PEDRAS AZUIS (OPINIÃO)

O vilarejo de Pedras Azuis, localizado no sertão do nordeste do país, é tão pequeno que nem santo padroeiro tem. Para participar de uma procissão, para pedir que chova e com isso a plantação vingue e o gado não morra, os moradores têm que recorrer ao vilarejo vizinho. Diana costurou as asinhas de anjos para que seus meninos e os dos vizinhos participem. Mas ela mesma não foi. Ficou em casa só com o marido, Antero, pois ele não é muito ‘chegado’ nestas questões espirituais. Antero está preocupado porque a prefeitura (através de um funcionário público vindo do ‘Sul’) comprou um caminhão pipa, e com isso, irá tirar o sustento da sua família, pois terá que encostar o seu velho caminhão. Ele precisa fazer algo. Ao terminar o dia, suas vidas serão transformadas… para sempre!

Pedras Azuis“, texto de Márcio Macena, é livremente inspirado em “27 Carros de Algodão” de Tennessee Williams.

A peça aborda dois temas principais – a sobrevivência do homem sertanejo frente à seca e o abuso sofrido pelas mulheres.

O elo de ligação da peça, e destes dois mundos diferentes – “Nordeste x Sul” (dicotomia do saber popular e do conhecimento técnico), pertence a Diana. A personagem de Annelise Medeiros é uma mulher de múltiplas faces – a mulher com deficiência de locomoção (‘é manca’) e que sofreu bullying quando jovem; a pessoa que não estudou e com isso ‘pensar dói’; a mulher submissa que não olha o marido nos olhos e ‘aceita’ seus abusos – físicos e psicológicos; e o da mãe religiosa, que preza pelo bem da família e dos filhos.

A personagem tem uma força que atrai os olhos da plateia. Quando está em cena (quase toda a duração da peça), não se consegue desviar os olhos dela. Annelise conseguiu fazer uma Diana forte, que sofre resignada e calada pelo ‘bem da família’.

Os papéis masculinos são interpretados por Neto Mahnic (Antero) e Emanuel Sá (Lívio). A princípio tão diferentes entre si – um mostra a ‘rudeza’ do sertão e o outro, a ‘educação e a sedução’ do estrangeiro. Ambos opostos, mas que no final provam que não tão opostos assim.

Há duas cenas cruciais na história, para nós. A primeira é quando Diana está só com Lívio, e este vai engendrando uma teia para capturá-la; e a segunda, a cena final, quando ela está só com o marido, ‘à noitinha’ (não vamos estragar a surpresa da cena).

BeFunky Collage

Neto Mahnic, Annelise Medeiros e Emanuel Sá (crédito foto – Marcus Leoni / Folhapress)

Completa a montagem as vozes de Zeca Baleiro, que no começo da peça, faz uma narração, como se fosse uma oração; Mel Lisboa, que passa os dados estatísticos dos abusos sofridos por mulheres no país; e Maria Gadú, que faz o fundo musical da peça.

Ressaltamos o cenário do diretor, Márcio Macena. Simples – uma rede, uma cerquinha, e um banco, mas tão essencial para a história, e que combina com o estado de simplicidade do local e dos moradores daquela casa.

A iluminação de Cesar Pivetti e Vania Jaconis também é muito bem desenhada. Mesmo com o ar condicionado da sala do teatro ligado, você consegue sentir o ar parado, abafado e angustiante do sertão brasileiro, que margeia a vida de Diana e Antero.

Não deixe de assistir e recomendar para amigos.

