ELIZABETH COSTELLO

Elizabeth Costello é um projeto teatral idealizado pela atriz Lavínia Pannunzio, que resultou no espetáculo com dramaturgia e direção do ator Leonardo Ventura, sobre a obra homônima do laureado escritor sul-africano J.M Coetzee, considerado um dos principais escritores de língua inglesa. Com o trabalho em andamento desde o início de 2018, a peça estreou em 22 de janeiro no TUSP – Teatro da USP. Agora, a partir de 29 de fevereiro, inicia a segunda temporada de um mês, somente com sessões aos sábados e domingos.

Uma velha escritora vive entre gatos em uma aldeia do interior. Enquanto faz uma profunda reflexão diante de um gravador, cria uma narrativa de ficção onde a personagem Elizabeth Costello, deve fazer declarações de crença diante de uma banca de juízes para passar por um misterioso portão. Diante das questões “No que creio? Por quê creio?”, Elizabeth Costello recorre à sua luta mais cara, a dos direitos dos animais para respondê-las. No entanto, sente-se inadequada com a recepção de suas ideias por parte da banca de seus ávidos juízes. Para encontrar uma maneira de falar que traga iluminação e não divisão, Elizabeth recorre à outros temas como: a filosofia e os animais; a poesia e os animais; o mal sob a ótica de  um estupro que sofre ainda jovem; a análise crítica da lógica cristã em um potente embate com sua irmã na África; a empatia gestada pela sua perspectiva humanista, entre outros. Estes temas, ainda que não revertam sua condição inadequada, acabam por levar a escritora a um culminante contato com forças míticas ontológicas e primordiais de existência, revelando suas crenças sobretudo no que é real no âmbito da natureza.

Elizabeth Costello é um espetáculo que apresenta três planos temporais, resultantes do hibridismo narrativo presente na obra original e pautado, sobretudo, pelo trabalho da atriz na construção das diferentes narrativas e facetas da personagem.

Sobre a Dramaturgia por Leonardo Ventura

Elizabeth Costello, de J.M. Coetzee é dividido em oito “lições”, de escrita densa, com múltiplas camadas, referências literárias, filosóficas e com trânsito por diversos gêneros; além da presença de um narrador flutuante que assume diferentes perspectivas. Diante desta abrangência, nosso processo instaurou-se suprimindo toda matéria de reflexão literária, deixando emergir ações, circunstâncias, fortes imagens e sobretudo, o ponto de vista prismático da personagem.

Observamos que a questão do Mal era recorrente na narrativa, notadamente nas lições acerca da temática dos animais, do holocausto e do cristianismo: o mal como consequência dos desvios de processos civilizatórios; essas narrativas configuram a primeira metade da nossa peça.

Na lição a respeito das humanidades na África, o autor apresenta a cultura do Renascimento como uma possível via de conciliação civilizatória, tema que foi inserido no início da segunda parte da peça, e que abriu espaço para o retorno da personagem ao ambiente mítico presente nas últimas lições. Este retorno encerra o desfecho da nossa dramaturgia: o contato da personagem com os elementos e com as forças primordiais como sua proposta de civilidade.

Entretanto, precisávamos de uma ação geral como receptáculo dessa trajetória, que encontramos na última lição: uma mulher escrevendo uma declaração de crença diante de uma banca de juízes para atravessar um misterioso portão; cada narrativa escolhida tornou-se então, uma das declarações que Elizabeth escreve aos juízes. Por fim, o conto “A mulher e os gatos” (onde a personagem encontra-se exilada, metaforicamente para além deste portão), foi inserido, estabelecendo o tempo presente da ação geral dramatúrgica e a condição concreta da personagem: uma mulher, num lugar longínquo, ficciona esta personagem e estas narrativas diante de um portão.

