de desejo e de curiosidade” – criados numa relação direta, ora de espelhamento, ora de duplicidade, com os trabalhos do artista plástico José Leonilson (1957-1993). Inspirações, traduções e revisitas à obra de Leonilson são materializadas em obras visuais que constituem, além da exposição, o alicerce temático do solo autoral inspirado na vida e obra do artista cearense.

FACE (2)

Ser José Leonilson

Com Laerte Késsimos

TUSP – Centro Universitário Maria Antônia (Rua Maria Antônia, 294, Consolação – São Paulo)

Duração 90 minutos

14/11 até 15/12

Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h

$20

Classificação 16 anos

Exposição COMO SE DESENHA UM CORAÇÃO?

TUSP / CEUMA – Foyer da Sala Multiuso (Rua Maria Antônia, 294 Consolação – São Paulo)

14/11 a 15/12

Terça a Domingo – 10h às 18h

Entrada Gratuita

Classificação Livre

O PEQUENO EYOLF

 

Os experimentos de montagem do Núcleo TUSP em São Paulo são fruto do interesse em criar um espaço de troca entre atores e atrizes de formações diversas, desprovido das pressões do circuito comercial.

O primeiro resultado dessa experiência foi a peça Outro K, em 2015, a partir da obra O Processo, de Franz Kafka. Em 2016, o trabalho tem continuidade com O Pequeno Eyolf, de Henrik Ibsen, ao mesmo tempo que os selecionados deste ano encenam Mahagonny, de Bertold Bercht.

O Pequeno Eyolf

Está em cartaz o espetáculo O Pequeno Eyolf, formado por atores do primeiro elenco do Núcleo de Montagem do TUSP. 

Sinopse

O casal Alfred e Rita enfrenta a dor da morte do filho Eyolf, ao mesmo tempo em que Asta – tia do menino – traz revelações que colocam à prova o destino da família. Um dos últimos textos de Ibsen, O Pequeno Eyolf é uma reflexão sobre a perda, a morte e a responsabilidade humana.

 

O Pequeno Eyolf
Com Anita Prades, Débora Tieppo, Leandro Galor, Marcelo Bosso, Renata Alves e Stefani Mota
Teatro da Universidade de São Paulo (R. Maria Antônia, 294 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 90 minutos
25/11 até 18/12
(10/12 não haverá apresentação)
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$10
Classificação 12 anos
 
Autor: Henrik Ibsen
Direção – René Piazentin
Assistência – Daniele Aoki

“O Jardim”

A Cia Hiato volta em cartaz com três produções: “O Jardim”, “Ficção” e “2 Ficções” e mais duas oficinas, a partir de 2 de julho até o final de agosto. É a “Ocupação da Cia Hiato no TUSP (Teatro da USP)”.
O grupo teve sua primeira peça encenada em 2007 – “Cachorro Morto” e desde então procura “investigar novas dramaturgias
e formas cênicas que suscitem questionamentos sobre a “diferença”, as formas de percepção da realidade, as lacunas entre a experiência e a linguagem e a multiplicidade de perspectivas que constituem nossa consciência, isto é, nossa invenção de um eu singular e coeso”, segundo a própria companhia..
Agora a Cia Hiato, depois de apresentar-se em importantes festivais nacionais e internacionais (Alemanha, Holanda, Colômbia, Grécia, Estados Unidos e Áustria) retorna ao TUSP, após três anos, para mais uma temporada da peça “O Jardim” a partir de 03 de julho.
Em conjunto, será ministrada a oficina “Desmontagem e Restauração – O Jardim”.
O enredo da peça trata de três histórias que pertencem a tempos diferentes se cruzam, se sobrepõem e se chocam para formar uma paisagem a ser contemplada pelo espectador. Um jardim que une as memórias que perdemos, as que não podem ser apagadas e ainda aquelas que imaginamos.
Depois no final de julho serão apresentados os dois novos espetáculos da companhia – “Ficção” e “2 Ficções”, incluindo uma nova oficina de “Desmontagem e Restauração – Ficção”.
Para maiores informações, favor acessar o site da companhia –www.ciahiato.com.br ou do TUSP – www.usp.br/tusp.
‪#‎CiaHiato‬ ‪#‎Teatro‬ ‪#‎OficinaTeatral‬ ‪#‎TUSP‬ ‪#‎VáAoTeatro‬ ‪#‎OpiniãoDePeso‬