150654602359cc11672c703_1506546023_3x2_md

cena de “Pedras Azuis” (crédito foto – Leekyung Kim)

Pedras Azuis
Com Annelise Medeiros, Emanuel Sá e Neto Mahnic
Viga Espaço Cênico – Sala Piscina (Rua Capote Valente, 1323, Sumaré – São Paulo)
Duração 60 minutos
06/09 até 16/10
Quarta e Quinta – 21h
$50
Classificação 16 anos

 

AMOR & PÓLVORA

Até onde uma amizade pode superar uma frustração? Até onde uma frustração pode ser superada por uma amizade? Até onde é realmente amizade? Em “Amor & Pólvora”, novo texto de Marllos Silva, todos os limites serão testados e questionados.
O espetáculo inédito que traz a história de Fábio e Sauí, dois amigos que se conhecem dos tempos de colégio e que decidem dar um susto nos pais forjando o próprio sequestro, expõe o extremo das relações e emoções entre pessoas que tiveram seus caminhos cruzados no passado, influenciando assim o presente e mudando inesperadamente o futuro.
Fábio por mais de 10 anos foi o alvo de bullying na escola, e agora na faculdade seu carrasco dos tempos de colégio é seu melhor amigo. Quase advogados formados, os dois decidem armar o sequestro de Fábio para levantar uma grana e dar um susto nos pais do rapaz. O problema é que algo não sai como o planejado, tudo começa a desmoronar, e em meio ao caos passam a relação em pratos limpos.
Trazendo uma proposta desafiadora para os atores em cena, Ghilherme Lobo e Júlio Oliveira – que repetem a parceria após “Eu Nunca” e “O Aprendiz de Feiticeiro”, a peça, repleta de intenções e sensações, apresentada no formato do teatro de arena, propõe ainda uma encenação surpresa para eles, uma ação que começa já na entrada do público, que não saberá quem vai interpretar cada personagem. Divididos apenas entre “formação A” e “formação B”, a dupla do dia será escolhida através de um voto aleatório da plateia, minutos antes do início do espetáculo.  “Esta proposta fez com que os atores ensaiassem os dois personagens. São dois espetáculos completamente diferentes, e apenas com dois profissionais talentosos e dedicados poderíamos propor esta formação., completa o autor Marllos Silva.
Para a dupla, com novelas, filmes, peças e musicais no currículo, a experiência da alternância surpresa é inédita. Uma coisa é você trabalhar a disponibilidade de ator para fazer vários personagens, que é o que fazemos a vida toda, outra coisa é trabalhar uma disponibilidade imediata, que é quando você descobre naquele segundo que fará tal papel, e que precisa começar o espetáculo em 3, 2, 1. Precisamos estar muito latentes, disponíveis e sensíveis o tempo todo, pois como são personagens completamente diferentes, a gente se prepara e se aquece de maneiras diferentes para fazer coisas diferentes, explica Júlio.
O que mais move e desafia no espetáculo é construir essas personagens paralelamente, buscando suas singularidades, descobrindo e criando características que tornem únicas cada uma dessas personas, interpretadas pelo mesmo ator. O Marllos Silva sabe muito bem a história que quer contar e, por conhecer tão intimamente o texto, sabe onde moram as maiores ciladas pra nós, atores. Isso permite que a criatividade aflore sem medo, que as propostas venham e sejam bem aproveitadas. É uma peça forte, atual e possível., detalha Ghilherme.
Escrito em 2008 por Marllos Silva, responsável também pela direção e desenho de luz, e sob a supervisão de José Renato Pécora, “Amor & Pólvora” tem a direção de produção de Rosangela Longhi, e a produção e realização da Gaya Produções e Marcenaria de Cultura.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Amor & Pólvora
Com Ghilherme Lobo e Júlio Oliveira 
Viga Espaço Cênico (Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 50 minutos
05/09 até 25/10
Terça e Quarta – 21h
$60

POÇO, O MUSICAL (OPINIÃO)

Sugestão para o seu final de semana – o drama “Poço, O Musical”. Em cartaz no Viga Espaço Cênico.

No fundo de um poço, vê-se a chegada de um personagem feminino. Não sabe quem é nem onde está. Na penumbra, outros personagens repetem momentos específicos de sua existência. Até que estes últimos se dão conta da novata. Será que é ela que vai retirá-los deste ciclo ‘eterno’?