Sobre a Encenação

A encenação parte da lógica da dramaturgia, onde se têm três planos da personagem: a escritora exilada, velha, fazendo uma reflexão profunda diante de um gravador (já que não escreve mais) e criando uma narrativa de ficção que resulta na segunda Elizabeth Costello; esta, ficcionada, deve fazer uma declaração de crença diante de uma banca de juízes para passar por um misterioso portão. Estas declarações geram o terceiro plano, o de ações e circunstâncias desta personagem criada, como por exemplo, a narração de um estupro que sofre ainda jovem; a análise crítica da lógica cristã em um potente embate com sua irmã na África; a empatia gestada pela sua potente perspectiva humanista, revelada pela sua relação com seres muito diversos e o culminante contato com os mitos gregos e as forças primordiais de existência. Com os três planos em cena convencionou-se uma tradução em ação dos desdobramentos das narrativas que o autor propõe no material original. O cenário, a luz e o som ajudarão na definição destes diferentes planos, entretanto, a encenação é ancorada, sobretudo, no trabalho da atriz.

FACE

Elizabeth Costello

Com Lavínia Pannunzio

TUSP – Teatro da USP (R. Maria Antônia, 294 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 70 minutos

29/02 a 29/03

Sábado – 21h, Domingo – 20h

$30

Classificação 16 anos

SER JOSÉ LEONILSON

Idealizado por Laerte Késsimos, dirigido por Aura Cunha, com dramaturgia de Leonardo Moreira, música original de Marcelo Pellegrini, cenário de Marisa Bentivegna e iluminação de Aline Santini, o espetáculo teatral “Ser José Leonilson” é uma costura poética entre a vida e obra do artista plástico José Leonilson (1957-1993) e a biografia de Laerte Késsimos. Elaborado a partir dos depoimentos (biográficos e artísticos) do artista plástico brasileiro e registros sonoros feitos pelo próprio Laerte durante o processo de criação e pesquisa, o tecido que é alinhavado diante do público une as inquietações dos dois artistas: a feitura artística como um autorretrato, a casa de infância como um ambiente de domesticação, a sexualidade como campo de batalha, as pontes amorosas como uma travessia e a doença como uma reconciliação com nossa finitude.

Aproximando-se de forma direta da obra de Leonilson, o próprio processo de investigação de Laerte, os vestígios da criação, os áudios que dão dimensão histórica ao cotidiano criativo são, eles próprios, a obra. Um bordado em que frente e verso são compartilhados publicamente – suas amarras, cortes, sobras de linha, correções, imperfeições, pontos e nós.

Ser José Leonilson

“Ser José Leonilson” é a terceira e última etapa de um processo que envolveu a performance pública “O Porto” (um ateliê aberto à visitação, onde Laerte Késsimos criou obras visuais que são também depoimentos bastante pessoais), uma exposição (Como se desenha um coração?) e, finalmente, o espetáculo teatral “Ser José Leonilson”. Assim, a peça que estreia agora no Teatro da USP (de 14 de novembro a 15 de dezembro de 2019) é o porto de chegada de uma jornada.

O espetáculo é um monólogo que mistura artes visuais (projeções em vídeo), narração de histórias (a transposição para o palco de relatos biográficos gravados durante o processo) e documentário (a vida e obra de Leonilson) se misturam em um ateliê de costura que é também um palco. Em cena, Laerte Késsimos expõe não só a sua biografia (em relatos íntimos gravados e reencenados diante do público), mas também seus quadros, bordados e criações audiovisuais – operando, narrando e expondo suas criações ao vivo.  Trata-se, portanto, de um evento biográfico e multimídia que tenta unir elementos do próprio teatro, das artes plásticas e do vídeo. Esse trânsito sem fronteiras entre o relato pessoal e a criação artística traz para o palco questionamentos urgentes: como uma obra de arte tão pessoal pode servir a uma discussão pública? Como a exposição sem pudores de uma intimidade pode ser um ato revolucionário em meio à falência social?