“O Jardim”
Com Aline Filócomo, Fernanda Stefanski, Luciana Paes, Maria Amélia Farah, Paula Picarelli, Thiago Amaral e ator convidado Edison Simão
Teatro da USP (TUSP) (Rua Maria Antônia, 294 Consolação – São Paulo)
Duração 90 minutos
03 a 26/07
Bate papo com grupo – 19/07
Quinta, Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20

‪#‎PomboCorreioAssessoriaImprensa‬

Ocupação da Cia. Hiato no TUSP

A Cia Hiato volta em cartaz com três produções: “O Jardim”, “Ficção” e “2 Ficções” e mais duas oficinas, a partir de 2 de julho até o final de agosto. É a “Ocupação da Cia Hiato no TUSP (Teatro da USP)”.
O grupo teve sua primeira peça encenada em 2007 – “Cachorro Morto” e desde então procura “investigar novas dramaturgias
e formas cênicas que suscitem questionamentos sobre a “diferença”, as formas de percepção da realidade, as lacunas entre a experiência e a linguagem e a multiplicidade de perspectivas que constituem nossa consciência, isto é, nossa invenção de um eu singular e coeso”, segundo a própria companhia..
Agora a Cia Hiato, depois de apresentar-se em importantes festivais nacionais e internacionais (Alemanha, Holanda, Colômbia, Grécia, Estados Unidos e Áustria) retorna ao TUSP, após três anos, para mais uma temporada da peça “O Jardim” a partir de 03 de julho.
Em conjunto, será ministrada a oficina “Desmontagem e Restauração – O Jardim”.
O enredo da peça trata de três histórias que pertencem a tempos diferentes se cruzam, se sobrepõem e se chocam para formar uma paisagem a ser contemplada pelo espectador. Um jardim que une as memórias que perdemos, as que não podem ser apagadas e ainda aquelas que imaginamos.
Depois no final de julho serão apresentados os dois novos espetáculos da companhia – “Ficção” e “2 Ficções”, incluindo uma nova oficina de “Desmontagem e Restauração – Ficção”.
Para maiores informações, favor acessar o site da companhia –www.ciahiato.com.br ou do TUSP – www.usp.br/tusp.
‪#‎CiaHiato‬ ‪#‎Teatro‬ ‪#‎OficinaTeatral‬ ‪#‎TUSP‬ ‪#‎VáAoTeatro‬ ‪#‎OpiniãoDePeso‬538653_332066863536627_1414992732_n“O Jardim”
Com Aline Filócomo, Fernanda Stefanski, Luciana Paes, Maria Amélia Farah, Paula Picarelli, Thiago Amaral e ator convidado Edison Simão
Teatro da USP (TUSP) (Rua Maria Antônia, 294 Consolação – São Paulo)
Duração 90 minutos
03 a 26/07
Bate papo com grupo – 19/07
Quinta, Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20
vídeo do espetáculo:

“Oficina – Desmontagem e Restauração ‘O Jardim'”
De 2 a 24 de julho – quintas e sextas, das 15 às 18h.
Teatro da USP – TUSP (Rua Maria Antônia , 294 – Consolação – São Paulo)
Inscrições até 26 de junho através do envio de currículo e carta de intenção para: oficinahiato@gmail.com
Total de vagas 15
Público-alvo profissionais das artes cênicas
Gratuito
Os selecionados serão avisados até o dia 29 de junho.58537_460453440697968_1538832135_nAGOSTO
Oficina 2 – Desmontagem e Restauração | Ficção
De 01 a 23 de agosto, sábado das 15h às 18h e domingo das 14h às 17h.

Temporada Ficção
De 29 de julho a 21 de agosto de quarta a sexta.
Horário: 20h30
Obs. 02 monólogos de 60 minutos por dia.
Bate-papo – 5, 06 e 07 de agosto (quarta, quinta e sexta).

Programação Monólogos:
Quartas: Ficção # Luciana Paes e Ficção # Paula Picarelli
Quintas: Ficção # Maria Amélia Farah e Ficção # Thiago Amaral
Sextas: Ficção # Aline Filócomo e Ficção # Fernanda Stefanski

Temporada 2 Ficções
De 1 a 24 de agosto, de sábado a segunda.
Horário: sábado e segunda, 20h30 e domingo,19h
Bate-papo: dia 09 de agosto de 2015

#PomboCorreioAssessoriaImprensa