O texto de André Borelli é muito interessante. Sem entregar surpresas nem spoilers, faz com que você fique atento à montagem. No começo, somos que nem a personagem novata – não sabemos o que estamos vendo mas com o desenrolar da história, as possibilidades que se descortinam vão ficando mais intrigantes. Até terminar em um final surpreendente.

Você vai pra casa pensando no que é ‘O Poço’.

Ficou legal a utilização da iluminação do cenário com a luz vindo de cima num facho. A apropriação do jogo de sombras, o claro/escuro, a dualidade dos personagens.

Destacamos no elenco o trabalho/vozes de Monique Fraraccio, Julia Rosa e Pablo Diego Garcia.

As canções são todas autorais e inéditas e complementam muito bem a história.

Atreva-se a entrar neste Poço!

FotoJet

Poço – O Musical
Com Felipe Vidal, Jéssica Monte, Julia Rosa, Lorena Vasconcelos, Monique Fraraccio, Pablo Diego, Rhener Freitas e Vitor Moutte.
Viga Espaço Cênico (Rua Capote Valente, 1.323, Pinheiros – São Paulo)
Duração 90 minutos
02/09 até 01/10
Sábado – 21h, Domingo – 19h
$60
Classificação 14 anos

 
.

O JARDIM DOS SONHADORES

Após o sucesso dos espetáculos “Os Guarda – Chuvas”, “4 Ever – A Última Noite”, “Os Donos do Mundo” que esta concorrendo ao Prêmio Jovem Brasileiro 2017 como o Melhor Espetáculo e “O Manual de Sobrevivência do Jovem Contemporaneo” com atuação também do YouTuber Gusta Stockler, Luccas Papp prepara mais um sucesso para os palcos com estreia prevista para Setembro “O Jardim dos Sonhadores”  que estreia em Setembro e promete encantar ao público teen.

O Jardim dos Sonhadores é uma história que se passa no Central Park, localizado no coração de Nova York. John (Luccas Papp) é um jovem e já consagrado autor de romances que, sem nenhuma ideia do que escrever em seu novo livro, passa todos os dias sentado em um banco isolado do parque em busca de inspiração.

Tudo muda em uma tarde de verão, quando Olivia (Joana Rodrigues), uma misteriosa jovem senta – se ao seu lado. Em poucos minutos John parece descobrir mais sobre o amor do que ele havia descrito em qualquer um de seus livros. O espetáculo narra quatro breves encontros dos jovens, um a cada estação do ano, e entre eles acompanhamos os seus medos, crescimentos e as mudanças presentes não só na temperatura do ar, mas também no interior de cada um.

Nessa montagem Luccas divide o palco com a talentosa jovem atriz Joana Rodrigues. Joana fez sua primeira novela, uma participação em “Vila Madalena” na Rede  Globo de Televisão. Atuou em algumas peças musicais e em 2009 viveu a personagem  Bruna na novela “Vende – se um Véu de Noiva” no SBT.

A direção fica por conta do talentoso diretor Alan Moraes que completa 20 anos de carreira. Alan já dirigiu grandes eventos, espetáculos e atrações como: “Noite  do Terror no Playcenter”, “Moranguinho e sua Turma” entre outros. Com Luccas Papp trabalhou na direção do espetáculo “4 Ever – A Última Noite”. Para abrilhantar ainda mais o espetáculo, todas as músicas serão tocadas ao vivo por um trio de músicos.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O Jardim dos Sonhadores
Com Joana Rodrigues e Luccas Papp
Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
16/09 até 08/10
Sábado e Domingo – 16 horas
$50
Classificação Livre

 

PEDRAS AZUIS

Já não brota nada verde do solo seco de Pedras Azuis. A esperança das poucas famílias que ainda vivem nesse vilarejo no meio do agreste é alimentada pelo caminhão pipa de Antero, que, uma vez por semana, traz a vida líquida para abastecer as vítimas da seca. Quando isso acontece, ele é recebido com festa na praça por todos os moradores munidos de seus baldes de água na cabeça.
 