Assim como a obra de Leonilson não pode ser desassociada da vida do artista, por expressar sempre o caráter confessional de um diário íntimo, a encenação de Aura Cunha, a dramaturgia de Leonardo Moreira, a música original de Marcelo Pellegrini, o cenário de Marisa Bentivegna e a iluminação de Aline Santini colocam, em primeiro plano, o duplo Laerte/Leonilson – uma ponte entre a vida e obra do artista morto em 1993 à vida e presente obra do sujeito artístico Laerte Késsimos, e as coincidências e dissonâncias entre as obras e vidas dos dois artistas. Diários cartografados, mapas geométricos, mapas que são retratos, geometrias brancas, brancos que são páginas de diário ou autorretratos, relatos sonoros, referências íntimas e cotidianas sustentam o diálogo com o público – resultado do desejo íntimo de Laerte Késsimos em jogar o jogo favorito de Leonilson – a intersecção entre ficção e realidade; entre o íntimo e o público; entre o diário e a afirmação política; entre o bordado real e a descrição de uma paisagem; entre a biografia de Laerte e os bordados de Leonilson.

Organizada como um documentário poético em que a vida de Laerte (e a feitura desse espetáculo) se entrelaça aos diários, gravações e depoimentos de Leonilson, a montagem não está preocupada em levantar um edifício ficcional. Antes, contenta-se com o relato e a descrição de obras, criando um ambiente poético que não abandona a narrativa e o contato direto com o público.  Os artifícios técnicos, como a projeção de imagens e a tessitura de palavras em tecidos, pretendem trabalhar para reunir o humano na direção de um objeto estético que não nos pede necessariamente o mesmo olhar, mas nem por isso deixa de nos reconhecer como coletivo.

Diante do público, constrói-se um panorama não só interior, mas também exterior, de nosso tempo e do mundo ao nosso redor. Nos tempos atuais, em que a opressão e o conservadorismo se erguem como uma onda alta que pode nos derrubar com força, trazer à tona um artista gay (vale ressaltar a tragédia que é esse ainda ser um tema controverso em nosso país); HIV positivo (esse tema migrou de uma epidemia para um preconceito escondido e silencioso) e a favor de uma política subjetiva e íntima (quando a subjetividade e a intimidade são os primeiros alvos de políticas opressivas) é, em si, um ato político.  Cada vez que as ondas conservadoras nos derrubam, mergulhamos mais e mais fundo, com o momento de alívio passa antes que possamos agarrá-lo, pois a onda já está juntando forças para atingi-la novamente. Esse trabalho acredita que a tábua a que nos agarramos nesse naufrágio só pode ser poética – a um só tempo pessoal e política.

Exposição COMO SE DESENHA UM CORAÇÃO

Paralelamente às apresentações do espetáculo, estará também em cartaz a primeira mostra individual de Laerte Késsimos, a exposição COMO SE DESENHA UM CORAÇÃO?, que apresenta o expoente de seus trabalhos, criados entre 2017 e 2019. São desenhos, pinturas, bordados e objetos – “objetos de desejo e de curiosidade” – criados numa relação direta, ora de espelhamento, ora de duplicidade, com os trabalhos do artista plástico José Leonilson (1957-1993). Inspirações, traduções e revisitas à obra de Leonilson são materializadas em obras visuais que constituem, além da exposição, o alicerce temático do solo autoral inspirado na vida e obra do artista cearense.

FACE (2)

Ser José Leonilson

Com Laerte Késsimos

TUSP – Centro Universitário Maria Antônia (Rua Maria Antônia, 294, Consolação – São Paulo)

Duração 90 minutos

14/11 até 15/12

Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h

$20

Classificação 16 anos

Exposição COMO SE DESENHA UM CORAÇÃO?

TUSP / CEUMA – Foyer da Sala Multiuso (Rua Maria Antônia, 294 Consolação – São Paulo)

14/11 a 15/12

Terça a Domingo – 10h às 18h

Entrada Gratuita

Classificação Livre

O PEQUENO EYOLF

 

Os experimentos de montagem do Núcleo TUSP em São Paulo são fruto do interesse em criar um espaço de troca entre atores e atrizes de formações diversas, desprovido das pressões do circuito comercial.