Dessa maneira, Antero garante o sustento de sua esposa Diana e de seus quatro filhos até o dia em que a prefeitura decide comprar o próprio caminhão pipa para abastecer a cidadela. Com a vida ainda mais seca e dura, ele está prestes a tomar uma decisão extrema, capaz de mudar para sempre a vida em Pedras Azuis.
 
Só restam algumas questões para o protagonista: o que deve fazer para se salvar? Até onde pode ir para mudar esse cenário? Qual é o limite? Qual é a linha tênue entre a dignidade e a arbitrariedade? Qual o preço justo a se pagar por um erro? 
A relação de Antero com Diana é de terrível abuso físico e psicológico, mas ela resignada, acuada naquele cenário, aceita. Quanto de abuso e humilhação Diana deve aguentar para salvar essa família?
 
Com direção e texto de Marcio Macena, a encenação adota os personagens como o alicerce da narrativa, com mínimos recursos de cenografia, figurino e iluminação. O trabalho é pautado na linguagem corporal, fala, corte seco e jogo de sons e silêncios – pausas que convidam o espectador a pensar sobre o que está em sua frente.
 
O elenco conta com a participação de Annelise Medeiros, Emanuel Sá e Neto Manic. A trilha sonora, assinada por Felipe Roseno e Federico Puppi, apresenta canções interpretadas especialmente para a peça pela cantora Maria Gadú. Outro convidado especial é Zeca Baleiro, que empresta sua voz para uma gravação em off da montagem. 
 
SINOPSE
O sol inclemente castiga a cidade de Pedras Azuis, um lugar seco e triste no Sertão. No meio do agreste amarelo vivem poucas famílias que lutam para sobreviver à sede diária. Quando o caminhão pipa de Antero chega, carregado de água, uma vez por semana, todos os moradores do local correm para a praça com seus baldes na cabeça para coletar um pouquinho daquela vida líquida. Certo dia, a prefeitura decide comprar o próprio caminhão, e Antero perde o sustento de sua mulher Diana e de seus quatro filhos. Uma decisão extrema pode mudar a vida do lugarejo. O que ele deve fazer para se salvar? Qual é o limite? Até onde ele pode ir para mudar alguma coisa?
Pedras azuis1.jpg
Pedras Azuis
Com Annelise Medeiros, Emanuel Sá e Neto Manic
Viga Espaço Cênico – Sala Piscina (Rua Capote Valente, 1323, Sumaré – São Paulo)
Duração 60 minutos
06/09 até 16/10
Quarta e Quinta – 21h
$50
Classificação 16 anos

BULL

Três colegas de trabalho. Um deles deverá ser demitido. A situação, bastante comum no meio corporativo, serve de plano de fundo para a exploração dos labirintos do psicológico humano no espetáculo Bull, que reestreia dia de 2 setembro, às 21h no Viga Espaço Cênico, com direção de Eduardo Muniz e Flávio Tolezani.

Com texto do dramaturgo inglês contemporâneo Mike Bartlett, a montagem que estreou e teve uma temporada de sucesso de público e crítica em 2014 no Tucarena, investiga a pressão psicológica no ambiente de trabalho, levantando questionamentos sobre os limites entre a ambição descontrolada e a busca irrefreável pelo sucesso.

Cenograficamente a montagem opta pelo minimalismo. Com um cenário composto apenas de aparadores empresariais e dress code corporativo, a força da ação fica por conta dos conflitos das cenas e gestos dos atores que, no decorrer do espetáculo, transformam o escritório em um ringue de luta.

Nessa segunda temporada ambos os diretores, presentes no elenco da montagem em 2014, por estarem comprometidos com outros trabalhos, Flávio Tolezani e Eduardo Muniz cedem seus papéis a dois novos atores já conhecidos do público teatral: Gustavo Haddad e Gustavo Trestini.

Com um tom ácido e tragicômico, a montagem de fácil auto identificação aproxima-se de um hiperrealismo que beira o absurdo, construindo gradativamente um ambiente de violência e opressão que, acima de tudo, não julga seus personagens e busca apenas revelar os meandros de todo ser humano.

Em outubro de 2013, Mike Bartlett recebeu o prêmio de Melhor Novo Espetáculo no The National Theatre Awards por Bull, concorrendo com espetáculos de Alan Ayckbourn e Tom Wells. Além de Bull Mike Bartlett teve outros textos montados no Brasil como Contrações e Love, Love, Love com o Grupo 3 te teatro.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Bull
Com Bruno Guida, Cynthia Falabella, Gustavo Haddad, Gustavo Trestini
Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 55 minutos
02/09 até 29/10
Sábado – 21h, Domingo – 19h
$50
Classificação 14 anos

 

CINDY

Acabar com as definições atuais de homem e mulher e apresentar um novo gênero, livre de tabus e sem tantas predefinições. Esta é a missão de Cindy Spencer, que se autointitula “A Nova Mulher”. A comédia Cindy, com dramaturgia de Gabriel Miziara Marcelo Lazzaratto, é inspirada em personagens de autores homossexuais, como Caio Fernando Abreu, Oscar Wilde, Gore Vidal e Pedro Almodóvar, figuras que desafiam a fronteira dos gêneros conhecidos.

Pensei em fazer uma colcha de retalhos de diversos autores. No entanto, durante o período de pesquisa e o começo dos ensaios, conversando com Marcelo Lazzaratto, entendemos que poderíamos construir uma única figura baseada em várias personagens e, assim, discutir o masculino e o feminino presentes em um único ser. E fazemos isso através do humor e não do drama”, explica Miziara, que também dá vida à protagonista.

Outras referências da peça são o livro “Amor em Tempos Sombrios”, do irlandês Colm Tóibim, textos das escritoras Elisabeth Bishop, Gertrud Stein e Marguerite Yourcenar e autorretratos do ícone da pop art Andy Warhol vestido de drag queen.

Fã do cinema das décadas de 1930 e 1940, Cindy tem o sonho de ser atriz, por isso, os mitos hollywoodianos estão constantemente presentes em sua fala. Não há nada que a excite mais do que um bom desafio. Seu ex-marido Prince Spencer cometeu suicídio, e, desde então, ela faz análise via correspondência com o terapeuta e dentista Dr. Boyle.

Este trabalho marca o retorno de uma longa parceria entre Lazzaratto e Miziara. Gabriel integrou por mais de dez anos a Cia Elevador de Teatro Panorâmico, dirigida por Lazzaratto. Este é o primeiro projeto dos dois juntos, depois que o ator deixou a Companhia.

SINOPSE

Cindy Spencer, que se autointitula “A Nova Mulher”, tem a missão de apresentar outras possibilidades de vivenciar o ser humano, para além das noções de homem e mulher, um outro gênero, sem tantas predefinições e tabus. A peça é livremente inspirada em personagens de Caio Fernando Abreu, Gore Vidal, Oscar Wilde e Pedro Almodóvar, nos autorretratos Andy Warhol montado de drag queen e em textos de Elisabeth Bishop, Gertrud Stein e Marguerite Yourcenar.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Cindy
Com Gabriel Miziara
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Biblioteca Municipal Mário de Andrade – Auditório Rubens Borba de Moraes (Rua da Consolação, 94, Centro, São Paulo)
04 a 25/09
Segunda – 19h
Ingresso grátis (Distribuição de ingressos 30 minutos antes de cada sessão)
Viga Espaço Cênico – Sala Piscina (Rua Capote Valente, 1323, Sumaré, São Paulo)
2 a 31/10
Segunda e Terça – 21h;
$40