O primeiro resultado dessa experiência foi a peça Outro K, em 2015, a partir da obra O Processo, de Franz Kafka. Em 2016, o trabalho tem continuidade com O Pequeno Eyolf, de Henrik Ibsen, ao mesmo tempo que os selecionados deste ano encenam Mahagonny, de Bertold Bercht.

O Pequeno Eyolf

Está em cartaz o espetáculo O Pequeno Eyolf, formado por atores do primeiro elenco do Núcleo de Montagem do TUSP. 

Sinopse

O casal Alfred e Rita enfrenta a dor da morte do filho Eyolf, ao mesmo tempo em que Asta – tia do menino – traz revelações que colocam à prova o destino da família. Um dos últimos textos de Ibsen, O Pequeno Eyolf é uma reflexão sobre a perda, a morte e a responsabilidade humana.

 

O Pequeno Eyolf
Com Anita Prades, Débora Tieppo, Leandro Galor, Marcelo Bosso, Renata Alves e Stefani Mota
Teatro da Universidade de São Paulo (R. Maria Antônia, 294 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 90 minutos
25/11 até 18/12
(10/12 não haverá apresentação)
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$10
Classificação 12 anos
 
Autor: Henrik Ibsen
Direção – René Piazentin
Assistência – Daniele Aoki

“O Jardim”

A Cia Hiato volta em cartaz com três produções: “O Jardim”, “Ficção” e “2 Ficções” e mais duas oficinas, a partir de 2 de julho até o final de agosto. É a “Ocupação da Cia Hiato no TUSP (Teatro da USP)”.
O grupo teve sua primeira peça encenada em 2007 – “Cachorro Morto” e desde então procura “investigar novas dramaturgias
e formas cênicas que suscitem questionamentos sobre a “diferença”, as formas de percepção da realidade, as lacunas entre a experiência e a linguagem e a multiplicidade de perspectivas que constituem nossa consciência, isto é, nossa invenção de um eu singular e coeso”, segundo a própria companhia..
Agora a Cia Hiato, depois de apresentar-se em importantes festivais nacionais e internacionais (Alemanha, Holanda, Colômbia, Grécia, Estados Unidos e Áustria) retorna ao TUSP, após três anos, para mais uma temporada da peça “O Jardim” a partir de 03 de julho.
Em conjunto, será ministrada a oficina “Desmontagem e Restauração – O Jardim”.
O enredo da peça trata de três histórias que pertencem a tempos diferentes se cruzam, se sobrepõem e se chocam para formar uma paisagem a ser contemplada pelo espectador. Um jardim que une as memórias que perdemos, as que não podem ser apagadas e ainda aquelas que imaginamos.
Depois no final de julho serão apresentados os dois novos espetáculos da companhia – “Ficção” e “2 Ficções”, incluindo uma nova oficina de “Desmontagem e Restauração – Ficção”.
Para maiores informações, favor acessar o site da companhia –www.ciahiato.com.br ou do TUSP – www.usp.br/tusp.
‪#‎CiaHiato‬ ‪#‎Teatro‬ ‪#‎OficinaTeatral‬ ‪#‎TUSP‬ ‪#‎VáAoTeatro‬ ‪#‎OpiniãoDePeso‬

“O Jardim”
Com Aline Filócomo, Fernanda Stefanski, Luciana Paes, Maria Amélia Farah, Paula Picarelli, Thiago Amaral e ator convidado Edison Simão
Teatro da USP (TUSP) (Rua Maria Antônia, 294 Consolação – São Paulo)
Duração 90 minutos
03 a 26/07
Bate papo com grupo – 19/07
Quinta, Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20

‪#‎PomboCorreioAssessoriaImprensa‬

Ocupação da Cia. Hiato no TUSP

A Cia Hiato volta em cartaz com três produções: “O Jardim”, “Ficção” e “2 Ficções” e mais duas oficinas, a partir de 2 de julho até o final de agosto. É a “Ocupação da Cia Hiato no TUSP (Teatro da USP)”.
O grupo teve sua primeira peça encenada em 2007 – “Cachorro Morto” e desde então procura “investigar novas dramaturgias
e formas cênicas que suscitem questionamentos sobre a “diferença”, as formas de percepção da realidade, as lacunas entre a experiência e a linguagem e a multiplicidade de perspectivas que constituem nossa consciência, isto é, nossa invenção de um eu singular e coeso”, segundo a própria companhia..
Agora a Cia Hiato, depois de apresentar-se em importantes festivais nacionais e internacionais (Alemanha, Holanda, Colômbia, Grécia, Estados Unidos e Áustria) retorna ao TUSP, após três anos, para mais uma temporada da peça “O Jardim” a partir de 03 de julho.
Em conjunto, será ministrada a oficina “Desmontagem e Restauração – O Jardim”.
O enredo da peça trata de três histórias que pertencem a tempos diferentes se cruzam, se sobrepõem e se chocam para formar uma paisagem a ser contemplada pelo espectador. Um jardim que une as memórias que perdemos, as que não podem ser apagadas e ainda aquelas que imaginamos.
Depois no final de julho serão apresentados os dois novos espetáculos da companhia – “Ficção” e “2 Ficções”, incluindo uma nova oficina de “Desmontagem e Restauração – Ficção”.
Para maiores informações, favor acessar o site da companhia –www.ciahiato.com.br ou do TUSP – www.usp.br/tusp.
‪#‎CiaHiato‬ ‪#‎Teatro‬ ‪#‎OficinaTeatral‬ ‪#‎TUSP‬ ‪#‎VáAoTeatro‬ ‪#‎OpiniãoDePeso‬538653_332066863536627_1414992732_n“O Jardim”
Com Aline Filócomo, Fernanda Stefanski, Luciana Paes, Maria Amélia Farah, Paula Picarelli, Thiago Amaral e ator convidado Edison Simão
Teatro da USP (TUSP) (Rua Maria Antônia, 294 Consolação – São Paulo)
Duração 90 minutos
03 a 26/07
Bate papo com grupo – 19/07
Quinta, Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20
vídeo do espetáculo:

“Oficina – Desmontagem e Restauração ‘O Jardim'”
De 2 a 24 de julho – quintas e sextas, das 15 às 18h.
Teatro da USP – TUSP (Rua Maria Antônia , 294 – Consolação – São Paulo)
Inscrições até 26 de junho através do envio de currículo e carta de intenção para: oficinahiato@gmail.com
Total de vagas 15
Público-alvo profissionais das artes cênicas
Gratuito
Os selecionados serão avisados até o dia 29 de junho.58537_460453440697968_1538832135_nAGOSTO
Oficina 2 – Desmontagem e Restauração | Ficção
De 01 a 23 de agosto, sábado das 15h às 18h e domingo das 14h às 17h.

Temporada Ficção
De 29 de julho a 21 de agosto de quarta a sexta.
Horário: 20h30
Obs. 02 monólogos de 60 minutos por dia.
Bate-papo – 5, 06 e 07 de agosto (quarta, quinta e sexta).

Programação Monólogos:
Quartas: Ficção # Luciana Paes e Ficção # Paula Picarelli
Quintas: Ficção # Maria Amélia Farah e Ficção # Thiago Amaral
Sextas: Ficção # Aline Filócomo e Ficção # Fernanda Stefanski

Temporada 2 Ficções
De 1 a 24 de agosto, de sábado a segunda.
Horário: sábado e segunda, 20h30 e domingo,19h
Bate-papo: dia 09 de agosto de 2015

#PomboCorreioAssessoriaImprensa